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Reino Unido: Crise na indústria de lácteos levou a êxodo rural

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 28/11/2014

2 MIN DE LEITURA

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O setor de lácteos está em um estado desesperado, segundo disseram representantes do setor a membros do Parlamento britânico, com os produtores recebendo menos pelo leite do que seu custo de produção.

Quatrocentos produtores de leite deixaram a atividade no Reino Unido até agora nesse ano, comparado com 200 no ano passado inteiro. Atualmente, os produtores estão recebendo cerca de 0,27 libras esterlinas (US$ 0,42) por litro de leite, menos que os cerca de 0,33 libras esterlinas (US$ 0,51) recebidos na primavera. O custo médio de produção é de pouco mais de 0,30 libras esterlinas (US$ 0,47).

Mostrando essas evidências ao Comitê de Meio-Ambiente, Alimentos e Assuntos Rurais (EFRA), o presidente da organização Farmers For Action, David Handley, disse: “A situação está ficando tão séria que, nas últimas nove semanas, encaminhamos três produtores de leite ao Samaritans [instituição de caridade que dá suporte emocional a pessoas que estão passando por forte estresse] porque estavam desesperados. O impacto total ainda não foi visto”.

O diretor executivo da Tenant Farmers Association, George Dunn, disse que o setor está perdendo produtores familiares. “Há vales que tinha 20 produtores de leite e agora não há mais nenhum”.

O comitê ouviu que a cadeia de fornecimento precisava passar por um escrutínio maior. Handley disse que o dinheiro entre o processador e o varejista precisa ser rastreado. “Precisamos ter alguma honestidade e transparência. A menos que tenhamos provas de que os mercados globais estão afetando os preços domésticos, então continuaremos promovendo bloqueios”.

Quando questionado se isso significaria que o preço do leite no supermercado aumentaria, Dunn respondeu que “não necessariamente”. Para ele, a questão é “para onde vai o dinheiro”? “Podemos não precisar de um preço mais alto, apenas ter uma participação mais justa no mercado”.

O presidente do Comitê de Lácteos da União Nacional de Produtores Rurais, Rob Harrison, disse: “Precisamos ter uma relação comercial transparente que significa que os produtores são tratados igualmente e justamente”.

Um pedido por melhores rotulagens também foi feito, de forma que os consumidores possam fazer escolhas informadas sobre de onde vem seu leite, para permitir que as pessoas comprem os produtos britânicos.

Os grandes compradores de leite – como Arla, Dairy Crest, Muller e First Milk – culpam principalmente os cortes nos preços globais de commodities: os preços estão caindo devido ao excesso de oferta. A proibição de importações pela Rússia também impactou, bem como as guerras de preços dos supermercados.

Handley disse que os cortes de preços foram abaixo dos mercados globais. “Achamos muito suspeito quando ouvimos que há sobre-oferta e 85% de nosso leite nunca saem dessas fronteiras”.

A reportagem é do BBC.

 

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VALTER AP.CAMPANHOLO

ITURAMA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 01/12/2014

Aqui no Brasil a coisa não anda diferente para os produtores de leite. Não entendo como a teimosia de nós produtores de produzir leite pode ser tamanha que mesmo com prejuízo e tantas dificuldades, continua na atividade. Produto leite, só está sendo bom para a indústria e varejistas. Ainda não parei, mas já estou pensando nisso e procurando outra estratégia de negócio para minha pequena propriedade, porque leite está ficando cada vez mais  inviável para produtores.
NIVALDO ALVESS TEIXEIRA

CAMPO BELO - MINAS GERAIS - REVENDA DE PRODUTOS AGROPECUÁRIOS

EM 01/12/2014

Estamos ouvindo essa história há décadas aqui no Brasil e a classe nada faz e os políticos que deveriam estar afinados com o setor acham bom, pois é um problema a menos; o programa habitacional do governo avança em todas as cidades do pais a procura de votos e os incautos homens do campo navegam nesse apelo e correm a ocupar uma casa minúscula na periferia das cidades transformando-se em mão de obra desqualificada e seus filhos consomem outros apelos e nunca mais retornam as origens, provocando um desfalque enorme no meio rural. Tal como acontece no Reino Unido, não há controle do dinheiro que se perde entre o produtor e o consumidor e aquele se vê obrigado a migrar para as cidades; não haverá sucessão no campo, mas com certeza os criminosos da cidade como traficantes e ladrões de banco darão aos filhos e netos desses homens do campo o sustento que o "desgoverno" não deu e assim teremos como ocorre na Europa mais desemprego, mais criminalidade e custos de alimentos maiores. Será que os homens públicos não poderiam, antecipando os acontecimentos , adotar o "minha casa, minha vida" no campo, criando agrovilas com a estrutura necessária (educação, segurança, saúde, transporte) para dar suporte a essas pessoas que abandonam o campo ?!  Sabemos que os problemas são multifatoriais mas vejo que esse assunto de êxodo rural esta longe de ser uma prioridade de todos os governos, com reflexos nos problemas monumentais dos grandes centros.
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