ESQUECI MINHA SENHA CONTINUAR COM O FACEBOOK SOU UM NOVO USUÁRIO
Buscar

Produtos de maior valor agregado colaboram para aumento do lucro da Vigor

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 11/03/2015

3 MIN DE LEITURA

0
0
Reflexo da reestruturação pela qual passou no último ano e meio e da aposta em produtos de maior agregado, a Vigor Alimentos fechou o quarto trimestre de 2014 e todo ano passado com crescimento expressivo em suas receitas e geração de caixa, disse ontem Gilberto Xandó, CEO da empresa ao Jornal Valor Econômico.

No quarto trimestre do ano de 2014, a empresa, controlada pela J&F, teve um lucro líquido consolidado de R$ 39,750 milhões, aumento de 69,9% sobre igual intervalo do ano anterior. O dado considera o resultado de equivalência patrimonial da Itambé, na qual a empresa tem 50% de participação, e da Dan Vigor, que hoje é controlada pela Vigor.

A receita líquida consolidada da empresa de lácteos no período foi de R$ 1,158 bilhão, 16,1% acima do quarto trimestre de 2013. O lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) atingiu R$ 102,1 milhões, aumento de 67,9% em relação ao mesmo período um ano antes. Com isso, a margem Ebitda da Vigor no período também avançou e alcançou 8,8%, acima dos 6,1% do quarto trimestre de 2013.

Levando em conta apenas os resultados da controladora no trimestre, a receita líquida foi de R$ 518,7 milhões, 22,1% acima de igual intervalo um ano antes. Já o lucro no período foi de R$ 22,314 milhões, 370,7% mais que um ano antes. O dado também considera o resultado de equivalência patrimonial da Itambé e Dan Vigor. No quarto trimestre, a geração de caixa da controladora somou R$ 59,513 milhões, alta de 117,2%. Com isso, a margem Ebitda alcançou dois dígitos e foi a 11,5%, um avanço de 5 pontos base ante o quarto trimestre de 2013.

Xandó disse que 2014 foi "histórico para a Vigor, com expressivo crescimento de suas operações e evolução de rentabilidade". Segundo ele, a melhora no desempenho decorre da reestruturação das operações, do foco em valor agregado e do reposicionamento de marcas. Além da reestruturação da área de supply chain, foi criada uma divisão de marketing na companhia e duas áreas de negócios: iogurte grego e queijos, o que mostra a importância dos produtos para a Vigor.

Conforme o CEO, a aposta em produtos de maior valor agregado ­ como a linha de iogurte grego ­ foi fundamental para os bons resultados da Vigor. "Quem depende de produtos de margens baixas como o leite longa vida tem dificuldades", acrescentou. Hoje, o leite longa vida responde por 8% do faturamento da companhia.

Em todo o ano de 2014, o lucro líquido consolidado da Vigor somou R$ 120 milhões, 366,8% mais que os R$ 25,7 milhões de 2013. Já a receita líquida alcançou R$ 4,394 bilhões em 2014, alta de 63,2% sobre o ano anterior. É preciso considerar, contudo, que o ano de 2013, com o qual são feitas as comparações, inclui os resultados da Itambé apenas a partir do mês de julho.

Segundo Xandó, com a receita bruta de R$ 5,1 bilhões obtida em 2014 e as 824,5 mil toneladas vendidas, a Vigor tornou­se a maior empresa de lácteos do país no ano passado, à frente de Danone, DPA (parceria entre Fonterra e Nestlé que existia até 2014) e também do que serão as operações totais da francesa Lactalis no Brasil.

Ele destacou que a geração de caixa na Vigor e na Itambé permitiram à companhia reduzir seu endividamento. No ano, o Ebitda consolidado da Vigor somou R$ 354,868 milhões, alta de 158,2% sobre o período anterior. Já a margem Ebitda ficou em 8,1% em 2014, acima dos 5,1% de 2013. Com esse desempenho, a dívida líquida da Vigor caiu de R$ 801,6 milhões no fim do terceiro trimestre de 2014 para R$ 767,3 milhões no fim do quarto trimestre e a alavancagem saiu de 2,6 vezes para 2,2 vezes na mesma comparação.

Segundo Gilberto Xandó, a Vigor tem deixado "gradativamente" de ser um empresa paulistana para ser uma empresa brasileira e os aportes na nova fábrica em Barra do Piraí reforçarão esse movimento. A partir da unidade, a Vigor espera atender os mercados do Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais. A previsão da Vigor é de um Capex de R$ 120 milhões este ano, o que inclui os aportes em Barra do Piraí.

A matéria é do Jornal Valor Econômico.

0

DEIXE SUA OPINIÃO SOBRE ESSE ARTIGO! SEGUIR COMENTÁRIOS

5000 caracteres restantes
ANEXAR IMAGEM
ANEXAR IMAGEM

Selecione a imagem

INSERIR VÍDEO
INSERIR VÍDEO

Copie o endereço (URL) do vídeo, direto da barra de endereços de seu navegador, e cole-a abaixo:

Todos os comentários são moderados pela equipe MilkPoint, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração. Obrigado.

SEU COMENTÁRIO FOI ENVIADO COM SUCESSO!

Você pode fazer mais comentários se desejar. Eles serão publicados após a analise da nossa equipe.

MilkPoint AgriPoint