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Produtores de leite da Fonterra discutem efeitos da provável guerra entre EUA e Iraque

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 24/02/2003

2 MIN DE LEITURA

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O presidente da maior cooperativa de lácteos da Nova Zelândia - Fonterra, Craig Norgate, disse que a possível guerra no Iraque deverá em breve começar a mostrar seus efeitos nos mercados internacionais. Norgate disse aos produtores de leite da cooperativa em uma conferência ocorrida em Hamilton que há um grande senso de nervosismo, particularmente na Europa, à medida que as discussões levam a crer que a guerra se aproxima.

Ele disse que apesar da demanda por leite em pó permanecer forte e dos preços estarem bons, a companhia terá que pensar taticamente para lidar com qualquer piora nos negócios, que poderá acontecer dentro de dois meses.

Norgate disse que as mudanças nos preços dos óleos e os custos do conflito poderão produzir uma recessão global não vista há décadas. Ele também defendeu o anúncio feito pela cooperativa na semana passada de redução nas previsões de pagamento pela matéria-prima na atual estação.

Apesar de os produtores estarem insatisfeitos com a redução de 10 centavos (5,54 centavos de dólar) na previsão de pagamento pelo leite, Norgate disse que a companhia prometeu transparência a seus acionistas e isto significa que não somente terá boas notícias.

Fonterra declara "guerra" ao Iraque

O Iraque estava devendo à New Zealand Dairy Board - agora parte da Fonterra - NZ$ 24,6 milhões (US$ 13,63 milhões) desde dois de agosto de 1990. A coleta deste débito, contestada por uma agência estadual de comércio por pelo menos seis carregamentos de leite em pó, tornou-se impossível em 1991, devido à Guerra do Golfo, e as posteriores sanções comerciais impostas contra Saddam Hussein.

Porém, a fatura foi garantida primeiramente pelo Banco Rafidain, de Bagdá, e então, pelo seu sucessor, Banco Rasheed. Sendo assim, como o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, a Fonterra está determinada em obter este pagamento de volta.

À medida que as conversações sobre a guerra entre os EUA e o Iraque começaram, a companhia neozelandesa foi até o Supremo Tribunal de Auckland para confirmar se o débito permanece em pé e para registrar nos bancos iraquianos cartas de crédito.

O advogado sênior da Fonterra, John Kennedy-Good disse que o processo tem como objetivo "parar o relógio de forma que, enquanto todas as ações estiverem fora do caminho, nós ainda teremos um caso".

A Fonterra não está com intenção de ir até Bagdá para entregar papéis legais no Banco Rasheed, mas garante que sua queixa foi protegida, segundo ele. Kennedy-Good não disse que a Fonterra está esperando mudar o regime no Iraque para coletar este dinheiro.

"Nós estamos tentando tomar ações legais há vários anos". Segundo ele, isso não explodiu somente porque os EUA estão ameaçando o Iraque. "Nós precisamos ser bem rápidos e nos certificar de que os papéis estão entregues e então, ver o que acontecerá".

Em 20/02/03 - 1 Dólar neozelandês = US$ 0,55412
1,80466 Dólar neozelandês = US$ 1 (Fonte: Oanda.com)


Fonte: NZOOM e Nzherald.co.nz, adaptado por Equipe MilkPoint

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