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Preço do leite sobe dois centavos em Alagoas

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 16/08/2002

2 MIN DE LEITURA

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A partir de hoje, as indústrias de laticínios de Alagoas estarão pagando R$ 0,02 a mais pelo litro de leite, cujo preço médio vai passar de R$ 0,36 para R$ 0,38. O novo preço foi comunicado à Federação da Agricultura do Estado de Alagoas (Faeal), ontem à tarde (15), pelo Sindicato da Indústria de Laticínios.

O reajuste de R$ 0,02 deixou os produtores animados, mas ainda está distante do reivindicado pela categoria, que defende o preço médio de R$ 0,40 para o litro de leite produzido na fazenda.

O presidente da Faeal, Álvaro Almeida, disse que esse aumento alivia um pouco o custo de produção, mas ainda é preciso avançar. Ele citou as altas abusivas no valor da saca de milho e de soja, que passou de R$ 17,00 para R$ 25,00 e de R$ 35,00 para R$ 50,00, respectivamente. "É preciso discutir uma nova política de preço que cubra os custos para que o produtor tenha condições de permanecer na atividade. Os custos de produção do litro de leite atingem R$ 0,45", advertiu.

A classe produtora ainda não se dá por satisfeita, mas o preço médio de R$ 0,38 supera a média nacional e representa o mais alto pago no Estado nos últimos anos, lembrou o presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios e empresário da Valedourado, Ricardo Sampaio.

Efeito dólar

Sampaio falou que o valor pago ao produtor, na verdade, será de R$ 0,43 (preço pago conforme a quantidade e qualidade do leite granelizado). Agora, o pecuarista recebe R$ 0,41 porque R$ 0,02 corresponde ao frete do caminhão que vai buscar o leite na propriedade.

Ele garantiu que esse reajuste é o máximo que a indústria local pode comportar e afirmou mais: o setor industrial também é vítima da disparada do dólar ao desembolsar mais recursos para comprar as embalagens para envasamento do leite. "Infelizmente, o dólar está causando estrago em todos setores da economia e o produtor está sendo bastante penalizado", reconheceu o presidente da entidade.

Ele utiliza os indicadores econômicos de inflação dos últimos 12 meses para mostrar que o setor produtivo paga a conta. Enquanto as tarifas públicas, a exemplo da energia, sofreram aumento de 200% e a inflação ficou em 120%, a alimentação atingiu 70%. Abaixo de todos os demais itens.

Esse cenário, disse Sampaio, é uma prova de que o preço dos produtos fornecidos pelo setor primário está defasado e não acompanha a taxa de inflação. Entretanto, concluiu, a mudança desse quadro é de ordem macroeconômica, cuja decisão passa longe da indústria e do produtor também.

Fonte: Tribuna de Alagoas (por Valdi Junior), adaptado por Equipe MilkPoint

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