ESQUECI MINHA SENHA CONTINUAR COM O FACEBOOK SOU UM NOVO USUÁRIO
Buscar

Pesquisa aponta que probióticos podem mudar as bactérias do intestino de crianças para evitar alergia ao leite

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 01/10/2015

2 MIN DE LEITURA

0
0
Os bebês com alergias ao leite de vaca podem se tornar tolerantes após tratamento com caseína hidrolisada e uma fórmula probiótica que altera seu microbioma intestinal, de acordo com um novo estudo. O estudo, publicado no The ISME Journal, também descobriu que os microbiomas dos bebês com alergia à leite de vaca são significativamente mais diversos do que os daqueles sem alergia, mas sem algumas importantes cepas bacterianas.



Os participantes que se tornaram tolerantes ao leite de vaca tiveram aumentos nos níveis de bactérias produtoras de butirato, um aminoácido de cadeia curta que ajuda a manter a homeostase no intestino, mas ainda mantiveram uma composição bacteriana diferente dos participantes saudáveis.

Os pesquisadores deram uma fórmula contendo caseína “extensivamente hidrolisada” (EHCF), junto com a bactéria probiótica Lactobacillus rhamnosus GG (LGG) para alguns participantes, para 19 bebês com alergia ao leite de vaca com menos de 12 meses, e então mediram o teor bacteriano da matéria fecal após seis meses. A equipe também coletou amostras de fezes do grupo controle de 20 bebês sem alergia que não recebeu nenhum suplemento.

Dos 12 bebês que receberam tanto EHCF como LGG, todos mostraram maiores níveis das bactérias Blautia, Roseburia e Coprococcus, e cinco se tornaram tolerantes ao leite de vaca. Nenhum dos sete bebês que recebeu apenas o EHCF desenvolveu tolerância, mas mostraram maiores níveis apenas da bactéria Roseburia. Quatro dos cinco bebês que se tornaram tolerantes ao leite tiveram níveis significativamente maiores de butirato fecal após tomar a fórmula, sugerindo maiores números de bactérias produtoras de butirato – mas ainda bem menor do que os níveis de butirato fecais em indivíduos saudáveis.

“A capacidade de identificar cepas bacterianas que poderiam ser usadas como novos tratamentos terapêuticos para alergias alimentares é um avanço fundamental. Traduzir essas descobertas em tratamentos clínicos é nossa próxima meta”, disse o professor associado no Departamento de Ecologia & Evolução da Universidade de Chicago e co-autor do estudo.

Embora os microbiomas intestinais dos bebês com alergia ao leite sejam mais diversos do que o dos bebês saudáveis, eles não têm cepas particulares. “As famílias de bactérias características do intestino de bebês saudáveis (notavelmente, Enterobactericeae e Bifidobacteriaceae) foram significativamente menos abundantes no intestino de bebês com alergia ao leite e foram substituídas por um aumento na Lachnospiraceae e Ruminococcaceae, representando o surgimento de Firmicutes (particularmente, Clostidiales).

A pesquisa foi baseada em um estudo publicado no ano passado, que mostrou que certas bactérias podem prevenir a sensibilização a alergias. Alguns dos autores daquele estudo, que foi feito com ratos, são co-autores desse novo estudo.

As informações são do Dairy Reporter.
 

0

DEIXE SUA OPINIÃO SOBRE ESSE ARTIGO! SEGUIR COMENTÁRIOS

5000 caracteres restantes
ANEXAR IMAGEM
ANEXAR IMAGEM

Selecione a imagem

INSERIR VÍDEO
INSERIR VÍDEO

Copie o endereço (URL) do vídeo, direto da barra de endereços de seu navegador, e cole-a abaixo:

Todos os comentários são moderados pela equipe MilkPoint, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração. Obrigado.

SEU COMENTÁRIO FOI ENVIADO COM SUCESSO!

Você pode fazer mais comentários se desejar. Eles serão publicados após a analise da nossa equipe.

MilkPoint AgriPoint