ESQUECI MINHA SENHA CONTINUAR COM O FACEBOOK SOU UM NOVO USUÁRIO
Buscar

Perdigão encerra produção de lácteos em duas unidades

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 06/01/2009

1 MIN DE LEITURA

14
0
A Perdigão está encerrando a produção industrial de duas das suas unidades de lácteos, com a finalidade de racionalizar as operações no segmento, segundo comunicado da empresa. A fábrica da Cotochés, localizada no município de Rio Casca (Minas Gerais), e a unidade da Elegê, em Ivoti (Rio Grande do Sul), terão a sua produção de leite e derivados realocada para outras fábricas da companhia. A empresa afirmou que as medidas não reduzirão o volume geral de produção.

Desde ontem, parte das operações industriais de Rio Casca está concentrada na unidade de Sabará, também em Minas, onde serão fabricados leites fluidos, aromatizados e creme de leite. Já a produção de queijos e requeijão será terceirizada, também em fábricas mineiras. A empresa informa ainda que outros produtos serão redirecionados para as unidades de Itumbiara (Goiás) e Carambeí (Paraná).

As instalações de Rio Casca devem funcionar apenas como posto de recepção e resfriamento da produção de leite da região. Com o fim das operações industriais da unidade, 163 funcionários de Rio Casca serão dispensados após o período de recesso, que termina na próxima quinta-feira, dia 08.

A parceria com os 380 produtores de leite da região será mantida e ampliada, por meio de um programa de fidelização que busca incrementar a bacia leiteira local, hoje produzindo em torno de 45 mil litros/dia.

Também serão realocadas as operações industriais da Elegê, em Ivoti, para outras plantas do Rio Grande do Sul, a partir de 31 de janeiro. Os 70 funcionários que atuam na unidade serão dispensados, segundo a Perdigão. O volume captado na região, cerca de 30 mil litros/dia, será direcionado à unidade de Teutônia, onde já é produzido leite UHT. Já a produção de leite pasteurizado tipo C será remanejada para as unidades de São Lourenço do Sul e Santa Rosa, que também devem receber as linhas de requeijão e doce de leite.

A matéria é de Tatiana Freitas, da Agência Estado, adaptada pela Equipe MilkPoint.

14

DEIXE SUA OPINIÃO SOBRE ESSE ARTIGO! SEGUIR COMENTÁRIOS

5000 caracteres restantes
ANEXAR IMAGEM
ANEXAR IMAGEM

Selecione a imagem

INSERIR VÍDEO
INSERIR VÍDEO

Copie o endereço (URL) do vídeo, direto da barra de endereços de seu navegador, e cole-a abaixo:

Todos os comentários são moderados pela equipe MilkPoint, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração. Obrigado.

SEU COMENTÁRIO FOI ENVIADO COM SUCESSO!

Você pode fazer mais comentários se desejar. Eles serão publicados após a analise da nossa equipe.

ANTONIO PATRUS DE SOUSA FILHO

BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 23/01/2009

Caro Marcos Junqueira: favor ler a carta do dia 13/01/2009 ´Setor leiteiro entra 2009 apreensivo´, nesta mesma seção e veja o brilhante texto do amigo Andre e mande para mim algum comentario sobre o mesmo.
Abracos, Patrus.
VICENTE ROMULO CARVALHO

LAVRAS - MINAS GERAIS - TRADER

EM 14/01/2009

Esta colocação que uma garrafa de água é mais cara que um litro de leite é muito relativa. Pois um garrafão com 20 litros de água custa R$ 4,00. E esta garrafa de água também tem seus custos, inclusive com transporte e se adquire esta garrafa de água a milhares de quilometros da fonte produtora, por praticamente o mesmo preço. E, para o consumidor, salvo melhor juízo, uma garrafa de água custa até menos que 1 litro de leite. Com toda sinceridade, não sei quanto que o engarrafador da água vende esta garrafa para os pontos de venda, e daquele até este, também existem os atravessadores.

Meu avô criou a família dele e o meu pai a nossa e praticamente com o leite. Tudo tem suas crises e não é apenas o leite que está passando por isto. Ontem mesmo eu estava vendo uma matéria relativamente a cana, onde um produtor do Triângulo Mineiro colocava que a praticamente 3 anos vem perdendo R$ 10,00 por tonelada de cana que fornece a usina de sua região. No final do ano um produtor de laranja dizia que sua caixa de laranja custa R$ 16,00 e está entregando a usina por R$ 6,00. Hoje está veiculado no canal rural, que os produtores de frutas de vale do São Francisco estão com problema por não estarem conseguindo exportarem suas frutas. Será que o avó e o pai do Lúcio não criaram suas famílias com o leite, sendo o carro chefe de seus rendimentos. O leite já teve o momento de moeda forte; em 1995, por exemplo, com 1 litro se adquiria 1 e 1/2 de diesel, 2 de concentrado, com 20 um saco de adubo, com 200, 1000 quilowatt de energia.

Com a devida permissão do Lúcio, hoje eu não aconselho meu filho a dar prosseguimento ao meu negócio o leite. Mas, com todo respeito, mais pela questão de mão de obra, do que em razão da conjuntura. Pois já ganhei dinheiro com o leite, e o pouco que tenho, o leite tem participação na formação deste patrimônio. Vamos fazer os ajustes e termos um pouco de paciência, que esta relação de troca vai se ajustar e chegaremos a um preço justo, que seja bom para o produtor e para o consumidor, nosso maior patrimônio.
JOAQUIM LOPES

BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 13/01/2009

Por favor, alguem responda à pergunta do Lúcio. Eu e muita gente também tem curiosidade em saber.
VICENTE ROMULO CARVALHO

LAVRAS - MINAS GERAIS - TRADER

EM 12/01/2009

Como criar mecanismos para fortalecer as cooperativas e/ou criar uma central, sem agregar valor à matéria prima e, sem os pontos de venda. Não ficarão estas na mesma situação dos laticínios, reféns dos supermercados? A captação é importante e delicada, mas os pontos de venda/consumidor, é delicadíssimo, principalmente quando se fala em produto perecível. O produtor está ficando mais consciente, uma crise deixa ensinamentos e vamos tirarmos alguns desta atual crise. O mercado é que fala mais alto, se há consumo, o supermercado quer abastecer suas prateleiras, os laticínios querem comprar mais e o produtor irá vender mais e por um preço mais justo.

O meu negócio é produzir, o seu é captar e o dele é vender (produtor, laticínio e supermercado). Um precisa do outro, é a cadeia. Acontece que esta está superada e, com todo respeito, por culpa do primeiro, que não quer saber de seus custos de produção e, vender e cada vez mais, mesmo que seu produto não cubra os custos de produção. Vamos colocar um freio em nossa produção e, quando houver demanda e preço que cubra os custos, produzir. Agora, reclamam do preço e inundam o mercado de leite. O Adubo, de plantio do milho estava a + de R$ 90,00 antes da crise(setembro/08), o mundo não acabou, ninguém morreu por causa disto e já se acha por quase a metade do preço. Que bom seria, se esta crise o trouxesse para a casa/equivalência de uns 20 litros de leite o saco.

Não devemos brigar por preços que fogem ao poder aquisitivo de nosso povo e que venha a levar a perda de competitividade nos mercados internacionais. Para mim, não está dando. Mas, não culpo ao preço de venda, e sim os meus custos de produção, em razão da disparidade de troca, porque minha moeda para produzir leite é leite. Tudo que compro, até mesmo uma garrafa de água, na hora converto em litros de leite e, tanto é, que atualmente não estou comprando nada. Já fiz alguns ajustes, a crise vai e está ajudando-me a fazer mais alguns. De uma coisa eu tenho certeza, com os atuais custos de produção, uma boa parte está pagando para produzir, vamos ver até quando. Esta boa parte, com certeza, salvo melhor juízo, não é na verdadeira acepção da palavra um produtor de leite, e que vive e cria a sua família do leite. Deixam eles pagarem para produzir e inundarem o mercado de leite, pena que estes preços não estão chegando ao nosso povo, que poderia aprender a consumir o leite e seus derivados, para num futuro, o termos, dentro de um preço justo.
LÚCIO EDUARDO PIMENTEL

JOÃO PESSOA - PARAIBA - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 10/01/2009

Srs,

Sou representante de laticínios a mais de dez anos na Paraíba, pouco tempo no ramo ainda, porém meu pai, meu avô, foram produtores no sertão do estado e sempre estive ligado ao leite, quis até me aventurar a por pra frente a propriedade de meu pai, porém ele me fez uma pergunta e vou refaze-la aos senhores.

O senhor meu pai: "meu filho, como você quer entrar no ramo de leite, se um litro de água mineral é mais caro do que um litro de leite nesse país."

Creio que essa pergunta resume tudo que o produtor de leite passa a decadas no Brasil.

Abs.
MARCOS ALMEIDA JUNQUEIRA REIS

LEOPOLDINA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 09/01/2009

Patrus: Falei como acho que deve começar a história. Você falou como a história termina. É isso aí, concordamos inteiramente.
ANTONIO PATRUS DE SOUSA FILHO

BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 09/01/2009

Em tempo: Uma cooperativa jamais vai conseguir regular preço e volume de produção. Para tal é necessário uma central. Para que produzir muito leite com prejuizo? É melhor produzir menos , talvez com um sistema de cotas, mas com lucro. Sera necessario concientizar o produtor desta realidade. O volume de produção alto, a falta de organização do produtor, cooperativas inoperantes, são os principais gargalos e só uma central sera capaz de regular cooperativas e produtores. Abraços, Patrus.
ANTONIO PATRUS DE SOUSA FILHO

BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 09/01/2009

Caro Marcos: se o modelo cooperativista nao vem dando bons resultados, como já amplamente exposto nas cartas acima, cheio de vicios e dificies de serem corrigidos, nao sendo elas marco sinalizadoras dos preços e nao cumprindo outras funçoes inerentes ao bom funcionamento do sistema para o produtor, sugiro a criaçao de uma central nacional de produtores de leite - CNPL- ramificada poe estados e ate macrorregiões, que junto com as cooperativas, essas na funçao de promover preços especiais de produtos veterinários, medicamentos, raçoes, sementes, etc, para o produtor, linhas de creditos especiais, cursos de profissionalizaçao do setor, reunioes sobre o mercado, ate captaçao e venda de leite e varias outras atividades que poderiam aqui serem elencadas e, cabendo à Central - obviamente comandada por produtores e somente por produtores, com profissionais com MBA, etc, por nós contratados - definir volume de produçao,veja o caso da Opep entre outros, preços de venda do leite baseado no COE (custo operacional efetivo para se produzir um litro de leite) hoje perto de 0,70 centavos, mais margem de lucro, e negociar com laticinios que ja estão organizados e agindo assim como descrito acima há muito tempo. O mercado não consome, basta a eles baixarem o preço do produtor. Chega! Abraços, Patrus.
MARCOS ALMEIDA JUNQUEIRA REIS

LEOPOLDINA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 08/01/2009

Caro Vicente:

Disse claramente que não falo de nenhuma cooperativa em particular, mas do sistema. E disse mais: que mesmo as cooperativas profissionais (e são várias) não conseguem superar o "esquemão", que atinge o mercado.

Os problemas são vários, mas o problema central está nas cooperativas, pois elão são (ou deveriam ser) o marco sinalizador dos preços. Se elas funcionam sistemicamente mal (não me refiro a nenhuma em particular, reitero), o sistema jamais funcionará.

Puxe o exemplo dos paises organizados (Nova Zelândia, USA e Canadá), onde somente as cooperativas recebem leite, e os grandes laticínios (Kraft, Nestlé, etc) somente conseguem comprar no Spot. Não como aqui, onde Nestlé, Danone, Bom Gosto e Parmalat atravessam as porteiras dos currais. O problema é tão grave, que inobstante entenda a imprescindibilidade das cooperativas, vendo para um laticínio privado, por discordar do sistema cooperativo de nosso país.

Para que caminhemos, temos que reorganizar institucional e legislativamente as cooperativas, para, a partir daí, extinguir os outros gargalos tão bem citados por você acima. Somente quando todas as cooperativas, articuladamente, puserem preço no produto, conseguiremos fixar marcos de rentabilidade no setor, mesmo oscilando sazonalmente, como ocorre em qualquer atividade econômica.
VICENTE ROMULO CARVALHO

LAVRAS - MINAS GERAIS - TRADER

EM 07/01/2009

Esta questão do produtor de leite ficar colocando a culpa nos laticínios, nas direções de Cooperativas e outras instituições, no meu ponto de vista, em parte, razão lhe assiste. Todavia, não se pode generalizar. Pois não podemos ignorar que há produtores que operam nestas instituições, excluídas da generalização, e a situação não é cômoda para os mesmos. Será que o problema não está em outro ponto? Será que é nos pontos de vendas(supermercados), onde o preço final é praticamente o dobro do pago ao produtor. Há fundamentos para esta grande diferença?

O modelo ou a cadeia no seu todo é que pode estar superado. A questão é que nada se cria e tudo se copia, senão vejamos: - O produtor "a" é um grande produtor, suas instalações são das melhores e das mais modernas, o "b" é médio produtor, suas instalações são mais simples, com poucas modernizações, o produtor "c´" é pequeno produtor, suas instalações são muito simples, sem qualquer modernização. O primeiro com seus altos custos, suas tecnologias, seus altos investimentos e seus altos riscos, o segundo com seus médios custos, quase nenhuma tecnologia, poucos investimentos e quase nenhum risco, e o terceiros com praticamente custo nenhum, não sabe nem o que é tecnologia, investimentos e riscos não existem e no final, qual é o objetivo? Tirar o leite, entregar para o laticínio, este no final de um período, independente de ser o leite do produtor "a", "b" ou "c", não querendo saber e pouco se importando qual foi custo de produção de seus fornecedores, coloca o preço no seu leite.

Ora, este modelo está mais do que superado, pois tudo que na verdadeira acepção da palavra se vende, dentro de uma compra e venda, há que colocar seus custos de produção e margem de lucro, o que não é o caso do nosso falido modelo. Veja bem, há algum tempo, com 15 vacas médias, se comprava um veículo utilitário diesel bom. O tempo passa, este veiculo vai tendo seu preço alterado em razão dos reajustes, estes acima da inflação e, de repente, precisa-se de 45 vacas, para comprar aquele mesmo veículo. Nossas vacas não são reajustadas nem pela inflação. Vacas não se coloca em prateleira, se sua propriedade tem uma área x, entra ano e sai ano, na média, tem que se manter o mesmo plantel. De repente, seu plantel é de 100 vacas, o tempo passou, tem que vender o plantel para adquirir aquele utilitário, que se adquiria com 15 vacas. Ou estas quinze vacas vão lá, ou este veículo vem cá; esta disparidade não pode continuar, isto não poderá ser um dos componentes de uma crise?

As colocações já levadas a efeito não só nos acima, como em outros já veiculados, atacam vários problemas do modelo, inclusive quanto aos intocáveis pontos de vendas (supermercados), que conjugados e retirando parte de uns, parte de outros, poderá se chegar a um novo modelo, que se não for o ideal, com certeza, mais justo será. Mas, aqui reside o cerne da questão: quem, quando e como chegar a este novo modelo e acabar com estas disparidades?
MARCOS ALMEIDA JUNQUEIRA REIS

LEOPOLDINA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 07/01/2009

Patrus:

Igualmente estou à disposição.

A sinergia criada entre as cooperativas e os laticínios fazem com que o mercado cada vez mais se retraia. Eles atuam sim em conluio, sendo a preocupação maior do sistema manter o "esquemão" de diretores que só se ocupam em ter caminhões, esquemas de venda e que tais.

Chego a afirmar que o preço baixo mais interessa às cooperativas do que aos laticínios. Com efeito, é muito mais fácil para os "vendedores das cooperativas" vender longa vida de R$1 do que longa vida de R$2. E para os transportadores, pouco importa o valor do produto que carregam.

A confirmação máxima de tudo isso é que, em época de super oferta, como hoje, quantas cooperativas recorreram aos EGFs do Governo para se estocarem e equalizarem o mercado? Não fazem porque o balcão de negócios não pode parar. De nada adianta a CNA pressionar por tais EGFs se as cooperativas, na ponta, não se utilizam do instrumento.

O cooperativismo, creio eu, é o meio adequado para regularmos, nós mesmos, o nosso mercado. Mas a vetusta e retrógrada legislação permite que os diretores se transformem em prefeitões, fazendo politicazinha de quinta com adiantamentos e benesses aos pequenos, formando sua "base eleitoral" e se reelegendo indefinidamente.

E isto desregula o mercado como um todo. Não estou me referindo a nenhuma em particular. Estou me referindo ao sistema, e enquanto vigorar este sistema, nem mesmo as poucas cooperativas profissionais conseguirão suplantar este gargalo institucional do mercado.

Creio que somente uma reforma na legislação, acabando com nepotismo e reeleição indefinida nas cooperativas, e mais, exigindo-se, tal e qual nas SA, requisitos mínimos de intelectualidade aos gestores é o único caminho. Até porque cooperativas tem o mesmo (ou maior) apelo institucional do que as SA, por pertencerem a estratos sociais de menor renda, igualmente pulverizados.

Assim, penso que temos que nos organizar politicamente para alterarmos a legislação cooperativista. Este é o meu entendimento, pois tudo somente pode acontecer a partir de cooperativas profissionais, interligadas e sinérgicas. E hoje, boa parte delas está em mãos de gente mal intencionada.
ROBERTO CUNHA FREIRE

LEOPOLDINA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE GADO DE CORTE

EM 07/01/2009

É realmente lamentável o fechamento da Cótoches, isso é mais uma prova inconteste de que precisamos reforçar o sistema cooperativista no Brasil, porém com mudanças na lei do cooperativísmo que permitam na lei atual que rege a matéria. Sugiro que essas mudanças a serem inseridas contemplem alguns princípios incrustados no art. 37 da Constituição Federal de 88 como a transparência, moralidade, impessoalidade, eficiência, além de aplicarem a lei do nepotismo, proibindo a contratação de parentes até 3 grau de conselheiros, Presidentes e de Diretores de cooperativas de leite, proibição de reeleição para os cargos de Presidentes, Diretores e de membros dos conselhos por mais de dois mandatos consecutivos.

Essas são medidas que realmente precisamos no setor para não só combatermos certos vícios, como cabide de empregos, nepotísmo, negociatas, além de proporcionar maior fiscalização por auditorias terceirizadas de 6 em 6 meses com divulgação nos meios de comunicação dos seus achados e resultados.

A isso se dá o nome de transparência e legalidade, afinal cooperativísmo é uma atividade coletiva e para tal quando se funda uma cooperativa de leite é para nos proteger, precisamos sim nos unir em torno dessa finalidade para que voltemos a acreditar nas cooperativas de leite, mas do jeito que está fica difícil pois, se verificarmos quantas cooperativas de leite fecharam por incopetência de seus gestores ou por administração temerária, é alarmante o número, significa que algo está errado e precisa urgente de ser corrigido e a meu juízo precisamos pleitear junto a CNA, Confederações estaduais e sindicatos rurais que se mobilizem nesse sentido, ou seja fazendo audiências públicas junto aos seus associados colhendo sugestões para serem encaminhadas para os nobres Deputados Federais mudarem a lei do cooperativísmo no Brasil; se não é chover no molhado, é continuar na mesmice é uma luta sem sentido e nós produtores rurais de leite continuaremos totalmente desamparados.
ANTONIO PATRUS DE SOUSA FILHO

BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 06/01/2009

Caro Marcos Almeida Junqueirareis:

Sua carta retrata fielmente a realidade de nossa cadeia produtiva. Os diretores de cooperativas, acomadados com polpudas retiradas e pouco trabalho, colocam parentes em todos os niveis e, pior ainda, em conluio com os laticinios, pouco importam quanto o produtor vai receber. É hora de criarmos a CNPP (Central Nacional dos Produtores de leite), deixarmos de ser amadores e incompetentes, negociar com laticinios e varejos, definir a qual preço entregaremos nosso produto. Precisamos sair desta inércia e ocupar o papel que a historia nos reserva: sermos mais conscientes de nosso potencial, de nossa força! É preciso união. Estou a disposição!

Abraços... Patrus.
MARCOS ALMEIDA JUNQUEIRA REIS

LEOPOLDINA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 06/01/2009

Mantenham diretores de cooperativas despreparados intelectualmente para o cargo que ocupam, em um ambiente cada vez mais profissional.

Permitam que estes diretores se encastelem indefinidamente em seus cargos.

Permitam que estes mesmos diretores coloquem filhos, parentes e amigos como transportadores, vendedores, compradores da cooperativa, no grande balcão de negócios que estas entidades viraram.

Assistam estes prepostos, com primeiro grau incompleto, negociar com o comprador de leite do carrefour, com 4 MBAs em varejo na FGV.

Entrem na sua cooperativa e vejam máquinas de escrever, carimbos e papel carbono em utilização, em plena era cibernética.

Assistam a sua cooperativa de crédito local ter mais funcionários que o Banco do Brasil local!

Continuem, mesmo assim, crendo na boa-fé dos "cooperativistas", mesmo trabalhando uma vida inteira em uma atividade sem lucrar.

Permitam que os laticínios, em conluio com as cooperativas, pratiquem baixos preços. Umas (cooperativas) para bancar seus privilégios e sua ineficiência. Outros (laticínios) para manter suas margens.

O ambiente está criado para as grandes abocanharem todo o mercado e acentuem ainda mais a oligopsonia do mercado.

Acabar com uma fábrica da tradição e da importância social e econômica da Cotochés de Rio Casca é apenas mais um nefasto episódio da saga leiteira deste país.

Cá entre nós, a culpa disso tudo é de nós mesmos produtores, que somos egoístas, amadores e incompetentes enquanto classe.
MilkPoint AgriPoint