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Parmalat Brasil reduz portfólio para lucrar mais

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 09/02/2005

3 MIN DE LEITURA

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A Parmalat Brasil vem gradualmente se reerguendo, depois do baque que sofreu quando eclodiu a crise mundial desencadeada pela descoberta de fraudes na matriz italiana. A meta é concluir o ano com uma redução de 40% no portfólio, sem que para isso seja necessário abandonar categorias de produtos.

A expectativa é atingir um faturamento bruto médio mensal de R$ 100 milhões, ante os R$ 87,7 milhões obtidos em dezembro de 2004. "Estamos 100% voltados à busca do resultado operacional de caixa e, por isso, vamos gerir o portfólio racionalmente ao longo deste ano, fazendo análise de rentabilidade de cada um dos itens que comercializamos", afirma o presidente do Conselho de Administração da Parmalat, Nelson Bastos. "Atualmente, trabalhamos com 500 skus (apresentações) de produtos, número que até o fim de 2005 deve baixar para 300".

Bastos diz que para realizar esse processo a Parmalat já está estudando cada um dos seus produtos. Serão descartados os de menor giro nas gôndolas. "Ao invés de vender atomatado em cinco embalagens, podemos oferecê-lo em três, por exemplo", explica.

As primeiras mudanças devem ocorrer na área de leite condensado e creme de leite, comercializados sob as marcas Parmalat e Glória. De acordo com Bastos, a alta do custo do aço está tornando insustentável a venda de produtos com essa embalagem. "Ainda não decidimos por algum material, mas estamos olhando todas as possibilidades para criar a nova embalagem desses produtos", adianta.

Com a retomada das relações com fornecedores que, segundo o executivo, já estão concedendo à empresa créditos normais, e com a distribuição quase normalizada, a Parmalat entende que já há um ambiente propício para investir em marketing, mesmo que em volumes inferiores aos alcançados no passado.

Está previsto para depois do Carnaval o retorno definitivo da empresa à mídia, com uma adaptação da campanha dos mamíferos. Na última semana do ano, a companhia colocou no ar um filme em que as crianças vestidas de bichinhos falavam que haviam retornado, assim como a Parmalat, ao mercado brasileiro. "A idéia é resgatar e reforçar a imagem da empresa na mente dos brasileiros", comenta Bastos. "Mas é importante destacar que estamos com um orçamento infinitamente mais modesto do que o do passado".

No mercado de leite líquido, em que a companhia se destacava como líder e única empresa com cobertura nacional, a Parmalat não cobre atualmente apenas a região Norte. Bastos atenta para o fato de a companhia desde novembro já estar captando todo o leite de que precisa para operar, ou seja, em torno de 50 milhões de litros por mês.

Em dezembro, esse volume foi de 53 milhões. Antes da crise, a companhia chegou a captar 80 milhões de litros, volume que, no auge da crise, caiu para 12 milhões. "Trocamos market share por rentabilidade", destaca o presidente, explicando que a companhia procura agora trabalhar de forma mais regional, atendendo o entorno de suas fábricas, para reduzir custos logísticos e aumentar a competitividade.

Daí a aposta em aumentar a presença em alguns mercados no segmento em que a concorrência é de leites sem marca. "Temos feito isso no Nordeste, com a marca Alimba, que já é líder em Salvador, ou mesmo no Rio de Janeiro, onde lançamos recentemente o leite Glória em UHT", afirma. "Com produtos como esses, cujo posicionamento de preço é um pouco abaixo dos leites Parmalat, conseguimos crescer e consolidar ainda mais a nossa presença nesses mercados".

Leites especiais

Outra forma de conseguir melhorar a rentabilidade é a aposta em leites especiais, que, segundo o presidente da empresa, "já atingiram uma escala satisfatória de produção" e abastecem principalmente as regiões Sul e Sudeste. Bastos, sem informar quanto do volume total de leite captado pela Parmalat se destina à manufatura dos tipos especiais, diz que a produção do Natura Premium, principal produto desse segmento, beira três milhões de litros por mês.

O executivo confirma que os iogurtes da Parmalat vendidos nas regiões Sul e Sudeste não são fabricados pela companhia. É que a manufatura era concentrada na fábrica da Batávia, empresa da qual detém 51% do controle, mas que, por conta de uma decisão em primeira instância da Justiça, passou para as mãos de seu acionista minoritário, à época em que se agravou a crise da filial brasileira da gigante italiana de alimentos.

A fábrica de Garanhuns (PE), entretanto, não deixou de produzir os itens refrigerados do portfólio. Isso significa que duas empresas diferentes estão fabricando o mesmo produto, vendido com o mesmo código de barras, uma no Nordeste e outra no Sul e Sudeste. "Temos esperanças de que em breve esse problema se resolva, com a Parmalat reassumindo a Batávia", afirma Bastos. "Apesar dessa confusão, não é de nosso interesse causar danos à rentabilidade da Batávia".

Fonte: Jornal do Comércio/RS, adaptado por Equipe MilkPoint

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