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Paraná estuda medidas mais rígidas para entrega de leite na indústria

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 03/07/2013

3 MIN DE LEITURA

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A Secretaria estadual da Agricultura e do Abastecimento e a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) estudam tornar mais rígidas as normas para entrega e recebimento de leite na indústria do Paraná. Uma das novas regras será a exigência, por parte dos laticínios, que seus fornecedores apresentem semestralmente os resultados de exames de laboratório que comprovem a ausência de tuberculose e brucelose nos animais, e também a certificação de vacinação contra brucelose.

O tema, que está sob consulta pública, foi submetido à apreciação do Conselho Estadual de Sanidade Agropecuária (Conesa) em reunião realizada esta semana em Curitiba. “Estamos intensificando as ações para tornar o estado do Paraná livre da brucelose e da tuberculose. É importante conscientizar o produtor que o cuidado com o seu rebanho melhora a qualidade de seus animais e da sua produção”, disse o secretário da Agricultura, Norberto Ortigara.

VACINAÇÃO OBRIGATÓRIA – Ortigara afirmou que serão intensificadas as ações para tornar o estado do Paraná livre de doenças que afetam o rebanho bovino como a brucelose e a tuberculose. Já existe o programa Estadual de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose no rebanho bovino paranaense, que vem sendo implementado desde 2002. “Mas as ações serão mais rígidas com os produtores e com os laticínios”, afirmou o secretário.

Segundo a médica veterinária da Adapar, Mariza Koloda, a vacina contra a brucelose já é obrigatória. Mas o produto mais indicado e eficaz disponível no mercado conhecido como B19 é aplicado somente uma vez na vida do animal, entre os três a oito meses de idade. Os animais que não forem vacinados no período recomendado não podem mais ser vacinados, sob pena do resultado sair como falso positivo. Ou seja, o resultado do exame pode sair como positivo sem que o animal esteja contaminado.

A alternativa que deverá ser adotada será a obrigatoriedade da vacina RB51, que pode ser aplicada em animais acima dos nove meses. Koloda destaca que a prioridade é vacinar os animais até os oito meses de idade com a B19. Caso o produtor deixe passar esse período, será autuado e multado e obrigatoriamente terá que recorrer à RB51 e apresentar o certificado de vacinação. “A medida será compulsória”, ressalta.

CERTIFICAÇÃO – Norberto Ortigara lembra que os laticínios terão que cadastrar seus fornecedores de leite in natura, devendo proibir o recebimento do produto das propriedades que não comprovarem os exames semestrais de brucelose e tuberculose e a vacinação contra a brucelose em seu plantel.

Outra medida que o produtor poderá adotar para a proteção de seu rebanho e a valorização dos produtos será a certificação da propriedade como Livre de Brucelose e Tuberculose. A certificação de propriedades iniciou em 2005 e obedece aos princípios técnicos estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

As propriedades certificadas no estado do Paraná recebem uma placa de identificação, que é colocada na porteira da propriedade, indicando o status sanitário conquistado. Atualmente o Paraná conta com 45 propriedades certificadas e outras 20 estão em processo de certificação.

O secretário avalia também a possibilidade de existir alguma forma de indenização aos produtores que tiverem animais sacrificados em função dessas doenças.

ZOONOSES - A brucelose e a tuberculose são doenças classificadas como zoonoses, pois podem ser transmitidas de animais para os seres humanos. A contaminação pode ocorrer tanto no contato direto com o animal contaminado como na ingestão de leite não pasteurizado de animais doentes.

De acordo com a veterinária Mariza Koloda, são doenças graves e que podem causar sérios danos à saúde dos animais e dos humanos. Para o gado, ambas as doenças não possuem cura, sendo obrigatória a eliminação dos animais que apresentarem reagentes positivos por meio do sacrifício sanitário.

As informações são do Governo do Estado do Paraná, adaptadas pela Equipe MilkPoint. 


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LUCIANO HYPÓLITO

CAMBARÁ - PARANÁ - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 08/07/2013

Concordo com a exigência, pórém acredito que seja mais um custo para o pequeno produtor realizar os exames semestralmente, esta exigência poderia ser anual . Enquanto o preço para o produtor for em centavos, todo custo adicional vai ser pesado para os pequenos .
RONEY JOSE DA VEIGA

HONÓRIO SERPA - PARANÁ - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 04/07/2013

Eu gostaria de saber qual o CR$iterio que  esses tecnicos da Secretaria do Estado estão utilizando para aprovar a utilização COMPULSORIA ,  dessa vacina altamente duvidosa e de resultados ridículos, que já foi alvo de questionamentos e suspensão de vendas em passado recente!

Todos sabem que a vacina entre os 3 e 8 meses é a mais eficiente, e duvido que tenham produtores que ainda não vacinam suas bezerras.

Nossos colegas de secretaria deveriam ser mais éticos e profissionais e, se quiserem fazer estudos de prevalencia de brucelose no rebanho que montem projetos e façam com dinheiro do estado, que é nosso por sinal, e não venham obrigar os produtores a cada  6 meses repetir exames de alto custo e resultado duvidoso.
SADI VALENTINI

SALTO DO LONTRA - PARANÁ - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 03/07/2013

e o secretario ortigara ja pensou em punir laticinio que recebe leite com antibiotico ou só pridutor continua fazendo as coisas erradas;
EDISON ANTONIO PIN

DOIS VIZINHOS - PARANÁ - PESQUISA/ENSINO

EM 03/07/2013

IN 51/62

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