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O que há no Brasil, com relação a políticas públicas e ações de incentivo para que os jovens permaneçam no campo?

POR PAULA FORONI

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 31/10/2013

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Diante do artigo publicado no dia 23 - “Entenda como os filhos de produtores rurais americanos criam raízes na agropecuária” (acesse aqui o artigo) - o MilkPoint decidiu fazer uma enquete junto aos leitores para tentar descobrir o que há no Brasil com relação a políticas públicas e ações governamentais de incentivo aos jovens para que permaneçam no campo.

O artigo acima citado, traduzido da Revista Americana The Economist, nos mostra o interesse e empenho do governo dos EUA em incentivar a pesquisa e o desenvolvimento da ciência e de tecnologias no agronegócio e, principalmente de levar toda essa informação para o campo desenvolvendo crianças e jovens para se tornarem grandes produtores e/ou pesquisadores no futuro. O Programa 4-H Youth Development fornece suporte e desenvolvimento aos jovens em áreas rurais, fornecendo a eles as ferramentas necessárias e possibilitando que desenvolvam as habilidades que precisam para fortalecer e sustentar suas comunidades. O governo dos EUA estabeleceu as seguintes metas para o 4-H: capacitar as comunidades rurais a envolver jovens como parceiros na tomada de decisões; melhorar a qualidade dos programas extra-curriculares nas comunidades rurais aumentando as competências dos futuros fornecedores de alimentos e integrando-os ao 4-H; fornecer equipe profissional e o desenvolvimento de voluntários para aumentar a capacidade produtiva de regiões, estados e comunidades locais para alcançar as duas primeiras metas. Atingindo estas metas, conforme o mesmo texto diz, o Governo americano acredita que crianças e jovens criarão raízes profundas no campo, onde lá permanecerão aumentando a produtividade do setor agropecuário do país e minimizando o êxodo rural.


Programa 4-H Youth Development

Na Nova Zelândia, existe também o programa Start-up Package, do banco ANZ New Zealand, que no ano de 2012 dobrou o valor de incentivo, fornecendo até NZ$ 120 milhões em empréstimos para ajudar os jovens produtores rurais a dar seu primeiro passo na agricultura e progredir em busca de ser proprietário de sua terra. O banco disse que a Nova Zelândia tem uma “geração perdida” de jovens agricultores que não conseguem levantar capital para dar seu primeiro passo na carreira de produtor rural, e criou esse fundo, incialmente era de NZ$ 60 milhões, para ajudá-los. O gerente do setor agrícola do ANZ, Graham Turley, disse que a resposta a essa iniciativa tem sido excelente, com cerca de 100 novos produtores devendo obter os pacotes de incentivo no início do ano produtivo. O programa promove também workshops para as pessoas que pensam em iniciar uma carreira no setor agrícola, fornecendo suporte técnico.

A Argentina conta com o programa “Jóvenes Emprendedores Rurales” (http://www.jovenesrurales.gob.ar), que é uma iniciativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Pesca do país, que conta com o financiamento do Banco Internacional de Reconstrução e Fomento (BIRF). O programa começou com um projeto piloto em 2006 e desde então vem conquistando novos integrantes. Atualmente, o projeto já possui alcance nacional e centra suas ações no estímulo a jovens rurais, de 18 a 35 anos, para o desenvolvimento de empreendimentos produtivos e de serviços próprios, individuais e associativos.


Programa Jóvenes Emprendedores Rurales - Argentina

Na UE, todavia, muitos jovens deixaram de encarar a agricultura como uma profissão atrativa, com consequente redução significativa no número de agricultores e produtores no campo e um “envelhecimento” da população rural, uma vez que os jovens estão cada vez mais deixando o campo. Nos anos sessenta, os seis países iniciais da UE tinham seis milhões de agricultores, mas este número reduziu-se, desde então, a menos da metade.



Portanto, incentivar os jovens agricultores e assegurar a continuidade entre gerações é um verdadeiro desafio que se coloca ao desenvolvimento rural da UE. Por essa razão, criou-se a Política Agrícola Comum (PAC), renovada neste ano, a qual possui como um de seus objetivos ajudar jovens a iniciar a atividade agrícola com fundos para a compra de terras, máquinas e equipamento. Concede ainda subvenções destinadas a formar e capacitar os produtores já estabelecidos e também os novos agricultores e produtores, de acordo com as últimas técnicas de produção. Em algumas zonas europeias (zonas montanhosas ou com relevo acidentado e zonas remotas) a agricultura é especialmente difícil. Por isso, é importante manter a vitalidade das comunidades que aí vivem. A PAC disponibiliza também fundos destinados a garantir que as comunidades rurais das zonas vulneráveis se mantenham em boas condições econômicas e não desapareçam gradualmente.


Política Agrícola Comum (PAC)

No Brasil, o êxodo rural e o envelhecimento da população no campo também estão sendo motivo de preocupação. Muitos produtores estão chegando no momento de pensar na sucessão familiar e não estão tendo para quem passar os negócios, pois os filhos não mais se interessam pela atividade rural. Diante disso e dos projetos citados acima, desenvolvidos em algumas regiões do mundo, o MilkPoint faz uma enquete junto aos leitores para tentar identificar onde no Brasil, projetos semelhantes estão sendo desenvolvidos para que os jovens sejam incentivados a permanecerem no campo. Quais são os projetos existentes no seu Estado/cidade? Como são as políticas de incentivo?

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Entenda como os filhos de produtores rurais americanos criam raízes na agropecuária


 

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PAULA FORONI

Coordenadora de Conteúdo - MilkPoint
Editora Assistente - Revista Leite Integral

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SARA MORAIS

GRAÇA - CEARÁ - ESTUDANTE

EM 18/09/2015

No Brasil infelizmente as tentativas de incentivo a agricultura familiar sempre fracassam. Acredito que por falta de legitimidade das políticas que são sempre criada à partir de uma perspetiva Urbana. Não se sabe, não se pensa e não se trabalha uma forma de inserir a vontade, opinião e experiências do próprio agricultor, nos projetos criados por uma massa preocupada apenas no crescimento industrial.  
ARISTÔMENES ARAGÃO

UTINGA - BAHIA - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 18/03/2014

Alertas não faltaram e não faltam.O feijão já custou R$ 7,00, farinha de mandioca R$ 6,00

e tomate R$ 15,00.Sem o agricultor familiar perderemos além da diversidade e segurança alimentar o acesso, devido a alta dos preços.Insegurança jurídica,falta de lazer,educação descontextualizada e perdas por falta ou  excesso de chuvas, calote ou  preço são alguns dos causadores desta evasão.
HENRIQUE PASSINI DE CASTRO

CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM - ESPÍRITO SANTO - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 07/11/2013

   Como Gerente de Assist. a Cooperado da Coop de Lat. SELITA, assisto diariamente a esta realidade brasileira, a saída de jovens rurais em busca de melhor condição financeira nas cidades da região. Normalmente, procuram e encontram serviços que lhes possibilitam um salário de alguma coisa em torno de R$-1,000,00 a menor. Valor que pecuaristas de leite estão dispostosa pagar  bem mais por um bom retireiro ou mesmo gerente de fazenda de leite. Porém somente o salário rural não os atrai. O que vejo é que nós precisamos rever a estrutura fundiária, educacional e mesmo trabalhista da área rural.

A educação deve e precisa ser revista, pois é a grande fomentadora de mudanças; é uma política de longo prazo, mas que tem de ser iniciada; a legislação trabalhista é outro entrave a contratação de mão de obra rural, não quero mudanças no sentido de não reconhecer direitos trabalhistas, mas, sim com relação a ambiente de trabalho, jornada  e qualificação. com relação a estrutura fundiária, que precisa ser revista, o que assisto é que o proprietário da terra, normalmente já velho, não aceita evolução e portanto não permite ao filho inovar na atividade, portanto, não tem resultado-lucro, e por conta disso não dá uma remuneração ao jovem. O velho ve na terra, um capital que em ultima instância será a sua certeza de uma velhice com segurança e então não entrega a propriedade ao(s) filho(s) que por não ter renda e não possuir condição comprar um pedaço de chão saem da área rural indo para a cidade. Tenho sugerido

que seja criado uma modalidade de financiamento de terra, nos moldes do S.F.H.(Sistema Financeiro de Habitação), limitado a um número de 05 módulos fiscais ou rurais, só podendo ser concedido um financiamento, por tomador, desta modalidade no

Brasil com prazo compatível 20 ou 30 anos, e mais financiamento da atividade rural a ser desenvolvida, isto aumentará o número de propriedades rurais e com certeza diminuirá a pressão por reforma agrária, no sistema atual, que não funciona e irá dar

um motivo a mais para o jovem permanecer na roça. O cero é que alguma coisa precisaser feita, do contrário, as agro-indústrias começam a correr perigo de existência pela falta de gente para produzir no campo.
ELIZARIO PEDROZO

ENÉAS MARQUES - PARANÁ - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 07/11/2013

Parabéns pela matéria traz informação da realidade, e o que os outros países estão fazendo para mudar a realidade futura, e ao mesmo tempo um desespero quando passo a analisar a minha permanência na atividade, e principalmente a sucessão..., tenho 49 anos eu e minha esposa trabalhemos muito na atividade, buscamos melhoramento genético, nutrição, manejo, etc.. em 40 animais cheguei a média de 30 litros vacas dia e 24.000 litros ha/ano, a minha filha 23 curso direito, não vai trabalhar na atividade, meu filho 18 anos cursa veterinária, não tenho nem uma segurança de permanência do mesmo da atividade, preciso tomar decisões importante de Investimentos a médio e longo prazo, buscando Escala de Produção, Estou limitado por falta de terra o preço subiu muito e ao meu redor não acho para comprar, mão de obra qualificada o grande gargalo, por mais que se pague bem, a atividade do leite é de segunda a segunda, e todos precisão de um bom descanso, falta apoio do governo em financiamento, qualificação incentivo de modo geral aos jovens, a EMBRAPA, EMATER, secretárias de Agricultura, Sindicatos, muito limitadas em suas ações, meu desespero tenho toda a convicção que tenho a condição de deixar os meus filhos numa condição melhor, se permanecessem  na atividade, ao invés de serem prestadores de serviço tanto como advogada, ou  veterinário, no futuro não vai ter espaço para todos,  precisa iniciar pelo MEC um curso voltado ao empreendedor  rural, a EMBRAPA órgão de pesquisas, EMATER secretárias de Agricultura, arregaçar as mangas e focar na atividade,  incentivos na aquisição de maquinas e equipamentos, tecnologias que reduza a mão de obra, se não houver uma mudança profunda quem vai produzir alimentos no futuro? estamos envelhecendo...

Um abraço a todos.

E mais uma vez parabéns pelo tema  
NELSOMAR PEREIRA FONSECA

MUTUM - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 06/11/2013

Sou ex. funcionário da EMATER - MG, hoje aposentado, residindo no na propriedade doada pelos meus pais, pequeno produtor de leite, já trabalhei com jovens rurais, chamado na época clube 4S: Saber, Sentir, Saúde,  e Servir, não me lembro bem a ordem, mas era um projeto para assistir o jovem tanto na área econômica como na área de bem estar social. Tinha pouco recurso financeiro e de difícil acesso, mas o objetivo era ensinar e mostrar  o jovem rural a importância da sua presença na área rural, criando suas futuras famílias e produzindo alimentos.

Depois este projeto acabou, pois como acontece no Brasil, nos estados e também nos municípios, todas as vezes que se muda  governo quase sempre muda se os projetos, programa ou faz se novos planos.

O Thiago de São João Del Rei. citou bem sobre o PRONAF JOVEM, ainda existe, mas a burocracia e a falta de perfil de alguns gerentes de bancos, alguns técnicos da EMATER, ou de aplicadores dos recursos e de assist. téc., o projeto fica somente nos discursos.

Realmente seria resolvido um dos principais gargalos para permanência do jovem no campo, como também as oportunidades de melhor qualidade de vida, como telefonia, internet, saúde, segurança, ( muito roubo no meio rural e droga),educação ( matérias técnicas agropecuárias), desde o ensino fundamental, até cursos profissionalizantes nos municípios com aptidões agrarias.

A assist. tec. é de fundamental importância, as secretarias municipais, teriam que ter projetos de desenvolvimento econômico e social para os jovens rurais, principalmente no lazer, esporte e comercialização. Hoje os jovens são realmente incentivados a ir pra as cidades estudarem, e estes na sua maioria não volta, e depois vedem as suas pequenas propriedades que receberam de herança.



CARLOS JOSE SOUSA COUTINHO

CARANGOLA - MINAS GERAIS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 04/11/2013

Vocês explanaram de forma clara e limpida.

Meu peito rasga em dor......,POLITICOS QUE SE PREOCULPEM VERDADEIRAMENTE COM O HOMEM DO CAMPO.!

ESTE PAÍS ESTA CORROIDO E CORROMPIDO,DEVASTADO EM UMA TERRA QUE ONDE SE PLANTA OU CRIA ..PROSPERA.

PORQUE SINTO VONTADE NOS MEUS 47 ANOS DE PARTIR COLOCAR EM PRATICA TUDO QUE SEI E APRENDI EM OUTRO PAÍS!

ACEITO PROPOSTAS PARA QUALQUER LUGAR DO PLANETA PENSO QUE SEREI UTIL E AGREGAREI ONDE FOR!
MICHEL KAZANOWSKI

QUEDAS DO IGUAÇU - PARANÁ - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 04/11/2013

Caro Alexandre,



Conheço a Universidade de Madison, Fond du Lac, Ames e Des Moines. Todas ligadas ao ensino para o agronegócio americano. A diferença é gritante.

Quando cursei o técnico a instituição detinha uma área de mais de 200ha de campus, espaço mais que suficiente para realizar práticas agrícolas e pecuárias. Mas não fazíamos pois quase toda a área estava arrendada para um produtor vizinho a instituição. As vacas, poucas que tinham, capengavam no inverno atrás de comida pois o tal arrendatário não permitia que usássemos a área "dele" para produzir alimento para os animais. Também tínhamos na época, por exemplo, um extenso pomar onde alunos faziam poda, controle de pragas e plantas daninhas e realizavam a colheita e beneficiamento das frutas. Hoje não há quase nada. Restaram apenas algumas plantas usadas em "experimentos".

Como alguém nestas condições pode ter formação prática para atuar no campo, seja ele produtor ou técnico de extensão? Minha cidade tem mais de 20 veterinários formados, nenhum é capaz de operar uma torção de abomaso. Preciso contratar os serviços de um profissional que reside a 160km da fazenda quando este problema acontece. Um vet recém formado em Madison faz isso em 15 minutos, de forme perfeita.

Muitos dos professores, formadores de opinião, ditos mestres jamais operaram na prática qualquer produção. Se ganhassem uma área de solo pobre, sem recursos financeiros, sem mão de obra, dentre tantos mais desafios, tão comuns ao cenário da produção brasileira, eles não teria a menor ideia do que fazer.

Penso que resultados altamente satisfatórios são alcançados por pessoas altamente qualificadas e motivadas, estrutura e recursos. Enquanto na maioria das instituições de ensino e extensão do Brasil tudo isso continuar a ser medíocre continuaremos eternamente a ter resultados medíocres em relação aos nossos jovens.



Abraço
ALEXANDRE SOUZA

PESQUISA/ENSINO

EM 04/11/2013

Vivo nos EUA desde 2002 sempre trabalhando em pesquisa e consultoria no setor leiteiro em Wisconsin e atualmente trabalho na Universidade da California em conjunto com diferentes formas de ajuda aos programas de incentivo a jovens na agricultura e bastante familiarizado com programas como 4-H e similares.

Tambem gostaria de adicionar que no Brasil a estrutura de ensino e cultura em relação ao treinamento de jovens agricultores tem que ser TOTALMENTE reformulada. No Brasil quem quer ficar no campo é chamado na escola de "caipira" - é todo um contexto que tem que ser mudado desde o ensino basico. Em Wisconsin por exemplo, ser "caipira" e trabalhar com vacas tem uma conotação positiva - nada como no Brasil!

Quanto ao ensino médio e Universitário, os Americanos realmente preparam os alunos para serem futuros profissionais a manejar uma fazenda de leite. Por exemplo, alunos do "dairy science" em diferentes Universidades dos EUA recebem treinamentos muito mais específicos e práticos...de como saber classificar uma boa vaca de leite, a inseminar, balancear uma dieta, produzir uma boa silagem, etc. Em geral no Brasil, não temos formação universitária especializada pra saber manejar fazendas de leite - a diferença é gritante mesmo.

Pra terminar, vai uma crítica ao sistema Universitário...professores em Universidades dos EUA dedicadas ao "dairy science" fazem serviço de "extension" - ou seja, professores tem que sair ao campo e realmente ajudar e trabalhar com produtores de leite e os alunos destes professores aprendem muito com isso também. Exceto por algumas excessões, este serviço ativo de "extension" é inexistente se comparado a estrutura dos Americanos.

Pra piorar, os concursos de Universidades para professores no Brasil dão muito mais pontuações para profissionais com experiência em dar aula...que é isso que eles querem dos professors (em geral). Porém, profissionais que estudaram nos exterior (como eu mesmo) temos dificuldades em arranjar uma vaga em Universidades no Brasil, entre outros motivos, pelo método de pontuação dos concursos...e muitos de nós acabam arrumando emprego nos EUA no setor leiteiro - conheço INUMEROS profissionais BRASILEIROS altamente qualificados trabalhando no setor leiteiro nos EUA...pois vagas de ensino no setor leiteiro no BRASIL desvalorizam a experiencia destes profissionais.

          
MARCO AURELIO SAMBAQUI GAMBORGI

GASPAR - SANTA CATARINA - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 04/11/2013

Concordo com o Paulino, o problema é, acima de tudo, cultural. O trabalhador do campo é visto como o caipira de sotaque engraçado que subexiste em sua propriedade do jeito que dá. Sou filho, neto e bisneto de produtor rural e nunca fui preparado para ficar no campo. Fui incentivado a fazer uma faculdade e buscar um trabalho urbano. Acredito a pouca valorização do produtor rural começa no campo, dentro da propriedade. Sou de SC, terra das propriedades familiares. Na minha região mais de dez famílias viviam da produção de leite, hoje apenas eu continuo na atividade, alias sou o último produtor de leite da cidade. Para o jovem a permanência no campo é quase que inviável com o preço da terra, preço dos financiamentos, falta de mão de obra e tudo mais.

O Brasil é um país com uma das maiores áreas agricultáveis do planeta e não tem uma cultura rural, o Brasil tem um litoral gigantesco e não tem um envolvimento com o mar. O problema cultural brasileiro é muito profundo. Somos o país do carnaval e do futebol, nada mais. Triste mais real.
JOSÉ OTON PRATA DE CASTRO

DIVINO DAS LARANJEIRAS - MINAS GERAIS

EM 03/11/2013

Aqui na terra do "PAC" - PROGRAMA DE ACELERAÇÃO DA CORRUPÇÃO, nada foi, não está sendo e não será feito NADA, ABSOLUTAMENTE, em face das cobranças do poder público, da falta de políticas públicas, da excessiva burocracia e, por aí vai...
THIAGO SÉRGIO DE ANDRADE

SÃO JOÃO DEL REI - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 03/11/2013

Exitem alguns esboços e desenhos de projetos no Brasil sim. Um deles é o PRONAF muito conhecido pelos produtores. Dentro do PRONAF existem várias linhas de custeio e investimento, dentre elas o PRONAF MULHER e o PRONAF JOVEM. Porém o PRONAF jovem é o que menos acessado e pior ainda, o de pior aquisição de informações, seja no Banco do Brasil ou na EMATER, necessita-se sim de uma reformulação e melhor fundamentação.
CLÁUDIO VIEIRA TAVARES

CRISTIANO OTONI - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 02/11/2013

Ainda não vi nenhum projeto consistente destinado a jovens.
NELCHIOR

GUARACIABA - SANTA CATARINA - ESTUDANTE

EM 01/11/2013

olhem esta realidade, morro em uma comunidade do interior do município de Guaraciaba-sc, a 10 anos atras tínhamos  2 time de futebol masculino  e um time de moças todos jovens da minha idade, ou seja eram mais de 30 jovens todos filhos de produtores donos de terra, hj em 2013, apenas eu( AINDA) estou aqui, isso porque tive a oportunidade de fazer uma faculdade de medicina veterinária, Oque o Brasil precisa?
GUILHERME ALFREDO MAGALHÃES GONÇALVES

LAGOA DOS PATOS - MINAS GERAIS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 01/11/2013

Infelizmente, projetos desta magnitude como ocorre em outros países, não é realidade no Brasil. Até se vê fatos parecidos, como algumas linhas de créditos específica para os jovens que queiram atuar na agropecuária. O grande problema, ao meu ver é dificuldade de acesso á esta linha, pois ao mesmo tempo que se libera o crédito tem se uma infinidade de documentos,certidões,declarações que temos de ter para efetivamente ter o dinheiro, e para complicar ainda mais, tem a questão funcionalismo público, onde nos órgãos de assistência rural (EMATER) tem alguns técnicos, que talvez por motivos pessoais dificulta para algumas pessoas...."ISSO ACONTECEU COMIGO!!

Mas, o Brasil é grande, tem muita gente interessada em trabalhar, estudar ,se capacitar  para de fato, alavanca a produção de alimentos,e zerar a fome mundial.



@ de abraços,



GUILHERME MAGALHÃES - Graduando\Zootecnia - UNIMONTES - Janaúba MG
MARIUS BRONKHORST

ARAPOTI - PARANÁ - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 01/11/2013

Boa tarde a todos

Apos algumas idas e vindas,e leitura de materias a respeito a conclusão que podemos tirar não é de dificil aplicação.

Concordo com Paulino que a grande questão ainda é cultural,e com esta cultura ASSISTENCIALISTA Latina que o povo adora some em grande partea vontade de ser independente,pois ser independente em qual quer profissão o de produtor rural não é diferente não pode ser assimilado como empresario em qualquer segimento tambem a rural.

Ser produtor rural hoje nos Estados Unidos, Europa e Canada ,Japão(os artigos acima e anterior não mencionam)é estar num grupo seleto de apenas  2% da população,sendo que boa parte deste percentual tem grandes ou graves problemas financeiros.

Isto não quer dizer que não prescisamos fazer  nada aqui( os programas do governo assentamentos são para guardar os que consequiram e somente um pequeno percentual ainda sobrevive da produção)NÂO só com uma resalva que 60% tem que ser INICIATIVA PROPRIA,e mais uma NINQUEM nasce feito e perfeito pois a vida nos da o direito de assertar e errar mas o destino escolhido tem que ser alcançado em linha reta. Mesmo a sua ROSA VERMELHA sendo bonita ,o do seu vizinho sempre será  mais bonita.Este ditado não ajuda em nada um iniciante em qualquer profissão,mas tem tudo a ver com PERSEVERANÇA e isto e a pedra fundamental da iniciativa privada(A agropecuaria faz parte deste ELO).MUITO sucesso a todos.

E que os colunistas deste site em principal Paula Foroni quando se começa pintar um quadro a termine para que a expreção desejada seja mostrada.

Um Abraço

Marius Bronkhorst



PAULINO MARCELO BECKER JECKEL

PORTO ALEGRE - RIO GRANDE DO SUL

EM 01/11/2013

Não se trata apenas de dinheiro, tecnologia ou educação, mas de uma questão cultural. Os veículos de massa, as redes sociais, sempre destacam os benefícios da vida urbana, para os jovens: festas, baladas, vida cultural, multidões, acontecimentos, etc. A tranquilidade da vida do campo é algo que não combina muito com a realidade dos dias de hoje e o que acontece é que o jovem se sente compelido a ir para a cidade em busca de um estilo de vida que ele não tem. Muitos quebram a cara, nesta trajetória. Se sentem perdidos e descobrem que tudo não passou de ilusão. É preciso que o estilo de vida rural seja preservado, valorizado e transformado em objeto de desejo. Porque, por exemplo, as sedes das maiores empresas do agronegócio estão localizadas em São Paulo ou em outras grandes metrópoles?? Que tipo de identificação com o homem do campo os executivos destas empresas vão construir? É por isto que o homem do campo vai ser visto com um estereótipo, alguém atrasado e, é claro, que os jovens do campo vão querer se afastar disto, como qualquer jovem que deseja se sentir incluído e valorizado. O caminho que eles encontram é sair do campo e buscar outras profissões.
MAXSOEL CARVALHO NAVES

BARRA MANSA - RIO DE JANEIRO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 01/11/2013

Como produtor fico feliz de tomar conhecimento de iniciativas como essa, mas triste na mesma proporção quando vejo  a intransigência daqueles que depositamos nossa confiança colocar seus interesses pessoais e partidários à frente do bem comum, como a conteceu recentemente c/ a pseuda defensora do meio ambiente. Quero lembrar também das palavras do homem Ronaldo Caiado "ESTÃO TAXANDO OS PRODUTORES RURAIS C/ INIMIGOS DO BRASIL". É triste, muito triste!
CRISTIANO KRAEMER DIDONE

IJUÍ - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 01/11/2013

Infelizmente no Brasil as coisas não andam a sucessão vai acontecer mas onde grandes grupos dominarão a terra e o capital. Pois o preço da terra esta indo a patamares muito altos e o jovem a menos que herde uma área de terra que garanta renda ele dificilmente terá condições de ser proprietário de terras.
ELDO

PETROLINA - PERNAMBUCO - ESTUDANTE

EM 31/10/2013

Nenhum projeto, nenhum investimento. Meu nome é Eldo Gonçalves sou de Andorinha-BA, nasci na zona rural, me criei na mesma, filho de produtor, fiz curso técnico agrícola em agropecuária, procurei sempre ajudar meus familiares que morar na zona rural e procurei iniciar meu próprio negócio, também na mesma região, mas por falta de projetos, de incentivo do governo não consegui. Até cheguei a ir em um banco para tentar empréstimo, mas nada, pois disseram que eu era muito jovem. Já trabalhei em um projeto de Convivência com o semiárido, onde um dos objetivos era diminuir o êxodo rural mas por falta de incentivo o projeto não deu certo. Pois bem hoje sou universitário, curso Medicina Veterinária, resido em Petrolina-PE, e procuro sempre um meio de procurar me sustentar trabalhando na zona rural, tenho 20 anos, muita experiência,  muito conhecimento, mas por falta de incentivo do governo sou obrigado a me afastar do campo há procura de uma vida melhor.
GUTEMBERG BARRETO

AREIA - PARAIBA - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 31/10/2013

Aqui na Paraiba não tenho conhecimento de programa de incentivo como os citados na matéria.