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Nestlé não teme crise e investirá R$ 500 milhões

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 14/12/2011

2 MIN DE LEITURA

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O cenário de crise externa e as incertezas sobre quais serão os reflexos da turbulência para o mercado interno brasileiro não alteraram os planos de investimentos da Nestlé no Brasil. Em 2012, a companhia planeja investir, no mínimo, R$ 500 milhões.

"Acabamos de aprovar o plano de investimentos para o próximo ano, que inclui expansão, pois as capacidades estão tomadas", disse Ivan Zurita, presidente da subsidiária da Nestlé, ao Brasil Econômico, em evento do Grupo Lide realizado recentemente. Sem ainda revelar detalhes, Zurita não descarta, inclusive, a construção de uma nova fábrica no país. "Nós temos [nova fábrica] prevista, não está aprovada ainda, vamos discutir isso agora. A cada 3% de crescimento preciso de uma nova unidade e estou prevendo crescer mais de 3% em 2012". Por enquanto, o executivo revela, apenas, quais são as fábricas que entraram na lista de reformas.

Por enquanto, cinco das 31 unidades brasileiras vão ganhar em capacidade. Duas delas, a de Garanhuns (PE) e a de Carazinho (RS), foram inauguradas em 2010. A primeira detém iogurtes e bebidas lácteas fermentadas em seu portfólio de produtos e tinha capacidade de fabricar 50 mil toneladas por ano quando entrou em atividade. Já a segunda, arrematada da Parmalat, quando inaugurada, somava capacidade de 150 mil litros/ano e produzia leite condensado e creme de leite.

A fábrica de Feira de Santana, a mais expressiva da companhia na região Nordeste, também vai passar por nova expansão, segundo Zurita. A unidade abastece também o Norte do país e de lá saem uma diversidade de produtos, como sucos e leite em pó, macarrão instantâneo, cereal e café solúvel.

Ainda em solo baiano, a empresa detém uma unidade em Itabuna, que também será reformada, assim como a de Araras, no interior de São Paulo. Além de São Paulo, Pernambuco, Bahia e Rio Grande do Sul, a companhia tem fábricas no Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás e Espírito Santo.

Ivan Zurita está otimista, mas admite que o cenário econômico no Brasil deve ser avaliado com cautela. "Não nos assusta a turbulência porque o mercado interno sustenta qualquer tipo de atividade, sobretudo quando há 30 milhões a mais de consumidores em potencial", diz. Um dos motivos que o ajudam a ver 2012 com bons olhos é o reajuste do salário mínimo, esperado para janeiro, e que reforçará o poder de compra das classes menos favorecidas.

Mesmo que os alimentos não sejam os primeiros itens cortados do orçamento das famílias em momento de desaceleração, há riscos. "Tudo vai depender da inflação. Os itens mais caros, como iogurtes e alimentos prontos, foram os últimos a entrar na lista de compras e serão os primeiros a sair se oscilarem muito", avalia Cláudio Felisoni, coordenador do Programa de Administração do Varejo (Provar), da USP.

A matéria é de Érica Polo, do Brasil Econômico, resumida e adaptada pela Equipe MilkPoint.

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