ESQUECI MINHA SENHA CONTINUAR COM O FACEBOOK SOU UM NOVO USUÁRIO
Buscar

Leitor comenta: "O que interessa não é o sistema em si, mas o nível de eficiência dos recursos produtivos"

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 13/11/2012

1 MIN DE LEITURA

25
0
O leitor Tiago Mantovani de Santo Antônio da Platina - Paraná, fez um comentário muito interessante na matéria Sem escala e gerenciamento de custos não há permanência na atividade . Leia e veja se você concorda com o posicionamento dele.

"Uma vez um gringo especialista em leite veio visitar a EMBRAPA, e os nossos técnicos mostraram a tecnologia que usavam na produção a pasto. No final da visita perguntaram ao gringo o que ele tinha achado.

O gringo perguntou "Está dando lucro?".
O pesquisador respondeu "Sim"
E o gringo falou " Esse sistema é ótimo, continue a fazer isso".
O pesquisador intrigado perguntou: "Como assim?"
Nisso o gringo perguntou "Se você for a uma fazenda de leite e as vacas estiverem comendo folha de árvore, o que você deve perguntar ao produtor?"
O pesquisador falou que não sabia.
O gringo então falou " Você deve perguntar se está dando lucro, e caso a resposta seja afirmativa, qual seria a recomendação técnica?"
O pesquisador falou que não sabia também.
O gringo respondeu " Sua recomendação técnica deve ser para que ele plante mais árvores".

Vejo o pessoal brigando por qual sistema é melhor ou mais eficiente ou mais sustentável... Mas ninguém discute quanto o seu sistema produz de lucratividade por hectare ano. Só através desse índice podemos deixar a paixão de lado e podemos comparar.

Quando discutimos lucro/ha/ano vemos que há pessoas que possuem lucros altos tanto em produção de leite à pasto quanto em produção de leite confinado, quanto em soja, milho, café etc. E vemos também pessoas que obtém baixos lucro/ha/ano tanto em produção de leite a pasto quanto em produção de leite confinado, quanto em soja, milho, café etc.

Então vemos que o que interessa não é o sistema em si, mas o nível de eficiência dos recursos produtivos usados pelas fazendas.

Fraternal abraço

Tiago"


Você concorda com o Tiago? Deixe sua opinião nos comentários!

25

DEIXE SUA OPINIÃO SOBRE ESSE ARTIGO! SEGUIR COMENTÁRIOS

5000 caracteres restantes
ANEXAR IMAGEM
ANEXAR IMAGEM

Selecione a imagem

INSERIR VÍDEO
INSERIR VÍDEO

Copie o endereço (URL) do vídeo, direto da barra de endereços de seu navegador, e cole-a abaixo:

Todos os comentários são moderados pela equipe MilkPoint, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração. Obrigado.

SEU COMENTÁRIO FOI ENVIADO COM SUCESSO!

Você pode fazer mais comentários se desejar. Eles serão publicados após a analise da nossa equipe.

GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 30/11/2012

Prezado Tiago Mantovani: Isto não é criação extensiva (a pasto), mas, sim semiconfinamento ou meio intensiva. Só que, por interesse ou desinformação, aqui, no Brasil, se divulga este tipo de manejo como extensivo. Daí, é comum verificar índices produtivos de vinte e oito, trinta litros, como se conquistados a pasto, como você mesmo o classifica. Isto causa uma irrealidade no campo e a difusão de ideias que não são verdadeiras. Ao contrário do que você defende, não são dois os modelos de produção, mas, sim, três - confinamento (reclusão integral), semiconfinamento (pasto mais cocho) e pastejo (só pasto).


Um abraço,


GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO


FAZENDA SESMARIA - OLARIA - MG


=HÁ SETE ANOS CONFINANDO QUALIDADE=
HILDO AURIO VIANA

GOIÂNIA - GOIÁS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 28/11/2012

Obrigado Michel Kazanowski pelas suas corretas considerações.  São " realidades"  diferentes: na sua região, creio que  "as coisas" já estão melhor definidas, nas dimensões politica, cultural, ambiental, social e econômica. Para seu conhecimento, aquí, os agricultores familiares não tem nem uma assistência técnica regular. Minha indagação é sobre a definição de um sistema de produção que melhor se adeque a essa realidade. Extensivo? Semi-intensivo? Intensivo? Qual é o sistema básico utilizado na sua região. Gostaria de "trocar figurinhas" a respeito. Meu email: hildoviana@gmail.com

JOSE LUIZ GONÇALVES DE ANDRADE

GURUPI - TOCANTINS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 27/11/2012

Só se botar água (sem lambari, senão o Ibama te enquadra).

Seria muito difícil um pacto geral, de algo como 1 semana de leite jogado fora, desabastecimento total? (doar p/ creches, escolas, ou literalmente jogar fora, mas às vistas da população, na porta da prefeitura, para que saibam porque isto ocorre)
AILTON CIPRIANO DA SILVA

JI-PARANÁ - RONDÔNIA - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 26/11/2012

Bom dia a todos!!!



Eu devo ser muito ruim de conta?

de todo jeito que eu faço conta não acho lucro na atividade! preço medio pago pelos laticinios nos ultimos 12 meses fica na casa dos R$0,60.

alguen pode me dizer como fazer para ganhar dinheiro vendendo leite  neste preço?

abraços!!
MICHEL KAZANOWSKI

QUEDAS DO IGUAÇU - PARANÁ - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 26/11/2012

Caros colegas,

Quando avaliamos sistemas de produção existem duas frentes. Os que defendem a produção individual por vaca e os que defendem a produtividade por area. Quais estão corretos?

Ambos podem estar certos. Depende avaliar a conjuntura que envolve a região onde esta sendo avaliado.

No deserto de Israel onde são gastos numeros expressivos para dar conforto e bem estar para as vacas, criar animais de baixa produção seria totalmente inviavel. Em um confinamento integral onde o custo de alojamento por animal varia de 2500,00 a 4.000,00 por animal a situação é a mesma.

Em sistemas a pasto qual avaliação seria mais correta? As vacas a pasto produzem menos por varios motivos. Menor consumo de volumoso por redução no tempo de alimentação, problemas com conforto, acesso a agua, variações na qualidade de forragem, separação do volumoso do concentrado que, pode, ocasionar disturbio metabólicos, deficiencia energetica na dieta, maior demanda de energia pelo maior deslocamento do animal. No entanto pastos tropicais tem como caracteristica alta produção anual de MS o que leva a uma alta lotação animal. Vacas produzindo 6 a 7000 litros neste sistema podem ser consideradas tão eficiente quanto vacas de 10 a 12000 litros em confinamento. Se multiplicarmos esta media de produção pela lotação animal teremos produções anuais por area muito altos. Isso converte em alta rentabilidade do sistema, mesmo com médias individuais menores.

Cada vez mais a aquisição de terra vem ficando mais limitada e com custo muito alto. Se sua area é limitada a um numero x de ha o que sera mais importante, o quanto suas vacas produzem em média ou quantos litros por ha/ano estão sendo produzidos?

Caro Hildo,

A taxa de retorno sobre o capital investido é uma avaliação muito relativa. A aplicação de recursos reduz essa relação mas permite aumento de escala. Em geral o maximo aumento da produção por area tem a melhor relação lucro/ha. No fim das contas é isso que importa.

Quanto ao custo de produção da agricultura familiar no geral é muito alto. Não por ser de agricultura familiar, mas por que a produtividade nestes sistemas é muito baixo. O produtor não avalia o valor da terra como fator de custo e não conta o pró-labore, que seria exatamente o valor que ele pagaria para um funcionario se fosse desenpenhar as mesmas funções que ele. A taxa de eficiencia da mão-de-obra neste sistema tende a ser muito baixa, tipica de produção de subsistência. Agora quando pegamos um produtor que aplica e controla os recursos de produção a média de custo não será diferente de qualquer sistema de produção. Afinal o custo mão-de-obra, apesar de ser feito pelo proprio proprietario precisa ser contabilizado.

O grande diferencial da agricultura familiar é que "os olhos do dono que engordam o boi". A dedicação ao trabalho é muito maior quando comparado a funcionarios contratados. Esse é o segredo do negocio de regiões que estão crescendo muito na produção, como o sul do país.



Abraço



Michel Kazanowski
DILERMANDO JOSÉ DA SILVA

UNAÍ - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 25/11/2012

Realmente conseguir ter lucro com a atividade leiteira neste país é para poucos. Não tem nenhum incentivo por parte dos órgãos governamentais (na França 60% do custo operacional da fazenda é subsidiado pelo governo). Não queremos subsídios (diferentemente do q. faz o governo com o setor automobilístico) o que precisamos é de incentivos para maiores investimentos, juros mais baixos (a exemplo q. o governo faz para os grandes industriais quando empresta pelo BNDES) ou qq. outra política onde o produtor se sinta como parte do processo produtivo do país e não à margem dele. Do jeito como estão as coisas a atividade leiteira estará fadada ao fracasso no nosso país; as importações de lácteos estão cada vez aumentando mais. Onde vamos parar? Acorda gente.
JOSE LUIZ GONÇALVES DE ANDRADE

GURUPI - TOCANTINS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 25/11/2012

O que o sr.Tiago Mantovani alerta, é para o óbvio:



evidente que se as vacas não tiverem folhas pra comer na seca o sistema não dá lucro;



se o número de animais for insuficiente pra atingir um determinado patamar de receita LÍQUIDA, o sistema não dá lucro;



se o banco não tiver linha de crédito quando o cara precisar, o sistema não dá lucro;



se os produtores não tem união pra brigar, discutir, reivindicar, etc., o sistema não dá lucro;



se no nordeste usar as mesmas folhas que no sul, com clima diferente, o sistema não dá lucro;



se o  produtor é pequeno, sem cultura, sem AT, sem nada, só com umas vaquinhas, sendo explorado, de nada adianta ser familiar; o sistema não dá lucro;



ESTÁ TUDO IMPLÍCITO. Se o cara não sabe calcular o lucro; não dá lucro;



O que dá lucro é convencer o consumidor a tomar soro a preço  superior ao de leite.



Como neste país nunca se comeu e bebeu tão barato "como no meu governo", temos que ter os olhos nas relações de troca, não no período de um ano, mas analisar num período amplo de tempo, como p.ex. do Plano Real para cá.



Vejam a reportagem do início de Outubro na EXAME, sobre a LBR.
ROMILDA MORELLO

MATELÂNDIA - PARANÁ - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 23/11/2012

nao adianta nada nos irmos em palestras em que o palestrante vem de outro lugar totalmente contra a nossa realidade, e tentarem colocar na nossa cabeça que temos que mudar aqui ou ali, na teoria é muito facil falar as coisa, agora eu quero ver na pratica,  no dia dia de cada propriedade. abraço a todos.


TIAGO MANTOVANI

SANTO ANTÔNIO DA PLATINA - PARANÁ - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 23/11/2012

Prezado Guilherme.



Primeiramente é impossível alguém que produza leite extensivamente obter alta produtividade por hectare. A questão de produção intensiva ou extensiva não esta relacionado ao sistema de produção mas o seu nivel de intensificação dos recursos disponiveis na propriedade.



Segundo: na minha concepção quando eu falo de leite a pasto é quando mais de 50% da ingestão da matéria seca é proveniente do pasto. Então desse modo é possivel ter vacas com produção acima dos 28,5 litros pastejando e suplementadas com ração farelada.

É claro que o pasto só permite sua utilização durante 150 dias do ano. Os 215 dias restante voce terá que tratar esses animais no cocho (com cana ou silagem de milho).

O que eu gosto desse sistema misto é que durante o verão (safra) que o preço do leite é menor voce produz leite de uma forma mais barata. E durante o inverno (entresafra) que o preço do leite é maior voce produz leite de uma forma um pouco mais cara. Outra vantagem de se confinar só no inverno é que voce não precisa ter barracões para tratar do gado, porque chove pouco e apenas com cochos trenós e sombra de arvores voce consegue produzir leite.



Esse é o modo que produzo leite, não minha recomendação. Quando sou contratado para dar assistencia eu avalio todas as condições da fazenda para implantar um modelo. Gosto dos dois sistemas de produção de leite (confinado ou a pasto), porem para cada modelo há modos diferentes de se trabalhar.



Vejo que voce produz leite no confinamento de um modo muito eficaz. Parabens continue nesse caminho e se puder aumente. É sobre isso que o artigo se refere.



T. FRATERNAL ABRAÇO
HILDO AURIO VIANA

GOIÂNIA - GOIÁS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 20/11/2012

MUITO BEM THIAGO, V. LEVANTOU UMA EXCELENTE DISCUSSÃO. EU FICO COM MAIS UMA PERGUNTA, RETIRADA DELA: LUCRO/Ha OU LUCRO POR REAL INVESTIDO NA ATIVIDADE? EU FICO COM O ÚLTIMO.

OUTRA QUESTÃO QUE VEM ME INTRIGANDO: QUAL O REAL CUSTO DO LEITE PRODUZIDO NA AGRICULTURA FAMILIAR? ALGUEM TEM OS CÁLCULOS PARA JOGAR NA MESA DE DISCUSSÃO? GOSTARIA DE CONFRONTÁ-LOS COM O CÁLCULOS REFERENTES A SISTEMAS CONFINADOS POR EXEMPLO. AFINAL, DE 70 A 80% DAS PROPRIEDADES PRODUZINDO LEITE,  PERTENCEM A ESSE EXTRATO.  ABRAÇO ATODOS.
LUIZ CARLOS DOS SANTOS

VITÓRIA - ESPÍRITO SANTO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 16/11/2012

Parabens Tiago pela abordagem.


Penso que  nas tomadas de decisões de  que modelo produtivo vamos seguir, não devemos  nos esquecer de perguntar sempre. Quanto eu vou ganhar com esta prática?

Um abraço a todos.
JOABE JOBSON DE OLIVEIRA PIMENTEL

TEIXEIRA DE FREITAS - BAHIA

EM 16/11/2012

O que dá lucro aqui pode não dar lucro alí.

O que é bom para Pedro nem sempre é bom para o João.

Cada sistema pode ser melhor em determinada situação.

Assim, o que deve-se ter em mente é que existe sim o sistema certo a partir da definição de uma conjuntura "X".

A conjuntura "X" em determinados casos abrange um estado, uma região ou até mesmo um país.

Não há como ignorar os condicionantes (conjuntura) inerentes a um país e concluir que qualquer sistema pode ser lucrativo.



A depender dos condicionantes (fatores de produção e mercado) determinado sistema pode sim ser melhor na maioria das situações para determinado país, ficando outros para situações específicas bem menos frequentes.



Porém, sem dúvida nenhuma a sustentabilidade do sistema (sobretudo a conta positiva entre receitas e despesas) é o fator preponderante.

Este preceito antecede e referenda o penúltimo parágrafo



Parabéns pelo comentário



Saudações
SIDNEI

FRANCISCO BELTRÃO - PARANÁ - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 15/11/2012

ATÉ QUE EM FIM ALGO DE SE TIRAR O CHAPÉU , NÃO IMPORTA SE SUA VACA PRODUZ 50 OU 15 L POR DIA , QUANTIDADE NÃO QUER DIZER LUCRO OQUE IMPORTA É QUANTO SUA VACA GASTA PARA PRODUZIR CADA LITRO , ESSE É MEU PENSAR.
MOYSES BOSSI LIMA

CARLOS CHAGAS - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 14/11/2012

Caro Tiago, muito oportuno seu ponto de vista. Porém gostaria de uma reflexão sobre o

"maior lucro por hectare", pois não seria mais correto "maior lucro (%) por total investido na atividade? Uma atividade pode deixar mais Reais por ha, e ser menos rentável que outra atividade cujo investimento total seja menor, porém que que nos retorna mais Reais por Real investido.
RAFAEL DUARTE

PAULA CÂNDIDO - MINAS GERAIS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 14/11/2012

Penso que produtor deveria ser ou ter o mesmo principio que os empresarios bem sucedidos tem, onde a primeira pergunta deles seria: qual o retorno da atividade? da lucro? se não ter lucro com a atividade, pq investi nela.
TIAGO MANTOVANI

SANTO ANTÔNIO DA PLATINA - PARANÁ - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 14/11/2012

Obrigado a todos pelos comentarios, e a equipe milkpoint.



Fraternal abraço.



Tiago Mantovani.
GUSTAVO HENRIQUE PIRES DO PINHO

DORES DO INDAIÁ - MINAS GERAIS - ZOOTECNISTA

EM 14/11/2012

Concordo...!!! O que importa mesmo é dinheiro no bolso e não o sistema...





Att;





Gustavo....
ANDRÉ GONÇALVES ANDRADE

ROLIM DE MOURA - RONDÔNIA - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 14/11/2012

Parabéns pelo comentário. Muito pertinente.

Talves isso seja o ponto final da discussão de tolos.



Mas dizem que gente boba e estrada ruim não acaba! rsrsr



Vamos ver!

DANILO DA SILVA CUNHA

CASCAVEL - PARANÁ - REVENDA DE PRODUTOS AGROPECUÁRIOS

EM 14/11/2012

BOM DIA A TODOS.

PARABÉNS TIAGO PELO ASSUNTO QUE ABORDOU.

VEJO QUE ESSE ASSUNTO SEMPRE SERÁ FRUTO DE UMA DISCUSSÃO SADIA, EM PROL DE BUSCA DE ALTERNATIVAS TECNOLÓGICAS E FUNCIONAIS. LEMBRANDO QUE CABERÁ UMA ANÁLISE DE CASO PARA AS TOMADAS DE DECISÕES. POIS COMO O COLEGA DE QUIXADA COLOCOU EM SEU COMENTÁRIO A REALIDADE DA REGIÃO DELE FAVORECE DETERMINADO SISTEMA. MAS O NOSSO AMIGO TIAGO LEVANTOU O ASSUNTO QUE É PRECISO TER LUCRO NO SISTEMA ESCOLHIDO E ISSO É UM FATO, POIS É PRECISO SEMPRE BUSCAR A MELHOR EFICIÊNCIA NA ATIVIDADE ESCOLHIDA.



PARABÉNS AO FELIZ ASSUNTO ABORDADO.
GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 14/11/2012

Prezado Tiago Mantovani: Sempre afirmei que a produção por hectare é a grande desculpa dos que teimam em produzir extensivamente. Se levarmos em consideração esta variável, nenhum sistema será mais eficiente que o confinamento integral de bovinos de leite que, em seis ou sete hectares apenas, produz - como no meu caso - dois mil litros de leite por dia (média de 285 litros por hectare/dia). Se colocarmos uma taxa de ocupação excepcional de 10 u/ha (precisa ser de um pasto muito bom, em um clima excelente e com vacas de alta performance, características muito difícieis de serem reunidas, na maior parte do Brasil), teremos uma produção individual de 28,5 litros, impossível de ser atingida pelo sistema a pasto.


Portanto, paremos de achar que "comendo folhas" e dando lucro (quanto???) nossas vacas serão eficientes e estaremos no caminho certo.


Minha sugestão ao fazendeiro das folhas seria, ao contrário da do gringo, espere a seca chegar, as folhas das árvores caírem e secarem para verificar que seu sistema não é viável, ou, então, venda suas vacas magras (porque comendo folhas, não há como serem gordas - rsrsrs) e compre animais realmente leiteiros, os confine e plante milho e cana para alimentá-los o ano todo. Aí, sim, você verá o que é lucro.


Um abraço,

GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO


FAZENDA SESMARIA - OLARIA - MG


=HÁ SETE ANOS CONFINANDO QUALIDADE=  
MilkPoint AgriPoint