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LEITE/CEPEA: com queda na captação, preços de leite têm forte alta

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 02/05/2016

3 MIN DE LEITURA

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Com o início do período de entressafra, o Índice de Captação de Leite do Cepea (ICAP-L/Cepea) se reduziu expressivos 7,35% de fevereiro para março. Esta foi a maior queda na captação dos últimos nove anos, segundo a série do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP. Além do período de entressafra, muitos produtores já estavam adiantando a secagem das vacas em meses anteriores, o que limitou ainda mais a oferta de leite em março.

Entre os estados acompanhados nesta pesquisa, Minas Gerais registrou a maior queda na captação, de 8,8%, seguido por Goiás (8,36%), Paraná (7,66%), São Paulo (7,43%), Bahia (6,25%), Rio Grande do Sul (5,45%) e Santa Catarina (4,75%).

Gráfico 1 - Preços brutos pagos ao produtor (R$/litro). 

Nesse cenário, o valor bruto do leite recebido pelo produtor subiu expressivos 5,7% em abril, a maior alta mensal dos últimos seis anos, atingindo R$ 1,2106/litro na “média Brasil” – que é ponderada pelo volume captado nos estados de GO, MG, PR, RS, SC, SP e BA. Com relação ao mesmo período do ano passado, o aumento é de 12,3%, em termos reais (valores atualizados pelo IGP-DI de março/16). Vale lembrar, no entanto, que, além da menor oferta atual, o forte aumento em 12 meses também se deve a uma recuperação de preços, já que, em 2015, a média de preço do leite foi a menor desde 2010. O preço líquido do leite, já descontados frete e impostos, teve média de R$ 1,1068/litro em abril, 5,9% acima do de março e 12,5% superior ao de abril/15, em termos reais. 

Além da queda na produção em março, que elevou ainda mais a competição entre as indústrias quanto à matéria prima, os valores pagos ao produtor de leite também subiram em decorrência dos elevados custos, especialmente do concentrado. A opção dos produtores de leite em migrar para a pecuária de corte também tem influenciado a menor captação pelos laticínios.

Para o próximo mês, a expectativa é de que os preços do leite sigam em alta, ainda impulsionados pela oferta restrita neste período de entressafra. Cerca de 84% dos agentes entrevistados pelo Cepea (que representam 71,2% do volume amostrado) acreditam em nova alta nos preços do leite, enquanto o restante (16%, que representam 28,8% do volume) acredita em estabilidade nas cotações – frente ao mês passado, houve aumento no número de colaboradores que estima estabilidade nos valores. Nenhum dos colaboradores consultados estima queda de preços para o próximo mês.

O aumento no número de colaboradores que acredita em estabilidade dos preços nos curto e médio prazos está atrelado a dificuldades que indústrias têm tido nos repasses do aumento da matéria prima ao consumidor final. Agentes consultados pelo Cepea afirmam que o baixo poder de compra de consumidores neste período de crise econômica e os elevados valores dos derivados têm diminuído a liquidez desses produtos.

As cotações dos derivados também mantiveram o movimento altista em abril. Na média mensal do atacado do estado de São Paulo, o leite UHT e o queijo muçarela se valorizaram 3,6% e 3,05% em relação a março, com as médias a R$ 2,7367/litro e a R$ 15,36/kg, respectivamente. No acumulado do ano, o preço do leite UHT já registra alta de 23,3% e o queijo muçarela, de 13%. Esta pesquisa de derivados do Cepea é realizada diariamente com laticínios e atacadistas e tem o apoio financeiro da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

Confira as tabelas abaixo:

Tabela 1. Preços pagos pelos laticínios (brutos) e recebidos pelos produtores (líquido) em abril/16 referentes ao leite entregue em março/16.


Tabela 2.
 Preços em estados que não estão incluídos na “média Brasil” – RJ, MS, ES e CE.


 As informações são do CEPEA/USP.

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NÉUDE

ITUMBIARA - GOIÁS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 16/05/2016

Falar de comprometimento com o setor é meio irrelevante, primeiro o setor tem comprometimento com os produtores? Acho que não.

Em uma atividade econômica se deve ter comprometimento com o lucro e com resultados, hoje acredito que vacas aneloradas são mais rentáveis que vacas holandesas. Não em escala, nem sempre escala é lucro, mas se você olhar para a antiga ótica que o leite é pra pagar o peão, e sobra o bezerro de forma gratuita, você estará no caminho certo. Hoje genética, sanidade são itens que pesam muito no bolso de produtor e geram pouca renda ou nada. Vacas holandesas são vacas predispostas a ficarem sempre doentes ao contrário de vacas mestiças.

Vacas holandesas tem dificuldade de parto e produzem bezerros sem valor comercial.

O leite é um produto extremamente desvalorizado, e sempre foi.

"nunca vi ninguém ficar rico com leite".
JOAO EBER BARRETO NOMAN

TEÓFILO OTONI - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 09/05/2016

Caro Sr Luiz Carlos Ribeiro Mesquita Junior

Sinto pela sua angústia do momento, mas não posso concordar quando afirma que produtores sem tecnificação com vacas aneloradas não tem comprometimento com o setor. Acho que o Sr. está falando de quem produz, não sei bem os números, mas me arriscaria a dizer 80% ou mais do leite deste país. Se isso não é ter comprometimento sinceramente não sei  o que é. Estes produtores que "nadam de braçada" estão comprando milho a r$72,00 a saca e vendendo leite entre r$0,75 a r$0,95 o litro. Provavelmente produtores tecnificados como o Sr. estão vendendo entre r$1,20 a r$1,35 o litro. Portanto Sr. creio que pode buscar um bode expiatório em outro lugar porque em cima destes produtores não comprometidos não vai dar, até porque, pobres coitados, não têm como o Sr. nenhum poder para barganhar preços a não ser que se cooperativem ou industrializem seus produtos.

at.
HENRIQUE PASSINI DE CASTRO

ARACÊ - ESPÍRITO SANTO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 05/05/2016

Estamos vivendo um momento de recomposição do preço, e agora estamos acreditando que irá continuar a subir o preço ao produtor, n tentativa de acompanhar a alta dos insumos(concentrados, energia, mão de obra). Porém não podemos deixar de lembrar o risco de nosso produto "encalhar" no supermercado e termos o preço diminuído sob a alegação de ""não está vendendo". Pode acontecer de termos baixa do preço em plena entre safra. Olho vivo.
LUIZ CARLOS RIBEIRO MESQUITA JÚNIOR

ORIZONA - GOIÁS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 04/05/2016

Aqui em goiás estamos apavorados com as previsões possíveis, o preço do milho ja é de R$ 45,00 e não iremos colher nada na safrinha. Que preço esse insumo essencial vai alcançar? E os outros insumos e subprodutos que iram acompanhar essa alta, como ficaremos nessa situação? Enquanto isso, com o leite se valorizando os produtores sem tecnificação, com vacas aneloradas nadam de braçada, tirando leite exclusivamente a pasto, sem o menor comprometimento com o setor e diminuindo a reação do preço do leite que compensaria essa alta dos custos. Até quanto o preço pago ao produtor terá que subir para compensar quem vive comprometido com essa atividade?
DARLANI PORCARO

MURIAÉ - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 03/05/2016

Não temos uma política voltada para o abastecimento de leite no Brasil , impera a lei da oferta e procura, e o nosso govêrno rema contra o produtor, não temos proteção.
ERNANI LUIZ ZORTEA

CAMPOS NOVOS - SANTA CATARINA - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 03/05/2016

Hoje a baixa produção de leite em meu conceito se dá a vários fatores, como o preço das rações esta nas alturas puxado pelos preço das matérias primas, principalmente milho e soja, os produtores diminuiram significativamente as quantidades fornecidas as vacas, aqui no sul estamos em plena entre safra de pastagens , como o gado de corte experimenta uma ótima fase a um descarte grande de matrizes antes do tempo normal e a cobertura por reprodutores de corte em matrizes de leite.
MARCELO BRANQUINHO PEREIRA

TRÊS CORAÇÕES - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 03/05/2016

A previsibilidade do leite para 2016 está impossibilitada devido ao cenário:produção em baixa , custos em alta principalmente concentrados,poder de compra dos consumidores em baixa. E somado ao cenário temos conceitos administrativos controversos. Este ano estamos vendendo um caminhão de vaca por mês pra corte a um preço médio $ 3.000,00/vaca (@=143,00),isto representa pouco no faturamento(cerca de 6 %)mas muito no lucro (cerca de 40%). Uma vaca de 15kg da mais lucro no frigorífico do que na fazenda. Assim temos um sistema de produção de leite de vacas holandesas confinadas em free stall e uma renda de carne e leite. Este é o cenário administrativo: produtores de vacas especializadas vendendo suas vacas pra corte e produtores de vacas cruzadas vendendo suas vacas pra leite e todos achando que estão certos. Só o tempo dirá quem está com a razão.
GILMAR GUEDES DA SILVA

ESPIGÃO D'OESTE - RONDÔNIA - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 03/05/2016

porque os preços em Rondônia são tão defazados estão pagando 0,75 no leite será q existe um cartel entre os laticínios, como nos frigoríficos existe uma suspeita pois estão instalando até cpi para investigar frigoríficos.
JOAO HILTON G SANTANA

ROCHEDINHO ROCHEDO - MATO GROSSO DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 03/05/2016

Bom dia , produtor de leite vamos lutar para obter , margem de lucro , se o varejo e o atacado trabalha em cima de margem de lucro , porque só o produtor tem que amargar os altos custos dos insumos em suas propriedades,  é a minha opinião bom dia a todos.
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