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Leite tem puxado alta de vários indicadores

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 09/08/2007

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Não é a toa que muita gente diminuiu a quantidade de laticínios no carrinho do supermercado. Desde maio, as caixinhas de uma das bebidas mais populares do Brasil passaram a custar mais de R$ 2. A alta, reação imediata da escassez do leite no mercado interno, causada pela entressafra e pelo aumento do volume de exportações, chegou também aos derivados: queijo, creme de leite, sorvete e iogurte passaram a pesar mais no bolso do consumidor.

Divulgado na semana passada pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o valor da cesta básica sofreu aumento em 13 das 16 capitais pesquisadas. O leite foi um dos principais vilões ao lado do feijão. Para a bebida, as principais variações na comparação com junho foram em Porto Alegre (22,22%), Vitória (22,08%), Belo Horizonte (21,85%) e Brasília (18,97%).

Pesquisa da Fundação Getulio Vargas mostra que o preço do litro de leite puxou também a alta da inflação em junho. A primeira prévia do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) apontou alta de 0,31% no mês. No IPCA de junho, o leite e seus derivados apresentaram alta de 9,25%.

De acordo com o pesquisador da Embrapa Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), Glauco Carvalho, a elevação de preços de insumos no final de 2006, o crescimento do consumo, motivado por uma melhoria da renda das famílias e baixo incremento do volume de captação no início do ano, são variáveis que ajudam a explicar o fenômeno.

´´Os preços médios do leite ao produtor no Brasil subiram 38% entre julho de 2006 e julho de 2007, mas a partir de abril o movimento de alta foi mais expressivo. O rendimento real médio no acumulado em 12 meses (até maio) em relação aos 12 meses anteriores encontra-se crescendo 5,5%, apesar do mercado de trabalho ter apresentado um desempenho mais tímido´´, explica ele.

Para o pesquisador, a essência dos aumentos de preços refere-se ao fato da oferta não ter acompanhado a demanda mundial. ´´Pelo lado da oferta, as secas recorrentes na Austrália, a imposição de tarifas na exportação da Argentina e a suspensão por seis meses da exportação de leite em pó na Índia enxugou o mercado mundial de leite´´, explica.

Diante de todo esse cenário, donas de casa se sentem preocupadas com a alimentação da família. ´´Tivemos que diminuir a quantidade do leite nestes dois últimos meses´´, conta Helen Souza. ´´Só as crianças continuaram a saborear a bebida lá em casa.´´

No entanto, este cenário deve mudar. De acordo com o pesquisador da Embrapa, a partir de setembro, normalmente há uma desaceleração das cotações em função do início das chuvas e melhoria das pastagens. ´´Vale ressaltar que o avanço da rendas dos brasileiros, o crescimento da economia mundial e os problemas de oferta em outros países produtores e exportadores deverá dar certa sustentação aos preços internos e atenuar o movimento de queda dos preços aos produtores na próxima safra´´, encerra ele. Matéria de Livia Cerezoli, para a Folha de Londrina.

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