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Laticínios deverão investir mais de R$ 200 milhões na ampliação e construção de novas unidades

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 22/02/2005

3 MIN DE LEITURA

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O "boom" das exportações de lácteos, que no ano passado cresceram 96%, totalizando US$ 95,4 milhões, está fazendo com que as indústrias de laticínios aumentem a produção. Estima-se que, neste ano, o setor receberá uma injeção de mais de R$ 200 milhões na construção e ampliação de novas unidades industriais. Os investimentos se concentram, principalmente, em Minas Gerais, Goiás e Rio Grande do Sul, os três maiores produtores de leite do país.

"Há um déficit de torres de secagem de leite no país", diz o analista da Agripoint, Marcelo Pereira de Carvalho. Segundo ele, os investimentos na produção de leite em pó haviam sido feitos na época em que o Brasil produzia para o mercado interno.

Dados do Conselho Nacional da Indústria de Laticínios (Conil) indicam que esse segmento tende a crescer até 20% em 2005. Grande parte dos recursos será aplicada na produção de leite em pó e condensado, principais pautas da exportação de lácteos.

De olho neste mercado, em 2004 a Cooperativa Central de Produtores Rurais (Itambé) aplicou R$ 250 milhões para a construção de duas unidades, em Goiás e Minas Gerais, que estarão prontas no final deste ano. Parte dos investimentos ainda será feita em 2005.

Do total esperado para ser aplicado neste ano pelos laticínios, o estado de Goiás deve receber R$ 90 milhões, grande parte devido à unidade da Itambé.

Segundo dados do Sindicato das Indústrias de Laticínios no Estado de Goiás (Sindileite), sete empresas estão ampliando a produção na região. "As empresas estão se adequando às exportações e ganhando novos mercados, capitaneadas pelos incentivos fiscais", diz o secretário executivo do Sindileite, Alfredo Luiz Correia. Há isenção de até 50% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). O parque industrial do estado produz 12 milhões de litros por mês e, com as novas unidades, aumentará o processamento em 20%.

Entre os novos investimentos no estado, está o do Laticínios Morrinhos Ltda., que aplicará R$ 10 milhões na modernização de duas unidades, aumentando a produção em 20%. "Acreditamos no crescimento do consumo interno, mas também queremos passar a exportar no ano que vem", diz o diretor-comercial, Domingos Vilefort.

"Há espaço para o setor crescer", acredita o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Leite (Leite Brasil), Jorge Rubez. Ele crê que, neste ano, a produção aumentará 4%.

Opinião semelhante tem o gerente-comercial da Elegê Alimentos, do Rio Grande do Sul, José Carlos Aguilera. Segundo ele, a produtividade da vaca leiteira brasileira ainda é muito pequena: 1,3 mil litros por ano, ou um terço da média argentina.

"Em dez anos, o Brasil poderá aumentar a produção de leite de maneira substancial. O mesmo sucesso que o país teve em grãos e carnes, terá em leite, mas, para isso, é preciso investir", avalia Aguilera. A empresa está modernizando a secagem de leite e prevê aumentar em 25% a produção de leite em pó.

Segundo Carvalho, entre os países que estão no mercado internacional, o Brasil é o que apresenta maiores possibilidades de crescimento.

No Rio Grande do Sul, há rumores de que três empresas poderão aumentar sua capacidade de produção ou construir novas unidades de leite em pó. Entre as expansões, consta a do laticínio da Cooperativa dos Suinocultores de Encantado (Cosuel), que vai aplicar R$ 8 milhões para ampliar o envase de 240 mil para 340 mil litros por dia. A conclusão das obras deverá ocorrer em junho. "Estamos aproveitando nichos de mercado para o longa vida e, a partir de 2007, queremos exportar leite em pó", diz o diretor-superintendente da Cosuel, Carlos Alberto Figueiredo Freitas. Segundo ele, foram fechados negócios com Angola e já existem clientes interessados no México, neste caso, ainda dependendo de acordo sanitário.

Outra gaúcha com investimento na ampliação da produção é a Cooperativa Riograndense de Laticínios e Correlatos Ltda (Coorlac), que vai alocar R$ 17 milhões para passar de 100 mil para 500 mil litros por dia. O investimento ainda depende de aprovação do crédito pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A empresa pretende aumentar a industrialização para exportar leite em pó e condensado. O crescimento é apoiado no aumento da produção leiteira, por parte dos pecuaristas, devido ao apoio dado pela cooperativa no aumento da qualidade do plantel.

No final do mês, a Embaré Indústrias Alimentícias S/A inaugura nova planta de leite condensado e bebidas lácteas em Lagoa da Prata (MG).

Fonte: Gazeta Mercantil (por Neila Baldi), adaptado por Equipe MilkPoint

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