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Juliano Alarcon, Dr. Pastagem: "qual dor de cabeça o produtor quer ter na propriedade?"

A pergunta que não quer se calar: como investir com resultado econômico no leite? Será que há um caminho a ser seguido? No painel ‘Otimizando o investimento na propriedade leiteira para ganhar dinheiro’, do Interleite Sul 2019, que ocorrerá nos dias 08 e 09 de maio em Chapecó/SC, Juliano Alarcon – o Dr. Pastagem – abordará esse tema com detalhes.

Em uma conversa exclusiva com a Equipe MilkPoint, Juliano disse que o desafio principal para a produção leiteira no Brasil e no mundo é o mesmo: o processo de transformação. “Precisamos produzir uma matéria seca de qualidade, independente se é silagem de milho, alfafa, pré-secado de alfafa, azevém, Tifton ou Brachiaria. O que é imprescindível é darmos condições para que vacas especializadas em genética produzam leite e no final das contas, ainda remunerem nosso capital. O foco deve ser a produtividade do sistema, esse é o norte, e o que é necessário para isso? Conhecimento, pessoas e o resultado das ações dessas pessoas”, disse ele, que é Engenheiro Agrônomo e Mestre pela Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Ilha Solteira/SP. Desde 2007 na Região Sul do Brasil, ele atua em atendimento a produtores de leite e treinamentos de técnicos em cooperativas, laticínios e prefeituras.

Custos de produção

Uma questão levantada por Juliano é a quantia que o produtor pode investir por hectare e a importância de ter isso bem identificado e tabulado. Ele cita que é necessário saber o quanto pode ser gasto na terra, nos equipamentos da fazenda e qual a produtividade necessária para equilibrar essas despesas. “Se é possível fazer isso, porque não fazemos? Recebi recentemente uma mensagem no WhatsApp de um produtor que dizia: - ‘Investi R$ 5.000 por litro de leite na fazenda’. Li e fiquei perplexo. O problema não é a atividade do leite, o que acontece, é que o amadorismo tem que ficar de lado. Precisamos parar de falar ‘eu acho’, temos que focar nos gargalos que precisamos enfrentar e aí sim pensar em um caminho árduo pela frente. Sim, teremos altos e baixos, mas, com metas bem definidas, podemos chegar onde nunca sonhamos”, completou Alarcon, que fez uma ressalva sobre uma das características do Sul.

“Os produtores às vezes me procuram dizendo que têm pasto e precisam adubar, mas, não se preocupam em colher o pasto na hora certa e em soltar os animais na pastagem também no horário ideal. Ou, o produtor tem um pasto excelente mas solta as vacas às 10h da manhã. Será que não conseguimos melhorar questões de manejo no nosso negócio? ”.

No bate-papo ele citou dois casos reais de produtores com produção média de 26 litros de leite/animal/dia. Para um deles (A), o custo por litro é de R$ 0,85 e para o outro (B), R$ 1,40. “Ambos têm a mesma média de produção, produzem leite em sistemas semelhantes e o que causa essa tremenda diferença no custo é o manejo. O primeiro produtor solta as vacas no pasto no momento exato do pico de consumo dos animais. Já o outro, na hora de pico, está oferecendo silagem ao rebanho e solta os animais no pasto em horários com muito sol e eles não conseguem nem sequer deitarem. Inclusive, vale destacar que há uma relação entre horas deitadas x produção de leite. O intuito é converter sempre os investimentos feitos em leite”.

Ainda sobre a comparação entre os pecuaristas A e B, Juliano ressaltou que no primeiro caso, para cada 1 kg de ração, são produzidos 4 litros de leite e no segundo caso, como as vacas são soltas em horários errados, mesmo a pastagem e a silagem sendo muito boas na fazenda, a conversão é de 1 kg de ração para 2,5 litros de leite. Ele ainda acrescentou que é importante o produtor estar antenado no que está acontecendo no mercado lácteo, pois dinheiro não tolera desaforo. “Tem um produtor que atendo que diz: ‘... paulada, dinheiro e palavra não voltam mais...’ Digo isso porque provavelmente todos nós conhecemos pessoas que investiram muito alto na atividade leiteira e não geraram renda, criando uma ‘bola de neve’. Muitas vezes para corrigir isso, algumas dívidas terão que ser renegociadas, pois as contam precisarão de fôlego. Além disso, o manejo precisará ser lapidado e mais leite produzido. Não podemos dar um passo maior que a perna”.

Ainda sobre o tema, ele discorreu: “em 2016, com a alta no preço do leite, tivemos alguns casos de produtores que se empolgaram e quebraram em seguida. Nas propriedades que trabalho utilizamos o preço médio dos últimos 12 meses e todas as decisões são tomadas em cima dele. Assim, conseguimos saber quanto os investimentos acarretarão em porcentagem da receita total da fazenda e se cabem ou não para o momento”.

Juliano contou que é filho de um produtor de leite que parou com a atividade, mas como participou dessa história, conhece as ‘dores’ e consegue ter a empatia suficiente para contribuir com a leiteria. Quando iniciou o seu trabalho de consultoria, ele atendia apenas propriedades que trabalhavam com base em pastagem, mas, atualmente, também atende produtores que têm o sistema compost barn.

Ele é consultor e fundador da Costa Consultoria, empresa que atua na gestão de propriedade rurais, pastagens intensivas e sistema de compost barn. Nestes 11 anos de trabalho a campo, foram atendidos mais de 100 produtores, a maioria desses com um crescimento variando de 500 a 1000%. É fundador da Marca Doutor Pastagem, uma das maiores páginas sobre pastagem do Brasil, com mais de 14.000 seguidores. Também é instrutor do Projeto Balde Cheio, sob coordenação do pesquisador da Embrapa, André Monteiro Novo.

“O que posso afirmar é: todo sistema pode dar lucro na propriedade, eu vivo isso todos os dias. A diferença é a remuneração do capital. Qual dor de cabeça o produtor quer ter na propriedade? Cada sistema vai demandar olhares clínicos específicos para as situações, e estamos preparados para isso?”, finalizou.

Ficou com vontade de saber um pouco mais sobre a história do Juliano no leite e tudo o que ele tem a agregar na atividade? Então venha conosco participar do Interleite Sul 2019,  que está com uma programação para lá de especial! O tema focal do evento é: “Qual será o próximo salto do leite?”

Assuntos como automação, terceirização, parcerias, diferenciação, escala e sistemas de produção que aproveitam ao máximo a propriedade com sustentabilidade serão abordados. O evento ocorrerá nos dias 08 e 09 de maio em Chapecó/SC.

As inscrições com desconto do primeiro lote podem ser feitas até o dia 20/02! Então, não perca mais tempo! Confira a programação completa aqui e se inscreva > http://www.interleite.com.br/sul/

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FABRÍCIO NASCIMENTO

EM 18/02/2019

Grande Juliano Alarcon parabéns por o artigo e tenho certeza que sua colaboração credibiliza ainda mais o interleite Sul 2019.
Ansioso para assistir seu painel e aprender ainda mais com você.
Um baita abraço e viva o leite!
EDSON JORGE BRAIDO

EM 15/02/2019

Será que tem alguém que poderia explicar como tirar nota de São Paulo quando o produto e produzido em outros estados para entrar São Paulo tem uma ST por volta de 10,5% o estado protege as indústria de São Paulo quem vem de fora tem que pagar e tem muitas empresas de fora que tiram nota aqui com o preço de São Paulo de média vendas iguais e tem empresa que não sabe como está empresas de fora conseguem tirar a nota de Sp sendo o produto de fora qual é leia que autoriza está empresas fora acompanho as matérias gostaria de algum especialista explicassem esta questão de tributação .