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Investidor acha alto preço da Vigor e ações da Lala despencam

Os investidores reagiram negativamente ao valor que a Lala anunciou que vai pagar pela Vigor Alimentos (R$ 5,725 bilhões), e as ações da companhia de lácteos na bolsa de valores do México recuaram 7,2% na sexta-feira. No mês, a perda ficou em 12,22%.

Na quinta-feira, o conselho de administração da Lala aprovou a aquisição de até 100% das ações da Vigor Alimentos e, direta ou indiretamente, até 100% das ações da Itambé Alimentos, por R$ 5,725 bilhões, que inclui dívidas. O valor do negócio havia sido antecipado na segunda-feira passada pelo Valor.



Considerando vendas líquidas da Vigor em 2017, estimadas em R$ 5,024 bilhões e um lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de R$ 329 milhões, os múltiplos da transação ficaram em 1,1 vez as vendas e em 17,4 vezes o Ebitda, segundo a Lala.

O valor pago pela Lala foi considerado muito alto por investidores e também por outros players do segmento de lácteos. Em geral, de acordo com fontes do setor, os negócios em lácteos são fechados por múltiplos de 10 a 11 vezes o Ebitda.

A transação por um preço elevado agradou a empresários de lácteos, uma vez que valoriza os ativos. "As empresas do setor estão soltando foguete", brincou um especialista desse mercado. O valor pago, disse, deve criar um nova referência para negócios no setor. Para ele, um motivo pode explicar a decisão da Lala de gastar um valor alto para adquirir a Vigor. "Podem ter considerado que era a última oportunidade de fazer uma grande aquisição no Brasil", disse.

Em teleconferência com investidores na sexta-feira, o CEO da Lala, Scot Rank, disse que a empresa prospectou negócios nos últimos cinco anos no Brasil. Mas várias empresas foram descartadas, disse, porque não tinham o que a mexicana queria para competir no mercado brasileiro. Segundo ele, entre as razões que levaram à aquisição da Vigor estão o fato de a empresa ter escala, capacidade de crescer com inovação e marca, ter diferencial e produtos rentáveis.

Mas os investidores não estão comemorando a aquisição. Pelo menos, por enquanto. Na avaliação do Barclays, o valor que a Lala vai pagar é muito alto. Embora o negócio seja negativo para a empresa no curto prazo, os analistas do Barclays disseram que não se opõem à ideia de a Lala expandir sua atuação para mercados atrativos como o Brasil em tempos de expectativas mais baixas.

Em relatório, analistas do Credit Suisse disseram que o preço era esperado, mas os múltiplos da transação "são significativamente piores" do que se estimava. Isso porque a instituição projetava um Ebitda maior para a Vigor este ano. A previsão do Credit era de que a empresa tivesse um Ebitda de R$ 450 milhões (considerando 100% da Itambé). A Lala, no entanto, prevê um valor bem menor, de R$ 329 milhões, 28% abaixo do Ebitda obtido em 2015.

As informações são do jornal Valor Econômico.

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