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Governo destinará R$ 13 bi para agricultura familiar

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 19/06/2008

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Visando frear a alta dos alimentos, o governo oferecerá uma ajuda extra de R$ 13 bilhões para a agricultura familiar. A verba será disponibilizada no plano de safra para o financiamento do custeio e investimento do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

A estratégia tem como meta garantir um aumento de 18 milhões de toneladas de produção até 2010, principalmente em leite, milho, feijão, arroz, mandioca, trigo, aves, café, frutas, arroz e cebola. Hoje, a agricultura familiar garante produção de 110,1 milhões de toneladas de alimentos.

De acordo com levantamento do Ministério do Desenvolvimento Agrário, a agricultura familiar responde por 56% do leite, 67% do feijão, 89% da mandioca, 70% de carne de frango, 49% do milho e 75% da cebola produzidos no país.

Segundo reportagem do Estado de S.Paulo, no início de julho o governo lançará o programa Mais Alimentos, uma linha especial de crédito para melhorar a produtividade. Essa linha prevê financiamentos de até R$ 100 mil, com taxa de juros de 2% ao ano e prazo de pagamento de dez anos.

O governo também vai recompor os estoques para ajudar na administração dos preços ao longo do ano. O secretário de Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Adoniran Sanches Peraci, acredita que isso também ajudará na regulação dos preços. "O Brasil não está sofrendo tanto com a alta do preço do arroz porque tem um estoque de 1,4 milhão de toneladas", destacou.

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BRENO AUGUSTO DE OLIVEIRA

ALTO ARAGUAIA - MATO GROSSO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 23/06/2008

Estou de acordo com o sr. Manoel: capacitações e assessoria técnica, principalmente em comercialização, são primordiais. Esses fatores, aliados à desburocratização dos bancos, poderiam fortalecer e gerar muita renda na produção familiar.

O que justifica um investimento em uma produção diversificada e que fornece 70% dos principais alimentos no prato dos brasileiros, como é o caso da agricultura familiar, receber apenas R$ 13 bilhões, enquanto que a empresarial abocanha R$ 65 bilhões?
MICHEL KAZANOWSKI

QUEDAS DO IGUAÇU - PARANÁ - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 21/06/2008

A propaganda que o governo faz sobre a Agricultura Familiar é muito bela, mas será que esse recursos estão sendo devidamente disponibilizados aos agricultores?

Produzo leite, enquadro-me no Pronaf D e a meses que espero liberação de dinheiro para um projeto de investimento que fiz. Sem falar na burocracia para o acesso ao crédito. A produção nacional poderia ser muito maior não fossem esses entraves.
MANOEL MOREIRA CAMPOS

OLARIA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 19/06/2008

O apoio financeiro à agricultura familiar é muito importante, mas o que mais precisa, talves seja uma assistência técnica mais eficiente. Não raro costumamos encontrar produtores pleiteando financiamento, quando na verdade, se este vendesse algo que esteja encostado em sua propriedade, conseguirá capitalizar-se sem individar-se.

Precisamos que o governo federal estabeleça uma política agrícola a longo prazo, na qual a agricultura familiar seja um elo do contexto. O pequeno produtor não tem o mesmo poder de barganha de um grande. Para produzir algo, na maioria das vezes, o pequeno tem um custo de produção maior, enquanto a produção empresarial - com maior tecnologia, maior produtividade - tem custo menor, mas neste caso a rentabilidade é maior.

O sistema cooperativista/associativista precisa ser mais incentivado, porque esta é a única forma do pequeno, agrupado em cooperativas/associações igualar-se aos grandes. A agricultura familiar é um meio de sustento do homem do campo, mas acima de tudo, precisamos ver o lado social do produtor.

Se o meio urbano quer alimento barato, este não pode ser às custas do sangue do homem do meio rural; este, por sua vez, precisa estudar seus filhos, cuidar da saúde de sua família e ter algo disponivel para seu lazer e família.
Ou este é um brasileiro que está impedido de gozar das mesmas prerrogativas do homem da cidade?
SIDNEY LACERDA MARCELINO DO CARMO

BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS - INSTITUIÇÕES GOVERNAMENTAIS

EM 19/06/2008

A disponibilidade de crédito é favorável, uma vez que os agricultores façam o planejamento de suas unidades de produção. No entanto, precisa-se estabelecer uma política de preço mínimo dos produtos com mais clareza. A alta dos alimentos é reflexo de anos de mau remuneração dos agricultores com relação a seu produto de produção, e se somente não resolverá a alta dos preços dos alimentos visto que os custos de produção estão aumentando vertiginosamente e consequentemente não se vê projetos concretos de garantia de preço mínimo.

Porque é muito fácil a mídia relatar a alta dos preços dos alimentos, mas é neste ano que o produtor está conseguindo se remunerar, e ainda a mídia esquece que o produtor também tem pretensões e projetos de vida como estudar os filhos, comprar carros e outros. (Ou será que o produtor não pode alcançar outros horizontes?)


Grato

Sidney
PEDRO PEREIRA LIMA NETO

TRÊS LAGOAS - MATO GROSSO DO SUL - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 19/06/2008

O investimento na agricultura familiar não deveria ser oferecida apenas pela preocupação com a alta dos alimentos, mas sim um apoio de forma integral, inclusive com um maior oferecimento de aparato técnico; pois a solução para inúmeros problemas na vida das grandes cidades seria mais fácil de se resolver se não existisse êxodo rural.

Condições de uma vida mais digna àquele morador do campo, é uma obrigação; o que ja provam os dados de produção citados, a agricultura familiar merece todo o respeito.
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