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Goiás registra maior produtividade de leite

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 08/02/2002

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A produção de leite em Goiás, no ano passado, cresceu menos do que o esperado pelo setor, sob influência dos baixos preços recebidos pelos produtores, especialmente no segundo semestre de 2001. A Federação da Agricultura do Estado de Goiás (Faeg) havia previsto, no início de dezembro, um crescimento de 10% em relação a 2000, mas o dado final aponta um aumento inferior a 8%.

Com base na projeção inicial da Faeg, a produção deveria superar 2,4 bilhões de litros, diante de 2,190 bilhões produzidos em 2000. A produção chegou, na verdade, a 2,365 bilhões de litros. O número, de qualquer forma, não retrata com fidelidade as tendências que marcaram o setor nos últimos anos. Os preços reais médios recebidos pelos produtores vêm em queda desde 1990, sofreram ligeira recuperação em 2000 e voltaram a baixar no ano passado.

O número de produtores havia reduzido até 1999, e o rebanho, da mesma forma, encolheu, resultando em um aumento de produtividade que pode ser explicado aparentemente mais em função de um avanço da concentração da produção e provavelmente da renda entre aqueles produtores com maior poder de fogo para acompanhar as mudanças tecnológicas experimentadas pelo setor.

Entre 1990 e 2001, a produção de leite acumulou um crescimento de 120,6%, segundo dados fornecidos pelo economista e assessor técnico da Faeg, Edson Alves Moraes. Até 2000, o aumento acumulado chegava a 104,3%. Os preços reais médios recebidos pelos produtores caíram 35,5% também entre 1990 e 2001, passando de R$ 0,45 para R$ 0,29 por litro. No período entre 1998 e 2000, os preços ensaiaram uma reação, subindo 13,8%, mas recuaram 12% na comparação entre 2001 e 2000.

Contexto

O avanço da produção, como se percebe, ocorreu em um período de baixa dos preços e de abertura quase total para as importações, especialmente após 1994 e até 1998, o que gerou excedentes que ajudaram a achatar ainda mais as cotações pagas pela indústria. O desempenho da produção parece ter sido empurrado por um aumento acelerado da produtividade do rebanho.

O Estado produzia, em 1990, apenas 1,072 bilhão de litros para um total de vacas em regime de ordenha de 2,341 milhões. O plantel continuou crescendo até 1995, conforme o economista, atingindo 2,680 milhões de fêmeas ordenhadas. Daí em diante, coincidindo com a livre entrada de leite e derivados importados, os produtores passaram a descartar suas matrizes, o que encolheu o rebanho de fêmeas ordenhadas para apenas 1,727 milhão em 1997.

Em 2000 o total de vacas em ordenha subiu para 2,006 milhões, cerca de 17% acima do número de 1997, mas ainda 14% inferior a 1990 e 25% abaixo do plantel registrado em 1995.

A produtividade, medida pelo total de litros produzidos por vaca ordenhada a cada ano, saltou de apenas 458 litros em 1990 para quase 1,1 mil litros em 2000, num salto de 138,4%. O ganho foi produzido com o descarte de parte das matrizes e, ainda, com o enxugamento do número de produtores, empurrados para outras atividades na área rural ou expulsos do campo em direção aos centros urbanos.

A contagem populacional realizada pelo IBGE em 1996 identificava um total aproximado de 65 mil produtores de leite em Goiás, lembra Moraes. Um levantamento feito em 1999 pelo Sindicato das Indústrias de Leite do Estado (Sindileite), arremata o assessor da Faeg, registrava 57 mil produtores no Estado ou 12% a menos. Em três anos, cerca de oito mil produtores abandonaram a atividade.

O economista estima que a queda do preço ocorrida em 2001 poderá levar a uma redução na produção de leite do Estado neste ano. “Houve novos casos de abandono da atividade, os produtores que restaram racionalizaram seus custos, o que significa menos investimentos na produção, e muitos não investiram em silagem para enfrentar o período de seca a partir de junho”, comenta.

Fonte: Gazeta Mercantil, adaptado por Equipe MilkPoint

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