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Fonterra: executivo comenta contaminação na China

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 18/09/2008

3 MIN DE LEITURA

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O escândalo de contaminação de bebês com leite em pó na China é muito ruim para uma companhia de alimentos, disse o diretor executivo da neozelandesa Fonterra, Andrew Ferrier, em uma conferência de imprensa na quarta-feira (17). O comentário foi feito após o Ministério da Saúde da China ter informado que a fórmula láctea contaminada matou um terceiro bebê. O número de bebês contaminados subiu para 6.244, incluindo 158 com insuficiência renal aguda. A crise que evoluiu em um efeito bola de neve foi "agonizante", disse Ferrier.

A Fonterra não calculou o custo da crise na companhia chinesa SanLu, onde a empresa tem 43% de participação, e que, ao que consta, foi uma das empresas que fabricou os produtos contaminados.

"Não estamos sentados aqui contando dinheiro, estamos sentados aqui somente nos certificando de que estamos fazendo a coisa certa. A Fonterra quer fazer qualquer coisa que puder para ajudar a situação na China. Agora, nós vimos que o Governo chinês interveio e está cuidando da saúde das crianças. Veremos se há algo mais que podemos fazer".

Questionado se ele estava considerando uma compensação para os pais das crianças doentes, Ferrier disse que a cooperativa precisa saber como o sistema chinês funciona e fazer o que puder para ajudar.

A Fonterra pagou US$ 107 milhões em 2006 para entrar com sua participação na SanLu.

Ontem foi divulgado que a SanLu é uma das 22 companhias cujos produtos apresentaram resultado positivo para a presença da substância química industrial melamina. Somente uma companhia, no sul da Província de Guangdong, exporta seus produtos - para Bangladesh, Iêmen e Mianmar.

Em Pequim, pais estavam levando seus bebês para exames médicos, demonstrando medo e confusão sobre os produtos contaminados.

As companhias de lácteos afetadas incluem a maior produtora de leite da China, a Mengniu Dairy Group, que recolheu na quarta-feira três lotes de fórmulas infantis feitos em janeiro.

Ferrier disse que a SanLu recebeu informações sobre bebês doentes em março, mas os testes naquela época mostraram que não havia problemas de qualidade. Em 2 de agosto, a diretoria da SanLu ficou sabendo da contaminação. A empresa entrou em contato com as autoridades e iniciou um recolhimento dos produtos em 6 de agosto.

Ferrier disse que não é possível testar o leite para todos os tipos de contaminação. "Pelo que sabemos, não existe nenhuma companhia de lácteos do mundo que testa para melamina".

No entanto, um recolhimento público somente começou na semana passada, quando o Governo da Nova Zelândia pediu por ações em Pequim após ter sido abordado pela Fonterra. Ferrier disse que a Fonterra decidiu que teria mais influência se trabalhasse junto com o sistema chinês e houve um enorme alívio quando a situação se tornou pública.

"Nós dissemos que, do nosso ponto de vista, um recolhimento público seria mais efetivo; eles, em seu próprio julgamento, disseram que não estavam em posição para fazer isso. Nós nunca saberemos se, caso isso tivesse se tornado público no começo, teria feito alguma diferença na época".

O normalmente calmo chefe executivo da Fonterra ficou agressivo quando uma pessoa acusou a Fonterra de ter enganado a mídia. "Bem, primeiro de tudo, eu me ofendo por você dizer que estamos enganando nessa questão da saúde das crianças. Esta é a nossa primeira e principal prioridade. Agimos de forma a, em nosso julgamento, retirar os produtos das prateleiras o mais rápido que pudermos".

Dois irmãos que tinham um centro de coleta de leite foram presos nesta semana por suspeita de terem adicionado melamina ao leite vendido para a SanLu. Dois outros fornecedores de leite, que também forneciam leite a SanLu, também foram presos ontem.

A melamina pode ter sido adicionada ao leite que foi adulterado com água para aumentar o teor aparente de proteína e passar nos testes de qualidade.

Todos os produtos da SanLu foram recolhidos, o Governo chinês parou a produção da companhia e o Governo provincial disse para que o presidente da SanLu se demitisse.

Na terça-feira (16), a Fonterra disse que sua divisão na China estava fazendo recolhimentos voluntários de um lote do leite Anmum Materna, fabricado e distribuído sob licença pela SanLu, por causa dos medos de contaminação. Todos os outros produtos das marcas Anmum e Anlene foram feitos usando somente leite importado da Nova Zelândia.

Outras companhias de lácteos envolvidas no escândalo incluem a patrocinadora dos Jogos Olímpicos de Pequim, Inner Mongolia Yili Industrial Group.

Inspetores de alimentos em Hong Kong ordenaram um recolhimento após ter sido encontrada melamina em um sorvete feito pela Shanghai Yili AB Foods. O Centro para Segurança Alimentar da China disse que a quantidade da substância química presente no sorvete não seria uma ameaça importante para ninguém que consumisse uma quantidade normal do produto, mas que crianças pequenas não poderiam consumí-lo.

A reportagem é do NZHerald.co.nz., adaptada e traduzida pela Equipe MilkPoint.

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ALEXANDRE MARCOS MATIELL

CHAPECÓ - SANTA CATARINA - INDÚSTRIA DE INSUMOS PARA A PRODUÇÃO

EM 25/09/2008

Este artigo demonstra como é importante zelar e principalmente trabalhar para melhorar a qualidade do leite produzido. Pelo que pode-se perceber no artigo pessoas mal intencionadas se utilizavam do artificio da melamina para encobrir problemas na qualidade do leite produzido lá na ponta. Acho que precisamos nos espelhar neste fato e solicitar a nossas autoridades e governos que trabalhem junto aos produtores para melhorar a qualidade do produto la na ponta, para com isso pagar melhor nossos produtores e assim evitar que de repente pessoas mal intencionadas venham a utilizar de certos artificios para encobrir a qualidade do leite produzido.
CLAUDIO H F COSTA

NOVA FRIBURGO - RIO DE JANEIRO - INDÚSTRIA DE INSUMOS PARA LATICÍNIOS

EM 19/09/2008

Achei o artigo muito interessante.
A redação teria como elucidar qual o mecanismo de ação que leva a melanina a matar as crianças?
WANDER FONSECA DA SILVA

POUSO ALEGRE - MINAS GERAIS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 18/09/2008

É muito triste e lamentável esta realidade. Situação como esta reforça que players da área de alimentos devem cuidar com um ânimo feroz da gestão da qualidade antes da financeira, pois quaisquer respingos na primeira põem tudo a perder na segunda.
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