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Fonterra e Nestlé assinam acordo de US$ 614 milhões para parceria nas Américas

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 26/03/2002

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A cooperativa de leite neozelandesa Fonterra anunciou que assinou uma aliança formal com a gigante suíça do setor de alimentos, Nestlé SA, para promover uma joint venture nas Américas que terá vendas no valor de NZ$ 1,4 bilhão (US$ 614,71 milhões) no primeiro ano. As vendas atuais da Fonterra nesta região são de NZ$ 1,7 bilhão (US$ 747,44 milhões) e, a parceria com a Nestlé - assinada em 31 de agosto de 2001 -, é o maior acordo da companhia fora de seu território.

A aliança, Dairy Partners Americas, empregará 10 mil pessoas, a maior parte delas na América Latina, e terá como principais mercados Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Venezuela, durante os três primeiros meses.

Como as empresas pretendem pôr em prática sua parceria em outros países também, esta deverá atingir o mercado de lácteos da América do Norte e da América Latina, que engloba um valor de cerca de US$ 100 bilhões anuais e crescimento de 4% ao ano. Os mercados alvo são Estados Unidos (US$ 55 bilhões), Brasil (US$ 10 bilhões), México (US$ 8,8 bilhões), Argentina (US$ 5 bilhões), Canadá (US$ 3,6 bilhões) e Colômbia (US$ 2 bilhões).

Ontem as empresas assinaram um memorando contendo o acordo, que determina uma joint venture, com cada companhia ficando com 50%, cuja atuação cobrirá as Américas, do Estreito de Bering à Terra do Fogo.

As duas companhias concordaram em unir forças na fabricação e distribuição de produtos lácteos de longo prazo de validade, como o leite UHT, bem como na fabricação de produtos lácteos refrigerados, como por exemplo, iogurtes, além de bebidas lácteas, leite fluido, e leite em pó. O acordo somente não inclui a produção de queijos e manteiga.

O chefe executivo da Fonterra, Craig Norgate, que esteve recentemente com a primeira ministra, Helen Clark, nos EUA, descreveu este acordo com a Nestlé como o maior da Nova Zelândia. Clark, por sua vez, descreveu o acordo como uma forma de permitir que a Fonterra passe as barreiras tarifárias para trás na América já que, como um fornecedor "local", a empresa conseguirá os mesmos benefícios das empresas que já atuam neste mercado.

A Dairy Partners Americas usará leite fresco comprado localmente, com ingredientes adicionais vindos da Nova Zelândia. Esses produtos serão fornecidos pela NZMP, braço da Fonterra que vende leite em pó, ingredientes lácteos especiais e leite em pó especialmente formulado para ser usado em outros produtos, como iogurtes. A Nestlé vai usar sua própria infra-estrutura nas Américas para a produção, além de seus laboratórios de desenvolvimento e pesquisa, mas também utilizará os ingredientes lácteos neozelandeses.

As duas companhias esperam obter grandes benefícios desta aliança, especialmente devido à combinação das vendas em mercados já existentes e em novos mercados, com a racionalização do capital investido e eficiência nos custos.

O vice-presidente executivo da Nestlé SA, Carlos Represas - que assinou o acordo com Norgate em Christchurch ontem e que será vice-presidente da nova companhia - disse que a Nestlé vem trazendo desenvolvimento para seus negócios do setor de lácteos, particularmente na América Latina, há mais de meio século. "Essa aliança representa um dos passos mais importantes no contínuo progresso de nossas unidades de lácteos". Apesar da Nestlé ser a maior companhia de comercialização de lácteos do mundo, esses produtos contribuem apenas com 23% do lucro total da empresa.

Norgate disse que o acordo faz parte da estratégia da Fonterra de se tornar uma das maiores companhias de lácteos do mundo. "Com a Nestlé nós temos um parceiro excelente com uma reputação ímpar no setor de alimentos. Nós temos grandes expectativas de que a Dairy Partners Americas seja uma das companhias de maior e mais rápido crescimento no mercado de lácteos".

Essa aliança não terá nenhum impacto na relação entre a Nestlé e a Fonterra em outros locais do mundo, e a empresa neozelandesa vem discutindo com seus outros parceiros nas Américas quaisquer possíveis efeitos que essa aliança possa ter sobre eles.

As exportações de lácteos da Nova Zelândia aos EUA geralmente esbarram nas altas tarifas deste país, o que faz com que os custos de exportação aumentem para este lucrativo mercado. Inclusive, a New Zealand Dairy Board (NZDB) fez um acordo de venda de queijos aos EUA, mas a maioria do queijo vendido neste acordo tem que ser produzida no próprio país, já que a cota de exportação de queijos que a Nova Zelândia tem para os EUA é de apenas 22 mil toneladas. O acesso da Nova Zelândia ao mercado de manteiga dos EUA é ainda pior - a cota é de apenas 151 toneladas. Este país conta também com uma cota de 5 mil toneladas de gordura de leite desidratada e de 4,5 mil toneladas de leite em pó.

A Fonterra já possui algumas companhias em países da América Latina, incluindo México, Guatemala, Venezuela e Chile. Porém, a neozelandesa está mesmo de olho nos mercados maiores, como por exemplo, o do quinto país mais populoso do mundo, o Brasil.

Norgate disse que a nova companhia terá uma representação semelhante no que se refere à direção e gerenciamento, com a participação de executivos de ambas as empresas. Os executivos vão selecionar as marcas mais apropriadas, das duas companhias, para serem comercializadas neste mercado.

Fonte: TheAge.com (por Kent Atkinson da NZPA), adaptado por Equipe MilkPoint

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