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Europa: crise no setor leiteiro leva ao fechamento de fazendas

A crise no setor leiteiro levou ao fechamento de cerca de 157.000 fazendas europeias nos últimos três anos devido aos baixos preços e segue perdendo “cinco ou seis fazendas diárias”, explicou, em uma entrevista, a vice-presidente da associação European Milk Board (EMB), Sieta Van Keipema. Cerca de 739.951 pecuaristas se dedicam à produção de leite em 27 países comunitários e na Suíça, segundo a EMB; na Espanha, o Ministério de Agricultura, Alimentação e Meio-Ambiente constata 22.000 propriedades.

Van Keipema considera que esse setor vive uma crise similar ou pior que a sofrida em 2009, quando os produtores dos países europeus fizeram fortes mobilizações, greves e descarte de leite para denunciar a baixa remuneração obtida pelo produto.

“Os preços agora podem estar um pouco mais altos que em 2009, mas os custos do combustível, fertilizantes e outros insumos encareceram mais; estamos em uma posição ainda pior”.

Van Keipema advertiu que cerca de 160.000 fazendas poderão deixar de produzir com o final das cotas leiteiras, prevista para 2015.

A EMB, à qual pertence a Organização espanhola de Produtores de Leite (OPL), apresentou nessa semana ao ministro da Agricultura, Miguel Aria Cañete, suas propostas para atenuar o problema dos preços do leite.

Segundo Van Keipema, esse ano os produtores europeus preparam fortes mobilizações para “pressionar” os governos, especialmente a Alemanha, com o objetivo de que solucionem o problema dos preços dentro da reforma da Política Agrícola Comum (PAC).

Os produtores insistem em seu escasso poder de negociação com as indústrias e a distribuição, pelo sistema atual e por se tratar de um produto muito perecível. Van Keipema denuncia que as leis europeias são “muito rígidas com os produtores, mas frouxas e flexíveis com a indústria”. Por exemplo, destaca que a regulamentação europeia sobre cartéis estabelece que as uniões de produtores não poderão representar mais de 3,5% da produção de leite da UE. Por outro lado, diz que as indústrias “não têm nenhum problema para se unir nem para conquistar participação de mercado”.

No caso da Holanda, “o banco decide pelo produtor”, porque algumas entidades estão condicionando a concessão de créditos ao compromisso de produzir mais leite em 2015.

A EMB propôs como alternativa à liberação um sistema “voluntário” de regulamentação da produção, pelo qual, quando os preços baixam, os produtores reduzem o volume de leite (por exemplo, mudando a alimentação da vaca).

Van Keipema insiste que é preferível apoiar o produtor para que diminua a comercialização de leite do que ter que dar subsídios depois através da “intervenção pública” para armazenamento de excedentes de manteiga ou leite em pó, como ocorreu na crise leiteira.

A reportagem é do www.agroinformacion.com, traduzida e adaptada pela Equipe MilkPoint. 

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BRUNO BRESSAN DE CNOP

SANTO ANTÔNIO DE PÁDUA - RIO DE JANEIRO - EMPRESÁRIO

EM 24/01/2013

Como sempre dizia meu avô: Leite é o alimento dos mais pobres, nenhum governo deixa o preço subir.
WANDELL SEIXAS

GOIÂNIA - GOIÁS - MÍDIA ESPECIALIZADA/IMPRENSA

EM 21/01/2013

O pior é que a crise européia tende a permanecer ainda pelos próximos cinco ou mais anos. Se os brasileiros souberem tirar proveito, o mercado está aberto. Mesmo com as dificuldades. Ninguém pode, entretanto, ficar sem comer. E o leite tem o seu valor protéico e vitamínico. Com certeza, alguém ocupará o espaço.
ELDER ANTONELLO

FREDERICO WESTPHALEN - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 21/01/2013

Aqui no BRASIL se continuar com esses preços baixo pago ao produtor em breve vai começar  a fechar muitas propriedades , e nao adianta ser eficiente  se o preço pago nao cobre  os custos , uma vergonha  o produtor receber  R$  0,85 pelo litro de leite na nossa região acima de 0,85 são poucos que recebe,  nos supermercados  R$ 2.40  pobre produtor está sendo explorado pelos latícinos.