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Especial Mães do Campo: confira as principais homenagens para os alicerces da pecuária leiteira

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 31/05/2016

6 MIN DE LEITURA

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Para homenagear o Dia das Mães o MilkPoint lançou o “Especial Mães do Campo”. O intuito foi conhecer e homenagear as mães que contribuem com a pecuária leiteira liderando, ou auxiliando tanto os trabalhos do campo como dando o suporte e a assistência necessários para o negócio. Com paciência e sensibilidade, são elas as responsáveis pela obtenção de grandes conquistas.

Pedimos aos leitores o envio de um depoimento contando a história de como as suas mães foram fundamentais para o negócio leiteiro da família ou como elas apoiaram as decisões e escolhas no campo.



Confira as cinco principais histórias enviadas abaixo:

Ciro Bittencourt: “Dentro da minha família, minha mãe sempre foi um ótimo diferencial. Quando nasci, morávamos em Querência do Norte, noroeste do PR. Lá, desde pequeno aprendi a amar os animais e dar valor às pequenas e simples coisas da vida. Ela me levava ao centro de produção para ver os carneiros, cabritos, porcos e bois e, enquanto eu crescia, me deixava sempre participar: ajudando no parto das nossas cachorrinhas, ajudando a arrumar os filhotinhos e cuidando sempre muito bem dos animais. Fui tomando cada vez mais gosto pelo cuidado com animais até que pudemos comprar nosso sítio e mexer com leite, uma experiência e tanto! Aprendi a dar valor às coisas de casa, aprendi a ganhar o pão de cada dia com minha mãe ali me ensinando cada coisa. Ela me apoiou também quando decidi ser estudante de medicina veterinária, no Oeste do Paraná, longe de casa (Irati)! Enfim, hoje sou médico veterinário e trabalho com leite! Um amor passado de geração para geração!”.

Cristina Barra do Amaral

Lídia Pandeló: “Há 29 anos, minha mãe e meu pai selaram o matrimônio. Ela, uma linda jovem da cidade que não sabia o que lhe esperava. Meu pai era comerciante, porém as coisas não iam bem. Então, eles tiveram que se mudar para um sítio e assim tentar vencer as dificuldades do momento. Minha mãe não tinha nenhuma experiência no ramo, entretanto não mediu esforços e agarrou firme, com meu pai, o trabalho braçal. Aprendeu a fazer de tudo: tratar dos animais, tirar leite, carregar o trato nas costas e ainda cuidava da casa. Foram anos difíceis, eles moravam afastados da família, não tinham carro e a época não favorecia nenhuma comodidade. Com a chegada do meu irmão tudo ficou ainda mais difícil! Ela continuava ajudando em todas as tarefas e levava meu irmão junto, em um carrinho enrolado no cobertor. Três anos e meio depois, eu nasci e não teve jeito: meu pai teve que contratar um empregado para ajudar. Mesmo assim, minha mãe ainda ajudava. Foi assim por um tempo! Logo, meu pai não teve condições e nem achava ninguém de confiança para ajudar. Eu e meu irmão crescemos e começamos a dividir os trabalhos. Agora, tocamos a fazenda com auxílio dos nossos pais! Minha mãe foi fundamental em todos os momentos de nossas vidas, pois tudo o que somos e que sabemos, aprendemos com ela. Já cresci, mas busco ser igual a ela: guerreira, batalhadora, determinada, responsável... e ainda com um amor pelos animais que eu já tenho também! Mãe, quero que saiba que não trabalho por obrigação e sim por prazer, pois assim como você, eu amo o que faço e não pretendo parar jamais. Agradeço você por tudo que me ensinou e ainda ensina, sei que ainda há muito o que aprender. Te amo muito!”


Luzimar Pandeló

Marcelo Menck: Meu nome é Marcelo, tenho 20 anos, sou casado com a Franciele e trabalhamos juntos com meus pais, Tarasio e Maria Helena Coelho da Silva Menck, em nossa leiteria na cidade de Capela do Alto - SP. Minha família já está estabelecida no "Sítio 3 Corações" há mais de 70 anos, passando de geração para geração. O sítio, que era ocupado por gado de corte, já foi referência no cultivo de milho, melancia e mandioca, e hoje está todo direcionado para a pecuária leiteira. Quero falar mais sobre essa mulher, minha mãe, que desde o surgimento da ideia de montar a leiteria, abraçou a causa e a apoiou em todos os momentos. Ela sempre esteve junto, acompanhando cada etapa, na montagem das estruturas e na aquisição dos animais. No dia a dia não é diferente, ela está sempre ajudando em tudo o que pode, desde ficar de plantão observando as vacas que estão prestes a criar, até nas palavras de apoio e incentivo para me aprofundar mais na área, estudar e aprimorar meus conhecimentos para crescer e conseguir melhores resultados. Por fim, este é apenas um breve resumo da história de minha família e de nosso sítio. Ambos vêm sendo cuidados e zelados por essa mulher: esposa, mãe, sogra, amiga, companheira e cozinheira de mão cheia. Mulher simples e humilde, com a garra e dedicação de uma guerreira, que com os valores e princípios da vida no campo, me ensina a valorizar a vida, a família, o trabalho, a natureza e toda obra e criação de Deus. Muito obrigado mãe por ser essa pessoa em minha vida. Eu te amo. Um forte abraço!”

Maria Helena Coelho da Silva Menck

Kamila Schmoeller: “Celina loch Schmoeller sempre esteve à frente dos negócios da família. Junto ao meu pai, sempre guerreira, foi ela quem cuidou do gado, tirou leite da primeira vaca (quando ainda era tirado à mão), e começou a fazer queijos pra vender na cidade. Assim que foi crescendo o número de animais, as exigências também cresciam. Por isso, ela fez curso de inseminação e vários outros também, visando sempre o melhor para os animais. Hoje, com 48 anos, filhos criados e netos chegando, ela não deixa de participar das atividades da fazenda: faz todo e qualquer trabalho que tem! Não mede esforços para cuidar de vacas que iram parir em noites geladas, ou ainda fazer ordenha às cinco da manhã em dias de muito frio. Até hoje, depois de quase 22 anos de trabalho, ela não deixa de fazer seus deliciosos queijos, não mais para vender, mas sim para o consumo da família que trabalha junto dela!”

Celina loch Schmoeller

Eliane Souza: “A história da minha família e o campo se fundem! Desde os anos 60, meus avós maternos escolheram a Fazenda São Geraldo, Pedra-PE, para residirem e produzirem gado de leite. Nasci e fui criada no campo. Lembro de minha vó Maria (conhecida entre os netos como Mãe-de-Lá) tirando leite e fazendo queijo. Minha mãe, Dona Lourdes Souza, não deixou a tradição de mulheres de coragem: sempre lidou no campo e trabalhava duro nos plantios de palma, capim e outras culturas; era uma grande fabricante de queijos! Agora sou eu, Eliane Souza, que continuo a vida no campo! Meu serviço mais importante é ordenhar as vacas, coisa que faço com o carinho maior do mundo e sempre com um sorriso! Agradeço a Deus sempre que acordo, antes do sol, por ter saúde e coragem para enfrentar a madrugada fazendo um serviço que poucos homens tem coragem e que infelizmente é visto por alguns com preconceito. Hoje estou influenciando meu filho na lida com o gado e com o campo. É um negócio de família e uma tradição que vem de meus avós e que ainda continuará por muitas gerações!”

Lourdes Souza

A Equipe MilkPoint agradece a todos os leitores que participaram do Especial Dia das Mães!
 

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