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Diminui o número de produtores de leite no Vale do Paraíba

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 16/03/2001

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Cerca de 245 produtores de leite deixaram de atuar no Vale do Paraíba no ano passado. Os números fazem parte do levantamento feito pelas Coordenadorias de Assistência Técnica Integral (Cati) - ligadas à Secretaria de Estado da Agricultura - que atuam na região. Em conseqüência disso, o volume do leite produzido sofreu uma pequena alteração do ano de 1999 para 2000. É o que informa reportagem de Ana Lúcia Abranches, publicada hoje na Gazeta Mercantil.

Nos 21 municípios coordenados pela Cati na região de Pindamonhangaba, a queda no número de produtores foi mais significativa que na região de Guaratinguetá. Dos 245 produtores que abandonaram a atividade, 197 são das cidades próximas a Pinda. Lá, os 1.752 pecuaristas produziram 76,2 milhões de litros de leite em 1999. No ano seguinte, foram produzidos 72,4 milhões.

Na avaliação do assessor da Cati, João Bosco Andrade Pereira, os grandes produtores conseguem manter-se no mercado e acabam por atingir índices maiores de produtividade. Enquanto isso, os menores reduzem os rebanhos ou mudam a atividade, principalmente para criação de gado de corte.

Os índices da produção na região, que já foi a segunda maior bacia leiteira do Estado de São Paulo e hoje ocupa a quarta colocação, vêm caindo ano a ano. De 1999 para 2000, a queda na região de Pinda, que inclui municípios como São José, Taubaté e Litoral Norte, havia sido de 10,7%. O total de produtores havia registrado queda de 1.810 para 1.752. Na região de Guará, onde houve abandono por parte de 48 pecuaristas, foram produzidos 89,2 milhões de litros de leite em 1999. Em 2000, o total foi de 88,64 milhões. Em todo o Vale do Paraíba, foram produzidos 165,2 milhões de litros em 1999 e 161 milhões no ano de 2000 - uma queda de 2,5%.

Os produtores culpam os preços baixos e a "invasão" do leite B nos supermercados pela queda, que obrigaram muitos a mudar a atividade.

No ano passado, a fazenda Serramar, em Caraguatatuba, por exemplo, liquidou praticamente todo o seu rebanho de 3,5 mil cabeças de gado holandês.

Os altos insumos registrados no processo produtivo foram os principais responsáveis pela motivação da Serramar em mudar sua estratégia de atuação no mercado de laticínios. O grupo deixou de ser o maior produtor de leite B do País (30 mil litros por dia) e passou a dedicar-se apenas à criação de gado de corte.

Na região de Guará, onde a queda foi menos acentuada, a expectativa não é das piores. Pelo contrário, a Cooperativa de Laticínios de Guaratinguetá, que reúne 900 produtores e processa 105 mil litros de leite por dia, registrou nos últimos meses um crescimento de 5% (fevereiro) a 7% (janeiro) no volume captado em relação ao ano anterior. Segundo o presidente José Tadeu França, o nível está sendo mantido por causa do crescimento da produtividade por cooperado. A cooperativa fechou o ano de 2000 com aumento de 5% no volume captado.

(Por Ana Lúcia Abranches, para Gazeta Mercantil, 16/03/01)

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