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Demanda global de leite deve crescer, mas Brasil perde em competitividade

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 07/10/2014

2 MIN DE LEITURA

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Com alta de 16,5% nos índices de captação de leite para agosto, no comparativo anual, os preços pagos ao produtor seguem em queda. Em contrapartida, analistas estimam aumento no consumo leiteiro em nível global nos próximos anos e o País perde em competitividade, tanto que ainda está na posição de importador.

"Compramos cerca de um bilhão de litros de leite e vendemos em torno de 500 milhões. Não temos capacidade de exportar mais porque países como Estados Unidos e da União Europeia (UE) subsidiam os produtores para exportação. Assim, somos menos competitivos e a maior parte de nossas vendas externas vai para a América Latina", explica o presidente da Leite Brasil, Jorge Rubez.

O presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Rodrigo Alvim, disse ao DCI que os preços no mercado internacional caíram substancialmente, dificultando as vendas externas.

O principal produto exportado pelo Brasil é o leite em pó, cerca de 74% das exportações. No mercado internacional está havendo desvalorizações desde o início do ano, pois a União Europeia e a Nova Zelândia também aumentaram a produção.

"A Rússia embargou a importação dos EUA, União Europeia e Austrália de leite em pó, e esse leite que seria destinado à produção de queijos, acabou sendo direcionado para produção de leite em pó. Ou seja, está 'sobrando' leite no mercado mundial também. Como os preços no mercado interno ainda estão em patamares elevados, este é mais um motivo que mostra a falta de competitividade do Brasil lá fora", completa o analista de mercado da equipe Leite do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), Wagner Yanaguizawa.

Neste cenário, na próxima década, o consumo global de lácteos deve ultrapassar a oferta disponível pela primeira vez na história. Levantamento da Tetra Pak revela que a expectativa é de expansão de 36% até 2024, principalmente em razão do aumento da população, do maior poder aquisitivo e da urbanização na África, na Ásia e na América Latina.

Mercado doméstico

"Houve uma estiagem tremenda em diversas regiões que subiu os custos de produção. A captação aumentou e os preços vêm caindo, assim a conta não fecha. Esperamos que este processo pare e que a demanda interna aumente", afirma Alvim, da CNA.

Na avaliação do analista do Cepea, este cenário deve se manter, principalmente, porque com a chegada das chuvas a oferta de leite aumenta e, consequentemente, a captação. Logo, os preços devem seguir caindo. Problemas na adulteração do leite por parte dos laticínios no Rio Grande do Sul, fizeram com que o leite de lá que vem ao mercado de São Paulo chegasse com preços abaixo do mercado local, "com isso as empresas paulistas tiveram que dar uma queda nos preços para conseguirem escoar a produção também", diz Yanaguizawa.

Pelo lado da demanda, com o final do ano e início das férias escolares a disponibilidade de leite no mercado deve aumentar, mais um fator que ajudará na derrubada dos preços, a sazonalidade.

"Além disso, algumas indústrias estão recebendo uma notificação sobre uma taxa que passará a ser cobrada a partir de outubro. Não sabemos ao certo o que é, mas sabemos que se isso acontecer vai ser ainda pior para o produtor, que terá menor rentabilidade", ressalta Jorge Rubez.

A notícia é do DCI.
 

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DAYANA ADÉLIA

IBITURUNA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 13/10/2014

Concordo plenamente com o Sr. Albimar.
DAYANA ADÉLIA

IBITURUNA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 08/10/2014

Não região sudeste onde temos criação de gado a estiagem foi e ainda é bastante longa, não há mais pasto e o custo da silagem de má qualidade é alto, ou seja, o preço para quem produz aumenta e o preço do litro do leite para quem consome diminui em função da queda na demanda e aumento de captação. Como não há políticas públicas para o setor primário, o produtor realmente sofre com tudo e com todos.

Além de faltar políticas públicas, falta organização do setor primário no sentido de pressionar o Governo neste sentido, não tem representatividade alguma, não se movimenta.

Fiquei realmente admirado de constar da reportagem o seguinte "Além disso, algumas indústrias estão recebendo uma notificação sobre uma taxa que passará a ser cobrada a partir de outubro. Não sabemos ao certo o que é, mas sabemos que se isso acontecer vai ser ainda pior para o produtor, que terá menor rentabilidade", ressalta Jorge Rubez." Como pode alguém noticiar algo que não sabe ao menos descrever o que é "qual é a taxa".
LAIRTON JOSE MARCON

SANTA HELENA - PARANÁ - REVENDA DE PRODUTOS AGROPECUÁRIOS

EM 08/10/2014

Falta investimento por parte do governo e também dos produtores se profissionalizar-se na questão qualidade e administrar sua produção
ALBIMAR JOAQUIM MARONESE TARRAGO

PORTO ALEGRE - RIO GRANDE DO SUL - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 08/10/2014

Meu comentário sobre:

Demanda global de leite deve crescer, mas Brasil perde em competitividade.

A matéria é abrangente e traz um olhar macro para os próximos anos do mercado global de lácteos, reafirmando a posição inerte do Brasil mantendo-se como país IMPORTADOR. Penso também que simplesmente subsidiar a produção de leite como fazem os Estados Unidos e União Europeia (UE), para o Brasil seja apenas uma solução amadora para encobrir a falta de politicas específicas que realmente venham ao encontro da CADEIA produtiva do LEITE, dentro e fora da porteira. Creio que o subsídio deva existir para todos aqueles produtores empreendedores e eficientes que tenham profissionalismo na atividade. A realidade nua e crua é que a atividade láctea como elemento ECONOMICO não é levada a serio no Brasil. Tirando algumas raras propriedades que produzem leite com apurada genética, manejo e tecnologia, gerando matéria prima de alta qualidade, o esmagador volume de leite in-natura é produzido em propriedades (tiradores de leite), onde a atividade é considerada de segundo, terceiro ou quarta importância econômica, sendo o leite apenas uma complementação na complementação da renda familiar. Reafirmo minha reflexão quanto a CADEIA produtiva do LEITE NÃO ser considerada uma atividade ECONOMICAMENTE importante no Brasil, se assim o fosse, a análise do Sr.Yanaguizawa (Cadeia do leite> Giro do leite), não teria sentido de ser, pois os problemas na adulteração do leite por parte de alguns laticínios no Rio Grande do Sul jamais poderiam afetar a mercado Nacional. Este efeito negativo no mercado de lácteos só confirma a vulnerabilidade e falta de politica seria para o setor.
FERNANDO ANTONIO DE PROENÇA

SARAPUÍ - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 07/10/2014

sempre é o produtor que paga o pato,

faltam políticas publicas mais atuante para com os produtores......
FELIPE GUSTAVO DE BASTIANI

VIADUTOS - RIO GRANDE DO SUL - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 07/10/2014

Um ótima oprotunidade de quem estar no sertor lacteos, ter mais motivação em trabalhar com o leite, ser mais valorizado o produto que esta dia a dia produzindo no campo com tanto esforço e dedicação....
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