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Conseleite/PR espera bom ano para setor de lácteos

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 31/03/2008

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O aumento do consumo interno e a crescente demanda do mercado internacional nos últimos três anos têm garantido bons preços tanto para produtores como para indústria no Paraná. A expectativa é boa para 2008. ´´Em 2007 tivemos bons patamares de preços. Não sabemos se este ano o mercado manterá os mesmos percentuais de elevação, mas a conjuntura é bastante favorável´´, afirmou Wilson Thiesen, do Sindicato das Indústrias de Laticínios e Produtos Derivados (Sindileite, PR) e atual presidente do Conselho Paritário de Produtores e Indústria de Leite do Paraná (Conseleite).

Além dos derivados, que conquistam o consumidor, Thiesen ressaltou a qualidade do leite paranaense, que o coloca na preferência de indústrias de outros estados como São Paulo. ´´Não somos os maiores produtores nacionais, mas sim os melhores´´, decretou.

Para ele, o produtor assimilou a necessidade da profissionalização: mais qualidade, melhor rebanho e custos reduzidos. E a boa produção abre o potencial do país para atender a demanda externa, disse a Folha de Londrina/PR.

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MARCOS ALMEIDA JUNQUEIRA REIS

LEOPOLDINA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 22/04/2008

Profissionalismo nunca é demais. Mas por mais profissinais que sejamos, por mais importante que seja o Conseleite - e as críticas a ele também, para que nunca percamos o foco fiscalizatório, o que é fundamental - por mais importantes que todas as instituições que envolvam a cadeia, conclui que jamais sairemos do lugar sem nos assumirmos enquanto corporação. Os produtores não possuem um eixo corporativo que os una, não há um líder que crie este eixo corporativo para que possamos ter um mínimo de igualdade com a indústria na negociação. Acho que enquanto tal situação perdurar, viveremos de poucos soluços de alta e longas fases de baixa.

O modelo que considero ideal seria: as cooperativas captando e atuando no spot em grupo, com as grandes marcas comercializando, acompanhando a concentração que está em marcha.

Assim, poderíamos ter igualdade nos elos produtor-indústria-varejo. Enquanto perdurar o atual modelo, será muito papo e nenhum resultado. Acho que os líderes setoriais deveriam ter vergonha de sua atuação, pois jamais houve qualquer conquistsa em termos mercadológicos, que só são alcançados por conjunturas sazonais.

Abraços a todos.

PS - Roberto Jank - De longe acompanho seu trabalho, e vejo em você esse líder que precisamos. Um líder da lida profissional diária, e não sindicalistas e "federacionistas" de carreira.
ROBERTO JANK JR.

DESCALVADO - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 16/04/2008

Meu objetivo não é polemizar ou alimentar a polêmica. Mas considero importante avalizar o conceito e o trabalho que existe por trás do Conseleite, além da importância do Ronei para que isso acontecesse.

É muito importante que os produtores tenham uma referência do mercado varejista para verificar a proporcionalidade de seus preços de leite crú em relação ao valor do produto final. Referenciar o leite crú a um valor médio de um cesto de produtos lácteos do mercado é uma das formas mais modernas de correr riscos conjuntamente entre os elos da cadeia, talvez a mais justa e adequada forma de comercializar produtos em regime de parceria sistêmica.

Não adianta voltarmos a falar em balizamento por custo de produção, subsídio ou tabelamento, tudo isso é coisa do século passado. O descolamento recente entre os preços do conseleite e os valores do CEPEA, por exemplo, apenas demonstram que hoje o mercado paga proporcionalmente mais pelo leite crú em relação ao produto final do que pagava antes. É um sinal importante de que a matéria prima está procurada (velha da lei da oferta e da procura).

O Ronei tem razão quando diz que nós em SP precisamos melhorar o profissionalismo; de fato o exemplo do Paraná deve ser seguido por todos. Como produtor paulista, de maneira nenhuma me sinto ofendido por esta observação e ela, se aplicada, pode ser inclusive pró-ativa. Produzir leite em terra de cana não é fácil, por isso profissionalismo nunca é demais.
PAULO FERNANDO ANDRADE CORREA DA SILVA

VALENÇA - RIO DE JANEIRO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 15/04/2008

Sr. Ronei Volpi, Vice Presidente do Conseleite-PR 2008,

Em primeiro lugar queira me desculpar pelo comentário jocoso sobre o preço de referência do Conseleite-PR. Irresponsável o comentário definitivamente não foi, porque gerou a sua resposta, que com certeza esclarece para muitos a forma como opera o Conseleite-PR.

A discussão do assunto com certeza é valida, e se não houvesse escrito a nota que escrevi, não teria havido o esclarecimento, necessário em face a grande defasagem de preço, para baixo, apresentada pelo Conseleite-PR nos últimos meses.

Sou produtor de leite e Presidente da APLISI, no estado do Rio de Janeiro, embora tenha também residência em São José dos Campos, SP. Assim, me pareceram preconceituosos e inconsequentes seus comentários sobre os nosso colegas produtores e sobre a pecuária de leite no nosso vizinho estado de São Paulo.

Paulo Fernando Andrade Corrêa da Silva,
APLISI
NELSON JESUS SABOIA RIBAS

GUARACI - PARANÁ - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 14/04/2008

Sr. Volpi,

Sou produtor no Paraná e até hoje não consegui entender o conceito do CONSELEITE. Até onde pude captar a metodologia usada vem de "trás para frete", ou seja levantam os preços das indústrias para o varejo e aí determinam qual seria o preço "possível" a ser pago aos produtores, Não sei porque após terem desenvolvido e eleito esta metodologia como a melhor para orientar o produtor, não resolveram ainda desenvolver um modelo para levantar o custo médio real de produção do leite no Paraná para podermos cotejar os levantamentos e quem sabe ter algum indicador mais justo.

Gostaria de receber seus comentários pois acho que estou enganado na minha análise e aí poderei me corrigir, até porque sei que os senhores são pessoas sérias, competentes e não estão trabalhando para defender somente o interesse das indústrias da cadeia produtiva do leite.

Obrigado
RONEI VOLPI

CURITIBA - PARANÁ - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 11/04/2008

Continuação:

6º - O fato dos preços referência atuais estarem abaixo dos preços praticados não enfraquece a credibilidade do Conseleite nem tem relação com quem esteja ocupando a presidência. Graças ao hábito mensal, estabelecido ao longo de 6 anos, de industriais e produtores sentarem-se à mesa do Conseleite e discutir seus assuntos, na reunião de 18 de março as discussões conduziram ao entendimento de que hoje, o aquecimento dos mercados nacional e internacional criou um cenário de falta de leite, obrigando as empresas a pagarem além de sua capacidade normal, para não correrem o risco de levar a empresa a uma capacidade ociosa além do suportável.

7º Os membros do Conseleite interpretaram desta maneira a situação atual, talvez sua opinião seja diferente, mas como já dissemos antes, é uma questão de confiança, e isso levamos 10 anos para conquistar.

8º - Para finalizar, caro Paulo Fernando, a forma jocosa e irresponsável do seu comentário em nada contribui para o desenvolvimento da pecuária leiteira em São Paulo, que por sinal só vai pra trás. A aprovação do acerto de nosso trabalho é atestada por milhares de produtores de leite paranaenses e mais recentemente pela implantação de metodologia semelhante nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina que instituíram seus Conseleite. Seria melhor que fizessem algo de prático também para os produtores paulistas.

Ronei Volpi
Vice presidente do Conseleite PR 2008
RONEI VOLPI

CURITIBA - PARANÁ - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 11/04/2008

Sr. Paulo Fernando Andrade Correia da Silva

Como atual vice presidente do Conseleite Paraná, produtor e representante dos produtores de leite junto ao Conselho e à Federação da Agricultura do Estado do Paraná, quero analisar o comentário que o senhor fez neste site a respeito do Conseleite. Acredito que o senhor esteja bem informado sobre o objetivo, a metodologia e os regulamentos que regem o Conseleite, mesmo assim devo reforçar alguns pontos:

O princípio básico do Conseleite é a confiança.

1º -As indústrias confiam plenamente no compromisso de sigilo assumido pelos profissionais da Universidade Federal do Paraná (UFPR) envolvidos no Conseleite que, não obstante tenham acesso a todas as vendas efetuadas pelas indústrias a cada mês,
divulgam apenas médias ponderadas, sob hipótese nenhuma dados individuais são divulgados a quem quer que seja. É preciso muita confiança para as empresas abrirem seus dados, ou "segredos" , como clientes (destino), volume e preços de todo produto comercializado.

2º - Os produtores confiam plenamente na capacidade técnica dos professores da UFPR, na idoneidade das indústrias ao repassar seus dados e na metodologia Conseleite que determina os valores de referência mensais.

3º - Por estatuto, a presidência e a vice presidência do Conseleite tem duração de dois anos, com a seguinte alternância: no 1º ano o presidente é eleito entre os representantes dos produtores e o vice entre os representantes das indústrias. No 2º ano este presidente assume o lugar do vice presidente e o vice torna-se presidente. No ano seguinte novas pessoas são eleitas e o mesmo esquema é seguido. Em 2007 o presidente foi Ronei Volpi, representante dos produtores e atualmente o cargo é ocupado por Wilson Thiesen, do setor industrial, presidente do Sindileite.

4º - Os valores divulgados pelo Conseleite são VALORES REFERÊNCIA que representam a capacidade de pagamento das indústrias, adaptando-os ao mix de produtos de cada uma. Não representam preços máximos nem mínimos, são apenas referências que auxiliam as negociações: em vez do produtor chegar às cegas para discutir preço com a indústria, ele leva em mãos a resolução Conseleite que se transformou no melhor indicativo para a formação de preço

5º - Porém, todos sabemos que o mercado é regido pela oferta e demanda e o Conseleite, é claro, está inserido nas leis de mercado. Em épocas de grande disputa pelo leite, como a atual, os preços praticados pelas indústrias participantes do Conseleite têm sido maiores que os valores de referência, isso confirmado pelos representantes dos produtores no Conselho e discutido durante a última reunião, dia 18 de março.
PAULO FERNANDO ANDRADE CORREA DA SILVA

VALENÇA - RIO DE JANEIRO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 01/04/2008

Agora deu para entender porque os preços do Conseleite estão tão baixo! Os produtores de leite do Paraná deixaram a raposa tomar conta do galinheiro! O presidente do sindicato da industria é também o presidente do Conseleite!

Como dizia o FHC: Assim não dá, assim não pode.
Paulo Fernando. APLISI.
HELDER DE ARRUDA CÓRDOVA

CASTRO - PARANÁ - PESQUISA/ENSINO

EM 31/03/2008

A qualidade do leite produzida no PR, realmente, está bem acima quando comparada a outros estados, principalmente o leite produzido na região dos Campos Gerais, nas demais regiões precisa melhorar. Quando comparado com o leite produzido em outros países da UE, Estados Unidos, Canadá e Nova Zelândia, em termos de qualidade, tem que melhorar muito. Nesses países em torno de 98% do leite analisado está dentro das normas de qualidade no que se refere a contagem de células somáticas e contagem bacteriana total. Já no PR 42% das amostras analisadas 2006 pela APCBRH estão fora da IN 51.
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