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Clima poderá refletir na produção de leite da Nova Zelândia

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 18/04/2012

2 MIN DE LEITURA

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As condições favoráveis de pastagens da Nova Zelândia que vêm sendo registradas há um longo tempo e levaram a um aumento na produção de leite podem estar próximas ao fim com o término do fenômeno climático La Niña, que também está sendo visto como promotor de chuvas nos Estados Unidos.

O índice de crescimento de pastagens na Nova Zelândia do NZX, muito usado como uma indicação da produção de leite no maior exportador de lácteos do mundo, tem estendido seus bons resultados, "ficando em aproximadamente o dobro do normal histórico para essa época da estação", disseram analistas do Agrifax. "O índice mostra o quão boas as condições estão para o crescimento de pastagens na Nova Zelândia nesse ano".

A maior produção de leite na Nova Zelândia, que aumentou em 10,3% em janeiro, de acordo com dados da indústria, tem sido vista como um importante fator na redução dos preços mundiais. Entretanto, essas boas condições de pastagens podem terminar com o fechamento de um longo período do padrão climático La Niña, que está historicamente associado com um clima mais úmido em grande parte da Nova Zelândia e da Austrália.

De fato, os produtores de leite da região da Australásia poderão enfrentar condições de seca se o La Niña for seguido pelo El Niño, associado com temperaturas mais quentes das águas do Pacífico que pode estar a caminho. "É provável que apresentemos condições do El Niño na próxima estação leiteira", disse o Agfrifax.

Os padrões El Niño significam que a Nova Zelândia "tende a apresentar ventos mais fortes e mais frequentes do oeste no verão, levando à seca em áreas da costa leste", se trouxer chuvas para as áreas do oeste.

Meteorologistas australianos na semana passada alertaram que o Pacífico equatorial ficou mais quente em cerca de 0,2-0,4 graus Celsius durante a última quinzena, citando 70% de chances de que o La Niña seja seguida pelo evento El Niño.

De acordo com a Agência Australiana de Meteorologia, o El Niño traz uma "alta probabilidade" de que regiões do leste e do norte da Austrália, principais áreas produtoras de leite, "fiquem mais secas que o normal".

Durante o último El Niño em 2009-10, a produção de leite declinou na Austrália, enquanto desacelerou o aumento na Nova Zelândia, onde a produção tem apresentado tendência de alta há um bom tempo, impulsionada pela conversão de produtores de ovinos em produtores de leite.

A mudança no padrão climático também está relacionada ao aumento de chuvas nos Estados Unidos, que está atualmente sendo visto com um potencial de aumentar a produção agrícola, com a desvantagem da forte umidade - interrompendo a semeadura - mitigada por um rápido começo que os produtores fizeram nas plantações.

"Normalmente, quando a La Niña declina, o clima fica mais úmido que o normal na região central dos Estados Unidos, incluindo as Grandes Planícies e na região superior do Meio-Oeste", disse Gail Martell, da Martell Crop Projections. "Talvez esse seja um momento decisivo, à medida que as previsões finalmente mudaram para umidade".

A reportagem é do Agrimoney, traduzida e adaptada pela Equipe MilkPoint.

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MARIA BEATRIZ TASSINARI ORTOLANI

PIRACICABA - SÃO PAULO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 18/04/2012

Prezado Mauro,

O clima deverá ser semelhante ao ocorrido em 2009, apesar da matéria focar mais no sul do país, vale a pena a leitura. http://www.milkpoint.com.br/cadeia-do-leite/giro-lacteo/inverno-na-regiao-sul-devera-ser-semelhante-a-2009-78505n.aspx<br

Atenciosamente,

Bia Ortolani
MAURO WELLINGTON G PEREIRA

OURO FINO - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 18/04/2012

Como informado na reportagem acima, o término do fenômeno "La Niña" seguido do início do "El Niño" traz quais implicações climáticas para o Brasil?

Há previsão para o Brasil com esta nova previsão de mudança de evento climático?
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