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China muda jogo de importações de lácteos

Os estoques de leite em pó na China estão tão grandes que o país pode não retornar de forma importante ao mercado internacional até depois do segundo trimestre de 2016. Essas foram as previsões do relatório do Dairy Consultants, que informou que o estoque nacional de leite em pó ainda está em torno de 400.000 toneladas e os mercados doméstico e de importação ainda estão com dificuldades.

O relatório destaca a recente decisão da Fonterra de reduzir seu pagamento pelo leite para 2015/16. Vale notar aqui que a indústria de lácteos da Nova Zelândia tem sido o maior beneficiado com o resultado do crescimento na demanda por proteína da classe média urbana da China, que está aumentando rapidamente. Em 2013, as importações de lácteos da China aumentaram em 50% com a Nova Zelândia fornecendo mais de 70% das importações totais de lácteos da China.

Se a firma de consultoria, que tem sede em Pequim, estiver correta em dizer que o governo chinês tem requerido que as companhias processadoras chinesas usem mais leite e reduzam o uso de leite em pó, então a Fonterra com suas commodities tem problemas.

O relatório sugere que a China está distorcendo o mercado em favor de suas companhias domésticas. Há boas razões para a China fazer isso, mas a remoção gradativa de tarifas no acordo de livre comércio com a China também é um incentivo para a Nova Zelândia produzir commodities para esse mercado. Se o jogo tiver mudado, então a indústria local precisa ser avisada.

Esse último ponto levanta a questão das intenções da China em prazo mais longo. Grande parte do leite em pó estocado – que está próximo do prazo de validade expirar – está sendo usada para sorvetes, itens de confeitaria e pastelaria, de acordo com a consultora. Eles apontam dois fatores de influência – o aumento da oferta e a demanda fraca; e a oferta doméstica crescendo por causa dos bovinos leiteiros introduzidos no mercado em 2013 e 2014, que começaram a produzir leite nesse ano e que as fazendas impulsionaram a produção com melhor alimentação.

O que também é interessante notar são as grandes mudanças que ocorreram no mercado de fórmulas infantis.

A Danone, da França, transferiu suas ações na Dumex Chian (a Dumex era a segunda maior marca de fórmulas infantis na China) para a Yashili. Sua participação de mercado foi reportada como sendo de 11,7% em 2012, mas caiu para 2,9% em 2014, após o falso incidente de contaminação com Clostridium botulinum da Fonterra. A Fonterra fornecia os ingredientes básicos para as fórmulas da Danone.

Porém, dados da Alfândega Chinesa citados no mesmo relatório também levantaram questões sobre a participação da Nova Zelândia no mercado de fórmulas infantis. Embora a China tenha importado 74.996 toneladas de fórmulas infantis nos seis meses até 30 de junho, 25.324 toneladas vieram da Holanda (33,8%), com a Nova Zelândia fornecendo 7.227 toneladas nesse período. Em uma base anual, a Holanda viu um aumento de 9,6%. É válido notar que em 2008 – mesmo ano que a Nova Zelândia assinou o acordo de livre comércio com a China -, o país enviou 10.212 toneladas de fórmulas infantis à China; e a Holanda enviou 2.318 toneladas.

Claramente, a Holanda passou à frente da Nova Zelândia em menos de uma década, apesar do acordo de livre comércio, que levou as tarifas às fórmulas infantis a zero.
O que os dados não mostram é que a Fonterra enviou muitos ingredientes para outras companhias que usam como base para suas próprias marcas de fórmulas infantis.

A reportagem é do New Zealand Herald, traduzida pela Equipe MilkPoint.

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