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Chile: governo interfere para superar conflito leiteiro

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 25/03/2002

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O ministro da Agricultura do Chile, Jaime Campos, disse que pretende empenhar-se para que o conflito no setor leiteiro seja resolvido, com um entendimento entre os produtores e as indústrias, sendo estabelecido um preço adequado para este produto.

A Federação Nacional dos Produtores de Leite do Chile (Fedeleche) apresentou ao ministro uma proposta técnica que pretende solucionar o conflito pelo qual o setor está passando. A proposta inclui um mecanismo para proteger os 15 mil pequenos produtores do país, denominado "Lei do Leite".

O ministro disse que há bastante tempo o governo do país vem realizando as negociações necessárias para solucionar esta crise, mas disse que o governo não é capaz de pôr um fim definitivo neste problema. O secretário do Estado destacou as potencialidades do setor leiteiro chileno, e disse, inclusive, que este está em condições de transformar-se em um setor exportador, e chegar a uma situação de auto-abastecimento. No entanto, ele disse que, para que isso ocorra, é fundamental que a indústria e os produtores entrem em um acordo sobre a forma como o preço do leite pago ao produtor deve ser formado.

Campos disse que a diferença que existe entre a realidade de hoje e os problemas ocorridos no ano 2000 é que, agora, a questão é apenas de mercado interno, ou seja, um problema entre produtores e indústria, não relacionado com a entrada de leite importado no país.

"Não podemos esquecer que, além de garantir os interesses dos produtores de leite, temos que cuidar dos interesses dos 15 milhões de consumidores chilenos, para que eles possam obter o produto com preços acessíveis", disse Campos. Além disso, ele anunciou que foi colocado em prática, na semana passada, o Programa de Promoção do Consumo de Lácteos no Chile (Promolac), que, mediante um esforço público e privado, pretende aumentar o consumo de lácteos no país.

O presidente da Fedeleche, Jorge Alamos, mencionou que, após estudar alternativas que obtiveram êxito em países desenvolvidos, eles constataram que essas medidas "não são possíveis de ser aplicadas à realidade chilena", de forma que as tarifas de importação são a opção mais viável para proteger o setor das distorções internacionais. "Por isso, pedimos ao ministro Campos que efetivamente promova as medidas necessárias para contar com tarifas diferenciadas para este produto e que, desta forma, o setor possa competir".

O presidente da Sociedade Nacional de Agricultura do Chile (SNA), Andrés Santa Cruz, disse que a idéia é a criação da "Lei do Leite", que estabeleça uma tarifa variável, que permita ao setor leiteiro ter um "horizonte" no qual possa se desenvolver, crescer e competir livremente. Segundo ele, esta lei pretende instalar um mecanismo que permita corrigir as distorções provocadas pelo alto nível de subsídios no mercado internacional de lácteos. Santa Cruz disse que, apesar deste mecanismo já ter sido solicitado há anos às autoridades do Ministério da Agricultura, "nunca é demais voltarmos a sugerir esta proposta ou outras que possam beneficiar o setor leiteiro nacional".

País tem crescimento nas exportações de produtos lácteos

As exportações de produtos lácteos do Chile aumentaram 66,5% em 2001, atingindo o valor de US$ 44,5 milhões. O aumento das exportações está bastante ligado ao aumento da produção de leite no Chile, que, no ano 2001, aumentou 13,1%.

Segundo o diretor da Oficina de Estudos e Políticas Agrárias (Odepa), Carlos Furche, durante os 12 meses do ano passado foram exportados 150 milhões de litros de leite.

Os principais produtos exportados foram leite condensado (17,3 mil toneladas), leite em pó integral (8,62 mil toneladas) e queijos (3,05 mil toneladas).

O México foi o principal destino dos produtos lácteos chilenos neste período, com 33,1% do total. Em seguida vieram Estados Unidos (13,6%), Bolívia (11,3%), Colômbia (10,1%), Venezuela (9%) e Peru (7%).

Fonte: El Mercurio e Correio Fepale, adaptado por Equipe MilkPoint

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