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Capital argentino planeja megafazenda no Uruguai

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 27/07/2010

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A produção de grãos, biodiesel e leite em pó converge em um projeto de capitais argentinos que será desenvolvido em Durazno, no Uruguai. O projeto, que tem parceria estudada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), irá promover a construção de uma mega-fazenda leiteira com capacidade para acomodar 8.800 vacas e almeja a posição de maior produtor e exportador de leite em pó do Uruguai.

A empresa privada Estancias del Lago, que se instalou no Uruguai em 2007 e possui operações em outras cidades, tem 90% de suas ações pertencentes à firma argentina e idealizadora do projeto, Nuevo Manantial. A companhia argentina solicitou um empréstimo de US$ 50 milhões ao BID, segundo projeto publicado pelo órgão na internet. Entretanto, o montante de dinheiro que está estimado o complexo leiteiro destinado à exportação é de US$ 164 milhões.

A ideia é instrumentar uma megafazenda leiteira com 8.800 vacas, tratadas em sistema de confinamento, e com produção estimada em 109 milhões de litros anuais. A alimentação será proveniente de 17.000 hectares que serão plantados com grãos. O leite produzido será destinado a uma unidade própria de beneficiamento de leite em pó, com capacidade de processamento de 13.000 toneladas.

O projeto também busca uma integração aliando produção com cuidados ao meio-ambiente, incluindo o aproveitamento do esterco na fabricação de fertilizantes e do gás metano na geração de biogás. A essas duas ideias, se soma uma planta de tratamento de efluentes, uma para a produção de biodiesel e subprodutos de soja, e por fim, uma planta moedora de grãos.

O projeto gerará trabalho direto e indireto e se prevê que contribua com o desenvolvimento da cidade de Durazno, mas também, que incorpore tecnologia e eleve as exportações, segundo consta o informe do BID. Segundo o órgão internacional, com essa iniciativa, busca-se assistir a melhorar da competitividade e impulsionar o investimento privado no país.

Embora as associações do setor não tenham discutido o impacto que esse investimento estrangeiro terá no setor leiteiro uruguaio, tanto a nível industrial como produtivo, os produtores consideram o projeto positivo. É o caso do presidente da Intergremial de Produtores de Leite, Martín Lindholm, que disse que "sem dúvida, todo o leite produzido será voltado ao mercado externo e elevará as exportações. Para competir no exterior, é necessário volume, por isso, são muito positivos os investimentos".

As informações são do El País Digital, traduzidas e adaptadas pela Equipe MilkPoint.


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MARCELLO DE MOURA CAMPOS FILHO

CAMPINAS - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 27/07/2010

Para onde irá todo esse leite?

Os argentinos em função de dificuldades para exportar leite para o Brasil, decorrentes de taxações para exportação e limitações impostas pelo Brasil estariam procurando um novo caminho para colocar leite no Brasil?


Pode-se estimar que o investimento de argentinos para ordenhar 8.800 vaca em confinamento produzirá 250.000 litros/dia .

Além do projeto argentino, há investimento de neozelandeses para ordenhar 25.000 vacas produzirá 370.000 litros dia, totalizando 620.000 litros dia.

Com certeza esse leite não se destinará ao mercado interno do Uruguai mas sim para exportação.

O Real sobre-valorizado em cerca de 30% com relação ao dólar americano representa uma concorrência desleal para o produtor e para a indústria brasileira e facilidade para importação.

A planta que a Bom gosto pretende implantar no Uruguai ( que dependeria apenas de incentivos fiscais do governo daquele país ) seria para processar 600.000 litros dia. Coincidência?

A porteira para importação de leite do Uruguai está aberta. Será que esse leite seria exportado para o Brasil?

Se esse leite for exportado para o Brasil, representa cerca de 0,2 bilhões de litros ano, o que já caracterizaria o Brasil novamente como importador significativo de leite como já o foi no passado recente. E mais, isso pode ser apenas a ponta do iceberg.

Esses fatos indicam que é importante que as entidades que representam os produtores e as indústrias brasileiras discutam com o Governo brasileiro com urgência essa porteira livre para importação de leite do Uruguai, que poderá causar grande estrago à cadeia produtiva brasileira e á geração de renda e postos de trabalho no interior do Brasil.

Marcello de Moura Campos Filho
Presidente da Leite São Paulo
MilkPoint AgriPoint