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Brasil tem potencial para ser grande exportador de leite

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 21/06/2005

3 MIN DE LEITURA

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O Brasil acaba de fechar acordo com um dos principais mercados internacionais para o leite: o México. De olho há muito tempo no potencial de importações desse mercado, que é de US$ 1 bilhão por ano, "o Brasil toma um caminho sem volta".

A frase é de Vicente Nogueira, diretor do Departamento Econômico da CBCL (Confederação Brasileira de Cooperativas de Laticínios), que acrescenta: "o país, em breve, será um dos maiores "players" (participantes) do mercado internacional de leite".
Ausente do mercado internacional em vendas externas até o início desta década, o Brasil deverá obter mais de US$ 100 milhões com as exportações neste ano, segundo ele.

O diretor da CBCL enumera os motivos: o Brasil tem um grande rebanho, o potencial de crescimento é com base sustentável e os custos de produção são bastante competitivos.

Quanto vamos crescer? É difícil saber, diz Nogueira, mas os brasileiros já mostram maturidade nesse setor. "Mesmo com o câmbio desfavorável, ninguém está rompendo contratos".

Após a abertura do mercado mexicano, que ainda é só para leite condensado e em pó, as negociações andam adiantadas também nas vendas para a China e a Rússia, outros dois grandes mercados importadores. As importações chinesas, por exemplo, em poucos anos saltaram de 40 mil para 150 mil toneladas de leite em pó.

Já os mercados norte-americano, europeu e japonês dependem de mudanças estruturais, que devem acontecer com o avanço das negociações na OMC.

A OMC será importante para o Brasil romper as barreiras européias, principalmente com as esperadas reduções de subsídios. Mas o Brasil terá outros caminhos para ganhar o mercado europeu em médio prazo, segundo o presidente da Comissão Nacional da Pecuária de Leite da CNA, Rodrigo Alvim.

A entrada dos novos membros do Leste Europeu na União Européia vai gerar demanda maior de leite à medida que esses novos países vão se tornando cada vez mais ricos.

Na avaliação de Alvim, a Europa vai ter dificuldades para se auto-abastecer porque as rígidas leis ambientais devem impedir o crescimento da produção. Além disso, a Europa caminha para dois caminhos opostos com a incorporação dos novos países: aumento da população e redução dos subsídios à produção.

Mas Alvim adverte que a Europa vai ser um importador mais exigente. "Os europeus vão criar muitas barreiras sanitárias", avisou. Por isso, "o produtor deve estar preparado para o mercado externo".

Para o pesquisador do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) da Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz), Leandro Ponchio, o produtor deverá oferecer leite de qualidade e constância no volume ofertado.

O aumento de qualidade deverá chegar com a entrada em vigor da instrução normativa no 51 (IN 51), que estabelece novas regras para a produção de leite a partir de 1o de julho deste ano. A instrução obriga, entre outras exigências, os produtores e as indústrias de beneficiamento a submeterem, mensalmente, seus produtos a análises laboratoriais.

Já a constância, por ora, ocorre mais nos principais centros de consumo, como Minas Gerais e São Paulo. Em outros estados, a ocorrência ou não de chuvas é que determina a constância na oferta.

Além de volume, o pecuarista deve produzir também leite com maior teor de gordura. O diretor-presidente da Cativa (Cooperativa Agropecuária de Londrina Ltda.), Adir Salla, disse que essa qualidade virá com a IN 51, que também exige o resfriamento do leite na propriedade agrícola e coleta a granel do produto.

Informalidade

Outro fator importante da nova instrução, que está há três anos sendo discutida, é que ela forçará o fim da produção informal de leite, que nem sempre tem a qualidade desejada.

Nogueira acredita que o Brasil não terá problemas para produzir leite de melhor qualidade. Um dos motivos é que o país começa a atrair investimentos das grandes indústrias mundiais do setor. Segundo ele, essas empresas estão de olho no potencial de crescimento do país.

Outra vantagem dos brasileiros são os menores custos de produção, afirmou Alvim. Na Nova Zelândia, um dos principais produtores mundiais de leite, a ocupação das pastagens é de três vacas por hectare. No Brasil, o número chega a nove.

Outro dado importante é que a Nova Zelândia já tem o território praticamente todo ocupado, enquanto no Brasil o plantel é de 19 milhões de vacas leiteiras, com possibilidade de crescimento.

Fonte: Folha de S.Paulo/AgroFolha (por Mauro Zafalon), adaptado por Equipe MilkPoint

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WANDER LUIZ PRADO

UBERLÂNDIA - MINAS GERAIS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 23/06/2005

É com muita satisfação que comento o referido artigo:



" O Brasil toma um caminho sem volta", tomara que este caminho seja seguido, mas não devemos esquecer de olhar para todas as direções (coisa de mineiro ou goiano).



Dias atrás foi convidado para participar de uma palestra sobre o mercado do leite.

Tive uma enorme e satisfatória surpresa ao deparar-me que o palestrante era Sr. Vicente Nogueira Neto Ficou surpreso porque o Sr.Vicente é meu conterrâneo de Jatai-GO. A palestra foi brilhante e agregou vários conhecimentos. Parabéns ao Sr. Vicente .



Parabéns ao site Milkpoint, pois é graças a este espaço que se propaga os conhecimentos do setor leiteiro e ainda estabelece conexões de pessoas .



Wander Prado

Contabilista/produtor

Uberlandia Minas Gerais





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