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Balança comercial de lácteos: déficit chega a quase 1 bilhão de litros em 2016

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 09/09/2016

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A balança comercial de lácteos teve um déficit de 19 mil toneladas em julho, redução de 3,2% sobre o déficit apresentado no mês anterior. Em valores, o déficit da balança de lácteos foi de US$46 milhões.

Tabela 1. Exportações e importações por categoria de produto.

Fonte: MDIC
As exportações apresentaram alta de aproximadamente 60% em volume e de 7% em valor. Em agosto, foram exportadas 6,3 mil toneladas de produtos lácteos, contra 4 mil toneladas em julho. Na comparação com agosto de 2015, houve uma queda de 22% das exportações.

As importações apresentaram elevação de 7,2% no seu volume em relação a junho. Houve importação de 12,2 mil toneladas de leite em pó integral em agosto (-9,6% em relação a julho); 4,4 mil toneladas de leite em pó desnatado (+91% x julho); 3,5 mil toneladas de soro de leite (+23,1% x julho) e 2,5 mil toneladas de queijo muçarela (+20,4% x julho).

As importações de leite em pó tiveram origem no Uruguai, que enviou para o Brasil 10,9 mil toneladas no mês de agosto e a Argentina, que enviou 4,7 mil toneladas de leite em pó para o Brasil e cerca de mil toneladas tiveram origem nos Estados Unidos.

Analisando as quantidades em equivalente-leite (a quantidade de leite utilizada para a fabricação de cada produto), a quantidade importada foi de 192,7 milhões de litros em agosto, aumento de 8,4% em relação a julho. Na comparação com agosto de 2015, o aumento nas importações em equivalente-leite é de 164%.

As exportações em equivalente-leite apresentaram alta em relação ao mês anterior (58%), porém seu volume total ainda está 35% abaixo do exportado no mesmo período no ano anterior.

O saldo da balança comercial de lácteos para agosto de 2016 foi negativo em 154,3 milhões de litros. No ano, o déficit da balança comercial de lácteos atingiu o valor de 998 milhões de litros.

Gráfico 2
. Saldo mensal da balança comercial de lácteos em equivalente-leite (milhões de litros/mês).


 

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SIDNEY LACERDA MARCELINO DO CARMO

BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 16/09/2016

Prezado Otávio,



Os erros dos governos foram somente focar no mercado consumidor desestimulando o setor produtivo seja rural ou industrial, e com o real a única forma de proteção é o dólar, que muitas vezes não é o suficiente. Isto agora estamos observando um alto nível de desemprego. Não seria mais viáveis termos estratégias de desenvolvimento permitindo o equilíbrio entre as partes, porque nesta situação estamos somente focando o consumidor e desestimulando o setor produtivo. Vejo que se focarmos no setor produtivo estamos focando no Brasil e com isto podemos ajudar o país no estímulo ao emprego e renda, consequentemente mais consumo no futuro. A importação somente traz divisas para o país de venda do produto, ou seja, e não o Brasil. Com esta política de importação do jeito que está, que não é de agora, já vem de anos após anos, ou seja, desestímulo por parte do produtor. Vamos pensar na cadeia como um todo. O produtor estimulado todos ganham: ganha a indústria com maior produção e qualidade, ganha o consumidor, ganha a indústria de remédios veterinários, ganha a indústria de ração, ganha a indústria de sementes, ganha a indústria de máquinas e implementos e ganha o governo com maior arrecadação; e isto é mais emprego em todos setores envolvidos na pecuária de leite. Do meu ponto de vista as importações focando somente no setor do consumidor é um tiro no pé e sempre de curto prazo, e não traz desenvolvimento duradouros.
ROBERTO JANK JR.

DESCALVADO - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 15/09/2016

Otavio, vc tem razão. Mas não podemos esquecer que esses preços por voce citados passaram como o cometa Halley, que aparece uma vez a cada setenta anos e dura 15 segundos.

Veja que já voltamos aos patamares normais, inclusive com o UHT na mesma base da mesma data em 2015, sendo vendido ao atacado por U$ 0,65/litro, um valor especialmente baixo quando comparado aos preços domésticos dos mesmos países que exportam ao Brasil. Portanto, mesmo com escassez, não há que se falar em efeito deletério por conta de barreiras na importação.

Por outro lado, a recente importação maciça dos últimos 5 meses já trouxe efeitos deletérios, inclusive ao consumidor (que vai arcar com o troco do desestimulo interno próximo futuro), derrubando pontualmente e de maneira contundente todos os preços da cadeia láctea.

abraços,  
OTAVIO A C FARIAS

SÃO PAULO - SÃO PAULO

EM 15/09/2016

Prezado Sidney,

Exato, a alioquota é Zero para Mercosul (como deveria ser), mas as barreiras para as outras origens justamente permite ao Mercosul nao somente ter a preferencia nos volumes como oportunidade de precificar o Leite bem acima do mercado mundial.... Sempre foi assim. Quando Imposto de Importação era 16% na decada de 90, o preco mundial era acredito em 16%.. quando aumentou para 28%, aumentou preco Intra Mercosul proporcionalmente. E depois com Antidumping ficou ainda mais facil para o Mercosul nao só ter quase monopolio do mercado Brasileiro quase que sem concorrencia, tambem podendo aumentar precos para o Brasil, ja que precos aqui foram mais altos do mercado internacional. Sds Otavio
OTAVIO A C FARIAS

SÃO PAULO - SÃO PAULO

EM 15/09/2016

Caro Roberto,

Uruguay e Argentina nao tem Antidumping mas fizeram acordo de precos minimos que estao sendo respeitados. E nao teria como nao ser respeitado acordo de precos minimos, porque a propria barreira tarifaria ajuda o Mercosul. Na medida em que exportadores Europeus e Neo-Zelandeses nao tem acesso ao mercado Brasileiro, pois ficam mais caros na base de devido a 28% de I.I. + Antidumping, os exportadores do Mercosul ficam protegidos praticando precos mais altos do que o mercado mundial, e porque o Brasil segue sendo um Importador estrutural de Lácteos. A barreira cria uma ineficiencia no mercado de lacteos da região, infacionando precos intra-Mercosul e no Brasil. Uma barreira comercial em qualquer pais, provoca deslocamento do fluxo comercial para os outras origens - é o que acontece na Russia com bloqueio da Europa - No caso, os paises do Mercosul, protegidos como estao, praticam o preco que querem. Em casos de quebra de safra como neste ano, e sem precedente nas ultimas 2 decadas, os aumento de precos se dá da forma que vimos, UHT dobrou para R$ 4,00/lt, Queijos e LPI dobraram para R$ 20/lt ou mais... E dessa forma, Mercosul comemora, pois tem no mercado Brasileiro destino garantido a precos bem acima do mercado mundial. Abracos, Otavio
SIDNEY LACERDA MARCELINO DO CARMO

BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 15/09/2016

Prezado Otávio,



As alíquotas de importação são para derivados do leite da Nova Zelândia, USA e União Européia para os países do Mercosul não tem alíquota.



grato
ALEXANDRE FONSECA DE PAULA

SANTA RITA DE IBITIPOCA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 14/09/2016

Até Quando???
ROBERTO JANK JR.

DESCALVADO - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 14/09/2016

Caro Otavio, a bem da verdade, de fato temos alíquotas antidumping mas não do Uruguai. Não por acaso importamos 72 mil ton de pó da Argentina em 2016 e mais de 165 mil toneladas do Uruguai até o momento. Veja que com essa oferta aí do lado o mercado é livre e o transito fácil. Não é a toa que os Gauchos vem reclamando já há algum tempo.

abraço cordial,

Roberto  
OTAVIO A C FARIAS

SÃO PAULO - SÃO PAULO

EM 14/09/2016

O aumento das importações ocorreu devido a queda de produção Brasileira em 2016. Este leite importado veio a compensar a queda de oferta local. Mesmo com as importações, precos dos Queijos Mozz e Prato chegaram a 22 - 24,00/kg (aprox US$ 6,000/ton), o Leite em Pó atingiu cerca de R$ 20,00/kg (US$ 5,700/ton) e Soro de Leite R$ 5,50 - 6,00/kg (US$ 1,600/ton) o kilo e o Leite UHT chegou ao recorde sem precedentes de R$ 4,00 o litro no atacado. Todos esses precos mencionados estavam a um patamar de mais do que o dobro do mercado mundial. O Brasil já tem protecionismo tarifário com antidumping em vigor há mais de 15 anos e outras barreiras não tarifarias que reduzem a capacidade do Brasil importar de diversas origens. Sem as importaçães, a inflação dos produtos lácteos, que foi entre as mais altas junto com Arroz e Feijão, teria sido ainda mais grave.
LAENE BUENO SANTOS

ABADIÂNIA - GOIÁS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 13/09/2016

Tbm concordo que deve haver um protecionismo para o setor, mas com prazo de validade até que o produtor tenha condicoes de melhorar sua produtividade e com isso ser mais competitivo no mercado. A protecao deve ter um prazo para que a populacao nao sofra com inflacao e perda de qualidade.
WANDELL SEIXAS

GOIÂNIA - GOIÁS - MÍDIA ESPECIALIZADA/IMPRENSA

EM 12/09/2016

Entendo, também, que o segmento brasileiro deva ser protegido contra as importações excessivas.
ROBERTO JANK JR.

DESCALVADO - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 11/09/2016

Estimo em 6% da produção formal Brasileira. 1 bi importados em 16 bi produzidos entre janeiro e agosto. É muito leite e  certamente um dos motivos da queda acentuada e generalizada de preços . Considerando apenas os meses após março, o percentual do importado fica ainda mais relevante, perto de 10% ao mês.  É um dos motivos que acetuam as dificuldades do setor para evoluir.
SIDNEY LACERDA MARCELINO DO CARMO

BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 09/09/2016

Prezado Eliseu,



Trabalho na Emater-MG. Um outro dia em reunião com o secretário adjunto do Estado perguntei se já não era hora de termos uma situação de proteção ao produtor de leite devido ao grande volume de leite importado que entra no país, sendo que este volume denigre a renda do produtor. A resposta dele foi que não tem nenhuma demanda do setor quanto a esta situação.



grato
ELISEU NARDINO

MARIPÁ - PARANÁ

EM 08/09/2016

Um dos motivos da baixa do preço
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