ESQUECI MINHA SENHA CONTINUAR COM O FACEBOOK SOU UM NOVO USUÁRIO
Buscar

Argentina: principais indústrias de laticínios acumulam dívidas de quase 19 bilhões de pesos

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 05/06/2020

1 MIN DE LEITURA

0
0

As complicações derivadas da pauperização do mercado interno junto com as dificuldades para concretizar exportações – agravadas pela pandemia de Covid-19 – reduziram o faturamento de muitas das principais indústrias de laticínios da Argentina. Nesse contexto, as dívidas bancárias das 27 principais empresas do setor é de 18.967 milhões de pesos, segundo os registros do Banco Central (BCRA). 

Trata-se de uma cifra superior ao faturamento total com produtos lácteos nas cadeias de supermercados a nível nacional registradas nos meses de fevereiro e março de 2020, segundo os últimos dados publicados pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec). 

Um estudo realizado pelo Instituto Argentino de Professores Universitários de Custos (Iapuco) em conjunto com o Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (INTA) mostra que entre agosto de 2019 e março de 2020 as médias e pequenas empresas de laticínios operaram – em média – sem rentabilidade, enquanto que no primeiro bimestre deste ano as grandes fábricas não conseguiram obter lucro. 

A partir de abril passado, na teoria a situação do setor deveria melhorar de forma progressiva, mas a realidade é que algumas empresas encontraram grandes obstáculos – que persistem até hoje – para distribuir e receber produtos causados pelas dificuldades logísticas, trabalhistas e econômicas gerados pelo isolamento forçado. 

Em relação ao mercado externo, as exportações, que iniciaram firmes o ano de 2020, caíram acentuadamente em março pelo efeito combinado da queda de preço do petróleo (muitos dos grandes compradores de lácteos são exportadores de óleo cru) e a desaceleração econômica provocada pela pandemia do Covid-19. 

“A elevação dos direitos de exportação do leite em pó (9% do valor FOB), a manutenção da retenção de AR$ 3/US$ para os outros produtos lácteos, a queda na devolução de impostos internos vigente desde os meados de 2018, câmbio defasado e os preços internacionais atuais e futuros mais baixos, reduziram os incentivos para as exportações agora e no médio prazo”, explicou o boletim do Observatório Lácteo Argentino (Ocla). 

“Esta situação de menor incentivo à exportação de lácteos se junta ao aumento de 8% na produção de leite, maiores estoques iniciais e sérias dúvidas em relação à evolução do consumo doméstico em decorrência da queda no poder aquisitivo, agravada pela crise econômica”, acrescenta o Ocla.

As informações são do Valorsoja, com tradução livre do Terra Viva.

0

DEIXE SUA OPINIÃO SOBRE ESSE ARTIGO! SEGUIR COMENTÁRIOS

5000 caracteres restantes
ANEXAR IMAGEM
ANEXAR IMAGEM

Selecione a imagem

INSERIR VÍDEO
INSERIR VÍDEO

Copie o endereço (URL) do vídeo, direto da barra de endereços de seu navegador, e cole-a abaixo:

Todos os comentários são moderados pela equipe MilkPoint, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração. Obrigado.

SEU COMENTÁRIO FOI ENVIADO COM SUCESSO!

Você pode fazer mais comentários se desejar. Eles serão publicados após a analise da nossa equipe.

MilkPoint AgriPoint