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APV cresce com novos projetos de laticínios

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 16/09/2005

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"O Brasil tem enormes oportunidades para expansão nas exportações e estamos vivendo essa expectativa no que se refere a novos projetos industriais", comentou Steen Hedetoft, diretor comercial da APV South America, braço da multinacional APV, líder mundial em equipamentos de evaporação e parte do grupo Invensys.

A APV, empresa de origem dinamarquesa, é a responsável pela maior parte dos projetos de ampliação de laticínios e construção de novas plantas. Entre os investimentos que têm a participação da APV, estão, segundo o MilkPoint levantou, a fábrica da Italac, em Corumbaíba, Goiás, com capacidade para 400 mil litros por dia, a ampliação da Coaperiodoce, em Governador Valadares, Minas Gerais, para 200 mil litros por dia, a ampliação da Confepar, em Londrina, Paraná, para 500 mil litros por dia, bem como os recentes investimentos da Tirol (Trezes Tílias, Santa Catarina, 400 mil de litros por dia) e ampliação da Embaré (Lagoa da Prata, Minas Gerais, 1,1 milhão de litros por dia) e Frimesa, no Paraná, entre outros.

Segundo Steen, dinamarquês que vive na América Latina desde 1984 e no Brasil desde 1993, o país está vivenciando hoje o que ocorreu com a Argentina na década passada, antes da crise que abalou a economia do país em 2000 e 2001. "O setor de lácteos da Argentina era mais avançado do que o brasileiro, mas isso tem mudado principalmente em função da evolução do segmento no Brasil", comenta.

Para ele, há também uma mudança no perfil dos investimentos leiteiros realizados no Brasil. Steen compara com os investimentos realizados na Venezuela, no passado: "Com as receitas do petróleo, muitas indústrias investiram em laticínios, mas muitos investimentos careciam de profissionalismo", explica. Segundo ele, os investimentos feitos no Brasil, tanto por multinacionais como por empresas nacionais, são caracterizados pela alta qualidade. "Os empresários têm boa formação técnica e administrativa, querem retorno sobre o investimento, querem tecnologia e produtos de qualidade para exportação", informa. Para Steen, o leite está seguindo o padrão de outros segmentos agroindustriais nacionais, que têm empresas de alto padrão gerencial e de qualidade, como a citricultura.

Para Steen, na área de lácteos o potencial brasileiro é maior do que a China, outro país emergente que têm verificado crescimento elevado na produção. Ele comenta que a infra-estrutura aqui é melhor, a força de trabalho tem melhor nível educacional e a possibilidade de exportar produtos de qualidade é maior. "A APV coloca grande ênfase nos mercados da América Latina. É a fonte de crescimento, apesar de Europa e América do Norte serem mercados maiores", explica.

Para ele, é importante divulgar o produto brasileiro no exterior e gerar demanda, pois o Brasil não é reconhecido mundialmente como produtor de lácteos. "A presença de tradings como a Hoogwegt, que atuam no comércio de lácteos no mundo inteiro, é muito importante para tornar o Brasil conhecido", diz.

Além do leite, que é sua área principal no Brasil, a APV atua em outras indústrias nas quais a evaporação é necessária, como citricultura, a indústria sucro-alcooleira e papel e celulose. A empresa possui equipamentos como homogeneizadores, trocadores de calor, bombas e válvulas. "O que procuramos é ser uma das líderes em tecnologia de evaporação para essas indústrias", diz Steen.

No Brasil, a APV possui 100 funcionários no Brasil e a expectativa de faturamento para os próximos anos varia de US$ 20 a US$ 50 milhões. Falando do futuro da atividade no Brasil, Steen é otimista: "Conforme foi discutido no debate realizado na Expomilk (julho/05), o Brasil tem enorme potencial de crescimento nas exportações, principalmente de queijo e leite em pó. Com esse crescimento, virão os investimentos em novas fábricas," espera ele.

A única limitação, para Steen, é a produção. "O setor leiteiro precisa ser rápido em alimentar as fábricas que estão sendo construídas. Se o país superar essa questão e melhorar a qualidade, poderá ser um dos líderes em exportações no mercado mundial", prevê.

Fonte: Equipe MilkPoint

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