Você está em: Comunidade > Colunistas > Blog

Qualidade do leite pode ser a porta de saída para as crises?

Por Sávio Santiago - postado em 10/10/2017

22 comentários
Aumentar tamanho do texto Diminuir tamanho do texto Imprimir

 

Temos presenciado nos últimos meses mais uma crise no setor lácteo nacional. De tempos em tempos elas surgem com a impressão de estar sempre ganhando em intensidade. 

Nesses momentos, presenciamos muitas teorias sobre as causas. Nascem movimentos setoriais que quase sempre têm prazo de validade muito curtos e nenhuma atitude baseada em análise séria e comprometida com resultados é tomada. 

Discursos prontos dão como principal vilão as importações de leite. Não quero afirmar que elas nunca são o problema - em 2016 mesmo, o leite advindo do Mercosul provocou um arrefecimento abrupto de mercado quando as nossas cotações descolaram muito para cima, destoando da realidade mundial. 

Nesse momento, dados do Milkpoint Mercado apontam para uma redução de 66% do índice de importações quando comparado ao mesmo período do ano passado. A mesma plataforma de análise nos informa sobre aumento de 4% na produção interna no primeiro semestre e queda no consumo pelo terceiro ano consecutivo.

Esses dados, tornam claro que existe um aumento de produção, desconectado com a demanda e que essa situação provocou um temporário movimento de nivelamento dos preços de leite no Brasil com o que acontece hoje lá fora. 

O Brasil se posiciona de forma muito privilegiada quando comparado a diversos países do mundo. São mais de 200 milhões de consumidores que nos possibilitam voltar o nosso foco para um plano de constante aumento de consumo e para inovações direcionadas às nossas próprias tendências e demandas. 

Em momentos de crise - como a que estamos passando - não temos a disposição uma válvula de escape para o excedente de leite gerado. São constantes as comercializações com margens negativas nas commodities (UHT, leite em pó e mussarela) que figuram como fator contaminante do mercado interno. Não seria mais inteligente vender - mesmo que em margem negativa - para fora, inverter a balança comercial de lácteos (somente o necessário) e preservar o mercado interno?

Logo surgirão teorias de que a melhor solução seria fechar a entrada de leite e ignorar a possibilidade de venda externa. Hoje, se fechar para importações de forma permanente não é uma atitude factível do ponto de vista político de comércio exterior. O governo tem muito mais compromissos em diversos setores que não permitem atitudes protecionistas.

Além disso, na crise atual em que a combinação de queda de consumo e aumento da produção interna gera excedentes superiores ao nível das importações, essa decisão restritiva não seria de eficácia desejada e permitiria em pouco tempo que a produção interna suprisse o total de importações excedentes na balança. 

Importações se combatem com exportações, e esse é o caminho para a busca de melhorias permanentes no setor lácteo nacional. Se esconder atrás de medidas políticas ou de gritarias setoriais afastarão o Brasil ainda mais do que se deseja como cadeia produtiva eficiente. 

O que nos impede de exportar excedentes?

Os tradicionais compradores de lácteos no mundo demandam bons padrões de qualidade, segurança alimentar e procedimentos de boas práticas na produção primária e na industrialização do leite. 

Apesar do Brasil apresentar índices de qualidade médios muito aquém do desejável, ao se aproximar do vencimento dos prazos de melhoria determinados pelas normativas, voltam a pauta pressões por prorrogações. Os discursos em sua maioria se baseiam na teoria da inclusão e usam como justificativa questões competitivas brasileiras. 

O argumento de que o nosso problema está relacionado às limitações estruturais e tributárias, cai por terra quando os números históricos de exportações brasileiras de grãos, bois, suínos e aves são apresentados.

Precisamos sim de eficiência, e isso é para o nosso bem!

O passar da história recente tem ensinado para o setor que medidas protelatórias, na verdade têm resultado inverso, intensificando o processo de exclusão de produtores ineficientes do ponto de vista da qualidade e também em outras questões relativas a eficiência produtiva.  A seleção será feita de qualquer forma, então que seja pela via planejada e inclusiva, dando chance de melhoria a todos. A seleção natural como está em curso é lenta, dolorida e faz sofrer o setor como um todo. 

Nós podemos?

Ouvi de um amigo, respeitado coach, que: “enquanto houverem resultados melhores, há possibilidade humana de alcançá-los”. Temos muitos produtores no Brasil com resultados de qualidade que não ficam devendo a nenhuma parte do mundo. 

Aqui na Verde Campo, temos índices médios comparáveis a países da Europa. Os bons resultados, vem de todos os níveis de produtores: do pequeno familiar ao grande empresarial. Não há a necessidade de altos investimentos e eles obtém considerável retorno financeiro por conta da política de pagamento por qualidade e da redução drástica das mastites clínica e subclínica.  Praticamente 100% de nossos parceiros estão certificados no programa de Boas Práticas Agropecuárias - é mais controle de processos, segurança alimentar e qualidade do leite. 

No final de 2015 separamos um grupo de produtores com resultados médios de CCS em 854 mil (ccs/ml) para a realização de um trabalho inclusivo conjunto. Hoje o mesmo grupo apresenta resultados médios menores de 400 mil (ccs/ml) em uma realidade muito próxima a nossa média geral de 300 mil (ccs/ml). O trabalho é intenso mas gera resultados sólidos e permanentes. Esses produtores que estavam fora do que determinava a IN 62 em 2015 já estão habilitados no limite da próxima atualização da normativa em julho de 2018 (<400 mil/ml). 

É preciso discutir o setor lácteo nacional com responsabilidade e respeito proporcionais ao seu tamanho. Estamos falando de uma atividade com potencial empregador e gerador de renda entre os maiores do país e que promove a manutenção do homem no campo, em propriedades rurais pequenas e médias.

É possível termos mais sucesso e satisfação com a atividade leiteira, e cada vez menos crises: precisamos de mais qualidade! 

 

Opinião

O texto deste colunista não reflete necessariamente a opinião do site MilkPoint Indústria.

Avalie esse conteúdo: (5 estrelas)

Comentários:

Mariana Pereira Garcia Moreira

Lavras - Minas Gerais - Indústria de laticínios
publicado em 10/10/2017

Grande Mestre! Sem contar o potencial de consumo que temos a explorar internamente, que ainda é muito menor por habitante do que na Europa.
A qualidade do leite também é  um diferencial competitivo para nosso mercado interno. Quem não quer fornecer alimento de qualidade pra sua família?

Roney Jose da Veiga

Honório Serpa - Paraná - Produção de leite
publicado em 11/10/2017

Produzir com qualidade, qualquer coisa que seja , seja trabalho, seja produto, deve ser objetivo constante!
No leite está quase impossível pagar os custos de produção com esses preços pagos ao produtor, como esperam que consigamos ficar na atividade, investir , pois sem investimentos constantes em infra-estrutura, sanidade, nutrição não se tem qualidade, pagando preços africanos e querendo qualidade europeia?
Querem que o produtor produza leite com um custo Brasileiro, com qualidade Europeia e pagando preço Africano!! Não fecha!! Desculpe mas não fecha!!

Sávio Santiago

Lavras - Minas Gerais - Indústria de laticínios
publicado em 11/10/2017

Boa tarde Roney;

O objetivo da análise é exatamente esse. Hoje não há válvula de escape para excessos produzidos no mercado interno, e os preços baixos tem movimento cíclico contaminando todo o mercado;

Sobre a sua análise de custo brasileiro, como comentei acima, não temos tantos argumentos quando comparadas a outras atividades agrícolas nacionais.

Hoje o preço de leite brasileiro está em movimento de adequação com preços externos, mas o nosso histórico é de preços muito superiores a média mundial;

Com todo o respeito a sua opinião, acho que antes de qualquer coisa precisamos ter a qualidade do produto nacional equiparada com o resto do mundo para começarmos a entender nossos problemas.

André Gonçalves Andrade

Rolim de Moura - Rondônia - Indústria de laticínios
publicado em 11/10/2017

Muito bom Sávio!
De fato a questão qualidade é fundamental.

Então ficam as perguntas:
- Por que adiam tanto as questões normativas?
- Por que não nos tornamos exportadores?

Muitas causas acredito. Mas aprendi ao longo do tempo, que o fator comercial impera. Não são raros os exemplos que podemos citar. Abrir-nos ao mercado internacional de lácteos, nos fará nivelados com esse mercado. E infelizmente nossa matriz produtiva mais  tecnificada (hoje responsável por um volume considerável do todo produzido) não tem competitividade para esse mercado. Esse será o grande desafio. Ser competitivo economicamente (dentro e fora de nosso mercado). Em todos os quesitos: custos, qualidade, inovação entre outros.
Boa sorte pra nós. Por que liderança assumir esse papel, estou achando quase impossível.

Sávio Santiago

Lavras - Minas Gerais - Indústria de laticínios
publicado em 11/10/2017

Boa tarde André !

Respondendo aos seus questionamentos:

Por que adiam tanto as questões normativas?

Acredito que por pressão de algumas frentes do setor leiteiro que acreditam que mudando os padrões de qualidade haverá um processo de exclusão de produtores. Como disse na matéria, acredito no inverso: que prorrogando os prazos o movimento de exclusão natural dos produtores que não se adequam é intensificado;

Por que não nos tornamos exportadores?

Porque a grande maioria dos países compradores de leite no mundo tem requisitos de qualidade, sanitários e de boas práticas que o Brasil não está habilitado a atender;

Sobre a competitividade como eu citei acima, acredito que o Brasil deve procurar se tornar um país exportador de excedentes. A nossa prioridade é o mercado interno que temos posicionado entre os maiores do mundo;

Em certos momentos seria melhor a indústria nacional exportar com margens negativas do que produtor UHT, mussarela e leite em pó em prejuízo contaminando o mercado interno.

Também acredito que com um maior envolvimento setorial é possível sim ser competitivo a longo prazo.

Abraço

Sávio Santiago

Lavras - Minas Gerais - Indústria de laticínios
publicado em 11/10/2017

Corrigindo

... do que PRODUZIR UHT, mussarela e leite em pó...

Roney Jose da Veiga

Honório Serpa - Paraná - Produção de leite
publicado em 11/10/2017

Amigo Sávio, eu concordo que não temos os requisitos de qualidade necessários para exportar, temos algumas ilhas de excelência de produção sim, mas na média não conseguimos atender nem a normativa que já deveria estar valendo.
Agora o porque disso, de não conseguirmos atender a exigência por qualidade?
Volto a afirmar que é justamente por causa do preço baixo, sem retorno , sem lucro, não tem como investir e fazer qualidade! Podemos ficar na discussão do que deve vir primeiro, preço para ter qualidade ou qualidade para ter preço, mas seria um exercício meio inútil!
Acredito também que todos os países ditos exportadores tem em algum momento da cadeia de produção subsídios , que tornam o seu custo mais baixo, tornando seu produto mais atrativo ao mercado internacional.
Estou bem próximo a divisa com a Argentina, e visito a fronteira com regularidade, vejo no comércio local em Bernardo de Irigoyen AG, semente de sorgo forrageiro a R$ 5,00 o kg, adubo 8-20-15 a R$ 40 saca!! Preciso dizer qual o valor desses produtos no Brasil? Como produzir com menor custo e ser competitivo? Não há milagres!!
Ainda se produz leite no Brasil porque os produtores em sua grande maioria não tem outra fonte de renda, e se submete a um regime de subsistência para simplesmente não virar marginal na cidade!!
E vale lembrar que essa crise que estamos passando foi previamente gestada por esse governo psicopata, que já sabia que desde o final do ano passado estava entrando volumes cada vez maiores de leite em pó triangulado via Uruguai , justamente para forçar a baixa de preços nesse momento, controlar a inflação via sangue do produtor!! Permitir que a Industria reconstitua leite em pó desnatado  e venda como UHT integral é caso de Saúde Pública!!!
Mas , ainda acredito no setor, não pretendo abandonar a atividade, mas vejo muitos companheiros caindo pela estrada, não precisava ser assim!!
Por um Brasil mais Justo e Perfeito.:

Sávio Santiago

Lavras - Minas Gerais - Indústria de laticínios
publicado em 11/10/2017

Roney;

Respeito a sua opinião mas mantenho a minha visão;

Questão de competitividade brasileira não pode vir antes de definirmos padrões de qualidade, sob pena da situação piorar cada vez mais com o possibilidade de termos excesso constante;

Nos relacionamos com mais de 200 produtores que conseguem ter CBT média de 14, CCS média abaixo de 300 e manter requisitos elevados de Boas Práticas e padrões Sanitários;

Te convido a visitar nossas fazendas !

Abraço

Paulo Fernando Machado

Piracicaba - São Paulo - Pesquisa/ensino
publicado em 13/10/2017

Olá, Sávio.

Mais uma vez suas colocações são precisas. Em qualquer negócio, e o leite não é exceção, a qualidade do produto é a mola propulsora do progresso. Para se ter qualidade no produto é preciso ter qualidade nos processos, na gestão das pessoas, na cultura da fazenda e por aí vai. É um círculo virtuoso que, como consequência, melhora toda a cadeia, resultando em mais lucro e mais profissionalização dos envolvidos. Para tanto, deve-se trabalhar em cinco frentes, que são: legislação (IN-62 aplicada efetivamente a todos), comunicação (o produtor precisa saber a qualidade do seu leite imediatamente após a análise), pressão social (os consumidores precisam saber a qualidade do que consomem), pagamento por qualidade (o leite de qualidade precisa ser valorizado) e gestão (o produtor precisa ser orientado em como produzir leite de qualidade).

Parabéns pelo artigo.

Paulo

Sávio Santiago

Lavras - Minas Gerais - Indústria de laticínios
publicado em 13/10/2017

Obrigado professor!

O senhor é referência máxima no assunto

José Antonio M. de Araújo

Salvador - Bahia - Consultoria/extensão rural
publicado em 13/10/2017

Bom dia!

A crise da cadeia produtiva do leite é politica e não de excesso de produção, qualidade é uma questão que nem deveríamos discutir é obrigação de quem está na atividade produzir leite com qualidade!

Somos 1,2 milhões de produtores, geramos 3,6 milhões de empregos em nossas propriedades e somente agora foi que surgiu uma entidade para falar em nome do produtor de leite.

Nossas industrias na sua maioria paga por volume e não por qualidade. Criam cotas, extra-cotas e excesso punindo o produtor de leite em detrimento de adquiri volume produzido pelo tiradores de leite.É assim que funciona o Brasil.

Compras governamentais são acessadas por grandes intermediários importadores, as industria brasileiras ficam de fora, o exemplo do RS deveria ser levado a todo país "União" (Governo do Estado, Farsul e Fetag) entidades que defendem públicos diferentes de um mesmo lado, isolado ninguém vai pra lugar algum.

Outro grave problema são as divergências de politicas fiscais, o ICMS deveria existir uma alíquota unica para todos os derivados do leite, não essa vergonha Nacional que vivenciamos desde a decada de 40.

Resumindo, esta é a crise do leite na minha opinião.

Andiara

OUTRA - Tocantins - Produção de leite
publicado em 15/10/2017

Sou pequena produtora e começamos aqui com 400 ccs/ml então fizemos um tratamento homeopático pra melhoria dos animais e baixamos pra 200ccs/ml isso em apenas um mês concordo plenamente é possível sim ser eficiente e cuidar da saúde do rebanho pra termos a cada dia um leite com melhor qualidade!! Parabéns pelo artigo muito bom!

Sávio Santiago

Lavras - Minas Gerais - Indústria de laticínios
publicado em 15/10/2017

Parabéns pela visão e dedicação Andiara !

vagner alves guimaraes

Votuporanga - São Paulo - Consultoria/extensão rural
publicado em 15/10/2017

Um assunto que da páginas e páginas de um desconforto por parte dos produtores e que não é de hoje o seu descontentamento, há mais de 36 anos que eu tenho conhecimento deste leite que chega via mercosul, meus amigos veja o quadro das importações e exportações nós mais importamos lácteos do que exportamos.
Configuramos entre o terceiro e quarto luares na produção mundial de leite porém com qualidade que precisa ser melhorada, baixo consumo per capta, queda no poder aquisitivo, fraudes que afastaram o consumidor dos lácteos e de políticas de marketing negativas.
Não é interrompendo as importações agora que o problema estará resolvido os estoques ainda são altos e temos que consumi los.
Políticas com embasamento técnico sobre o que importar e quanto, ter um controle da situação antes que se repita os desastres deste volume de leite que afeta o nosso mercado, em contra partida as melhorias da qualidade do leite já começaram no campo e elas tem um longo caminho a percorrer que é o papel do nosso produtor rural.
Tecnologias como, balde cheio,pastagens irrigadas,redução de custos da produção,produção de embriões,inseminações sexados de fêmeas.
Por sua parte o governo com uma política de juros viáveis com linhas de credito direcionada redução de impostos levara em breve a nossa auto suficiência na produção leiteira,caso contrário amargaremos anos e anos de sofrimento neste setor.

Sávio Santiago

Lavras - Minas Gerais - Indústria de laticínios
publicado em 15/10/2017

Boa noite Vagner!

Temos de fato um bom caminho a percorrer que precisa ser iniciado com visão de futuro e estratégia;

Obrigado pela participação !

Sávio Santiago

Lavras - Minas Gerais - Indústria de laticínios
publicado em 15/10/2017

Boa noite José Antônio !

Esse ano a crise teve origem no consistente crescimento de produção descompassada com três anos de redução de consumo;

Precisamos de representatividade setorial que:

1 - Entenda quais são os pleitos a ser priorizados de forma a evoluir o setor estruturalmente;
2 - Que seja financiada pelo setor e que tenha efetiva participação profissional;
3 - Que seja analítica e crie políticas inclusivas no campo

Entidades que surgem na crise sem saber o que pleiteiam e somem quando o preço do leite reage não são eficazes;

Realmente as indústrias precisam criar políticas de pagamento por qualidade que sejam transparentes e justos e realizar extensão rural visando a melhoria. Sobre políticas de extra-cota, confesso que a muito tempo não vejo, mas é preciso que a indústria e o produtor criem mecanismos de informação que propiciem uma melhor gestão dos volumes ofertados de acordo com a demanda. Muitos países no mundo tem bons controles nesse sentido;

Sobre as questões fiscais, são pleitos interessantes que merecem uma boa análise

Obrigado pela participação!

Arnaldo Bandeira

Curitiba - Paraná - Consultoria/extensão rural
publicado em 16/10/2017

Artigo excelente! Muito precisas suas afirmações. Nosso problema não é preço, é a ineficiência produtiva - baixa produtividade e qualidade - que nos torna pouco competitivos no mercado internacional. Barrar importações não deve ser um caminho permanente - talvez tenha ser feito em determinadas condições - precisamos sim é ser competitivos para inverter esse processo e nos tornarmos exportadores de lácteos, aproveitando nossas imensas vantagens comparativas em relação a outros países, que com condições naturais inferiores às nossas são exportadores.

Sávio Santiago

Lavras - Minas Gerais - Indústria de laticínios
publicado em 16/10/2017

Obrigado pela opinião e participação Mariana e Arnaldo !!!

Joselito Gonçalves Batista

Uberaba - Minas Gerais - Produção de leite
publicado em 16/10/2017

Me perdoem todos, mas sabemos que realmente precisamos é criar uma nova politica para o setor, o que aí está não vai levar ninguém a lugar nenhum. Na verdade tem agradado é muito aos compradores de leite , pois estão livres e leves e solto dentro do processo produtivo da cadeia como um todo. A melhoria da qualidade é sim um ponto a ser considerado é discutido, assim como as importações , In 40, e muitos outros pontos. O que não da e não pode continuar é está vergonha de sistema de remuneração do leite onde o produtor está sempre pagando a conta. Tem  excesso o produtor paga, tem recessão o produtor paga, tudo acaba  estourando no bolso do produtor. Chega de balde cheio e bolso vazio, precisamos mudar esta política podre do setor. Buscar dar segurança e sustentabilidade a atividade e dignidade ao produtor.

Sávio Santiago

Lavras - Minas Gerais - Indústria de laticínios
publicado em 16/10/2017

Boa tarde Joselito;

Respeito a sua opinião e entendo a frustração;

Mas o artigo trata exatamente desse ponto. Se há excesso é porque existe um descompasso total entre a produção e a demanda nesse momento;

Se há descompasso é porque não há conexão de informações da produção primaria, industrialização e consumo. Se há saldo negativo na balança comercial é porque não temos qualidade para tornar a balança positiva. Havendo saldo negativo é mais oferta em um mercado interno super-ofertado e desconectado com a demanda;

Na minha opinião tem que haver um primeiro passo e ele tem que ser dado pela cadeia como um todo. Os produtores como atores principais tem que participar e não somente ficar reclamando da indústria, do governo e de todo o resto;

O ator principal tem que ser o principal motivador das mudanças;

Obrigado pela participação !!!

ROQUE KIRCHNER

Clevelândia - Paraná - Consultoria/extensão rural
publicado em 16/10/2017

Há um ano ou pouco mais, poucos se preocupavam com os preços nem se procurava discutir modelos mais apropriados de produção. Praticava-se os maiores preços pagos no mundo. Todos sabemos q muitos modelos atendem muito mais a interesses de outros elos da cadeia e que ganham muito em cima do lombo do produtor, enquanto isso outros países prosperam produzindo com eficiência é baixo custo. O produtor Argentino vive de lucro mínimo e está encontrando de volta o seu caminho. Só q ele tem qualidade, quem não gostaria de comer um queijo Argentino??? Na minha opinião, a qualidade no Brasil é um espinho no sapato e sempre vamos encontrar motivos para nos esconder atras da própria ineficiência.

Sávio Santiago

Lavras - Minas Gerais - Indústria de laticínios
publicado em 16/10/2017

Boa noite Roque!

Acredito que vamos caminhar rumo a dias melhores em qualidade do leite;

Obrigado pela participação

Envie seu comentário:

3000 caracteres restantes

Enviar comentário

Copyright © 2000 - 2017 AgriPoint - Serviços de Informação para o Agronegócio. - Todos os direitos reservados

O conteúdo deste site não pode ser copiado, reproduzido ou transmitido sem o consentimento expresso da AgriPoint.

Consulte nossa Política de privacidade