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Novartis responde: não consigo curar a mastite, o que faço?

NOVIDADES DOS PARCEIROS

EM 31/05/2012

4 MIN DE LEITURA

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Um usuário do MilkPoint entrou em contato com a Novartis com o seguinte problema: "tenho uma novilha com primeira cria e o úbere dela inchou na parição e deste então está com mastite. Já fiz vários tratamentos, mas um dos tetos está produzindo menos leite que os outros e não consigo curar a mastite dele. Sempre no teste sai duas bolinhas de mastite. Um veterinário indicou descartar esse teto. Gostaria de saber o que fazer."

Confira a indicação de Octaviano Alves Pereira Neto, Médico Veterinário, Mestre em Produção Animal e Gerente Técnico da Linha de Bovinos - Novartis Saúde Animal.

"Olá

Analisando os dados que mandou parece ser um caso severo de mastite, mas não vejo como alternativa eliminar definitivamente o teto afetado, ainda mais tratando-se de uma vaca jovem que tem toda uma vida produtiva pela frente.

A primeira medida que lhe recomendo é solicitar ao seu veterinário que faça um exame microbiológico do leite, identificando qual é o agente causador da mastite e a partir daí um teste de sensibilidade deste microrganismo. A Universidade Federal de Goiás faz este teste na Faculdade de Veterinária. Assim você reduz seu custo com tratamentos ineficazes (inadequados ao microrganismo envolvido), que não solucionam o problema e ainda lhe forçam a descartar o leite dos demais tetos pelo resíduo de antibiótico.

Certas vezes, as bactérias envolvidas são resistentes aos antibióticos que vem usando ou mesmo trata-se de outros agentes causadores da mastite, tais como, fungos, leveduras ou mesmo microalgas. Caso sejam estas as causas, o uso de antibióticos é ineficaz, pois não são aptos a agir contra os mesmos.

Descoberta a causa da mastite, fica mais fácil buscar o tratamento correto.

Qual o volume de produção no momento?

Se a vaca estiver com uma produção total de leite insatisfatória ou próxima do período de seco (60 dias pré-parto), sugiro vocês analisarem a opção de secar essa vaca em definitivo com um tratamento parenteral associado a um intramamário para período seco, os chamados VS. O tratamento de vacas secas é muito mais eficiente do que o empregado em vacas em lactação, especialmente contra microrganismos que se "escondem" mais profundamente no úbere, como é o caso do Staphylococcus aureus. Os estafilocócos estão frequentemente envolvidos nos casos de mastites em novilhas e alguns deles são bem difíceis mesmo de combater.

Algumas outras estratégias que aproveito para comentar é que sempre devemos intensificar os cuidados com a higiene do processo de ordenha, especialmente com fêmeas de primeira cria. Estas devem ser ordenhadas antes das outras vacas, pois o risco de que uma vaca com mastite contamine as teteiras da ordenhadeira ou mesmo as mãos da pessoa envolvida na ordenha são grandes e depois acabar contaminando o teto da vaca jovem. Este mecanismo acontece frequentemente com o S. aureus.

Em condições normais, a glândula mamária é um órgão livre de contaminação. Casos de mastites em novilhas podem ocorrer em decorrência do hábito das bezerras mamarem uma nas outras, na fase de recria. A contaminação da boca da bezerra que mama ou mesmo da pele do teto pode acessar o interior da glândula mamária e infectá-la ainda na fase de bezerra, surgindo o quadro clínico após o primeiro parto. Avalie se não há este tipo de situação em sua propriedade. Outra fonte de contaminação são moscas domésticas que transmitam bactérias aos tetos dos animais jovens.

Dois pesquisadores alemães publicaram um trabalho bastante interessante (Krömker e Friedrich, 2007) que avaliou o canal do teto de vacas de novilhas de primeira cria e observaram que os mesmos estavam completamente fechados até os 80 dias pré-parto, porém 60% dos canais do tetos estavam abertos a partir dos 60 dias até o parto. Identificaram que a contaminação do úbere em 77% dos casos de mastite em novilhas de primeira cria, se estabeleceu durante a gestação, fundamentalmente no final da gestação.

Um piquete em boas condições no período final da gestação é importante para garantir boas condições às vacas para seu próximo parto. Da mesma forma que as vacas que foram secas, um pesquisador chamado Nickerson publicou também em 2007 que o tratamento com antibióticos em novilhas pré-parto promoveu a cura entre 59 e 76% dos casos de contaminação mamária dessa categoria.

A Novartis Saúde Animal possui em sua linha de antibióticos algumas alternativas que podem lhe auxiliar, e ao seu veterinário, no tratamento e prevenção de mastites.

Na linha de intramamários o Vetimast Plus nas apresentações Vaca em Lactação (VL) ou Vaca Seca (VS), uma formulação que une dois antibióticos a um antifúngico visando cobrir a grande maioria dos agentes causadores de mastites, tanto bacterianas quanto fúngicas. A versão VL possui ainda um anti-inflamatório, para reduzir o quadro inflamatório da glândula mamária.

Paralelamente, possui a linha Agrovet, nas versões Agrovet 5.000.000, Agrovet Plus e Agrovet PS, os quais atendem infecções bacterianas de diversas naturezas, tanto as mastites quanto aquelas que afetam o sistema digestivo, respiratório e locomotor.

Espero que consiga reverter o quadro mencionado e fico à disposição para outros esclarecimentos.


Atenciosamente.

Octaviano"

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