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Entrevista com Prof. Dr. Iveraldo Dutra sobre vacinas e as vacinações no controle das clostridioses (Parte 2)

NOVIDADES DOS PARCEIROS

EM 22/07/2011

2 MIN DE LEITURA

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Entrevista concedida pelo Prof. Dr. Iveraldo Dutra à Vallée S.A, enfocando o estágio atual do conhecimento técnico e científico sobre as vacinas e as vacinações no controle das clostridioses. A entrevista foi dividida em 5 partes.

O Prof. Dr. Iveraldo Dutra é Professor Titular da Disciplina de Enfermidades Infecciosas dos Animais, Faculdade de Medicina Veterinária de Araçatuba, Universidade Estadual Paulista, Araçatuba, SP.

Embora o carbúnculo sintomático seja conhecido como "Mal de Ano", a vacinação de bovinos que ultrapassou esta idade é recomendada?

Iveraldo Dutra: Algumas práticas sanitárias decorrem de aceitação comum e de entendimentos consolidados pelo processo de observação ao longo da vivência própria ou coletiva. Nesse sentido, algumas "verdades" são construídas a partir de observações corretas, mas interpretações equivocadas. De fato, e sob o ponto de vista epidemiológico, a idade de maior probabilidade de ocorrência da forma clássica do carbúnculo sintomático é entre 6 e 30 meses. No entanto, surtos da doença ou mesmo casos esporádicos ocorrem em animais abaixo e acima desta idade. Ocorre que isto não é devidamente diagnosticado pela ausência da prática de se tentar elucidar corretamente as causas de mortalidade. Com efeito, atribui-se à "picada de cobra" todo animal encontrado morto, inchado e com extravasamento de líquido sanguinolento pelas cavidades naturais.

Independente dos questionamentos que surgem quanto às possíveis etiologias e explicações das possíveis causas de mortalidade de bovinos, e das questões operacionais na pecuária extensiva, quando se emprega a vacinação de outras categorias animais os benefícios são certos. Em observações a campo, é nítida a redução da mortalidade de animais quando se vacinam as suas mães contra o carbúnculo sintomático e se antecipa a primo-vacinação para o quarto mês de idade dos bezerros. Assim, mudanças nessa realidade somente são possíveis quando alguém se interessa em levar a informação aos produtores e sensibilizá-los.

Com relação ao botulismo, observa-se que a ocorrência é maior em animais acima de 2 anos. O que acontece com animais jovens? É necessária a vacinação nesta idade?

Iveraldo Dutra: Embora as categorias animais de maior risco do botulismo associado à osteofagia (deficiência de fósforo) sejam as das fêmeas prenhes, animais com idade inferior a dois anos também são acometidos. Nessa faixa etária os animais também desenvolvem a osteofagia, ao mesmo tempo em que são suscetíveis à intoxicações por água ou alimentos contaminados. Assim, a imunização de animais jovens contra o botulismo tem dois propósitos: reduzir as probabilidades de risco de mortes e elevar a resposta imune do rebanho na vida adulta.

As vacinas passam por alguma avaliação do MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) antes de serem comercializadas pela indústria?

Iveraldo Dutra: Desde meados da década de 1980, é realizado o controle oficial das partidas de vacinas comerciais contendo o Clostridium chauvoei. Em seguida, iniciaram-se os mesmos controles nos toxóides botulínicos C e D, com exigências mínimas a serem atendidas. Somente são aprovados os produtos que contenham no mínimo 5 Unidades Internacionais (UI)/ml para o tipo C e 2 UI para o tipo D. Mais recentemente o MAPA ampliou o controle de outras valências de bacterinas e toxóides. Esse processo regulatório representou um grande avanço para a pecuária nacional, com benefícios significativos de todos. Nesse contexto, somente são comercializadas no país vacinas aprovadas nos testes oficiais.



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