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Diarreias - desafios na criação e produção de bezerros

Considerada uma das doenças mais impactantes na criação de bezerros, a diarreia é a principal causa de mortalidade nos animais em fase de aleitamento. Estima-se que mundialmente as perdas relacionadas à diarreia estejam entre 20% e 52% em animais leiteiros e tenham custo aproximado de US$ 33,50 bezerro/ano, sendo estes decorrentes da profilaxia e tratamento, do aumento da susceptibilidade a outras infecções, do retardo no desenvolvimento e do óbito dos animais (CHAGAS et. al. 20115). Para a pecuária bovina de corte brasileira, cerca de 2% de mortalidade em bezerros (BENESI 1999, MOTA et al. 2000).

A diarreia em bezerros é descrita como uma síndrome, pois resulta da interação entre micro-organismos patogênicos e diversos outros fatores como: ausência de imunidade colostral, elevada densidade populacional, alterações drásticas de temperatura e umidade no ambiente, desequilíbrios alimentares, má qualidade do leite fornecido (leite de descarte ou sucedâneo de baixa digestibilidade), condições precárias de saneamento e higiene e falta de capacitação dos responsáveis pelos animais (RADOSTITS, 2010).

Dentre as doenças diarreicas mais prevalentes destacam-se as virais (rotavirose, coronavirose e diarreia viral bovina), as bacterianas (colibacilose e salmonelose) e as parasitarias (criptosporidiose e eimeriose), além das intoxicações e das diarreias de causas nutricionais (CHAGAS et. al. 20115). O rotavírus, o Cryptosporidium spp., o coronavírus e a E.coli enterotoxigênica juntos são responsáveis por 75-95% das infecções dos bezerros neonatais no mundo todo. Em 30% dos casos de diarreia pode não ocorrer identificação de agentes e já Eimeria spp. é predominante após 21 dias pós-nascimento (RADOSTITS, 2010). Assim, é difícil determinar a principal causa da doença em bovinos no Brasil, uma vez que a prevalência dos agentes causais é variável conforme a região do país, idade do animal e o tipo de criação (corte ou leite) (CHAGAS et. al. 20115).

Na presença da enfermidade, ocorre produção de toxinas bacterianas, inflamação induzida por bactérias ou parasitas e atrofia das vilosidades intestinais pela ação de protozoários ou vírus, causando uma hipersecreção intestinal, má absorção e digestão (OLIVEIRA FILHO et. al. 2007). Os sinais clínicos são fezes moles, fétidas, às vezes com estrias de sangue, febre na fase inicial, podendo ocorrer posteriormente hipotermia, inapetência, depressão, orelhas caídas, desidratação e emagrecimento rápido. A causa da morte do bezerro com diarreia está vinculada aos danos acarretados, principalmente pela desidratação com perda de eletrólitos e não diretamente pela ação microrganismo causador (CHAGAS et. al. 20115).

O diagnóstico individual preciso não é primordial já que não afeta o curso das ações a serem tomadas, por isso a reidratação deve ser instituída imediatamente a fim de evitar que as perdas hidroeletrolíticas comprometam as funções vitais do animal (CHAGAS et. al. 20115). A terapia eletrolítica e hidroterapia oral são indicadas nas fases iniciais da doença, casos mais graves e/ou avançados recomenda-se também reposição de líquidos pela via intravenosa mais administração de antimicrobiano, além de um correto manejo nutricional e medidas de higiene de ambiente a fim de controlar da disseminação da doença no rebanho (RADOSTITS, 2010).

Ao escolher o antimicrobiano ideal, é necessário levar em consideração a amplitude do espectro de ação uma vez que a identificação do agente é demorada e as providencias devem ser imediatas para evitar a evolução do quadro.

A prata coloidal ou colargol é uma substância produzida através de nanotecnologia, e possui potente ação bacteriostática. Alguns estudos comprovam que ela também é capaz de causar morte bacteriana por interromper o processo de replicação, respiração e a obtenção de glicose (PAREDES et. al. 2014).

Além de atuar nos agentes causadores da diarreia, o colargol age de forma sistêmica e provoca uma intensa leucocitose aumentando a resistência orgânica do animal em processos infecciosos e exerce ação oxidativa sobre as toxinas bacterianas, reduzindo-as substâncias inócuas ao organismo do animal.

Indicada para diarreias de origem infecciosa, como curso branco, curso negro e curso de sangue. As nanopartículas de prata foram testadas frente a fungos, bactérias gram negativas e gram positivas (E.Coli e S. Aureus respectivamente), inibindo o crescimento destes (PAREDES et. al. 2014), os estudos sobre os demais agentes são escassos, mas sua ação sobre ambos os grupos bacterianos sugere resposta no tratamento de diarreias com essa origem.

A UCBVET possui em seu portfólio o CURSOTRAT, um antimicrobiano à base de prata coloidal, sendo prescrita como primeira opção no tratamento das diarreias devido ao seu mecanismo de ação sobre os microrganismos, ocasionando uma resposta sistêmica e gerando uma melhora no quadro clínico dos animais. Além disso, diferente dos antibióticos, o CURSOTRAR reduz quadro de resistência bacteriana, possibilitando assim um tratamento mais eficaz.  

Por Amanda Jaculi, Médica Veterinária e Analista de Marketing da UCBVET Saúde Animal.

Referências disponíveis sob consulta.

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MOZART DE FIGUEIREDO GALVÃO

RIO DE JANEIRO - RIO DE JANEIRO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 08/11/2018

ESTOU DISPOSTO A EXPERIMENTAR, POIS, A DIARREIA EM BEZERRAS É UM GRANDE PROBLEMA....
JANAINA PAULA DO CARMO

PATROCÍNIO - MINAS GERAIS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 24/10/2018

Há indicação para uso somente do Cursotrat no tratamento ou a indicação é como auxiliar dos antibioticos, no caso, um tratamento conjunto?
VITOR HUGO

REVENDA DE PRODUTOS AGROPECUÁRIOS

EM 31/10/2018

A indicação é para uso somente do cursotrat, não precisa associar com outro antibiótico.
VITOR HUGO

REVENDA DE PRODUTOS AGROPECUÁRIOS

EM 31/10/2018

A indicação é de uso somente do cursotrat, não necessita da associação com outros antibióticos.
EM RESPOSTA A VITOR HUGO
MARCOS ANTÔNIO DE OLIVEIRA FERREIRA

JABOTICABAL - SÃO PAULO

EM 31/10/2018

Prezado Victor Hugo,
Sim,
A recomendação é ser aplicado unicamente. Mas caso tenha algum quandro clínico de difícil tratamento e queira associar à um antibiótico, pode-se fazer tranquilamente, pois, sempre haverá sinergia devido ao Cursotrat ser uma molécula exclusiva.