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Welber Lopes (UFG-GO) responde dúvidas sobre controle de carrapatos em bovinos

NOTÍCIAS AGRIPOINT

EM 12/01/2016

4 MIN DE LEITURA

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No ano passado, alguns leitores do MilkPoint enviaram suas dúvidas sobre Controle de Carrapatos para que o prof. Welber Lopes da UFG-GO respondesse.

Aprender como controlar carrapatos em bovinos é essencial já que, este parasita é considerado um dos maiores causadores de perdas produtivas nos rebanhos.

Se você tem ou já teve dúvidas sobre controle de carrapatos, vale a pena conferir as perguntas abaixo:

Marcelo Machado (Viçosa/MG) - Professor como o Sr. avalia o resultado das novas (e já velhas) "vacinas" contra carrapatos? Pode nos dar um atual estado da "arte”?

Welber Lopes- Olá Marcelo, obrigado pela pergunta! Infelizmente o problema é que a variação genética (sequência de aminoácidos) da glicoproteína BM86 (presentes nas vacinas) é muito diferente nas diversas regiões do Brasil, e por isso elas acabam não apresentando resultados muito satisfatórios! Nós abordaremos mais sobre esse tema também no nosso curso!

Marcelo Xavier (Curitiba/PR) - Viemos notando que os produtos de controle de carrapato existentes no mercado têm tido sua eficácia reduzida. Qual a opinião do professor sobre o uso de homeopatia e o uso de vacinas contra carrapatos?

Welber - Esse é um ponto muito interessante e que muita gente pergunta Marcelo! Com certeza eu abordarei isso em nosso curso. Em relação à vacinação, a variação genética (sequência de aminoácidos) da glicoproteína BM86 (presentes nas vacinas) é muito diferente nas diversas regiões do Brasil, e por isso, elas acabam não apresentando resultados muito satisfatórios!

Agora em relação à Homeopatia, apresentarei resultados obtidos à campo em estudos realizados por mim no seu Estado (Paraná), e também, de outros pesquisadores realizados em outras regiões do Brasil.

Irauto Melo (Correntes/PE)- Por que ainda não criaram a vacina contra o carrapato?

Welber - Olá Irauto! Na verdade existe vacina, ela não protege muito bem, mas existe! A resposta é um pouco complexa e extensa, mas envolve fatores econômicos (muito caro), e também de tempo. Para se fazer uma vacina, leva-se em média cerca de 25 anos, enquanto que um produto químico sintético, cerca de 5 a 10 anos, e o valor é bem menor para se criar um produto sintético (em torno de U$5 milhões), em comparação ao da vacina (em torno de U$25 milhões)! Existem vários pesquisadores estudando antígenos vacinais contra o carrapato bovino, e quem sabe num futuro não tenhamos algo que realmente de um resultado satisfatório!

Júlio Busignani- Professor, é um erro pensar que em épocas de clima frio existe uma baixa infestação na propriedade?

Welber- Olá Júlio, isso depende de que ponto você esta se referindo! Sobre as pastagens, sim, temos menor infestação no inverno. Sobre os animais também (exceto no Nordeste cuja as temperaturas do inverno são mais amenas em comparação a outras regiões do Brasil, e neste caso podemos ter problemas com carrapato o ano todo), mas conheço propriedades da região Sudeste do Brasil, em que esporadicamente precisam realizar o tratamento dos animais no inverno em função da infestação! O ano passado mesmo isso aconteceu em uma propriedade! Existem alguns fatores que podem ocasionar isso, e durante o curso continuamos nossa conversa, ok?

Paulo Leal (Rio de Janeiro/ RJ)- A colostragem ajuda na resistência do bezerro recém nascido ao carrapato? Após qual período devemos nos preocupar com TPB?

Welber- Paulo, o mecanismo científico do porque isso ocorre não está totalmente esclarecido, mas sabe-se que na prática bezerros que mamam o colostro e também o leite de vaca (e não leite em pó), são mais resistentes tanto ao carrapato quanto à TPB. Possivelmente fatores desconhecidos presente no colostro ou no leite das vacas, auxiliam na resistência destes bezerros. Deste modo, o carrapato e a TPB tornam-se mais preocupantes depois da desmama até ±15 meses de idade! Durante o curso, poderei te enviar mais trabalhos relacionados ao assunto, pode ser?


Jolvane Alves de Meira (Dois Vizinhos/PR) - Qual a melhor estratégia de controle, tratando-se de animais em free-stall? Pensando apenas em TPB, tu recomendarias esses animais permanecerem durante o período de secagem no campo?

Welber- Olá Jolvane, obrigado pela pergunta! A princípio eu te responderia sim, pois é durante esta fase que estes animais vão adquirir carrapatos e conseqüentemente a imunidade contra TPB e passar isso via colostro para os bezerros, e mesmo em menores proporções pelo leite (caso os bezerros sejam amamentados com leite das vacas). Agora como cada propriedade é uma realidade diferente, antes de eu te afirmar para fazer isso eu te perguntaria: Você já teve casos de TPB em vacas secas em sua propriedade?

Ricardo Sasías (Santa Cruz/ Bolívia): El futuro del control de garrapata será químico, biológico, inmunitario, ó una combinación de ellos?

Welber- Olá Ricardo! Na minha opinião o controle químico vai continuar prevalecendo durante um bom tempo, entretanto, a idéia seria diminuir a dependência do controle químico, com a descoberta de uma vacina ou algum método biológico, por exemplo! Ou seja, respondendo sua pergunta: estamos tentando buscar uma combinação de todos os métodos que você descreve, para tentar diminuir a dependência do químico!
No nosso curso iremos abordar o “quanto andas” cada uma destas outras ferramentas de controle.


Se você também quer esclarecer suas dúvidas sobre controle de carrapatos em bovinos, participe do Curso Online "Controle estratégico do carrapato bovino - Rhipicephalus (Boophilus) microplus" , com o prof. Welber Lopes (UFG-GO).

Welber responderá as dúvidas dos alunos durante todo o período do curso, através do fórum de perguntas!

O curso começará no dia 27/01 e você já pode se inscrever clicando aqui.

Ou entre em contato:
(19)3432-2199
cursos@agripoint.com.br
Whatsapp (19) 99817- 4082

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