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Ricardo Soave: "nosso projeto leiteiro é recente, mas já apresenta indicadores técnicos de alta eficiência"

“A primeira pessoa que nos falou muito bem de leite foi o Prof. Moacyr Corsi, da ESALQ/USP. Na época não pensávamos em investir em produção de leite, mas a sementinha ficou em nossa mente. Na época tínhamos como certo que a atividade leiteira era pouco rentável e muito trabalhosa. Em 2010, meu pai Carlos Alberto Soave, após sair de uma sociedade na área de nutrição animal, queria investir em um projeto agropecuário. No início pensamos em gado de corte, mas após muita conta, estudo e uma palestra do Artur Chinelato no Simpósio de Pastagem da ESALQ em setembro de 2011, resolvemos partir para o leite”.

ricardo soave - interleite brasil

Foi assim que começou a história da Fazenda Santa Vitória, localizada em Uberlândia/MG. A propriedade pertence a Carlos Soave e, seus filhos Ricardo Soave e seu irmão Marcelo Soave, trabalham com ele. Todos eles são engenheiros agrônomos formados na ESALQ/USP em Piracicaba/SP.

ricardo soave - interleite brasil “Após tomarmos a decisão de produzir leite, fomos conversar com o Prof. Adilson Aguiar, nosso consultor até hoje, que nos ajudou na elaboração e estruturação do projeto. Desde o início contamos com a ajuda do médico veterinário Marco Antônio Pádua Carvalho, que também é nosso consultor. Em maio de 2015, após termos todas as licenças ambientais para iniciar a atividade, começamos a construção da ordenha, pivô e estruturas da Fazenda Santa Vitória. Em novembro de 2015 as primeiras vacas começaram a parir”, destacou Ricardo, que será um dos palestrantes do Interleite Brasil 2017. A palestra dele comporá o painel “Por que investir no leite?” e abordará o seguinte tema: “Estruturando um modelo de produção de alta performance econômica”.

O evento deste ano terá apresentações de produtores e técnicos, divididas nos painéis temáticos:

- Por que investir no leite?;
- Começando do zero: desafios, aprendizados e expectativas;
- Produção de leite, mercado e rentabilidade: vamos aos números;
- Inovação e futuro;
- Tecnologia aplicada;
- Conforto, reprodução e sanidade;
- Produtores em destaque: gestão para resultados consistentes.


Segundo Ricardo, a princípio, a produção era de 75 litros/dia. “Após três meses, estávamos produzindo 1.500 litros/dia. No primeiro ano de produção, eu e meu irmão Marcelo fazíamos parte da mão de obra de ordenha pois não tínhamos escala para ter muitos funcionários e para treinar nossa equipe. Este período foi fundamental para nos dar segurança nos manejos e procedimentos que passávamos para a equipe. Hoje o ‘time’ está formado e não estamos mais no fosso ordenhando, mas estamos sempre treinando, monitorando os processos e ajudando nos manejos rotineiros”.

ricardo soave - interleite brasil

Hoje a produção média é de aproximadamente 12,8 litros/vaca. O rebanho, composto por animais da raça Jersey, contém 878 cabeças, sendo 402 em lactação. Até o final do ano, a ideia é atingir a maturação da primeira fase do projeto, ordenhando 563 vacas e produzindo mais de 7 mil litros/dia.

Apesar de ser um projeto relativamente recente (a primeira ordenha foi feita em novembro de 2015) já apresenta indicadores técnicos de alta eficiência. A meta do projeto é ter 2 mil vacas em lactação e 30.000 litros/dia em 240 ha de pasto irrigado com pivô central e 150 ha de sequeiro, divididos em duas fazendas (Santa Vitória e 3 Meninas). De 2013 até junho de 2014, a 3 Meninas foi estruturada para a chegada das novilhas importadas de Santa Catarina, onde foram recriadas.

ricardo soave - interleite brasil

“Nosso sistema de produção é a pasto sob irrigação com suplementação apenas de concentrado. Nosso diferencial de produção é a qualidade constante do leite. Nossa CBT está entre 3.000 ufc/mL e 5.000 ufc/mL e a CCS sempre abaixo de 200 células/mL. Outro ponto de destaque é a sanidade. Desde as primeiras importações, todos nossos animais são testados negativamente para brucelose e tuberculose. O Sistema MDA da Clínica do Leite tem nos ajudado a manter o foco, padronizar os procedimentos, processos e melhoria constante dos resultados”.

Ricardo acredita que para a obtenção de um leite de qualidade é necessária mão de obra treinada e engajada. “Para isso, nossa equipe é treinada a fim de termos o melhor processo de ordenha possível, condução de vacas sem estresse e evitar lama nos pastos. Nossos colaboradores sabem executar todas as tarefas da fazenda, para que as atividades sejam feitas sempre do mesmo modo, mesmo na ausência de um deles. Os desafios são muitos em um sistema a pasto, pois não controlamos o ambiente onde as vacas passam a maior parte de suas vidas. Nosso maior desafio é fornecer o melhor capim para as vacas na quantidade necessária. Para isso, medimos a produção e a qualidade da forragem e dividimos os piquetes para que os lotes, após cada ordenha, sempre entrem em uma área ainda não pastejada para consumirem forragem em quantidade e qualidade adequadas”.

ricardo soave - interleite brasil

Outro desafio que eles enfrentam é a formação de barro nos piquetes. Como o projeto é novo, ainda há curvas de nível que acumulam água na época das chuvas, fazendo com que tenham que cercar essas áreas para as vacas não terem acesso. “Mas com certeza, além desses desafios apontados, nosso maior gargalo até o momento tem sido a criação de bezerras. Como nosso bezerreiro é coletivo, tivemos que fazer várias mudanças de procedimentos para controlar a mortalidade, que foi muito alta no primeiro ciclo de parição”.

As áreas de preservação permanentes (APPs) e de reservas legais são cercadas com curvas de nível para evitar erosões. “Como as vacas ficam no pasto o dia todo, a vida delas é bem tranquila. Estamos estudando maneiras de molhar as vacas no pasto para melhorar o conforto em dias quentes. A maior parte da criação das bezerras é de forma coletiva e no início elas ficam em um barracão. Nossos colaboradores são orientados a manejar as vacas de forma tranquila e sem estresse. Na fazenda, também são utilizados dejetos de suínos e aves de corte como parte da adubação. Não usamos cavalo para manejar o gado. Acreditamos que para um negócio ser sustentável, ele precisa ser lucrativo e para isso acontecer, a fazenda, os animais, os funcionários e nossos clientes, têm que ser muito bem cuidados. Pela experiência adquirida, podemos concluir, dizendo: a atividade leiteira pode ser rentável; continua sendo muito trabalhosa, mas, é extremamente prazerosa”, finalizou.

ricardo soave - interleite brasil

Ficou interessado? Conheça todos os produtores que compartilharão as suas experiências neste ano, suas respectivas fazendas e todo o corpo técnico selecionado ‘a dedo’ pela Equipe AgriPoint para palestrar no Interleite Brasil 2017. O evento ocorrerá nos dias 02 e 03 de agosto. Confira a programação completa no site www.interleite.com.br

O evento já conta com mais de 900 participantes!

Para quaisquer informações ou dúvidas sobre o evento envie um e-mail para eventos@agripoint.com.br ou ligue para (19) 3432-2199


patrocinadores Interleite Brasil 2017

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GENIVALDO

JEREMOABO - TOCANTINS - ESTUDANTE

EM 02/08/2017

Ôba! muito boa experiência compartilhada, obrigados a todos e meus parabéns aos proprietários.