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Menos antibióticos, menos custos e mais consumidores

POR SAVIO SANTIAGO

SÁVIO SANTIAGO

EM 21/11/2019

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Uma boa gestão é sempre o caminho mais curto para o sucesso de qualquer empreendimento. E o principal caminho para tornar um negócio bem gerido, lucrativo e sustentável é reduzir desperdícios e eliminar custos desnecessários. Maximizar faturamento também é desejável e isso só possível quando ganhamos em posicionamento de mercado. Só agregamos valor quando conquistamos consumidores e aumentamos a procura pelo nosso produto.

A mastite é a principal causa de insucessos na pecuária de leite. É uma doença que provoca uma associação desastrosa de altos custos de tratamento e aumento no desperdício com descarte de leite. Seria bom se fosse só isso. Animais submetidos a sistemas que não priorizam o controle estratégico da doença, participam de um ciclo infeccioso incessante que só eleva continuamente o número de casos clínicos e subclínicos.

Esses animais que são parte considerável do ativo da fazenda se desvalorizam parcial ou totalmente, fazendo da mastite uma máquina de geração de pobreza e fracasso.

Buscar dados e utilizá-los, mudar conceitos, manejo e bons procedimentos sempre terão fundamental importância na virada da chave de um sistema de constante infecção para uma fazenda que melhora índices, qualidade do leite e a saúde do rebanho.

Mas a que preço?

A história da pecuária de leite profissional passa pela recomendação técnica de que quando uma vaca apresenta sintomas de mastite clínica deve ser imediatamente tratada. Isso envolve detecção dos sintomas, administração de antibióticos e descarte do leite durante esse período.

Com eficácia relativamente boa, essa recomendação se tornou uma técnica enraizada e disseminada, mas que hoje em dia podemos afirmar ser economicamente inviável. A preocupação não é só da formação de custos dentro da fazenda.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) mantém recomendação para que produtores de alimentos deixem de usar antibióticos de forma rotineira e indiscriminadamente. Em alguns países, 80% do uso total dessas drogas está concentrado na produção animal.

A preocupação é caso de saúde pública: o uso excessivo e indiscriminado de antibióticos tanto em animais como em seres humanos contribui para o risco da criação de resistência das bactérias aos medicamentos, inclusive aquelas que provocam em seres humanos os mais diversos tipos de doenças.

Uma publicação da revista The Lancet Planetary Health em 2017, lança luz sobre uma nova tendência mundial na prática da redução sistemática de antibióticos. Segundo a publicação, as intervenções de restrição e diminuição no uso das drogas tiveram efeito positivo na queda de 39% da resistência à antibióticos em grupos de animais testados.

Mesmo que o setor garanta que os produtos lácteos estão livres de resíduos, os consumidores estão demonstrando preocupação constante com a forma que produzimos e não somente nesse tema, mas em outros conectados com o meio ambiente, bem-estar animal e com o impacto social da atividade.

Haverá potencial ganho de mercado para produtores de alimentos que conseguirem comunicar a adoção de boas práticas que garantam a produção sem resíduos, além de ações efetivas no sentido da redução do uso de antibióticos nos sistemas de produção.

Voltando para o universo dos custos de produção, uma mastite clínica em um animal de boa produção pode representar um desembolso de 350 a 700 reais entre o custo da droga e o descarte do leite. Parafraseando a grande referência no assunto, o professor Marcos Veiga, quando um animal apresenta os sintomas, normalmente colocamos uma venda nos olhos e tratamos sem conhecer a causa do problema.

Diversos estudos recentes, além de outros nem tão novos, comprovam que é viável aguardar um teste de cultura pelo período de 24 horas para tomar a decisão de tratar ou não o animal acometido dos sintomas. Animais com resultado negativo e com diagnóstico de bactérias gram-negativas, na grande maioria das vezes, não necessitam de tratamento com antibióticos e portanto, podem ter somente o descarte do leite que apresente grumos ou instabilidade.

"Parafraseando a grande referência no assunto, o professor Marcos Veiga, quando um animal apresenta os sintomas, normalmente colocamos uma venda nos olhos e tratamos sem conhecer a causa do problema".

Conhecer as bactérias em uma rotina de combate a mastite clínica tem extrema representatividade econômica. Segundo estudos, em média 50% dos casos dispensam intervenções com antibióticos. Em uma fazenda de 100 vacas com a média de mastite clínica nacional podemos estar falando de 2.500 a 4.000 reais por mês entre o custo das drogas e o descarte de leite.

Pensando em tudo isso, estamos promovendo na Verde Campo em parceria com a startup On Farm, a instalação de minilaboratórios para o teste de cultura bacteriológica em todas as fazendas. Eles são dotados de atendimento remoto aos produtores e de um aplicativo muito prático adaptável a qualquer nível de produção.

Vamos sair na frente mais uma vez buscando atender nossas crenças principais e levando benefícios aos nossos parceiros produtores de leite.        

Leia também > OnFarm recebe aporte de fundo de investimento

SAVIO SANTIAGO

Gestor de Matérias Primas Lácteas da Verde Campo,
empresa do grupo Coca-Cola especializada em lácteos saudáveis. Pioneira na produção de produtos sem lactose. Tem na linha produtos reduzidos em sódio, zero açúcar e proteinados.

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IDIALENE PICCOLI FARINA

BARRA DO RIO AZUL - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 25/11/2019

Como manter a cama do compot bar sem bactérias
SAVIO SANTIAGO

LAVRAS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 27/11/2019

Boa tarde Idialene,

Você deve seguir recomendações de um profissional especializado da sua região,

Basicamente deve controlar umidade e temperatura e revolver a cama periodicamente possibilitando que a compostagem aconteça de forma eficiente.
Obrigado por participar
WAGNER DURAES DE OLIVEIRA

CASCAVEL - PARANÁ - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 25/11/2019

Adorei o site.pode mandar mais informações
ADEMAR VENANCIO DE OLIVEIRA JUNIOR

OUTRO - GOIÁS - PESQUISA/ENSINO

EM 25/11/2019

Parabéns pelo artigo. Como fico sabendo mais sobre esse minilaboratórios para o teste de cultura bacteriológica.
SAVIO SANTIAGO

LAVRAS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 27/11/2019

Boa tarde !

Consulte a parceira OnFarm

www.onfarm.com.br