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IN 62: postergar limites de qualidade é bom para os produtores?

Se aproxima mais uma data limite para se intensificar os padrões de qualidade no Brasil. Pela regra de origem, a Contagem Bacteriana Total (CBT) deveria ter seu limite alterado de 300.000 UFC/ml para 100.000 UFC/ml e a Contagem de Células Somáticas (CCS) passaria de 500.000 CCS/ml para 400.000 CCS/ml como padrão máximo.

Sempre que datas determinadas para mudanças se aproximam, surgem pressões protelatórias de várias origens. Elas têm como principal argumento, a necessidade de manter produtores na atividade, desenhando um risco social que o maior refinamento pela qualidade do leite causaria. Pude verificar nos últimos dias em redes sociais, produtores divididos quanto ao tema. Alguns contrários às mudanças, misturando o assunto com questões relativas a mercado e a formação de preços de leite. Outros demonstrando decepção com a possibilidade de mais uma postergação dos limites.

Essas reações surgiram a partir de uma manifestação do Ministério da Agricultura que sinalizou uma proposta de manutenção dos níveis máximos da CBT e da CCS com algumas mudanças relativas aos prazos de adequação no caso da CBT, além de intensificar a educação continuada para a CCS. Apareceu também nessa proposta um manifesto em favor da implantação das Boas Práticas e a redução da temperatura de recepção do leite de 10°C para 7°C nas plataformas industriais.

A produção de leite no Brasil na atualidade tem passado por uma intensa demanda por ganho de eficiência, tanto na produção primária como na industrialização. O ano de 2017 foi um grande desafio para cadeia. Com o consumo comprometido pela crise, ficou muito claro que o setor é totalmente dependente do mercado interno. Não existe válvula de escape para o leite no Brasil. Se a produção em algum momento se descompassa com a demanda, o mercado entra em colapso até que a produção se reduza pelo efeito da inviabilidade econômica naquele momento, ou seja: a produção cai porque em um passado recente ela própria contaminou o mercado doméstico.

Muitas teorias surgem, no sentido de que o custo Brasil inviabilizaria qualquer movimento de exportações de leite. Mas em determinados momentos, é melhor vender leite em pó abaixo do custo para fora do que vender UHT também abaixo do custo contaminando um mercado interno de 200 milhões de consumidores. A prática tem mostrado que períodos de descompasso na oferta e na demanda precisam no mínimo de um semestre para se auto regularem.

Ações protelatórias que deveriam estar mantendo produtores na atividade e evitando um desequilíbrio social, na verdade estão tendo efeito inverso. O consumidor nacional tem adotado um comportamento cada vez mais seletivo quanto a qualidade e composição dos produtos, com mais velocidade que o setor e entidades fiscalizadoras. Essa tendência tem motivado mudanças nas fazendas e nas indústrias e os limites oficiais são vistos por muitos como obsoletos.

Em 2005 o país produziu 24,6 bilhões de litros e o IBGE constatou que haviam 930 mil produtores de leite vinculados às indústrias com inspeção sanitária. Esses produtores representavam apenas 65,8% do leite nacional “formal”.

Em 2016 a produção total e a produtividade cresceram. Foram produzidos 33,62 bilhões de litros com 250 mil produtores vinculados a indústrias com inspeção sanitária. Mesmo com 680 mil produtores formais a menos, ainda registramos 31% de leite informal.

Esses números evidenciam que postergar qualidade não mantem produtores na atividade, mas na verdade provoca crises de tempos em tempos que os exclui, sendo esses em sua maioria os formais. Portanto essas medidas são na verdade de exclusão.

Imagens 1 e 2: a granelização, grande marco do setor no Brasil teve grande resistência.

A “seleção natural” é por característica mais traumática. Produtores mantidos a margem, destinados fatalmente a inviabilidade, não têm recursos para provocar evoluções genéticas, sanitárias, nutricionais e de gestão que o setor precisa. Ainda patinamos ao redor de 1.700 litros produzidos por vaca ano por exemplo. O setor sangra lentamente, e o ineficiente provoca crises de oferta que faz sofrer o eficiente, inviabilizando também fazendas promissoras que deveriam estar puxando para cima os números nacionais.

Contagem Bacteriana Total de 300.000 UFC/ml representa na prática um leite com alta contaminação. No dia a dia, identificamos falhas grosseiras de higiene e frio em fazendas com CBT acima de 30 mil UFC/ml. É perfeitamente possível, através de um programa de Boas Práticas como manifestou o MAPA, estabelecer um limite de 100.000 UFC/ml. Esse passo certamente daria um salto na qualidade média do leite, possibilitando em um futuro próximo trazer o limite para 50 mil UFC/ml e dando argumento para as entidades setoriais abrir mais mercados para o leite nacional ao redor do mundo.

Manter a CCS como padrão de monitoramento em 500 mil CCS/ml é coerente desde que haja um plano de educação continuada sério por parte da indústria e uma conscientização intensa dos produtores quanto aos prejuízos altíssimos causados pela mastite nas fazendas.

Nesse momento, o setor precisa dar um passo importante rumo a qualidade do leite. Esse passo é inclusivo, vai ajudar os produtores a se manter na atividade. Precisamos de leite seguro de qualidade e que propicie melhores condições comerciais para a cadeia.        

trofeu agroleite 2018 

SÁVIO SANTIAGO

Gestor de Matérias Primas Lácteas da Verde Campo,
empresa do grupo Coca-Cola especializada em lácteos saudáveis. Pioneira na produção de produtos sem lactose. Tem na linha produtos reduzidos em sódio, zero açúcar e proteinados.

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GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 12/06/2018

Prezado Wagner Alves Guimarães: Tivemos dezessete anos para "formar uma mão de obra". Se ainda não conseguimos, quando será? Por outro lado, precisamos parar de pensar que a "maior parte do leite produzido que chega na industria e ao mercado" vem dos pequenos produtores, porque isso não é a realidade. O grande volume de leite nacional vem das grandes e médias fazendas, que produzem acima de 3.000 litros/dia e que detêm, com toda a certeza, a tecnologia e a capacidade de atender, com plenitude, às normas da Instrução Normativa 62. Quanto ao conhecimento, as empresas laticinistas sérias têm, via de regra, feito sua parte, orientando, disponibilizando assistência técnica aos seus fornecedores, até mesmo para poder cobrar deles a qualidade necessária. Os que estão desassistidos são os que fornecem para empresas que deveriam sair do cenário, que aceitam leite em latão, tirado manualmente, no barro, sem quaisquer condições de sanidade e higiene. Se não implementarmos, o quanto antes, as disposições legais existentes, nunca seremos exportadores, porque, ao contrário do mercado interno, o internacional exige qualidade impecável.
Grande abraço,

GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO
ALFA MILK - FAZENDA SESMARIA - OLARIA - MG
www.alfalatte.com.br
VAGNER ALVES GUIMARÃES

VOTUPORANGA - SÃO PAULO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 11/06/2018

Estão claras todas as informações técnicas conforme I.N. 62, porém o que vejo é uma necessidade latente em formar uma mão - de - obra para produtores e profissionais de ordenha pois são eles, médios e pequenos produtores responsáveis pela maior parte do leite produzido que chega na indústria e ao mercado.
Empresas, governo e o próprio seguimento lácteo em um esforço em conjunto, abrir as porteiras e levar o conhecimento como produzir leite com qualidade assegurada.
O Brasil precisa ser reconhecido não somente pelo volume e sim pela qualidade do leite que produz.
GILSON GONÇALVES COSTA

GOIÂNIA - GOIÁS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 02/05/2018

Em outra oportunidade disse, sobre esse tema, que talvez em 2112 chegaremos aos índices previsto pela IN 51depois substituída pela IN 62.
Ao invés de os produtores terem de se adequarem a IN tem burocratas que acham que a IN é que deve se adequar aos produtores. Por isso, como bem lembrado pelo autor desse texto, vários bons produtores estão saindo da atividade, uma vez que, para produzir leite com qualidade, os custos aumentam bastante e aí competir com quem não tem essa obrigação, é o mesmo que entrar numa luta inglória.
O correto era os Laticínios serem proibidos (de fato) de receberem leite fora dos padrões exigidos, ou melhor, praticar o que está escrito na IN 62. Simples assim...
Gilson G Costa
JOSÉ FRANCISCO G. WARTH

CURITIBA - PARANÁ - PESQUISA/ENSINO

EM 26/04/2018

Sobre produtos milagrosos para Mastite: parafraseando o padre Quevedo: Non existe! O que existe são bactérias que danificam o úbere e deixam rastros muitas vezes através de fibroses internas e difusas que atingem o processador glandular do leite e fazem com que a produção leiteira daquele quarto diminua. Quanto as sensibilidades bacterianas aos antimicrobianos, estas são muito variáveis e imprevisíveis .Então se faz necessário conhecer as sensibilidades através do antibiograma. Uma vez conhecendo, caso não tenha evoluído pra cronicidade com abscessos e fístulas, há realmente chances de cura da mastite clínica. Caso tenha evoluído para formação de abscessos internos, cheios de pus, impenetráveis aos antimicrobianos não há produto milagrosos. A solução é secar o quarto ou descarte da vaca para não disseminar o agente para todo o plantel. Não chegando a este nível, o que eu acho que realmente previne a Mastite Clínica é não deixar a subclínica evoluir para a clínica. Então, realizar exames microbiológicos para detectar mastites sub-clínicas identificando o agente infeccioso e suas sensibilidades no final do período de lactação. Escolher então um produto que contenha o ou os antimicrobianos eficazes para aquele ou aqueles agentes bacterianos que estão provocando a mastite subclínica desta propriedade e tratar no período seco de maneira a prevenir durante o pré parto uma evolução infecciosa que trará problemas!! Quais agentes são os piores a meu ver: Archanobacterium pyogenes, Prototeca zopfii. Nocardia asteroides e Stapylococcus aureus (quando evoluiu para abscesso!
Prof: José Francisco
RICARDO DE MACEDO CHAVES

SÃO LUÍS - MARANHÃO - PESQUISA/ENSINO

EM 25/04/2018

Excelentes colocações Roney. Precisamos ver também o lado do pequeno e médio produtor, que sempre enfrentam dificuldades e se deparam com exigências, que tendem a crescer por força do mercado. Não existindo contra partida da industria e porque não do governo, com isso muitas vezes inviabilizando o negócio. Muito difícil, mas lutaremos por um Brasil Justo e Perfeito. TFA.'.
SÁVIO SANTIAGO

LAVRAS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 25/04/2018

Caro Ricardo,

É exatamente isso que defendemos

Uma educação continuada seria por parte da indústria e a definição de limites com regras bem definidas para que os produtores tenham compromisso em melhorar,

O que vemos até hoje são a maioria das indústrias não se comprometendo e muitos produtores "sentados" em cima de prorrogações de prazo,

Acredite, a grande maioria está buscando melhorar e muitos estão melhorando. Um bom mercado tem por premissa ter um bom produto,

Obrigado !!!
RONEY JOSE DA VEIGA

HONÓRIO SERPA - PARANÁ - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 25/04/2018

Bom dia amigos. Sou produtor de leite há 10 anos, entrei na atividade com muita teoria e pouca prática, o que acabou por me ensinar que existe uma enorme diferença entre as duas coisas, e que implementar teorias é , não só na atividade leiteira , o maior desafio para um gestor!
Nesse tempo de atividade conheci muitas realidades da produção leiteira, conheci grandes propriedades que produzem 5.000 litros dia, e também conheci o produtor de 50 litros dia, e vi que o mercado é cruel tanto com um quanto com outro.
Falo de mercado a princípio pois ao meu ver ele é o grande formador de preços, que nos últimos 10 meses tem castigado tanto o grande, quanto o pequeno produtor; e ele funciona da seguinte maneira: Quando sobra leite para a Indústria, ela baixa o preço, quanto falta, sobe o preço; simples assim. Mas essa simplicidade esconde um mal que na minha opinião prejudica a cadeia, porque trata apenas da elação entre dois elos, produtor e indústria, e exclui talvez o mais importante que é o varejo e atacadistas, essa ponta que acaba por regular os estoques e mandar na demanda, pois na grande maioria das vezes seu preço é inelástico em períodos de preço baixo ao produtor, e isso é nefasto!
Nesse ponto faltam políticas , e digo políticas não governamentais, mas políticas entre os elos do setor, para que os preços ao produtor e ao consumidor andassem juntos; ajudaria muito a regular oferta e demanda mantendo os preços mais estáveis para todos!
Agora a questão de qualidade. Concordo que produzir com qualidade é de certa forma obrigação, mas também concordo que deve haver estímulo para isso. Para se ter CBT baixa não é muito difícil do ponto de vista de higiene, mas demanda investimento do ponto de vista da infra-estrutura , leia-se tanque de expansão!
Para CCS , a higiene já ajuda muito na redução, mas o que dificulta mesmo é a infra-estrutura e Plantel, e aí os investimentos são muito altos e o retorno é a longo prazo!
Então pergunto: Existe no Brasil de hoje, condições favoráveis para investimentos de alto valor no setor de produção de leite, que possa levar os produtores aos índices desejados pela Indústria, mas que na verdade não são remunerados por ela, em sua grande maioria?
Falo de caso próprio pois há dois anos passei a fornecer para uma dessas que dizem pagar por qualidade, e o que ficou na prática foi um aumento de custos e, para minha decepção e surpresa, até casos de fraude em análise por parte do Laticínio foi detectada, para justificar preços mais baixos!
Acredito que devemos sempre ir em busca de melhorias, mas com os pés no chão, sem fazer loucuras, e isso leva tempo. Por isso não devemos "matar" o produtor, que por uma razão ou outra, quer e precisa desse tempo.
O Brasil tem coisas que só existem aqui, e na atividade leiteira não é diferente, e isso exige soluções que sejam adequadas a nossa realidade, ou realidades. Canetadas importadas não resolvem nada!
Por um Brasil mais Justo e Perfeito.:
SÁVIO SANTIAGO

LAVRAS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 25/04/2018

Roney,

Concordo com a lógica do que vc colocou mas discordo de parte dos "mecanismos"

Certamente quando sobra leite a indústria cai e quando falta ela sobe. Isso não exclui de forma nenhuma o atacado e o varejo. Quando sobra qualquer produto a oferta sobe e os preços caem: essa é a lei máxima de mercado: oferta e procura.

O que tratamos aqui foi da possibilidade do país ter uma válvula de escape que eliminasse o máximo possível a contaminação do mercado interno pelo excesso de leite: a exportação

Isso não se dará com leite ruim. Postergações dos prazos não estão ajudando em nada essa dinâmica, e temos ainda 30% de leite informal no país,

Sobre o fato de você achar que existem altos investimentos para se ter qualidade, discordo também. Temos varios produtores com estrutura bem simples e com resultados excelentes, inclusive muitos que tinham resultados ruins no passado. Nossas médias hoje: CBT 13 CCS 330

Acho inclusive o contrário, além de não implicar em grande investimento, CCS alta implica em grande CUSTO para os produtores. De oportunidade pela redução da produção e direto pelo aumento com gastos de medicamentos, descarte de leite e vacas,

O caminho para um melhor regramento de mercado passa pela qualidade. Isso não só no produtor,

Eu acredito que muitos produtores e indústrias continuarão a deixar a atividade por não ter essa visão

Obrigado pela participação !
GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 26/04/2018

O problema, Roney José da Veiga, é que este "tempo" que você embandeira já foi dado e, nada se fez, na grande maioria dos casos. Entre a edição da Instrução Normativa 62 e hoje, já se passaram dezessete anos. Até quando vamos esperar que os estagnados resolvam agir? Até quando, os que fizemos nossa parte e produzimos com qualidade, vamos ficar sendo prejudicados pelos que andaram na contramão disso, escudados na falta de fiscalização - que permite, ainda hoje, transporte de leite em latões e produção de queijos e outros derivados sem quaisquer normas de higiene, com adulterações e riscos à saúde pública - e, até mesmo, na certeza da impunidade? Até quando vamos sofrer com o excesso de leite no mercado, alavancado, justamente, por esses que não fizeram sua lição de casa e que despejam nele (mercado) milhões de litros sem qualidade, competindo com o nosso? Essas são perguntas simples que, se forem respondidas com seriedade, talvez, mudassem a perspectiva da cadeia produtiva que hoje se tem. Como bem afirmou o amigo Sávio Santiago, qualidade custa dinheiro, mas, a falta dela, muito mais!!! Pense nisso!!!!
NORMANDO DA SILVA SANTIAGO

MONTENEGRO - RONDÔNIA - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 25/04/2018

bom dia! a falta de educação sanitaria e as boas praticas de ordenha teria quer ser obrigado na fazenda, existindo o selo de qualidade pelo os orgãos gorvenamentais ,so assim o produtor seria quer fazer uma boa higienizaçao, quando se tem compromisso com a higiene nao precisar ter preço alto ou baixo,higienização vem de educação e responsabilidade.
SÁVIO SANTIAGO

LAVRAS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 25/04/2018

100% verdade
TIZIANO FRANCO

BEBERIBE - CEARÁ - INDÚSTRIA DE INSUMOS PARA LATICÍNIOS

EM 25/04/2018

Parabéns pelo texto! Sou representante de uma empresa de biotecnologia italiana que vende em muitos Países um produto perfeito para reduzir as mastites, fazendo assim reduzir o número de células somáticas no leite. Exportamos entre outros nos Eua, Canadá e acho que seria perfeito para o Brasil.
SÁVIO SANTIAGO

LAVRAS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 25/04/2018

Excelente, tem meu contato no texto. Vamos conversar sobre o seu produto
TARLEI TELIO VINHAL

CARMO DO PARANAÍBA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 26/04/2018

O famoso pozinho mágico? Já joguei muito $ fora nunca mais vai nessa!
EM RESPOSTA A SÁVIO SANTIAGO
TIZIANO FRANCO

BEBERIBE - CEARÁ - INDÚSTRIA DE INSUMOS PARA LATICÍNIOS

EM 26/04/2018

Obrigado senhor Sávio! Desculpe mas não encontrei o seu contato no texto. O meu é tizianorepresentante@gmail.com WhatsApp 85 997491215
RICARDO DE MACEDO CHAVES

SÃO LUÍS - MARANHÃO - PESQUISA/ENSINO

EM 25/04/2018

Parabéns Dr. Sávio Santiago. A empresa ou o produtor de leite tem que ter em mente, que as boas práticas de higiene implica diretamente na qualidade do leite produzido. Produzir leite é coisa séria e temos a responsabilidade de manter essa qualidade.
SÁVIO SANTIAGO

LAVRAS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 25/04/2018

Obrigado professor!
ADRIANA.HAROLDO035@GMAL.COM

EM 25/04/2018

Parabens meu amigo,belo texto
Qualidade de leite não deveria ser caso de lei e sim uma obrigaçao de uma empresa que produz alimento
Pois e o que esta faltando entrar na cabeça , da endustria e dos produtores de leite no brasil:
Fazenda é uma empreza e leite e um alimento saudavel
Abraço amigo !!!
SÁVIO SANTIAGO

LAVRAS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 25/04/2018

Valeu
ADRIANA.HAROLDO035@GMAL.COM

EM 25/04/2018

Concordo com você meu amigo
Já estava na hora desses padrois ter mudado, mais o mais dificel e mudar a cabeça dos produtores .
Pois qualidade não deveria ser imposta por lei ,e sim um dever de casa de uma propriedade que produz um alimento tão rico (em todos os sentidos) como e o leite .
Mas continuo acreditando que isso vai mudar , e me preucupando com qualidade ,que hoje esta cbt abaixo 10 e ccs abaixo de 200 .
Um abraço !!!
SÁVIO SANTIAGO

LAVRAS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 25/04/2018

Valeu mestre, vcs são exemplo de qualidade e compromisso com o setor
MÚCIO PAIXÃO DE ARAÚJO

LUZ - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAPRINOS DE CORTE

EM 24/04/2018

Se não tiver preço; ninguém investe!...
SÁVIO SANTIAGO

LAVRAS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 24/04/2018

Boa noite Múcio!

A matéria trata exatamente desse tema: se não tiver qualidade, não tem novos mercados, não agrega valor e não tem preço.

Como diria a antiga peça publicitária: "tostines venda mais porque é fresquinho ou é fresquinho porque vende mais?"

Uma coisa é clara: qualidade é obrigação, e saúde para o rebanho e é a única saída para as crises, quem só pensa em preço sairá do mercado.
EM RESPOSTA A SÁVIO SANTIAGO
MÚCIO PAIXÃO DE ARAÚJO

LUZ - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAPRINOS DE CORTE

EM 25/04/2018

Certo;mas o estímulo da indústria ao investimento do produtor ;é muito baixo... Mas ,quem sabe melhora!...
Abraço!
EM RESPOSTA A MÚCIO PAIXÃO DE ARAÚJO
SÁVIO SANTIAGO

LAVRAS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 25/04/2018

A indústria em sua grande maioria não entendeu também que o caminho para melhorar as condições de mercado está exclusivamente na qualidade,

Os produtores em sua maioria realmente não tem estímulo no preço, mas ter mais qualidade está diretamente ligado a ter mais produção e saúde do rebanho,

Cabe ao produtor buscar o que é melhor para a sua atividade e dar preferência a indústrias que valorizam esse conceito
AMANDA LUIZA GROFF

EM 24/04/2018

Olá! Eu ainda sou aluna de Veterinária e entrando nesse mundo. As ações protelatórias fazem com que os produtores "se acomodem", é isso?
Desculpe se a pergunta for óbvia, mas gostaria de entender melhor sobre esse assunto e tenho dificuldade com assunto relacionados ao mercado de produtos de origem animal.
SÁVIO SANTIAGO

LAVRAS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 24/04/2018

Olá Amanda,

Sim, os padrões muito aquém do necessário tem potencial de acomodar alguns. Os profissionais investem em qualidade independente de mercado, pq e saúde para o rebanho.

Além disso, não ter um leite total de qualidade limita o leite brasileiro a poucos mercados.

Obrigado por participar !
GUIDO WANDERLEY

PESQUISA/ENSINO

EM 24/04/2018

Sávio, fiz um comentário a respeito desse tema em outra matéria em um site. Sou médico veterinário, com mestrado em qualidade do leite e não precisa ser um especialista no assunto para saber que 300.000 UFC/mL de leite é uma carga bacteriana inviável, ou seja, manter a CBT nesse nível é realmente retroceder. A CCS precisa de um maior engajamento técnico para que seja diminuída, mas abomino a CBT no nível em que o MAPA pretende deixar.
SÁVIO SANTIAGO

LAVRAS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 24/04/2018

Tem razão Guido,

Os próprios produtores em sua grande maioria já atendem esses níveis,

Precisamos evoluir
GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 24/04/2018

O pior de tudo, amigo Sávio Santiago, é que quem mais reclama é quem menos qualidade tem em seu produto, escorado por indústrias de fundo de quintal que, apostando na falta ou na insuficiência de fiscalização, continuam a transportar leite em latão, a receber qualquer produto, desprovido de condições mínimas de higiene. Parece óbvio que, para estes e estas, as mudanças não são alviçareiras, pois podem culminar com as suas retiradas, já tardias, do complexo produtivo nacional. Enquanto a mentalidade segundo a qual todos os produtores devem ser acolhidos pelo sistema, evitando "mal social" com a sua saída, esquecendo-se que estes produtores não ofertam nenhum emprego na área, limitam-se às suas próprias células familiares e, portanto, sua retirada atinge, apenas e tão somente a si próprios, enquanto o fechar de porteiras de um grande produtor envolve diversas famílias de operários, sendo o impacto sociológico muito maior, for a dominante, o Brasil jamais será o maior produtor de leite do mundo, lugar que, não fossem as demagogias, poderíamos já ter assumido. Precisamos mudar a famigerada página da história, deixar de proteger a quem não tem condições de produzir só porque representa algum voto, e voltar os olhos para os realmente profissionais do setor ou, muito em breve, não teremos mais leite sequer para o nosso desejum. Parabéns pelo belo texto!!!!
SÁVIO SANTIAGO

LAVRAS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 24/04/2018

Valeu mestre Guilherme,

Você é um bom exemplo do setor, de produtor eficiente e de qualidade !!!!
MARCELO FILGUEIRA L SILVA

GUANHÃES - MINAS GERAIS

EM 25/04/2018

Parabéns pelo excelente texto, tudo que vc falou é verdade. Pena que o governo não consegue ou não esboça força para fiscalizar esse tanto de leite que é recepcionado por tantos lacticínios que não cobram qualidade e deixam os produtores ainda mais acomodados. Contando que o produto destinado ao consumidor é de baixa qualidade e oferece risco a sua saúde.
EM RESPOSTA A SÁVIO SANTIAGO
GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 25/04/2018

Por isso me revolto com aqueles que querem impedir a evolução da produção de leite no Brasil, com a continuidade de índices de CBT e CCS além dos padrões internacionais de qualidade. Para os que acham que, nos Estados Unidos da América, por exemplo, os valores são maiores do que o pretendido aqui, saibam que lá, apesar dos percentuais máximos, nenhum produtor tem CCS e CBT acima do máximo ora estudado para o Brasil, simplesmente, porque não encontraria mercado para o leite produzido. O que se pretende aqui não é atingir ao máximo, mas, sim, ao mínimo!!!
EM RESPOSTA A MARCELO FILGUEIRA L SILVA
SÁVIO SANTIAGO

LAVRAS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 25/04/2018

Verdade Marcelo, mas temos que caminhar em meio aos obstáculos;

Abraço
EM RESPOSTA A GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO
SÁVIO SANTIAGO

LAVRAS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 25/04/2018

Isso mesmo Guilherme,

Só esquecem de ressaltar que o limite é mais alto mas que é padrão de recepção, ou seja:

Qualquer leite que por ventura, um dia atinja o limite é descartado,

E como você bem disse, lá o próprio mercado exclui o leite de qualidade pior. Aqui temos empresas que usam como argumento comercial não cobrar qualidade e ainda nadamos em 30% de leite informal, o que é inaceitável.
EM RESPOSTA A SÁVIO SANTIAGO
GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 26/04/2018

E, mais, amigo Sávio Santiago: temos que, definitivamente, deixar o coitadismo de lado e entender que quem não tem condições de produzir com qualidade deve, sim, deixar o mercado, e voltar a ser - ou ser - empregado daqueles que têm competência para tal, afinal, falta mão de obra, em grande parte porque quem deveria estar trabalhando para as Fazendas, está se arvorando em ser patrão ou pequeno produtor, sem a mínima condição de sê-lo. Pecuária de Leite é um negócio como outro qualquer e deve ser encarado como tal!!!
LUCAS PADUANELLI

EM 24/04/2018

Achei muito interessantes os argumentos apresentados.
SÁVIO SANTIAGO

LAVRAS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 24/04/2018

Obrigado
MARCOSARGAÇO

SÃO JOÃO DA BOA VISTA - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 24/04/2018

Muito boa a reportagem e em meu ver este é o caminho para que possamos nos manter na atividade leiteira. Qualidade combina com maior consumo, no mercado interno e exportação.
SÁVIO SANTIAGO

LAVRAS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 24/04/2018

Obrigado !!!
MARCELO MALDONADO CASSOLI

SÃO JOÃO BATISTA DO GLÓRIA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 24/04/2018

Excelente, Sávio!
Se no passado não tivéssemos protelado a implantação de padrões de qualidade mais rigorosas para o leite (para produtores e indústria, vale ressaltar), talvez hoje tivéssemos menos produtores formais abandonando a atividade, pois talvez estivéssemos até com uma significativa válvula de mercado através da exportação.
Cada vez que protelamos ou amenizamos a Normativa, o setor assina seu atestado de incompetência perante à sociedade e perante potenciais clientes externos.
Como eu já lhe comentei, não tenho coragem de beber do leite de uma fazenda que o produza com 300 de CBT. Acho uma tremenda falta de respeito ao consumidor. Produzir leite com menos de 10 de CBT é muito fácil e sobretudo um sinal de respeito.
CCS pode ser mais complicado lidar, pois depende principalmente do nível de gestão e da cultura interna da fazenda. Quando em meu rebanho a CCS passa de 200 mil, arrepio os cabelos, pois sei que a perda de produção (mais do que da bonificação), é alta e algo nos processos internos da fazenda precisa ser corrigido. Em outros países há normas que permitem CCS até mais alta, mas os produtores nem por isso querem ter mais que 200mil em seus rebanhos porque têm consciência do prejuízo que isto significa em termos de eficiência. Em 2009, quando estive em Israel, a média nacional era 180 mil de CCS. E não tinha produtor saindo da atividade, pelo contrário. E a indústria estava forte e produzia produtos de excelente qualidade. É este "O Brasil que eu quero ".
SÁVIO SANTIAGO

LAVRAS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 24/04/2018

Excelente Marcelo,

Vocês são o exemplo claro de que a seleção por melhor qualidade mantém produtores na atividade
EM RESPOSTA A SÁVIO SANTIAGO
MARCELO MALDONADO CASSOLI

SÃO JOÃO BATISTA DO GLÓRIA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 24/04/2018

Obrigado!
JOSÉ FRANCISCO G. WARTH

CURITIBA - PARANÁ - PESQUISA/ENSINO

EM 25/04/2018

Olá Marcelo!
Sem citar nomes, uma empresa de laticínios espanhola deixou o Paraná, apesar de ter tentado baixar as CCS cujos 37 fornecedores, na média apresentavam níveis de 500.00/ml.Não conseguiu!! Apesar de contar com veterinários da empresa. Por decreto, não se baixa as CCS, todo mundo sabe disso. Contagens bacterianas altas na média de rebanho é sim falta de higiene e não se discute. Agora CCS altas pode ser infecção no úbere de umas poucas vacas. Imagine vacas com quartos variando de 1000.000 a 2.000.000/ml sendo misturado com leite de vacas com 250.000/ml na média por vaca. No final as contagens estarão alteradas no tanque e isto prejudicará e penalizará o produtor. Estes dias passou uma reportagem sobre a produção de queijos frescal no Estado de Minas Gerais, estabelecendo normas rígidas para a sua produção e comercialização do produto. Os produtores estarão prontos para arcar com os custos?
Prof. José Francisco Warth
EM RESPOSTA A JOSÉ FRANCISCO G. WARTH
GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 25/04/2018

Prezado Prof. José Francisco Warth: Este é o problema, achar que produzir com qualidade é custo, não obrigação. Lidamos com um dos alimentos mais consumidos no mundo e que pode acarretar danos desastrosos à saúde pública. Não podemos nos dar ao luxo de aceitar lixo neste setor. Como já afirmei antes, aqueles que desejam continuar a produzir fora dos padrões mínimos de higiene e sanidade são os que mais reclamam destas mudanças e, indiretamente, do preço recebido pelo leite. Não se pode pretender ter preço justo por uma produção injusta, sem qualidade. Este estado de coisas está prejudicando a quem, como eu, dediquei meu esforço para a obtenção de um produto com CCS em torno de 180 e CBT em torno de 12, e recebendo valores inaceitáveis pelo mesmo, tudo porque há excesso de leite no mercado, vindo de Fazendas sem nenhum cuidado e captado por indústrias sem moral, que ainda aceitam o famigerado leite de latão e se lixam para o consumidor!!! Isso tem que acabar e, no Brasil, infelizmente, só a rigidez da norma pode ajudar a coibir estes abusos, já que defendemos o pobrezinho que vive do leitinho produzido no barro, ordenhado manualmente, sem quaisquer condições de higiene em detrimento do produtor profissional que produz com qualidade, esquecendo-nos de que, se o primeiro deixar o mercado, prejudicará somente à sua família, enquanto, cada vez que o segundo sai, dezenas de pessoas são atingidas!!!!
EM RESPOSTA A JOSÉ FRANCISCO G. WARTH
SÁVIO SANTIAGO

LAVRAS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 25/04/2018

Olá professor José Francisco,

Realmente decreto não abaixa CCS, mas falta de decreto é pior ainda;

O que ocorre hoje são sucessivas postergações e produtores e indústrias (ALGUNS) sentados em cima de prazos e limites,

CCS alta tem que ser tratada como não conformidade e gerar planos de ação sérios e prazos para indústrias e produtores. Na nossa gestão de qualidade conseguimos uma média de CCS abaixo de 330 e estamos caminhando com meta de 280. Isso em produtores de 90 a 10.000 litros dia, de todos os sistemas e todos os manejos,

Um caminho precisa ser trilhado, no caso da mastite é a educação continuada e a definição de um limite aceitável com comprometimento de todos,

Por fim, uma vaca com CCS tão alta se for reincidente deve ser descartada, para o bem do produtor
EM RESPOSTA A GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO
SÁVIO SANTIAGO

LAVRAS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 25/04/2018

Disse tudo
DIVANIR RUBENICH

CARLOS BARBOSA - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 24/04/2018

Achei muito interessantes os argumentos apresentados.
SÁVIO SANTIAGO

LAVRAS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 24/04/2018

Obrigado Divanir!
EM RESPOSTA A SÁVIO SANTIAGO
JOSE FLAUZINO MACHADO BARBOSA

RIBEIRÃO PRETO - SÃO PAULO

EM 25/04/2018

Olha eu como agropecuarista acho o mais certo pois seleciona pessoas que realmente investe e ponha no mercado produto de qualidade e com sanidade