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Estamos sendo justos com os produtores pequenos?

POR SAVIO COSTA SANTIAGO DE BARROS

SÁVIO SANTIAGO

EM 19/12/2018

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Antes de qualquer coisa: produtor pequeno não é sinônimo de ineficiência. De fato, o sucesso das fazendas vem acompanhado do ganho gradativo e sustentado de escala de produção. O produtor que não busca ter uma linha de crescimento tende a ficar menos competitivo na medida que os outros vão crescendo.

Todos os custos fixos são diluídos em um faturamento restrito, o que naturalmente dificulta a vida de pequenas propriedades. A logística também é um fator que onera o pequeno. Tanto na chegada dos insumos como na saída do leite, a operação é muito fracionada encarecendo todo o processo.

Entendendo essas dificuldades, fazendas pequenas eficientes tem se adaptado a sistemas de produção de custo mais baixo com mão de obra em sua maioria familiar sem esquecer de ter uma média de produção interessante por animal e por área. Como a capacidade de investimento é pequena, é preciso maximizar resultados para que eles retornem na medida do possível como investimento, e aí está o gargalo.

"Fazendas pequenas eficientes tem se adaptado a sistemas de produção de custo mais baixo com mão de obra em sua maioria familiar sem esquecer de ter uma média de produção interessante por animal e por área"

O fato é que mesmo com todas as limitações logísticas que encarecem os insumos e reduzem o preço do leite, a diferença de preços de leite que o mercado nacional impõe entre o pequeno e o grande produtor é absurda.

A indústria adota a estratégia de gestão de compras de leite por média de preços, fazendo com que o pequeno produtor subsidie o preço recebido pelo grande, em uma política que acaba sendo ruim para os dois. O pequeno diminui por asfixia e acaba em algum momento abandonando o mercado e o grande segue tendo uma visão de tendência falsa, sem enxergar que no momento que todos os pequenos abandonarem a atividade ele não terá mais aquela performance subsidiada, que na verdade ele nem sabe de quanto é.

No último Cepea piloto de dezembro, a média Brasil alcançada pelos produtores menores que 200 litros de produção diária atingiu 1,0409 enquanto a média dos produtores maiores que 7.000 litros de produção diária foi de 1,4688. Estamos falando de quase 30% de diferencial que o mercado submete de cara ao produtor pequeno para que ele pense em como gerir o restante do processo.

A diferença quase sempre é justificada pela logística, mas analisando o histórico do Cepea líquido em comparação ao Cepea bruto, chegamos ao custo de R$ 0,10. Descontando os impostos o frete médio nacional não fica acima de R$ 0,095 por litro. Seguindo essa lógica, se o frete fosse (e não é) 50% mais caro para fazer a logística do pequeno produtor, uma diferença justa seria de R$ 0,05.

É claro que para a indústria o produtor grande é comercialmente mais interessante. É menos volátil no histórico de produção, garante um volume de qualidade mais constante, dentre outros argumentos. Essa característica naturalmente vai agregar mais valor no preço final da sua produção.  Mas o fato é que se isso não for equilibrado de forma coerente, sustentável e proporcional, o pequeno (eficiente) vai morrer e o grande vai deixar de ter qualquer diferencial no futuro próximo.

Para as indústrias, o efeito também é muito ruim. A produção de leite familiar carrega com si o benefício social. Ela mantém famílias inteiras no campo, sustentando comunidades e enraizando a produção em determinadas regiões. Tirar o produtor pequeno do mercado esfria as relações de colaboração na cadeia de suprimentos, transformando todo esse belo setor em uma simples relação comercial. Locais onde haviam centenas de produtores ficarão reduzidos a uma dezena ou menos, que caso descontinuem a atividade em algum momento, provocarão grande impacto na disponibilidade de leite daquela região.

"Tirar o produtor pequeno do mercado esfria as relações de colaboração na cadeia de suprimentos, transformando todo esse belo setor em uma simples relação comercial"

O que pode ser feito preventivamente?

Na Verde Campo decidimos de forma inédita transferir parte do pagamento por produção para os critérios de qualidade em 2019. Dessa forma, mantivemos e até melhoramos a possibilidade de ganho variável dando melhores oportunidades para todos. Isso não quer dizer que retiramos potencial de precificação dos grandes e nem que igualamos as condições. Somente demos mais oportunidades para que fazendas menores tenham mais estímulo para crescer e se estabelecer na atividade. Ainda há tempo de mudar os rumos e corrigir as distorções, basta dar o primeiro passo.     

SAVIO COSTA SANTIAGO DE BARROS

Gestor de Matérias Primas Lácteas da Verde Campo,
empresa do grupo Coca-Cola especializada em lácteos saudáveis. Pioneira na produção de produtos sem lactose. Tem na linha produtos reduzidos em sódio, zero açúcar e proteinados.

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VÂNIO DE BETTIO FILHO

XAXIM - SANTA CATARINA - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 05/08/2019

Acredito que os produtores pequenos, poderiam se trabalhar com o laticínios local. Queijo artesanal (está para ser aprovado uma legislação) . Não perdendo a eficiência do trabalho e qualidade do leite. Pra isso precisamos pressionar os políticos a aprovação das leis necessárias. Concerteza vai ter necessidade de técnicos, agrônomos e veterinários suficientes para atender a esses produtores. Aqui onde moro Xaxim SC Oeste do estado, tem uma queijaria e funciona muito bem. Produto com qualidade.
GIAN MARCON

EM 12/03/2019

Bom dia Sávio.
Gostaria de entender melhor como é formado o preço do leite pago pela industria, no texto você fala "estratégia de gestão de compras de leite por média de preços" você poderia me explicar com maiores detalhes? ou repassar algum material para eu que entenda.
GIAN MARCON

EM 01/03/2019

Bom dia Sávio.
Gostaria de entender melhor como é formado o preço do leite pago pela industria, no texto você fala "estratégia de gestão de compras de leite por média de preços" você poderia me explicar com maiores detalhes? ou repassar algum material para eu que entenda.
MAURILIO REIS ARVELOS

SÃO JOÃO DEL REI - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 08/02/2019

Aproveitando o ensejo a qual é a sua opinião sobre o fim de barreira tarifária contra leite em pó importado da Europa e da Nova Zelândia e se o impacto pode acabar de vez com os pequenos produtores de leite?
Ótimo texto
SAVIO COSTA SANTIAGO DE BARROS

LAVRAS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 08/02/2019

Boa tarde Maurílio;

A minha opinião é que não era o momento. Acho que o Brasil deve sim abrir mercados para poder exportar no futuro, mas deve acabar de preparar seus produtores para essa nova realidade.

O próprio governo veio postergando limites de qualidade, atrasando a cadeia e agora quer tornar o mercado 100% aberto na marra, e não é assim que deve funcionar.

Não acho que haverá grande impacto em um primeiro momento porque os estoques de giro de leite em pó na Europa estão muito baixos e a condição logística para trazer leite das duas origens é muito complicada, só viabilizando em momentos de muito descompasso comercial.

Particularmente eu me decepcionei com a medida.
ACIVALDO JOSÉ DE FREITAS

AMORINÓPOLIS - GOIÁS

EM 07/01/2019

Apoiado. Parabéns.
ANA LUCIA HANISCH

CANOINHAS - SANTA CATARINA

EM 31/12/2018

Parabéns pela análise e pela iniciativa da Verde Campo. Muito justo!
SAVIO COSTA SANTIAGO DE BARROS

LAVRAS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 28/12/2018

Obrigado Ana Lúcia
FERNANDO BUENO SIMÕES PIRES

SANTANA DO LIVRAMENTO - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 20/12/2018

Boa tarde Sávio:
Sou produtor de leite em Livramento-RS. Muito oportuno e válido o teu posicionamento, principalmente em se tratando da preocupação com o pequeno produtor.
Entretanto, seria interessante estabelecer o que é um pequeno produtor, principalmente em se tratando de produtor de leite. Dependendo da região, um pequeno produtor passa a ser um médio produtor, e em relação à outras a coisa pode ficar mais difícil de classificarmos.
Por exemplo, sou produtor de leite em 80 ha na região das pedras, e produzo em média 20.000 litros/mês, com 35 vacas em ordenha.
Na mesma região, uma propriedade com 700 ha produz 180.000 litros mês, ordenhando cerca de 270 vacas/dia. Perto dela sou classificado como pequeno produtor. É lógico que nossas capacidades de investimento, e de endividamento, são muito diferentes. Mas deixando de lado essa questão, gostaria de abordar um detalhe que desde que sou produtor de leite (1988), tenho tentado convencer aos que vendi ou vendo o leite.
Refiro-me à montagem do preço do leite pago ao produtor, e da forma como somos ainda tratados. Na montagem do preço, um dos fatores levados em consideração pelas indústrias é o volume produzido. Para tanto, como referência, existe a tabela de volume, com o preço pago por este critério.
Normalmente o intervalo para que se possa passar de uma faixa para outra, tentando ganhar um pouco mais pelo litro, é de 2.500 a 3.000 litros. Ex: na faixa de 4.500 litros, a 5.500 litros, a bonificação por litro é de R$ 0,02. Na faixa de cima, de 5.500 a 7.500, a bonificação passa para R$ 0,04, 100% de acréscimo, mas o intervalo já passa dos 1.000 litros para 2.000 litros, dobra a bonificação, mas também dobra o intervalo na tabela. Acima de 7.500 litros, o intervalo passa a ser de 3.000 litros, e a partir de 15.000 passa para 5.000 litros a necessidade para trocar de faixa, e vai subindo.
A bonificação é decrescente, indo de 100% na troca de faixa exemplificada, (5.500 a 7.500) para 7% a partir dela. Para um pequeno produtor, via de regra, é quase impossível trocar de faixa de bonificação, mesmo com um acréscimo de 2.000 litros em um mês, o que representa 67 litros de acréscimo ao dia.
Admitindo-se que ele ordenhe 10 vacas, com média de 15 litros/dia, ele ficaria na faixa de 4.500 litros, ganhando os R$ 0,02/litro. Para trocar de faixa, e ganhar os R$ 0,04/litro, ele teria que produzir mais 1.000 litros, atingindo uma necessidade de produzir mais 33,33 litros/dia, o que representa um acréscimo de 3,33 litros/vaca/dia.
A partir desta faixa, a dificuldade para a troca de faixa, e consequentemente de uma melhor bonificação por volume produzido dobra (33,33 para 66,66). Se os intervalos fossem menores, o produtor até poderia investir um pouco mais em concentrado, aumentando assim sua produção. Como ele sabe que não vai conseguir vencer aquele intervalo, ele fica onde está, deixando de ganhar também a indústria ao coletar mais leite, e ele fica estagnado, já que em geral o pequeno produtor tem como teto o próprio tamanho da propriedade.
Acho que a própria indústria se encarrega de fixar o crescimento dele. Para aquela propriedade grande que citei no início, que ordenha aproximadamente 270 vacas, qual é dificuldade em aumentar 1,23 litros/vaca para trocar de faixa de bonificação, e ganhar os 7% a mais no preço? Qual é o limite desta? O limite para o pequeno é visual, e em relação ao volume a própria tabela da indústria dificulta o seu crescimento, fazendo com que ele estabilize sua produção, perdendo os dois. Tenho certeza de que se houvesse por parte das indústrias e de seus técnicos uma revisão destas tabelas de bonificações, todos sairiam ganhando, incentivando e estimulando o pequeno produtor a produzir mais.
Quanto ao tratamento, refiro-me à informação do preço pago pelo litro do leite, que ficamos sabendo somente depois de fechado o mês. Em relação à isto nada mudou. A Lei do Leite, Nº 12.669/12, de 19/6/2012, nunca foi regulamentada, tem apenas UM artigo, não é observada, não passando de uma piada de mau gosto, aliás, espelhando muito claramente o que é o nosso legislativo e judiciário e também as "entidades", "federações", "organizações", "sindicatos" etc, que dizem defender o produtor de leite.

Fernando Bueno S.Pires
Santana do Livramento-RS
Produtor de Leite
SAVIO COSTA SANTIAGO DE BARROS

LAVRAS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 21/12/2018

Obrigado pela participação Fernando!
O objetivo não é fazer jus ao o que é "pequeno produtor" nem criar um link com eficiência, mas sim questionar a política de pagamento de produção no Brasil.
Hoje a diferença de mercado é tão grande que inviabiliza o pequeno, porque como você disse ele jamais chegará às faixas de cima.
Obrigado novamente
MURILO ROMULO CARVALHO

CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 20/12/2018

Muito bom artigo, Sávio! Os custos de logística são ínfimos se comparados com o "custo" da qualidade. O que sai mais caro: transportar 5 mil litros de um produtor com 6.5% de gordura + proteína, CCS e CBT acima de 800 mil, ou 5 mil de 10 produtores com 7.5% gord + prot, CCS 100 mil e CBT 10? De um modo geral, os produtores maiores tinham melhor qualidade, mas certamente um pequeno produtor que trabalha bem e é eficiente terá um leite de mesmo nível (muitas vezes até melhor) do que fazendas maiores. E é isso que importa no final das contas, então acho muito justo premiar o produtor que produz com qualidade e investe na nutrição para ter um leite de alta qualidade, esteja ele produzindo 100 ou 10 mil.
SAVIO COSTA SANTIAGO DE BARROS

LAVRAS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 21/12/2018

Obrigado pela participação Murilo!
PAULO MAURICIO B BASTO DA SILVA

CASCAVEL - PARANÁ - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 20/12/2018

No meu entendimento o produtor que hoje é pequeno (vamos considerar 150 litros/dia) pode facilmente sem investimento (ou próximo do zero) dobrar sua produção. Para isso tem que pensar e agir com tecnologias simples como gado a pasto e alimentação alternativa (não baseada em concentrados). Geralmente não precisar ter mais terras e nem comprar animais. Um planejamento adequado, dada a realidade do pequeno produtor e sabendo que o mesmo normalmente tem dificuldades de capital pode fazê-lo sair para um patamar de 300 litros por dia. Isso é fato na maioria das propriedades. O leite para o pequeno produtor é o sustento de sua família no campo, tem um aspecto social importante na nossa sociedade. O pensamento de trabalhar apenas com grandes produtores me parece errôneo.
JOÃO BOSCO SOUZA

EM 20/12/2018

Mas e quanto a saber lidar com a natural flutuação dos preços de mercado? Qual(is) poderia(m) ser a(s) alternativa(s) para lidar com isso? Acho q só depender de subsídio uma estratégia muito errada.
SAVIO COSTA SANTIAGO DE BARROS

LAVRAS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 20/12/2018

Pode e deve crescer, mas precisa para isso ter um tratamento justo por parte do mercado. Obrigado !
SAVIO COSTA SANTIAGO DE BARROS

LAVRAS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 21/12/2018

Verdade Paulo,
Por isso essas fazendas precisam ter um tratamento mais justo nos preços de mercado
DANIEL ANTUNES AMORIM

CRUCILÂNDIA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 21/12/2018

Oi Paulo, gostei da sua colocação. Penso da mesma forma. Será que você me passa seu contato. O meu é 31 99728-4432. Vai ser bom pra mim conversar com você.
DARLANI PORCARO

MURIAÉ - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 20/12/2018

A diferença chega a ser de 0,50 centavos , litro , do pequeno para o grande, então , fica difícil ao pequeno a sua sobrevivência , porque os insumos e mão de obra , tem o custo elevado , entra para ver!
JOÃO BOSCO SOUZA

EM 20/12/2018

Qual(is) seria(m) o(s) motivo(s) dessa diferença de preço?
JOÃO BOSCO SOUZA

EM 20/12/2018

Qual o motivo dessa diferença de preço?
SAVIO COSTA SANTIAGO DE BARROS

LAVRAS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 20/12/2018

Obrigado pela participação Darlani
EM RESPOSTA A JOÃO BOSCO SOUZA
SAVIO COSTA SANTIAGO DE BARROS

LAVRAS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 21/12/2018

Obrigado pela participação João!
Como eu disse, o grande produtor tem muitos atrativos comerciais. Para mantê-los fidelizados as indústrias utilizam método de mix de preços para maximizar seus ganhos. Só que dessa forma o leite dos pequenos subsidia o leite dos grandes, causando um desequilíbrio na cadeia
DANIEL ANTUNES AMORIM

CRUCILÂNDIA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 20/12/2018

Olha, eu não concordo em políticas governamentais. Eu não concordo que os pequenos são achatados pelo sistema. Acabei de fazer um plano de telefone com 5 giga de internet e ligações ilimitadas por 50 reais sem ajuda do governo.

Vamos considerar 3 visinhos com 200 litros. Se eles colocarem as vacas no mesmo pasto e o leite no mesmo tanque ia triplicar a produção e dividir por 3 a mão de obra. Sem ajuda do governo. Mas porque ninguém faz isso? Porque é mais fácil colocar a culpa nos outros do que admitir nossas falhas.
SAVIO COSTA SANTIAGO DE BARROS

LAVRAS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 21/12/2018

Obrigado pela participação! Também sou contra subsídios governamentais. Eles tornam os produtores acomodados e precisamos melhorar.
O que questiono é que os pequenos produtores tenham os preços tão abaixo dos grandes. Dessa forma, eles subsidiam os grandes
Abraço !
DANIEL ANTUNES AMORIM

CRUCILÂNDIA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 20/12/2018

Sobre volume vendido há algo confuso. Se há o pagamento por escala de produção, porque agora que os volumes dos tanques pequenos aumentam os preços diminuem. É hipocrisia!
DANIEL ANTUNES AMORIM

CRUCILÂNDIA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 20/12/2018

Olha. Eu vivo em duas bacias que só tem pequenos produtores. Inclusive eu. O que acontece é que nessa situação os pequenos tiram leite na era pre histórica. Não importa o preço do leite, eles tiram no mínimo 2000 reais e não têm funcionários nem problemas sanitários.

E eles não crescem é porque se o rebanho crescer eles vão ter que contratar mão de obra e também pelo tamanho da propriedade.
RUBENS CARLOS LÜDTKE

TENENTE PORTELA - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 20/12/2018

E aí passam a trabalhar para o funcionário.
SAVIO COSTA SANTIAGO DE BARROS

LAVRAS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 21/12/2018

E também porque falta capacidade de investir na propriedade, e parte disso vem da precificacao muito aquém do mercado
SAVIO COSTA SANTIAGO DE BARROS

LAVRAS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 26/12/2018

Na matéria estou falando do pequeno EFICIENTE. O pequeno extrativista, que não quer crescer está naturalmente saindo do mercado.
Paulo, não quero dizer que não é justo haver diferenciação, como citei na matéria, o grande é mais interessante comercialmente e por isso vai sempre ganhar mais.
O problema é que estamos falando de 30 a 40% dependendo da época do ano em uma atividade que não rentabiliza isso na média anual.
Existe uma política em curso de transferência de valor de um para o outro que irá tirar os pequenos eficientes do mercado pela inviabilidade. Quando isso acontecer teremos apenas grandes, que terão que dividir o bolo entre eles.
AGUIMAR JOSE DA SILVA

GOIÁS - GOIÁS

EM 20/12/2018

Na verdade esta politica de achatamento dos pequenos é rotineira em nosso Pais. Sentimos muito em ver esta politica presente, no demais setores, tais como: Forcenedores de ração, sementes, fertilizantes, e demais, com preço diferenciado para os maiores, empresas de telefonia e assim poderiamos enumerar diversos setores. Mas é importante salientar da importância dos pequenos produtores, do aspecto social do homem do campo, do exercicio de uma atividade digna e justa. Precisamos de políticas serias para o pequeno produtor rural, de forma que possa dar a nós a chance de pelos menos tentar desenvolver esta atividade e conseguir o sustento da familia, e ainda contribuir para que possa melhorar sua capacidade financeira, e dar chance que amanha possa ser um grande produtor também.
KLEBER JOSÉ DALL´Ó

PRODUÇÃO DE LEITE

EM 19/12/2018

Ótimo texto vou contar minha história particular até 2014 estava abaixo de 200 l dia com assistência técnica e eficiência na gestão estou alcançando os 400 l dia apenas em 9 hectares . Mas o que la atrás parecia um volume razoável 400 l hoje estou vendo que estamos achatados novamente espero que se assunto chegasse as grandes midias e nos governantes pois realmente como vc diz no texto vai ser a extinção de pequenos como eu na minha comunidade área que não são muitos favoráveis para a mecanização produtores até 20 hectares somos em 40 produtores de leite talvez um consigo sobreviver e os demais vão para onde ? Fazer o que? Eu particularmente não vejo luz futura pra investir na atividade
SAVIO COSTA SANTIAGO DE BARROS

LAVRAS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 19/12/2018

Obrigado pela participação Kleber !
JOÃO BOSCO SOUZA

EM 20/12/2018

Prezado Kleber, quais seriam as principais dificuldades q o pequeno produtor enfrenta? A propósito, parabéns pelo grande aumento de produtividade.
JOÃO BOSCO SOUZA

EM 20/12/2018

Qual(is) seria(m) as dificuldades que você ainda enfrenta (m), apesar do aumento de produtividade citado?
EM RESPOSTA A JOÃO BOSCO SOUZA
KLEBER JOSÉ DALL´Ó

PRODUÇÃO DE LEITE

EM 20/12/2018

Obrigado. Seu João é até difícil te responder mas a principal é renda eu recebi um real o litro esse mês (isso que recebo por qualidade concordo que estou com problemas de mastite ai paguei 0.02 e deixei de ganhar 0.10. Com cbt 58 no último mês assim judio) estou tendo 20% de margem liquida ainda com uma média anual nos 12 meses em torno de 35% mas a questão é no meu caso tenho 750 mil de capital investido na produção de leite entre máquinas, animais equipamento, ea terra . A pergunta é eu me torna funcionário. A minha filha a minha esposa não receberiam mais por mês? Ai entra varias questões pra responde a tua pergunta desorganizada a cadeia por parte dos pequenos produtores cada um puxa pro seu lado não tem união. Por parte do governo politicas de proteção como se paga por saca de soja para agricultura familiar destinando o nosso produto para pnai por exemplo tem várias questões para se discutir citei algumas
RUBENS CARLOS LÜDTKE

TENENTE PORTELA - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 20/12/2018

Exatamente, pois enquanto o pequeno cresce, o que já era maior, também cresce e o pequeno que dobrou a produção continua sendo pequeno!
EM RESPOSTA A KLEBER JOSÉ DALL´Ó
SAVIO COSTA SANTIAGO DE BARROS

LAVRAS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 21/12/2018

Obrigado pela participação Kleber !
AZIZ GARCIA

GOIÂNIA - GOIÁS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 19/12/2018

O Brasil está caminhando para a estagnação do pequeno e médio produtor a muito tempo .De 2014 pra cá tenho visto todos aqueles produtores principalmente os médios interromperem a sua produção por causa dos preços baixos que realmente é uma vergonha nacional um descaso que atravessa anos e anos . Está perto muito perto de o Brasil ter que comprar leite no exterior para suprir seu mercado
SAVIO COSTA SANTIAGO DE BARROS

LAVRAS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 19/12/2018

Obrigado pelo comentário Aziz
JOÃO BOSCO SOUZA

EM 20/12/2018

Não haveria como tentar planejar a oferta e demanda, conseguindo preços melhores? E tentar diversificar os produtos? Ora direcionando a produção para um tipo, ora para outro?
EM RESPOSTA A JOÃO BOSCO SOUZA
MURILO ROMULO CARVALHO

CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 20/12/2018

João Bosco, o problema é que em um mercado sem regulação igual ao brasileiro, todo produtor quer aumentar a produção na hora que o preço está alto. Só que ninguém pensa que na hora que o mercado não absorver esse aumento na produção, a queda será grande.
VALTER BERTINI GALAN

SÃO PAULO - SÃO PAULO - INDÚSTRIA DE INSUMOS PARA LATICÍNIOS

EM 19/12/2018

Excelente o tema abordado, Sávio!

O MilkPoint Radar vem capturando mensalmente, nos últimos 2 anos, os preços por faixa de produção e as diferenças de preços entre as faixas de menores e maiores volumes.

A logística e o custo de captação não justificam as diferenças de preços verificadas no mercado brasileiro. Basta fazer um comparativo com outras cadeias produtivas: um produtor que vende 100 caminhões de soja recebe qual bonificação no preço por saco em relação aquele produtor que vende 1 ou 2 caminhões? Ou melhor perguntando: ele recebe alguma bonificação pelo volume de soja comercializado?

Grande abraço!

Valter
SAVIO COSTA SANTIAGO DE BARROS

LAVRAS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 19/12/2018

Exatamente Valter!

Estamos lidando com um problema sério que pode dizimar todo um setor produtivo e trazer impacto para a economia do interior.

Abraço
MARCOS RODRIGUES BRAGANÇA

GOIÂNIA - GOIÁS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 19/12/2018

Ótima matéria, expressa o sentimento dos pequenos produtores que possuem suas dificuldades em gerir seu negócio. Se todos tivessem esta visão o leite seria um bom negócio.
Parabéns.
SAVIO COSTA SANTIAGO DE BARROS

LAVRAS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 19/12/2018

Obrigado pela participação Marcos !
TAINARA SANTIAGO MOREIRA

EM 19/12/2018

Parabéns Sávio pelo artigo! Essa semana me peguei pensando nessa questão de subsídio "indiretos" dos pequenos produtores para os grandes, me questionei justamente sobre o que disse sobre o futuro da cadeia de lácteos. Nunca vi ninguém falar com tanta clareza a respeito desse assunto e colocando soluções igual as que tô sou a frente da Verde Campo! Obrigada por compartilhar!!!
SAVIO COSTA SANTIAGO DE BARROS

LAVRAS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 19/12/2018

Obrigado Tainara !
LATICINIOS REZENDE LTDA

MONTANHA - ESPÍRITO SANTO - INDÚSTRIA DE INSUMOS PARA LATICÍNIOS

EM 19/12/2018

Bom dia!
Falo isso a tempo, com o crescimento mais significativo do produtor de maior volume as empresas perderam o mix, e agora vai ser uma tendência o recuo no produtor grande.
O pequeno na verdade ele recebe o que o laticínio consegue pagar para ter rentabilidade.
Parabéns pela matéria.
SAVIO COSTA SANTIAGO DE BARROS

LAVRAS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 19/12/2018

Obrigado pela participação Cincinato !