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Chegou a hora de mostrar nossas fazendas para o consumidor. Produtor, você está preparado?

POR SAVIO COSTA SANTIAGO DE BARROS

SÁVIO SANTIAGO

EM 22/04/2019

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Em um passado bem recente as discussões do setor ficavam em torno de temas que pareciam muito distantes. Falávamos sobre pagamento por qualidade, melhoria de índices, sucessão, substitutivos para o leite, consumo, tecnologias de produção, genética, preço de leite (como sempre o mais popular dos assuntos), entre outros. Todos esses pontos levavam sempre a um segundo debate mais amplo: quais produtores permaneceriam na atividade.

Alguns falavam que seria o que produzisse muito, outros que seria o familiar de baixo custo. Tinha a turma que defendia que os eleitos seriam os de melhor qualidade, uns que brigavam pelas raças leiteiras ideias, sistemas de produção, o que produzisse o próprio queijo e por aí vai.

O tempo passou tão rápido que nem percebemos e esquecemos de combinar com o nosso “big boss”, na tradução, o “grande chefe”, que é a grande razão de existir da atividade: o consumidor. O consumidor paga a conta de todos esses itens que refletimos ao longo dos anos. Discutimos incansavelmente e acabamos perdendo o trem da história.

Diariamente escutamos aquelas frases tradicionais do setor sobre o consumidor: “Paga uma garrafa de água mineral mais cara que o leite”; “Não quer pagar um litro de leite a R$ 3 mas bebe uma caixa de cerveja de R$ 100 no fim de semana”; “Não dá valor no produtor”; “Beba leite”; “Leite é saúde”; “Vem passar um dia na fazenda para ver”, “Leite de coco? Me mostra as tetas do coqueiro”.

Não quer dizer que não existam verdades nessas frases sempre com um pontinho de mágoa, mas o fato é que na hora que o consumidor chega na frente da gôndola para decidir como vai gastar seu dinheiro, ele não está nem aí para nada disso.

No mundo inteiro, se discute o fenômeno da queda de consumo de leite. Produtores melhoraram em tecnologia, aumentaram produtividade, eficiência, produção, isso se refletiu em mais leite disponível e o consumidor por algumas razões simplesmente “deu de ombros” e reduziu o consumo. Muitos dirão que isso tem a ver com a crise econômica. Concordo em partes, mas crises são cíclicas e a realidade que se apresenta é de uma formação de tendência comportamental preocupante.

Outros dirão: “precisamos de mais marketing”, será?

O marketing é uma excelente ferramenta de convencimento, mas é um boomerang perigoso. É como mexer em uma caixa de abelhas desafiando uma geração que não recebe mais informações como acontecia a poucos anos, mas que produz a sua informação, personalizada, verdadeira ou falsa e a todo momento. A grande parte do consumo de alimentos já está nas mãos das novas gerações e eles demandam: qualidade, inovação, princípios e interação.

Voltando um pouco as discussões do passado, falávamos: “tem que fazer marketing, colocar bigodinho de leite em famoso, falar beba leite, valorize o produtor”. Talvez isso tivesse funcionado há cinco anos onde tudo girava no entorno de uma mídia quase monopolista, inerte, influenciadora. Hoje a TV aberta por exemplo passa por um momento crítico. Os jovens em sua grande maioria não se curvam mais às programações televisivas e as influencias que essa fonte gera.

Para se falar em marketing hoje, é preciso primeiro entender como pensam os consumidores, para quem vamos falar, como vamos falar, como agiremos contra os ataques de comunidades contrárias que não são alvo para consumo, mas que podem influenciar outros grupos.

Até pouco tempo pensávamos que o marketing era uma saída para aumentar consumo, hoje precisamos dele para que a queda de consumo se interrompa, pensando em evolução mais adiante.

Não adianta mais isoladamente o laticínio x falar que seu produto é bom, que é melhor que o concorrente ou colocar nas embalagens desenhos de vaquinhas com flores vermelhas penduradas carinhosamente nas orelhas.

"Até pouco tempo pensávamos que o marketing era uma saída para aumentar consumo, hoje precisamos dele para que a queda de consumo se interrompa, pensando em evolução mais adiante"

O nosso novo “grande chefe”, o cara que paga as contas e que decide o nosso futuro quer transparência em algumas informações:

1- Ele quer saber se temos o mesmo carinho com as vacas que ele tem com seu cachorrinho de estimação.

2- Quer saber se os nossos cuidados com higiene são os mesmos que ele tem em sua casa ao lavar os pratos que a família vai usar no almoço.

3- Está interessado em como procedemos com a preservação do meio ambiente na nossa atividade, se poluímos ou se preservamos.

4- Precisa saber se não nos utilizamos de exploração do trabalho e se tratamos nossos parceiros com dignidade e respeito.

Depois de toda essa verificação ele ainda exige um produto saboroso, com qualidade, segurança alimentar, uma bela embalagem ecologicamente correta, durabilidade e que atenda todas as suas expectativas.

Você deve estar coçando para falar: “se ele pagar por isso nós faremos”, mas ele ainda quer um produto que tenha preço justo.

Nessa parte tenho certeza que devo ter contrariado muita gente, mas o mercado de produção de qualquer produto hoje em dia é assim. Saindo da nossa posição de produtores e industriais do leite todos nós, TODOS, quando compramos uma bela peça de picanha para o churrasco do fim de semana adoramos quando ela tem qualidade e está em promoção. Essa é a lógica de mercado que não tem nada a ver com justiça e “valorização” de quem produz.

A frase mais certa não é “se ele pagar por isso nós faremos”, mas “vamos fazer para que ele não se arrependa de pagar o preço justo”.

Sei que muitos produtores que estão me honrando ao ler o artigo não teriam coragem de levar um grupo de consumidores da nova geração para visitar ou “auditar” as suas fazendas na atualidade sabendo que serão questionados em relação aos quatro itens numerados acima.

Mas isso não é o fim do mundo, só é a nossa realidade atual que pode e deve ser modificada. O único marketing capaz de influenciar uma geração de influenciadores será realizado junto ao protagonista maior do setor que é o produtor de leite. O único marketing que o “grande chefe” respeitará e que tem o poder de convencê-lo é aquele que mostra como fazemos, o que respeitamos e que valor nós temos. Se isso combinar com o que ele faz no dia a dia, teremos facilmente um lugar cativo no seu carrinho de compras.

"O único marketing que o “grande chefe” respeitará e que tem o poder de convencê-lo é aquele que mostra como fazemos, o que respeitamos e que valor nós temos. Se isso combinar com o que ele faz no dia a dia, teremos facilmente um lugar cativo no seu carrinho de compras"

Tudo mudou muito rápido na velocidade da internet e a internet está cada vez mais veloz. Chegamos no momento de mostrar nossas fazendas para os consumidores, não há mais tempo para postergar melhorias. Quem quer ficar na atividade: mãos à obra.

SAVIO COSTA SANTIAGO DE BARROS

Gestor de Matérias Primas Lácteas da Verde Campo,
empresa do grupo Coca-Cola especializada em lácteos saudáveis. Pioneira na produção de produtos sem lactose. Tem na linha produtos reduzidos em sódio, zero açúcar e proteinados.

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MARCELO BRANQUINHO PEREIRA

TRÊS CORAÇÕES - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 08/05/2019

Bela reflexão Sávio. Você é um profundo conhecedor de nossa atividade. Mas hoje passamos por um momento inusitado em relação ao consumo: Produtos naturais X Produtos extremamente artificiais. Queda consumo de leite X Aumento do consumo de queijo. Crescimento Atacarejo X Crescimento do e-commerce. Por aí vai ... Tudo isso influencia nosso negócio da porteira pra dentro. Mas acho que estamos todos meio perdido. Acho que ainda não sabemos o que o nosso consumidor realmente quer. Até nos consumidores, temos dúvidas onde e como comprar !
MARCELO PEREIRA DE CARVALHO

PIRACICABA - SÃO PAULO

EM 08/05/2019

É exatamente isso, Marcelo. Estamos em um mundo bastante ambíguo, com extremos se sobressaindo.
GISIANI BOGORNI

SANTA ROSA - RIO GRANDE DO SUL - MÉDICO VETERINÁRIO

EM 06/05/2019

Parabéns Sávio pela reflexão. Nosso foco deve ser a mudança de comportamento do consumidor. As pessoas hoje em dia passam muito pouco tempo em casa, a xícara de café com leite já está deixando de ser uma realidade. Hoje nossos maiores consumidores são crianças; adolescentes e adultos já tomam muito pouco leite. Temos que estudar melhor uma forma de atingir esse público nas ruas"( trabalho , escolas, conveniências, etc.). Na mesma proporção que a população mundial cresce e o consumo deveria crescer, a população reduz ou deixa de consumir leite, então não podemos nos bitolar ao pensamento que população aumentando = aumento de consumo na mesma proporção, sem falar do alto índice de alérgicos e intolerantes à lácteos que existem hoje (tenho a impressão que vem aumentando).
LEITECAST

CRUZ ALTA - RIO GRANDE DO SUL - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 05/05/2019

Excelente, Sávio! Acredito muito nesta aproximação de consumidor e produtor de leite, assim como na maior proximidade entre os demais elos da cadeia, promovendo crescimento e um maior amadurecimento de todos como integrantes desse mercado. Costumo dizer que devemos promover estas iniciativas ou melhorias prévias para dar esse passo, cada um na sua possibilidade, dentro daquilo que está a seu alcance.
Aqui no RS temos o exemplo da Jaqueline Ceretta, que recebeu uma turma de crianças para conhecer a propriedade e participar de algumas atividades da rotina da produção de leite. São iniciativas assim que pelo seu texto podemos chamar de novo marketing do negócio leite.

Um grande abraço!
ANDRÉ GONÇALVES ANDRADE

ROLIM DE MOURA - RONDÔNIA - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 26/04/2019

Parabéns Sávio.
Um choque de realismo que deveria ser de leitura obrigatória para todos os produtores do nosso país.
Sem mimimi, vai ao cerne do que nos aguarda!

Fraternal abraço.
SAVIO COSTA SANTIAGO DE BARROS

LAVRAS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 30/04/2019

Obrigado André !!!!
VALTER BERTINI GALAN

SÃO PAULO - SÃO PAULO - INDÚSTRIA DE INSUMOS PARA LATICÍNIOS

EM 24/04/2019

Bela reflexão, Savio! Parabéns! Pergunta: nossa cadeia produtiva está preparada para esta realidade?
SAVIO COSTA SANTIAGO DE BARROS

LAVRAS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 25/04/2019

Valeu Valter ! Com certeza não estamos preparados.
LUIS FERNANDO LARANJA

SÃO PAULO - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 24/04/2019

Excelente Savio. Parabéns pelo artigo
SAVIO COSTA SANTIAGO DE BARROS

LAVRAS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 25/04/2019

Obrigado mestre !!!
DANIEL RIBEIRO CAETANO

POUSO ALEGRE - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 23/04/2019

Boa tarde Sávio, me expressei mal.
Claro que não sou todos, mas a grande maioria, para leite uht posso dizer que 95% ou mais.
SAVIO COSTA SANTIAGO DE BARROS

LAVRAS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 23/04/2019

Daniel

Não vou ousar citar percentual, mas certamente não é isso. O consumidor de hoje rejeita o que é ruim, não quer nem de graça.
Só pra vc ter uma ideia, em MG 3 marcas se destacam e detém juntas mais de 40% do mercado na capital. Ainda existem outras boas.
Não é diferente no Brasil todo. Agora, como em todos os produtos existem marcas menos valorizadas. As que aviltam qualidade estão perdendo mercado dia a dia.
CARLOS ALBERTO T. ZAMBONI

MOCOCA - SÃO PAULO - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 23/04/2019

Parabéns Savio . Excelente a materia

No segmento lácteo, desde a queda do tabelamento no inicio dos anos 90, o Consumidor é Soberano e assim o será para sempre, mais exigente a cada dia.

Forte abraço

Zamboni
SAVIO COSTA SANTIAGO DE BARROS

LAVRAS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 23/04/2019

Valeu professor !
DANIEL HENRIQUE DINIZ E SILVA

OLIVEIRA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 23/04/2019

Ótimo texto Sávio. Parabéns
SAVIO COSTA SANTIAGO DE BARROS

LAVRAS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 23/04/2019

Obrigado Daniel, tamo junto !
JAQUES ALVES DOS SANTOS

NANUQUE - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 23/04/2019

Amigo Savio muito legal seu comentário, essa visita pode ser uma faca de dois gumes, como consequencia, afastar completamente o consumidor de um copo de leite para sempre. A aparencia higiênica na produção leiteira é um caso a parte. Pra nos do campo a bosta de vaca não nos causa nojo, já pro cara da cidade asco puro. A ordenha aquela meleca assustadora, os estábulos lama, o mau cheiro na roupa do ordenhador. Aquilo que não vemos é mais facil de engolir. Abraços
Jaques A Santos - produtor em Ataleia Mg
SAVIO COSTA SANTIAGO DE BARROS

LAVRAS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 23/04/2019

Obrigado pela participação Jaques, você captou inteiramente o cenário
FABRÍCIO NASCIMENTO

CRUZ ALTA - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 23/04/2019

Cirúrgico, correto e atual!
Gostei do "QUEM quer ficar na atividade: mãos à obra. "
SAVIO COSTA SANTIAGO DE BARROS

LAVRAS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 23/04/2019

Valeu meu amigo !!!!
MARCELO PEREIRA DE CARVALHO

PIRACICABA - SÃO PAULO

EM 22/04/2019

Muito bom, Savio! Não tenho nada a acrescentar.
SAVIO COSTA SANTIAGO DE BARROS

LAVRAS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 22/04/2019

Obrigado mestre !
ANTÔNIO CARLOS GUIMARÃES COSTA PINTO

LUZ - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 22/04/2019

Excelente artigo. Isso mesmo, o consumo caiu. Não se consome leite no café da manhã nós lares de hoje. Os jovens hoje só comem "porcaria". E ainda têm muita gente para falar que leite faz mal, que só o homem entre os animais adultos consome leite, e por aí vai. Vai haver uma grande desativação de fazendas, só ficaram os que tiverem capacidade de investir para atingir as quatro metas mencionadas. E talvez, o pequeno que trabalha com sua própria mão de obra, vendendo para laticínios que vendem produtos sem qualidade e baixo preço, para prefeituras e presídios. O resto vai migrar para agricultura, que são comodites
SAVIO COSTA SANTIAGO DE BARROS

LAVRAS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 22/04/2019

Obrigado pela participação Antônio!
O processo de especialização segue em curso, muitos sairão do mercado com certeza.
Mas sou mais otimista. Se o setor aprender a conversar com esse novo consumidor podemos tirar uma grande oportunidade de um cenário de crise.
Abraço
MARCELO CAZADO

CHAPECÓ - SANTA CATARINA

EM 22/04/2019

Excelente artigo. Vale conhecer esta iniciativa na Inglaterra - http://www.theethicaldairy.co.uk/our-story
SAVIO COSTA SANTIAGO DE BARROS

LAVRAS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 22/04/2019

Obrigado Marcelo !
PATRICIA GOLDFEDER

CAMPANHA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 22/04/2019

Uma otima proposta de trabalho para quem quiser aderir...quem nao quiser,nao se queixe depois!
Lembrando que é um "trabalho em equipe"...produtor tem que arregaçar as mangas,laticinio tem que participar,tecnico tem que assistir,fornecedores tem que repensar sua atuaçao,liderança tem que negociar e "importaçao tem que acabar" dentro do limite do mercado.Depois do dever de casa feito,a gente conversa de novo para analisar "resultados" e dirigir adaptaçoes(que,com certeza,caberão).O "consumidor" é o "alvo" e merece respeito total!!!
SAVIO COSTA SANTIAGO DE BARROS

LAVRAS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 22/04/2019

Obrigado Patrícia !!!!
MARIUS CORNÉLIS BRONKHORST

ARAPOTI - PARANÁ - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 22/04/2019

Boa tarde leitores
Que bom começo de semana , com uma desuçao a altura do artigo .
Concordo Bruno , sempre tomei leite e seus subprodutos hoje sou o intolerante a lácteos em geral
DANIEL RIBEIRO CAETANO

POUSO ALEGRE - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 22/04/2019

Boa reportagem Sávio, concordo com você em quase tudo, mas como o Bruno disse e os laticínios?
Acho que os produtos lácteos brasileiros perderam muito a qualidade gradativamente, e hoje os produtos não são gostosos como antigamente.
Leite uht, antigamente ele tinha sabor de leite, hj ele é outro produto, não suja nem o copo, não tem corpo e muito menos sabor. Requeijão puro amido, hoje se come uma coxinha com requeijão quase mata a pessoa de azia, muzarela mesma coisa ante se fazia com 10 litros de leite para fazer 1 kg de muzarela, hoje se faz com cinco e coloca amido de milho. Doce de leite coloca até gordura hidrogenada,aí uma pessoa compra um rocambole na padaria e quase morre de azia. Mesma coisa com iogurte, hj tem quase que só soro.
Sorvetes tudo com leite em pó de baixa qualidade, enfim acredito que nós produtores temos que melhorar, mas os produtos processados mais ainda, se proibissem essa patifaria que os laticínios vem fazendo ao longo dos anos, os produtos por sua vez melhoram de qualidade e o consumo aumenta rapidamente. Isso a industria veio fazendo devagar substituindo leite por subproduto, assim o nosso paladar veio acostumando, agora chegou no fundo do poço. na minha opinião isso tem que ser revisto.
SAVIO COSTA SANTIAGO DE BARROS

LAVRAS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 22/04/2019

Obrigado pela participação Daniel,
Na minha opinião, toda generalização é perigosa e imprecisa.
Temos muitas empresas trabalhando com produtos de boa qualidade e a comprovação é a agregação de valor que se nota em qualquer gôndola.
SAVIO COSTA SANTIAGO DE BARROS

LAVRAS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 22/04/2019

Continuando Daniel,
A afirmação seria como alguém mencionar que todo o leite no campo piorou e que a higiene e péssima.
Sobre a indústria topar, como eu afirmei, está havendo uma mudança comportamental que tem trazido queda no consumo. Ela será obrigada a topar.
As que ainda aviltam qualidade na produção de fábrica e compram leite de baixa qualidade estão ano a ano saindo do mercado.
A indústria cada vez mais irá mostrar como se produz em parceria com os produtores, e isso é para atender a demanda de consumo.
Abraço e obrigado
MARIUS CORNÉLIS BRONKHORST

ARAPOTI - PARANÁ - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 22/04/2019

Bom dia Savio
Concordo em gênero e grau .
Como nós produtores podemos exigir do consumidor o correto discarte dos seus dejetos , lixos recicláveis e lixos domésticos em geral .
Sendo que as cidades no Brasil polui mais que o setor agropecuário
Volto a frisar nós temos a nossa responsabilidade e devemos sim cumprir , mas como cobrar das cidades o seu dever .
Aí não vale dizer que a questão é política pois os eleitores somos todos
Obrigado e abraços
SAVIO COSTA SANTIAGO DE BARROS

LAVRAS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 22/04/2019

Obrigado pela participação Marius!!!
BRUNO VICENTINI

LAVRAS - MINAS GERAIS

EM 22/04/2019

Muito interessantes as reflexões!
SAVIO COSTA SANTIAGO DE BARROS

LAVRAS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 22/04/2019

Obrigado Bruno !
BRUNO LEITE

EM 22/04/2019

Acho que a pergunta deveria ser mais abrangente: e ai laticínios, topam também?
SAVIO COSTA SANTIAGO DE BARROS

LAVRAS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 22/04/2019

Boa tarde Bruno,
Os Laticínios não são os atores principais da cadeia e dependem do consumo firme tanto quanto os produtores.
Eles não tem que topar, serão obrigados a isso porque precisam atender todas as demandas por informação crescentes nos consumidores.
Lá atrás a dez anos atrás muitos se questionavam, "será que os Laticínios topam melhorar qualidade no campo e pagar por isso?". Hoje te afirmo, quem não topou ou saiu ou está prestes a sair do mercado.