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A volta dos que não foram

Quem nunca ouviu a piadinha infantil e sem graça dos nomes improváveis de filmes: “Poeira em Alto Mar”, “As Tranças do Careca” e por aí vai. Em momento de reflexão das idas e vindas do nosso setor leiteiro de cada dia achei sentido para “A Volta dos que não Foram”.

Em meados de 2016 o setor leiteiro nacional se descolou com muita força dos preços internacionais em virtude da queda brusca na oferta. Logo em seguida, como reação a esse descolamento, as importações de leite aumentaram com muita intensidade ajudando a aumentar a oferta no mercado interno. Para agravar ainda mais a situação, o patamar de preço recorde daquele período incentivou o aumento de produção interna que se somou de forma avassaladora ao movimento importador.

Naquele momento houve muita insatisfação, manifestações e novos movimentos setoriais. Naturalmente nas crises é que buscamos soluções para problemas antigos, e isso é positivo. Mas no caso do leite, não aproveitamos aquele momento para entender a causa raiz dos problemas setoriais, e o discurso acalorado foi desconexo e sem análise.

Como todo mercado, o leite é cíclico e as coisas logo se normalizaram. Daí para frente toda aquela repercussão sumiu, restando alguns movimentos setoriais interessantes, mas que não tiveram mais tanta gente participando ativamente.

Em 2018, a greve dos caminhoneiros causou novamente um desabastecimento pontual com efeito parecido do ocorrido em 2016. Quem estuda mercado sabe que o histórico de preços e conjunturas passadas diz muita coisa sobre o futuro, ou pelo menos traça tendências. Mais uma vez os preços subiram fortemente e em seguida a oferta interna e externa aumentou pelo estímulo da oportunidade e os preços caíram.

Como que automático a justa frustração voltou e a mesma repercussão desconectada com a real causa do problema estrutural do setor ressurgiu com que em um déjà-vu.

O discurso conflituoso que fulano está explorando ciclano ignora que em momentos como esse o mito de Midas se inverte: tudo o que o leite toca vira prejuízo. Produtores não conseguem produzir de forma rentável a preços baixos e laticínios não se rentabilizam mesmo com a matéria-prima mais barata. O leite cai abruptamente no momento que chega o alto custo de plantio para o ano seguinte e a indústria tem que se virar para fechar folha de pagamentos com média de R$ 1,20 vendendo UHT de 1,80 que tem custo de usinagem e embalagens por volta de R$ 1,00 a cada litro.

O fato é que as coincidências entre 2016 e 2018 dão sentido ao título atrapalhado da anedota. “A Volta dos Que não Foram”, na verdade significa que produtores e indústrias que não entendem os problemas estruturais do setor leiteiro nacional e que não buscaram ser eficientes VOLTARAM ao mesmo discurso porque ainda NÃO FORAM excluídos da atividade. Digo “ainda”, porque estamos em franca evolução setorial que tem causado a exclusão quase que constante e diária de quem não entendeu esse movimento.

Temos um sério problema estrutural de cadeia no Brasil que precisa de atitude. Somos um país com um invejável mercado interno de lácteos que de tempos em tempos se contamina exatamente por ter muita oportunidade.

A cada crise de restrição de oferta, precisamos abastecer esse mega mercado e descolamos os preços do resto do mundo. O setor, ainda amador em sua maioria, responde de forma desproporcional tanto na produção interna como nas importações e não temos nenhuma válvula de escape de vendas externas.

"Somos um país com um invejável mercado interno de lácteos que de tempos em tempos se contamina exatamente por ter muita oportunidade"

Isso é estruturalmente muito grave, porque sempre que o preço descolar tanto das cotações mundiais, as importações e a produção interna reagirão da mesma forma ao estímulo de oportunidade, desmentindo a minha afirmação logo ali atrás que teria havido uma coincidência nos anos de 16 e 18. Sendo repetitivo: o mercado é cíclico e marca tendências com muita clareza.

Entendo que precisamos ser competitivos em qualidade, padrões sanitários e de boas práticas, e que não devemos nos incomodar com competitividade em preços internacionais por hora. Se conseguirmos exportar mesmo que em prejuízo os excedentes disponíveis, não contaminaremos um mercado interno de 200 milhões de pessoas.

O grande problema é que quando vendemos leite UHT, queijo mussarela e leite em pó em prejuízo para os nossos consumidores, provocamos um efeito dominó: as quedas se alastram para todos os produtos sem controle. Sendo o leite um produto perecível, por vezes o efeito de repercussão especulativa agrava a situação, maximizando os danos e afastando a luz no fim do túnel.

A competitividade de preços internacionais virá com o tempo. Temos muitos produtores e indústrias ineficientes saindo do mercado ao mesmo tempo em que outros produtores e indústrias eficientes estão crescendo a altas taxas com excelente rentabilidade e custo baixo.

A produção das fazendas eficientes cresce a taxas muito altas. Temos observado fazendas marcando 5 a 7% de crescimento anual frente a uma realidade de crescimento de produção nacional quase nula, tendendo a ficar abaixo de 1% em 2018. Na mesma linha de raciocínio, não temos qualquer garantia de crescimento de consumo nas mesmas taxas dos eficientes, mesmo com tendência de melhoria na economia. À medida que os eficientes forem assumindo com mais velocidade o setor como um todo, com toda a força de expansão que o sucesso os impõe, seremos obrigados a exportar.

"À medida que os eficientes forem assumindo com mais velocidade o setor como um todo, com toda a força de expansão que o sucesso os impõe, seremos obrigados a exportar"

Aos poucos, OS QUE NÃO FORAM, irão. Os que ficarão estarão mais fortes. Para isso, é preciso que alguém tome frente das decisões e ache um caminho menos doloroso para todos. As mudanças se intensificam e o mercado ficará cada vez mais implacável e impiedoso se não planejarmos soluções estruturantes.        

SÁVIO SANTIAGO

Gestor de Matérias Primas Lácteas da Verde Campo,
empresa do grupo Coca-Cola especializada em lácteos saudáveis. Pioneira na produção de produtos sem lactose. Tem na linha produtos reduzidos em sódio, zero açúcar e proteinados.

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ROBERTO JANK JR.

DESCALVADO - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 25/11/2018

Uma correção. Quando menciono restringir exportações, na verdade quero dizer restringir importações.
DANIEL ANTUNES AMORIM

EM 25/11/2018

Quem define o preço é o consumidor. Não é a Itambé nem a Nestlé, nem a Coca cola. É o consumidor e pronto. Nas estatísticas de 2000 pra cá vem um crescimento gigante de consumo até 2013. Eu sofri mas descobri a verdade. O leite, hoje, é uma bolsa de valores. É a cadeia industrial mais fiel ao capitalismo que existe. E como toda e qualquer indústria brasileira ela é atrasada, incompetente e ineficiente.

O leite é uma indústria de ponta a ponta, é uma Apple tupiniquim.
SÁVIO SANTIAGO

LAVRAS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 26/11/2018

Obrigado pela participação Daniel!

Indiretamente é o consumidor sim, mas prefiro defender que ninguém "decide". O leite é um produto perecível e por isso com logística muito complexa.
O que determina preços é o total de leite disponível X consumo em determinado momento, e é nesse contexto que precisamos agir com mais estratégia.
ROBERTO JANK JR.

DESCALVADO - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 24/11/2018

Sávio, ótima análise. Vou discordar apenas do "caminho menos doloroso para todos"; é utópico, mas se vier certamente todos nos afogaremos em leite.
Nosso mercado é puro, sem salvaguardas, daí a ciclicidade sempre mais intensa que em outros países com soluções diferentes de precificação da matéria prima.
Mas temos mais dois agravantes; um deles a qualidade, que a despeito da (falta de) regras ainda não aprendemos a barrar na entrada das industrias, aí incluída 30% da produção nacional que persiste clandestina e, segundo, a taxa de cambio normalmente apreciada, a mesma que tira competitividade da industria exportadora.
Portanto, com baixa qualidade e cambio apreciado dificilmente seremos exportadores no curto prazo, mas seguimos entre os maiores importadores mundiais de leite em pó, mesmo com taxas de crescimento recordes da produção e consumo até 2014.
Mas entre 2015 e 2018 nossa produção estabilizou e até decresceu. Os eventos de euforia e queda que você descreveu estão nesse período, mostrando que o setor esta a três anos em compasso de espera e não em crescimento.
Com isso, concordo com a solução de exportar com prejuízo pontual para preservar a estabilidade do mercado interno, contudo isso tem o mesmo efeito e a mesma demanda organizacional que restringir exportações, restringir o leite/queijo clandestino ou finalmente barrar leite fora dos padrões da IN62 na porta das fabricas.
Todas são formas mais inteligentes do que comprar spot a 1,00 e vender em pallets de UHT nas liquidações em corredores de supermercado com todos os elos perdendo, exceto o varejo.
Mas vejo um luz no fim do túnel quando três marcas de UHT timidamente lançaram leite sem estabilizantes nesse ultimo trimestre. É o primeiro passo para uma maior demanda por mais qualidade na matéria prima e para escapar da arapuca de preços montada nos corredores dos supermercados. Veja que de 1975 a 2018 produzimos UHT com o mesmo binômio de tempo e temperatura + estabilizantes; esses lançamentos são um divisor de águas após 43 anos de mesmice.
Temos que promover essas mudanças e seguir com a organização das industrias para escapar da arapuca, exportar excedentes em bloco e restringir fraudes com leite em pó e mercado clandestino.
Não é tarefa fácil, mas sem passar por essa etapa com certeza persistiremos jogando na segunda divisão.
Meu abraço.
SÁVIO SANTIAGO

LAVRAS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 24/11/2018

Obrigado pela participação Jank!

Quando digo "menos doloroso para todos" é uma forma de explicitar que em determinadas situações, abreviar a descontinuidade de alguns participantes da cadeia pode ser muito saudável para todos, inclusive para eles,
Existe um desequilíbrio de legislação ao longo da cadeia. Temos alguns produtores e algumas indústrias que estão "emperrando" o caminho da especialização em curso. Isso se dá porque não há tratamento equânime da legislação para todos, mas isso faria outro texto.
Ações pontuais como a citada por você da retirada de estabilizantes, até mesmo a nossa recente de garantir uma linha inteira sem ingredientes que passam por processos artificiais alem de muitas fazendas evoluindo muito no trabalho de qualidade mostram uma forte mudança de tendências. Porém, se essas ações seguirem isoladamente por livre iniciativa e largadas ao tempo; farão o setor sangrar por muito mais tempo até que se estabeleça.
É preciso que cabeças importantes do setor passem a discuti-lo estrategicamente.
No momento temos uma Normativa que tem limites que não são limites de fato, responsabilidades discutíveis é uma tal "educação continuada" que "continua" eternamente sem vínculo com resultado.
Enfim, me parece que temos um caminho promissor mas que deve ser acelerado por quem está de fato acreditando na mudança das coisas.
Obrigado mais uma vez pela valiosa participação !
MARCELO BRANQUINHO PEREIRA

TRÊS CORAÇÕES - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 23/11/2018

Muito bom Savio , como sempre muito claro e objetivo. Concordo com você , exportar o excedente com prejuízo pra não contaminarmos o mercado interno ! E você não quis ser polêmico , mas deixou a entender, no longo prazo com o crescimento das indústrias e produtores eficientes venderemos nossos produtos a um preço menor que hoje , portanto mais competitivo internacionalmente. Também concordo com isso e tenho dito:o período de preços altos está passando ! Abraço !
SÁVIO SANTIAGO

LAVRAS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 23/11/2018

Fala meu amigo !

Se conseguirmos preservar o mercado interno não venderemos necessariamente mais baixo. O ganho de competitividade vai vir nos custos mais ajustados de fazendas eficientes como é o seu caso.

Abraço meu amigo !!!
MARCELO PEREIRA DE CARVALHO

PIRACICABA - SÃO PAULO

EM 23/11/2018

Parabéns Sávio, perfeito!
SÁVIO SANTIAGO

LAVRAS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 23/11/2018

Obrigado mestre !
RONEY JOSE DA VEIGA

HONÓRIO SERPA - PARANÁ - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 23/11/2018

Exportar excedente? Que excedente é esse se não produzimos para atender o mercado interno? Leite é moeda de 1 centavo na troca desse Mercosul falido que está aí!! Enquanto não houverem políticas públicas sérias para a cadeia leiteira sempre será o maior comendo o menor!
SÁVIO SANTIAGO

LAVRAS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 23/11/2018

Boa tarde Roney, obrigado pela participação!

Existem momentos de excedente sim, como o que estamos agora. A que você atribui a queda abrupta de preços ?
O mercado é regido por oferta e demanda, em determinados momentos falta produto e os preços sobem e em outros sobra e os preços caem. Conseguimos atender o mercado interno sim, plenamente.
EM RESPOSTA A SÁVIO SANTIAGO
RONEY JOSE DA VEIGA

HONÓRIO SERPA - PARANÁ - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 24/11/2018

Amigo Sávio, nos estamos IMPORTANDO o excedente...!! Concorrer com leite do Uruguai e Argentina, sem sobretaxa, com os nossos custos de produção é uma violência contra o produtor e a cadeia de lácteos! Isso beneficia apenas algumas multi do setor que aproveitam para engordar o caixa!! Te pergunto, carro da Argentina vem pra cá sem sobretaxa, diesel, semente de sorgo, milho, adubo? Cessem as importações para ver o que acontece com o dito excedente!!
EM RESPOSTA A SÁVIO SANTIAGO
JOSE LAIRIHOYJOSEOPEN WAY

CAXIAS DO SUL - RIO GRANDE DO SUL - TÉCNICO

EM 26/11/2018

Porque nao estocar o excedente , e vender quando falta ?
EM RESPOSTA A RONEY JOSE DA VEIGA
SÁVIO SANTIAGO

LAVRAS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 27/11/2018

Roney,

Mercado internacional é um pouco mais complexo do que essa análise. Certamente tem oportunismo nas importações, mas o caminho na minha humilde opinião não é restringir ad Eternun. Isso sim seria jogar a poeira para baixo do tapete.
A capacidade de crescimento da produção interna já mostrou que não serão 2 ou 3% do total de leite importado em relação ao total disponível que irá nos livrar de um futuro com excedentes constantes.
Nesse momento ou em outro, até adequar estrategicamente o setor algo pode ser feito, mas repito: é jogar poeira pra baixo do tapete.
A importância que damos para importações de leite do Uruguai e da Argentina é muito desproporcional quando comparado ao potencial que temos.
Temos que pensar maior
EM RESPOSTA A RONEY JOSE DA VEIGA
SÁVIO SANTIAGO

LAVRAS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 27/11/2018

Para complementar, as importações estão em queda a dois anos praticamente subindo somente no último mês. Se cessarem nesse momento, ainda teremos excedentes
ANDRÉ GONÇALVES ANDRADE

ROLIM DE MOURA - RONDÔNIA - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 23/11/2018

Parabéns. Muito pertinente.
O setor passa por transformações profundas!
E nosso destino dependerá da sinergia aplicada nessa estruturação entre os diversos elos da cadeia.
SÁVIO SANTIAGO

LAVRAS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 23/11/2018

Obrigado pela participação André !
DIVANIR RUBENICH

CARLOS BARBOSA - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 23/11/2018

Exportar o excedente, ok, mas para quem?
Há estoques enormes de lácteos em países (América do Norte, União Européia, etc,) cuja qualidade é superior a nossa e não conseguem mercado consumidor. A poucos dias se reportou que na Europa os Governos terão que adquirir o estoque e doá-lo a países pobres ou até descartá-lo para equilibrar as coisas. Os americanos estão com estoque alto devido a relações com Rússia e China e esses já são abastecidos pela Oceania, além de estarem fazendo altos investimentos em produção própria. Aqui Uruguai e Argentina precisam de mercado para exportar. E qual o potencial de compra da África?
Portanto, gostaria que se apontasse onde há mercado para nossa exportação, qual a quantidade possível de exportar, se é significativa para atender nosso crescimento. A que preço esse produto deve ser produzido pelo produtor, se é em média a 30 centavos de dólar como muito se fala? Estão faltando informações para entender a situação e poder tomar decisões.
SÁVIO SANTIAGO

LAVRAS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 23/11/2018

Bom dia ! Obrigado pela participação!
Como eu disse, precisamos exportar excedentes e não sugeri que nos tornássemos um exportador de ofício como a NZ por exemplo.
Isso quer dizer que precisamos apenas regular a balança comercial em momentos de excedentes totais. Isso implica em volumes relativamente baixos quando comparados ao total disponivel.
Para quem venderemos? Para todos,
Existe um mercado externo de rotina que funciona ininterruptamente. E questão de desenhar acordos comerciais, atender a padrões de exigência e começar.
Sobre custo de produção, como eu disse na matéria, não é momento de perseguir esse item. Exportando excedentes mesmo que em prejuízo em algum momento, preservaremos os outros 95% ou 97% do mercado que são nossas vendas internas.
Hoje, da forma que contaminamos UHT, Mussarela e LPI, o leite matéria prima já chegou aos 30 centavos de dólar ou chegará em breve.
Já tem spot por exemplo sendo marretado a 1,00.
EM RESPOSTA A SÁVIO SANTIAGO
DIVANIR RUBENICH

CARLOS BARBOSA - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 23/11/2018

Bom dia! Obrigado pelas colocações! Situações e números apresentados dão ideia das proporções.
Que se consigam os acordos comerciais e juntamente o atendimento aos padrões exigidos. Aliás, qual a solução a nível de Brasil para que se pague aos produtores por sólidos e não mais por volume, algo que está deveras atrasado.
EM RESPOSTA A DIVANIR RUBENICH
SÁVIO SANTIAGO

LAVRAS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 23/11/2018

Concordo Divanir, precisamos melhorar qualidade como um todo mesmo. Obrigado