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A morte da 'Galinha dos Ovos de Ouro'

POR SÁVIO COSTA SANTIAGO DE BARROS

SÁVIO SANTIAGO

EM 04/10/2021

4 MIN DE LEITURA

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Levantei um tema em 2018, publicado no Milkpoint: “Estamos Sendo Justos com os Pequenos Produtores?”. O objetivo do texto era de provocar uma reflexão em relação a prática de precificação do leite no país evidenciando a preocupante diferença que era imposta ao pequeno produtor.

Dentre outros argumentos que davam sustentação ao raciocínio, ficou exposto que, naquele momento (leite de dezembro/18, pago em janeiro/19), o índice Cepea Piloto apontava para uma diferença de mais de 40% de preço médio de um produtor de 7.000 litros dia em comparação ao produtor da menor faixa que era de 200 litros diários, algo como 43 Centavos/litro.

Desde aquele momento (na verdade, desde antes dele), um dos argumentos mais comumente usados para explicar esta diferença é a logística de coleta de leite.

Naquela época comparamos a média líquida do Cepea com o índice bruto, que não existe mais. A conclusão foi que o custo total de frete a época, era de 0,10, e que, portanto, se fosse 50% mais barato captar no grande (e não é!), a diferença justificável seria de 5 Centavos por litro ou 4,7% no mesmo período.

Logicamente, o grande é mais interessante também do ponto de vista negocial. Isso porque supre com mais importância a ociosidade industrial. Mas esse valor de negócio, apesar de ser menos tangível, também não pode justificar variações na casa de 40%.

O processo de concentração na produção primária no Brasil já era previsto, e vem se intensificando ao longo dos anos. Aconteceu em outras partes do mundo e não tinha por que ser diferente por aqui.

Como eu disse naquela oportunidade, não estou aqui discursando em defesa do pequeno produtor extrativista e ineficiente. Temos no Brasil, muitos pequenos produtores eficientes, crescendo e se desenvolvendo. Esses, de 2018 para cá, já nem devem ser tão pequenos. Eles produzem com qualidade e crescem na atividade.

Essa semana, saiu um dado da Emater/RS na Expointer. De tão impactante, foi republicado pelo Valor Econômico, com o título: “Número de produtores de leite caiu pela metade no RS nos últimos seis anos”. A reportagem ainda evidencia que apesar dessa debandada, a produção seguiu estável, o que é de se esperar em um processo de concentração.

Como eu já afirmei, não estou aqui querendo questionar uma tendência clara que é a concentração da produção. Mas confesso que me surpreendeu um movimento tão veloz, e acredito que esse é sim um problema social e, porque não dizer, setorial.

Ninguém sabe mensurar, quantos desses 46 mil produtores saíram por seleção natural e quantos foram eliminados por uma distorção mercadológica. Não preciso apresentar muitos dados para ficar clara a conclusão de que há um subsídio via preços do pequeno produtor para o grande, e isso por culpa única e exclusiva da insensibilidade da indústria para o problema.

Mais uma vez afirmo, esse não é um raciocínio em defesa do pequeno e muito menos contra o grande produtor, mas é tema que deve deixar alerta o grande produtor. Ele deve considerar que nessa toada, em menos de 2 anos, ele não terá disponível um subsídio médio de mais de, pelo menos, 20% em seus preços médios. Essa distorção de mercado impulsionou o crescimento das grandes e mega fazendas a taxas muito mais altas que a média das fazendas produtoras de leite brasileiras (as que restaram para a comparação, evidentemente).

A produção dos Top 100 no ano de 2019 alcançou média diária de 20.905 litros. Em comparação com 2001, o valor é 219,45% maior, enquanto o crescimento da produção formal no mesmo período foi de 89,0%.

Portanto, temos uma influência de duplo efeito para a redução do mix de preços para os grandes produtores: a saída dos pequenos produtores do mercado e o crescimento em produção dos grandes. Cada vez temos mais leite disponível no Brasil de grandes fazendas, e menos leite vindo das pequenas para dar sustentação ao MIX de preços imposto pela indústria.

Quando publiquei o primeiro texto, no final de 2018,, também expus o impacto social negativo desse movimento nas cooperativas e pequenos municípios. Dessa vez pretendo expor também o possível impacto na indústria.

Com menos produtores pequenos, que geralmente são os mais fidelizados e vinculados às indústrias, a tendência é que tenhamos vinculo setorial cada vez menor da indústria com o produtor primário, esfriando de vez as relações do setor. Porque não acreditar que no futuro, teremos grandes e médias fazendas assumindo o papel de vendedoras de leite spot para as indústrias, em pregões esporádicos como acontecem hoje entre as empresas.

Não é um prognóstico dos mais bonitos, nem dos mais otimistas, mas se ninguém fizer nada para dar sustentação aos pequenos e médios (bons) produtores, esse será o caminho inevitável do leite no Brasil.

Como quase tudo nos rumos do setor lácteo brasileiro, quem pode mudar o rumo e a tendência é a indústria. A criação de uma linha de política de pagamento mais justa, baseada em variáveis de qualidade e processos, pode ser o único caminho para que não sejam mortas todas as nossas galinhas dos ovos de ouro.

A saída dos pequenos e tradicionais produtores do mercado nacional é ruim para todos os envolvidos: eles próprios, técnicos, revendas, cooperativas, indústrias, grandes produtores, pequenas localidades e municípios.

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SÁVIO COSTA SANTIAGO DE BARROS

Diretor de Originação na UltraCheese - Administração da rede de fornecedores de leite, negociação de matérias primas lácteas, gestão de qualidade.

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ANDRÉ GONÇALVES ANDRADE

ROLIM DE MOURA - RONDÔNIA - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 11/10/2021

Muito bem posto Sávio.
Cabe uma pequena "contribuição": esse modelo, tem sido induzido há muito! E continua sendo. Falei certa vez a um colega do setor "estamos excluindo os pequenos, e sem eles, os grandes não terão capacidade de se manter", exatamente pelo subsídio que citou. Insistimos em trilhar um caminho dos grandes, com modelos de produção de alta produtividade, mas também de altos custos. O futuro nos trará as respostas. Mas se olharmos a nossa volta, já poderemos observar que uma das poucas cadeias do agro que não decolam como player de mercado mundo a fora, é a do LEITE! Precisamos refletir!
LEONARDO DO AMARAL

BATALHA - ALAGOAS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 06/10/2021

Show de artigo e que serve de alerta pra toda cadeia do leite !! O que estou observando que antes os "pulos do gato" do negócio era eficiência técnica e econômica , sanidade e qualidade pra exportar !! Hj estou vendo que grandes projetos acima de 10 mil litros não precisam dessa eficiência toda , se possuem 40/50 centavos acima de um produtor médio das indústrias , permite a ele ser 40/50 centavos menos eficiente, ou colocar toda essa margem em crescimento do rebanho e em estrutura pra melhorar produção e produtividade !!Por exemplo : um produtor de 10 mil litros/dia , vendendo leite a 2,65 , mesmo tendo um custo de 2,10 , aí tem um ótimo lucro !! O pequeno com esse custo é muito ineficiente , já o grande pode não ser !! Outro detalhe são as diferenças entre preços de leite entre as diversas regiões do país mesmo comparando volumes iguais !! Passa de 1 real por litro a depender das regiões !!
ANTONIO BOVOLENTO JR.

SOROCABA - SÃO PAULO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 06/10/2021

CARO SAVIO,

Se partimos da premissa de que cabe à indústria o papel de coordenadora da cadeia, certamente cabe a ela (a indústria) uma grande parcela da responsabilidade por essa situação, mas talvez esse ônus tenha que ser repartido com a (des)organização e fragmentação do setor e a perda de relevância das pequenas cooperativas locais, entre outros fatores próprios da cadeia do leite no país. E aí, pegando carona no seu título avícola, não sabemos o que vem primeiro, o ovo ou a galinha...
MAURO ARAUJO DIAS

ANÁPOLIS - GOIÁS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 05/10/2021

Ou crescia ou morria, tive que fazer esta opção, profissionalizar o máximo, para baixar custos, e está muito difícil produzir, cada vez mais apertado pela indústria em todos os itens possíveis na fazenda, mais punindo que premiando.
CARLOS ALBERTO T. ZAMBONI

MOCOCA - SÃO PAULO - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 05/10/2021

Olá prezado amigo

Ótima analise Sávio. Muito pertinente atualmente e ao futuro que se aproxima com enorme velocidade. Em um dos seus parágrafos, vc faz a citação "no futuro teremos gdes e médias fazendas assumindo o papel de vendedora de leite spot para as Inds.". Esse futuro já chegou em SP com os três maiores produtores em nosso Estado, Fazendas: Colorado, Bela Vista e Agrindus, entre outras menores, que além da produção Indl. vertical de parte do leite produzido, vendem leite no mercado spot (contratado ou não) e deverá ao meu ver ser assim, uma forte tendência doravante.

abs

ZAMBONI
ELIZALDO C. CABRAL

BRASÍLIA - DISTRITO FEDERAL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 05/10/2021

Sávio, bom dia!

Não só concordo plenamente com o texto, mas também deixo meu depoimento de que faço parte do grupo que perdeu a "galinha dos ovos de ouro". Era pequeno produtor de leite... ultimamente, vinha pagando o deficit desse nicho com o meu sangue... quebrei! Que ninguém venha mais falar comigo sobre produção de leite, viu?
Estou mudando de rumo.. de ramo... de cultura: estou começando a gostar da criação de ovinos.
Abraços,
Elizaldo
MAURO WELLINGTON G PEREIRA

OURO FINO - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 05/10/2021

Sávio, bom dia
sou eu de novo...rss
No texto você apontou um prognóstico ruim: "se ninguém fizer nada para dar sustentação aos pequenos e médios (bons) produtores, esse será o caminho inevitável do leite no Brasil" e também citou que "quem pode mudar o rumo e a tendência é a indústria". Fico me questionando se os produtores ou toda a cadeia devem apenas esperar da indústria. A organização em forma de cooperativas pode ser uma saída que os próprios produtores pequenos tem para fazer ? No sul do Brasil é mais frequente encontrarmos esse sistema, porém infelizmente em outros estados nem sabem ao certo o que é isso. O conceito da cooperativa é ótimo: a união de muitos "pequenos" comprando e vendendo juntos se comportam como um "grande". O que você pensa sobre o cooperativismo como alternativa para pequenos produtores ?
PAULO FERNANDO ANDRADE CORREA DA SILVA

VALENÇA - RIO DE JANEIRO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 05/10/2021

Oi Sávio. Se lembra da Aplisi ? Contratos como os da Aplisi incluem produtores de 100 a 7000 litros por dia com preços que variam em níveis que vc considera razoáveis.
Gordura, proteína, ccs e cbt e seus respectivos ágios, costumam pagar preços mais altos a pequenos que a grandes associados.
Grande abraço. Poleca
JOAO MIGUEL MATHIAS

FRAIBURGO - SANTA CATARINA

EM 05/10/2021

Foi feliz no seu comentário, a produção vai se concentrar na mão das grandes fazendas, eu como produtor pequeno (1000litros/dia) vejo a cada dia a necessidade de buscar outra atividade na propriedade, pra se manter no leite precisa investir pesado em estrutura, sem área pra fazer comida, como disputar terra com produtor de soja. Até hj vi apenas donos de agropecuária, cooperativas e laticínios ganharem dinheiro com leite.
RENATO MOREIRA

CHAPECÓ - SANTA CATARINA - MÍDIA ESPECIALIZADA/IMPRENSA

EM 05/10/2021

Caríssimo Sávio, li pela primeira vez um texto seu, consciente de que PRECISAMOS ENCAMINHAR UMA SOLUÇÃO QUE NÃO AFASTE NENHUM PRODUTOR DO MERCADO, HORIZONTALISANDO AS RELAÇÕES ENTRE PRODUTORES DE LEITE E INDÚSTRIA.
Parabéns pela temática. Precisamos mudar o pensamento das grandes indústrias - que não precisam liquidar os pequenos e médio (excelentes) produtores para continuarem ganhando dinheiro ! Precisam as indústrias pensar de forma cristã, nas oportunidades para todos. Senão, a justiça se fará pela mágoa dos que empurra, os menores para a fossa da pobreza...Renato Moreira, Editor do Grupo WhatsApp de Produtores de Energias Limpas - webradiotv@gmail.com 049 99179 4083 Chapecó, SC
LUIS EINAR SUÑE DA SILVA

ANÁPOLIS - GOIÁS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 05/10/2021

Bom Dia Sávio. Excelente ponto de vista. Acrescento que a profissionalização das fazendas pequeninhas poderá através da verticalização e atingindo nichos de alto poder aquisitivo, manter algumas no setor. Ademais as pequenas fazendas do sul saem mais rápido da atividade pela grande oportunidade de trabalho nas fortes industrias de máquinas agrícolas existentes na região. Eles não ficam sem trabalho, o mesmo, e acho muito mais cruel são os produtores que saem do leite nas regiões CO.
RUBENS CARLOS LÜDTKE

TENENTE PORTELA - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 05/10/2021

É por aí!
Produtor com mil litros dia passa a ser pequeno produtor e em pouco tempo, produtor com dez mil litros dia assume o lugar de pequeno produtor. E a régua subindo e quem hoje está feliz com sua produção e tentando crescer de forma natural, em pouco tempo se vê marginalizado!
FABIO

ESTAÇÃO - RIO GRANDE DO SUL - REVENDA DE PRODUTOS AGROPECUÁRIOS

EM 05/10/2021

Concordo em partes com o artigo proferido, a verdade é que o pequeno produtor para de gerar riquezas para a sua região, não giram mais comércios, perdem todos, inclusive a sociedade pela insensibilidade das indústrias.
ANTONIO EMERSON DE

CANOINHAS - SANTA CATARINA - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 05/10/2021

Sábias palavras e reflexão !
AWILSON VIANA

CANDEIAS - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 05/10/2021

Bela reportagem! Muito bom o texto, e vem totalmente alinhado com o que falamos sempre! Invista nós pequenos e médios com políticas de remuneração clara e simples em qualidade de leite, faça esses produtores ganharem dinheiro e incentivem os mesmo a buscar mais e mais qualidade e reforce isso pagando bem! E não puxem o tapete deles quando eles investirem tudo e chegarem lá no topo em qualidade, mantenha a estratégia pois nada no leite é imediato, tudo é a longo prazo!
JAN VAN DEN BROEK

PARANAPANEMA - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 04/10/2021

Ótimo artigo. E tem mais estão acabando os estoques de rebanhos bem criados de pequenos e médios produtores . Os quais os Top 100 estão absorvendo abaixo do custo de produção.
ELISEU NARDINO

MARIPÁ - PARANÁ

EM 04/10/2021

Parabéns pelo artigo, essa é a realidade nua e crua.
MERINALDO A BEZERRQ

GARANHUNS - PERNAMBUCO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 04/10/2021

Parabéns Sávio por levantar a discussão e pela análise.
O efeito da escala (volume) na logística não pode ser "fundamentado" pra gerar esse gap tão elevado na precificação e nem pelo efeito da qualidade do leite uma vez que "pequeno ou grande" podem atingir determinado padrão.
Na logística "pequeno ou grande produtor" é algo totalmente factível na operação, e várias ações básicas, em qualquer captador podem tornar a operação factível. Dentre várias, uma delas é aumentar a densidade de fornecedores na malha de coleta e manter equilibrado a relação litros/km rodados.
Porém, parafraseando um amigo "concentração é mais cômodo e gerar carteira é trabalhoso!", não dá pra justificar somente pela comodidade, todavia, é uma discussão relevante que o setor precisa se debruçar. Inclusive, fazendo um paralelo na precificação com outras comoditieis, qual o "prêmio" e qual impacto no distanciamento das cotações?
MAURO WELLINGTON G PEREIRA

OURO FINO - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 04/10/2021

Prezado Sávio,
Sua análise é excelente. A concentração no setor produtivo não foi boa sob nenhum aspecto e em nenhum outro setor, exceto para a "máquina reguladora". Me parecer ser inevitável do ponto de vista do mercado, mas ouso dizer que é um péssimo efeito adverso do capitalismo quando pensamos que os pequenos produtores deixaram de ser autônomos e tornaram-se empregados (CLT) . Mais uma vez, parabéns pelo texto.
MAIKEL WILLIAM GRASEL

PORTO ALEGRE - RIO GRANDE DO SUL - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 04/10/2021

Obrigado Mauro !!

Fico menos pesaroso com aqueles que saem por ineficiência. O caminho desses, é inevitável.

A preocupação está ligada a aqueles produtores que podem estar sendo inviabilizados por essa distorção mercadológica evidente.

Abraço
MARLUCIO PIRES

EDEALINA - GOIÁS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 04/10/2021

Bom dia Sávio. Melhor artigo que já li a respeito do mercado. Discuti com minha esposa anteontem, a respeito dessa discrepância de preço entre grandes e pequenos, e chegamos a mesma conclusão que você. A diferença de preço realmente não poderia ser muito maior que a diferença do custo do frete, e a palavra "subisidio" resumiu toda minha tentativa de explicar a minha esposa o que vai acontecer quando só existirem grandes produtores. Abraços e parabéns pela excelente análise.
RUBENS CARLOS LÜDTKE

TENENTE PORTELA - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 05/10/2021

Na minha região já estão saindo da atividade os "pequenos produtores" de 500 a 1.000 litros dia...
MilkPoint AgriPoint