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Sete oportunidades em leite fluido pouco exploradas pelas indústrias brasileiras

RAFAEL FAGNANI

EM 24/08/2016

8 MIN DE LEITURA

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Na economia e na política, estamos em uma época de alerta e mudanças. Além disso, o consumo de leite fluido está diminuindo ao longo das gerações. Longe de profetizar o caos, esse cenário é no mínimo desafiador para as indústrias de leite pasteurizado e UHT. Mas onde apostar e investir nos próximos anos? Se você pensou em iogurte grego mas quer sair do óbvio, confira esses segmentos que estão consolidados em outros países e que ainda não alavancaram no Brasil.

Antes, vamos explorar a realidade dos consumidores. Um estudo feito pelo USDA concluiu que o consumo de leite fluido vem diminuindo ao longo das gerações. Por exemplo, pessoas nascidas nos anos 70 bebiam mais leite quando comparadas às que nasceram nos anos 80. Atualmente, a geração nascida nessa década (2010) é a que menos consome leite fluido quando comparada às gerações nascidas nos anos 2000, 90, 80 e 70. A diminuição só não é mais acentuada pois o consumo de leite desnatado aumentou nesses 40 anos. Confira abaixo:

consumo de leite fluido

O decréscimo acontece em todas as faixas etárias, em crianças, adolescentes e adultos de todas as idades. Vale lembrar que esses dados são do estudo americano. No Brasil, o consumo per capta de leite fluido é de 110 mL por dia, do qual 80% corresponde ao leite UHT. Os mercados mais expressivos estão no sul e sudeste, regiões responsáveis por 80% do consumo total.

O primeiro motivo para essa diminuição de consumo está relacionado à variedade dos produtos lácteos. Hoje temos diversos tipos de sobremesas e bebidas lácteas, além de iogurtes e outros produtos, como petit suisse, leites fermentados, em pó e etc. A variedade de produtos lácteos aumentou ao longo dos anos, alterando também nossos hábitos de consumo. Dessa forma, sobra menos espaço para o “leite puro”, como é chamado vulgarmente. Isso sem contar a competição com outras bebidas, como extratos de soja, sucos e outros. As gerações que eram acostumadas a beber leite vão saindo de cena e as novas gerações não incorporam totalmente seus hábitos alimentares. O resultado já conhecemos.

Talvez a maior diminuição esteja no consumo das crianças até 5 anos. Antigamente, o único leite disponível era o leite fluido. Hoje temos diversas fórmulas infantis que são receitadas pelos médicos como substitutos ao leite. Deixaremos a discussão entre os nutricionistas, pais e pediatras.

Não apenas a quantidade está diminuindo, mas também a frequência de ingestão. Antes, o consumo de leite acontecia mais vezes ao dia. Hoje, a tendência é relacionar o leite a um alimento matinal. Dessa forma, o consumo fica restrito apenas a um período do dia.

Outro motivo para esse cenário está relacionado aos movimentos sociais que desestimulam o consumo de leite. Entre eles está o público vegano, denominação para quem não consome (ou evita consumir) qualquer tipo de produto que tenha ingredientes de origem animal. Outros comportamentos sociais também ganharam força, todos contrários ao consumo de leite. Eles sempre existiram, mas com a popularização da internet e redes sociais, tomam proporções maiores nos dias de hoje. Com esse apelo popular, a maioria dos consumidores não consegue diferenciar uma informação científica de uma opinião pouco embasada. Por isso, canais que popularizam a verdadeira ciência são muito bem-vindos. Veja alguns além do MilkPoint:

                                 
Fora do Brasil, surgem algumas estratégias para driblar a queda no consumo de leite fluido. Se fizermos uma busca detalhada, vamos encontrar tipos de leite bem curiosos. Por exemplo, uma indústria neozelandesa comercializa um tipo de leite voltado ao público da velha guarda, que não se acostumou à homogeneização, é o chamado “old school creamy”.

A indústria canadense comercializa leite destinado aos atletas, com alto teor de proteínas e poucos carboidratos. Também vamos encontrar as indústrias que usam o leite como veículo de outras substâncias, como probióticos, frutas, vitaminas e aminoácidos. A Itália tem máquinas de leite cru, semelhante às máquinas de refrigerante. O consumidor leva o seu recipiente, coloca algumas moedas e a máquina enche a garrafa.

Entre todos esses exemplos, vemos uma estratégia comum: a de segmentar o mercado para diversos perfis de consumidores. Esse é o conceito do individualismo e expressão pessoal. Outros conceitos também estão em alta para aumentar o consumo do leite fluido: regionalismo, sustentabilidade, rastreabilidade, promoção da saúde e bem-estar. Resumindo, a estratégia é priorizar o consumidor.

Algumas dessas opções podem ser desenvolvidas no Brasil, com investimentos técnicos relativamente baixos, mas com alto investimento em marketing. Confira 7 inovações que já são comercializadas em outros países:

leite ESL Leite ESL
: é a sigla em inglês para o “Leite de Vida Útil Estendida”. Não se trata apenas de postergar o prazo de validade do leite como o sistema UHT. O conceito ESL vai além, prometendo entregar um produto sem nenhum tipo de defeito de sabor. Ou seja, é um leite com sabor muito próximo ao leite recém ordenhado, sem interferência de micro-organismos, lipólises, rancificações, proteólises e etc. Essa tecnologia utiliza a microfiltração, membranas com poros capazes de reter micro-organismos e células somáticas. O leite pode ou não ser pasteurizado, dependendo da legislação do país. Na França esse mercado é muito expressivo. A vantagem também é industrial, uma vez que adiando o prazo de validade do leite pasteurizado, ganha-se na logística de expedição. O custo para a implantação de uma indústria com capacidade de processar 25 mil litros/h é de 600 mil euros. O custo para uma indústria UHT com a mesma capacidade fica acima de 1 milhão de euros. No Brasil podemos encontrar unidades de microfiltração a partir de 200 mil reais.

leite saborizado Leite saborizado:
menta, baunilha, caramelo, banana, blueberry, café, laranja, manga e até o básico chocolate. São alguns dos sabores que o leite pode ser comercializado. Nos Estados Unidos é muito consumido pelas crianças, como substituto saudável aos refrigerantes e sucos de frutas com alto teor de açúcar. Embalagens chamativas, com personagens infantis e super-heróis são estratégias de venda. As estratégias atuais buscam atingir o público adulto, com sabores ainda mais criativos, como o leite saborizado com a exótica cerveja de sassafrás (root beer). Os principais consumidores são os asiáticos, responsáveis por quase 65% do consumo. Norte americanos consomem 15% e sul americanos 8,5% de um total de 20 bilhões de litros anuais. O brasileiro está aberto aos leites saborizados, é o que mostra uma pesquisa feita pela Royal DSM. Entre China, Brasil, Alemanha, EUA e Espanha, o Brasil é o país mais apto ao consumo: 37% dos adultos e 58% das crianças brasileiras tem intenções de consumir leites com sabor.

leite gaseificado Leite gaseificado: se no Brasil associamos o leite à uma bebida de inverno, o leite gaseificado pode mudar esse hábito. É uma bebida leve, refrescante, que combina muito bem com nosso clima tropical. Esse produto é bastante comum na Ásia, e dependendo da marca pode ter maior ou menor quantidade de leite na mistura. O maior desafio das indústrias é introduzir o hábito de beber leite carbonatado. Na maioria das vezes, o consumidor compra apenas para satisfazer sua curiosidade. Na tecnologia, o desafio é evitar a coagulação do leite pela acidificação promovida pelo ácido carbônico. O processo também pode ser associado à saborização, é o que fez a norte americana E-moo, além das empresas tradicionais como a Coca-Cola e Schweppes.

leite para dormirLeite para dormir: ou goodnight milk é o leite com maior concentração de melatonina. É um processo natural, selecionando o leite de animais que foram ordenhados de noite ou madrugada. Nos animais, o ciclo de produção da melatonina varia junto com a luminosidade, que acaba sendo excretada pelo leite. A empresa irlandesa Lullaby já está comercializando o produto. A vida agitada, o estresse e outros problemas acabam resultando em distúrbios do sono, que afeta 40% dos brasileiros segundo a OMS. Ou seja, somos consumidores potenciais!


leite A2Leite A2:
dependendo da genética, as vacas podem produzir leite com proteínas (beta-caseínas) A1 e/ou A2. A diferença entre elas é de apenas um aminoácido (histidina na A1 e prolina na A2). As consequências são inúmeras, mas vamos ressaltar as duas principais: diminuição do potencial alergênico e maior rendimento para derivados. A raça Gir leiteiro é uma das que produz o leite A2. Ainda há muita discussão na comunidade científica sobre o baixo potencial alergênico do leite A2. Enquanto isso, indústrias australianas e japonesas aumentam as vendas ofertando o leite A2 no mercado. A procura pelos consumidores é alta, mesmo com apenas 2,5% da população mundial alérgica às proteínas do leite. O trabalho de marketing é o responsável pela alta procura, associando o consumo do leite A2 com melhor digestão e prevenção de várias doenças.

leites regionais Leites regionais: assim como o café, o leite também tem o seu terroir. Diferenças no clima, altitude, umidade, luminosidade, características do solo, água e alimentação influenciam no sabor do leite. Essa propriedade está sendo explorada por produtores suíços, que entre outras coisas, querem aumentar o lucro. A tendência de consumo também segue esse caminho. Vários estudos internacionais apontam que os consumidores estão dispostos a pagar preços diferenciados em alimentos regionais. E no Brasil? As diferenças territoriais são muito evidentes no sabor do leite. Os próprios consumidores percebem quando viajam. Leite do triângulo mineiro, leite da região de Castro-PR ou da região serrana de Santa Catarina seriam algumas das nossas opções. Eu fiquei com vontade de provar, e vocês?

leite orgânico e BST free Leite orgânico e BSTfree: leite orgânico é o leite proveniente de uma fazenda que pratica a agricultura e a pecuária orgânica. Para que possam comercializar seus produtos como "orgânicos", os produtores brasileiros devem ser certificados por um Organismo da Avaliação da Conformidade Orgânica (OAC) credenciado pelo MAPA; ou apenas cadastrarem-se no MAPA para realizar a venda direta sem certificação. Nos EUA a venda de leite orgânico aumentou quase 10% durante o ano de 2014. No mesmo período, a procura pelo leite convencional recuou quase 4%. O leite BSTfree segue a mesma linha. Por definição, é o leite proveniente de fazendas que não usam hormônio (somatotropina) para estimular a produção de leite. Alguns países já proibiram seu uso, mas no Brasil é permitido. Liberar, proibir? Esse é um tema que está em discussão e foi pauta durante a reunião entre os Comitês Coordenadores do Codex Alimentarius da América Latina, Caribe e da África no ano passado. O fato é que os consumidores têm aversão da palavra hormônio. Portanto, comercializar um produto com o rótulo “livre do hormônio BST” parece uma boa, não? 

Concluindo, as opções para a indústria brasileira explorar são várias. Basta decidir qual a melhor estratégia. Mas atenção, a melhor estratégia nunca será boa o suficiente se não estiver associada a um ótimo trabalho de marketing. Como diria Steve Jobs: “As pessoas não sabem o que querem, até mostrarmos a ela”.

Estamos com inscrições abertas para a disciplina de Desenvolvimento de Novos Produtos na Indústria Láctea. Mais informações aqui. 

Também convido a todos a curtirem a fan page do Mestrado em Ciência e Tecnologia de Leite da UNOPAR. Até a próxima!

RAFAEL FAGNANI

Médico veterinário, com mestrado e doutorado em ciência animal pela UEL. Professor e orientador de mestrado em Saúde e Produção animal e Ciência e Tecnologia de Leite e Derivados na UNOPAR. Professor na UEL, responsável pela disciplina de inspeção.

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RAFAEL FAGNANI

LONDRINA - TOCANTINS - PESQUISA/ENSINO

EM 07/10/2016

Olá José Antonio! Obrigado pelo comentário. Aqui no curso de Mestrado do Leite da UNOPAR temos uma planta piloto da TIA-Brasil. Entre em contato com o Sr. Vicente para dar uma atualizada em relação aos preços.

http://www.tiabrasil.com.br/index.php

http://plantapiloto.com.br/.

Em escala industrial, para uma fábrica com processamento de 25 mil litros de leite por hora, implantar a tecnologia de microfiltração fica em torno de 600 mil euros. Mais barato que o UHT.

Aqui no Brasil a legislação não permite que o leite seja apenas microfiltrado. Para atender os requisitos legais é necessário pasteuriza-lo também. Como nos EUA.

Isso porque a tecnologia de membranas não seleciona micro-organismos, e, se há a possibilidade de haver bactérias no leite que foi filtrado, também há a probabilidade dessa bactéria ser patogênica. Assim, devemos em primeiro lugar considerar a qualidade do leite e a segurança alimentar, ao substituir a pasteurização pelo processo de microfiltração.

Na França e Canadá é possível comercializar leite que foi apenas microfiltrado.

Grande abraço!

JOSÉ ANTONIO M. DE ARAÚJO

SALVADOR - BAHIA - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 06/10/2016

Professor Rafael meus parabéns, brilhante matéria!

Opiniões demostra o temor da industria em apostar em novos produtos, exemplos demonstram a morosidade publica em aprovar um produto amplamente consumido nas mais variadas regiões no mundo.

Retornando a sua matéria, o Sr. informa que no Brasil podemos encontrar unidades de microfiltração a partir de 200 mil reais. Poderia disponibilizar a informação quem são estes fabricantes!

Existe legislação no Brasil que permite o uso deste equipamento (Microfiltração) para leite e derivados?
RAFAEL ÁVILA

EM 04/10/2016

Obrigado Rafael, conheço o Science Direct, mas normalmente uso o google acadêmico, mas em qualquer pesquisa que leio procuro verificar se a entidade ou pesquisadores são envolvidos com empresas e isso normalmente ocorre, mas o interessante é que testamos e funcionou.

Posso dizer que eu era apaixonado por leite, rs, mas tive que me distanciar, porém vez ou outra como a coalhada de uma certa indústria regional, não sei se ela sem querer possui fornecedores com vacas que produzem o A2 ou uma mistura (ainda vou tentar conversar com eles), porque me afeta menos, fico apenas algumas vezes com o nariz entupido e com menos coriza/secreção, talvez seja pela fermentação que ajuda em algo, mas por exemplo com o iogurte da maioria das marcas que é um produto fermentado ás vezes fico bem mal. Devido gostar tanto de vez em quando vou experimentando os produtos para ver aqueles que mais afetam, até o leite A2 aparecer, apesar de que irei experimentar também o leite de cabra, pode ser uma boa saída para o meu filho em diversifcar a alimentação, mas está um pouco ruim de encontrar na minha região, apesar de ter rebanho, mas o pessoal cria muito para corte.
RAFAEL FAGNANI

LONDRINA - TOCANTINS - PESQUISA/ENSINO

EM 03/10/2016

Obrigado Rafael Ávila por partilhar sua experiência pessoal. Espero que encontre informações úteis por aqui. Para maior detalhes e busca de pesquisas científicas sérias, recomendo o site Science Direct. Infelizmente as buscas são apenas em inglês.

Melhoras pra você e para o seu filho! Abraços.
RAFAEL ÁVILA

EM 30/09/2016

A matéria é boa, mas por iniciação cientifíca séria, existem estudos acadêmicos e científicos sim que apontam os problemas relacionados com o leite a diferença que existem profissionais que escolhem um lado e outros que ainda escolhem o tradicional, também a força da indústria que é muito forte e sabendo sim que o leite afeta em algo boa parte da população, não apenas uma pequena percentagem, estão investindo bastante no tal leite tipo a2, pois a percentagem pequena é referente apenas a alergias, mas a medicina ocidental ainda fala quase nada da hipersensibilidade e fora os casos de intolerância. Juntando tudo ou apenas uma simples intolerância, as pessoas nem percebem porque sentem pouco desconforto e acusam um ovo, uma maionese, uma feijoada, mas o intestino já está irritado a dias e a pessoa passa anos possuindo pequenas inflamações no intestino, depois de uma idade começam a aparecer hemorroídas, diverticulite entre outros , a medicina oriental também com embasamento clínico fala há anos de problemas das hipersensibilidade/inflamação já citada que o leite provoca, com esses dados desde o ano passado resolvi tentar e o meu problema depois de 30 anos e o do meu filho que acabou herdando de mim se tornou controlado.



Temos rinite alérgica e intolerância a lactose, sendo que a minha intolerância é menor e ficou mais acentuada nos últimos 2 anos, mas é bem menor que a do meu filho, porém o caso de rinite a poeira, ácaros e etc que ficou bem curiosa, quando tomávamos normalmente o leite o nariz vivia entupido, bastava passar por um lugar com mais poeira e já era, em ambos dava logo a coriza e se não melhorava até o outro dia já entrava no quadro de sinusite, porém no meu filho vai além, inflamação do ouvido, olhos e etc, ou seja, o leite aumentava a inflamação piorando os casos.



Ano passado antes de solucionar a investigação e ter passado por vários médicos que só passavam antibióticos, remédios para alergia e até para asma, sendo afetado em um momento por tanto atibiótico que a boca ficou com mais de 12 visíveis aftas. Agora depois de 10 meses está bem controlado, a última vez que ele tomou antibiótico foi há 6 meses atrás, pois em um aniversário da escola comeu bastante bolo e brigadeiro, aí pela noite o nariz já estava fechando até piorar o caso.



Sei que o site é para enaltecer, mas não me segurei porque não concordei com um ponto, mas venho acompanhando o site para tentar encontrar informações de possíveis vendas do tipo A2, para eu experimentar primeiro e depois dar para ele tb, pois querendo ou não facilita a rotina, poderá ter mais alternativa de alimentos para comer, pq eu me viro bem, sou adulto, posso até ficar com vontade porém entendo e passa, mas as vezes ele fica triste, outras não, porque não pode comer determinada coisa que outros comem. Lembrando que quando frequentemente visitávamos a clínica e hospital para solucionar o caso, várias crianças na fila com o mesmo problema, as declarações eram as mesmas e o tratamento o mesmo...
MATHEUS PREVELATO

MARECHAL CÂNDIDO RONDON - TOCANTINS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 31/08/2016

Muito bom parabéns Rafael Fagnani!!!!!!
MATHEUS PREVELATO

MARECHAL CÂNDIDO RONDON - TOCANTINS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 31/08/2016

Muito bom parabéns Rafael Fagnani!!!!!!
LORENA R DE NICOLO E SILVA

CAMPO LIMPO PAULISTA - SÃO PAULO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 27/08/2016

Leite para dormir: já quero!
RAFAEL FAGNANI

LONDRINA - TOCANTINS - PESQUISA/ENSINO

EM 26/08/2016

Que pena Roberto. Estamos desenvolvendo um pesquisa sobre leite A2 associado à produção de queijos. Realmente torço muito para que seu projeto seja concretizado! Abs.
ROBERTO JANK JR.

DESCALVADO - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 26/08/2016

Para ilustrar esse tema da legislação, em nosso caso solicitamos analise da inclusão do A2 (mostrando a marca Australiana que tem isso no mercado) e leite para dormir (mostrando a marca norte americana que tem isso no mercado) nos rótulos e a resposta é que o Brasil "não tem trabalhos científicos conclusivos" sobre o assunto e por isso não pode ser mencionado no rótulo. É desmotivador.
RAFAEL FAGNANI

LONDRINA - TOCANTINS - PESQUISA/ENSINO

EM 26/08/2016

Olha só pessoal, um dos assuntos levantados nesse artigo:



"A fila de itens que aguardam aval para entrar no mercado soma 348 produtos, e o prazo médio é de 18 meses. No caso de compostos inovadores, a demora é maior. O prazo total pode chegar a cinco anos. As empresas muitas vezes desistem de lançar seus produtos no país."



Segue o link da matéria completa:

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/mercadoaberto/2016/08/1806845-lentidao-da-anvisa-trava-inovacao-na-industria-de-alimentos-diz-entidade.shtml
DANIEL LANNA

RIO DE JANEIRO - RIO DE JANEIRO - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 26/08/2016

Materia realmente muito boa!



Sugestao : Fazer uma nessa linha bem esclarecedora e simples para derivados!



Obg
GENECIO FEUSER

PARANAVAÍ - PARANÁ - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 25/08/2016

Matéria com muito conteúdo, simples assim. Parabéns.
RAFAEL FAGNANI

LONDRINA - TOCANTINS - PESQUISA/ENSINO

EM 25/08/2016

Obrigado Maria Thereza! Fico feliz que tenha gostado!
MARIA THEREZA REZENDE

CAMPOS ALTOS - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 25/08/2016

Excelente matéria!!!
RAFAEL FAGNANI

LONDRINA - TOCANTINS - PESQUISA/ENSINO

EM 25/08/2016

É verdade Fernando. O leite evaporado é muito comum nos nossos hermanos aqui do lado. Além da Argentina, o Uruguai e o Peru também usam o leite evaporado. São comercializados em latas, muito usados no café com leite!

Tecnicamente o leite evaporado é da família dos leites concentrados, assim como o leite condensado.

Obrigado pelo seu comentário!!!
FERNANDO SOUSA

SÃO PAULO - SÃO PAULO - INDÚSTRIA DE INSUMOS PARA A PRODUÇÃO

EM 25/08/2016

Excelente matéria Rafael! Adicionaria o leite evaporado como uma 8a oportunidade. Já é vendido para o segmento de foodservice, mas engatinhando no mercado de varejo.
RAFAEL FAGNANI

LONDRINA - TOCANTINS - PESQUISA/ENSINO

EM 24/08/2016

Obrigado Roberto e Marcos pelos comentários! Em relação as aprovações dos produtos, as mais complicadas seriam para o Bstfree e para o leite com maior porcentagem de melatonina. Hoje, temos no comércio brasileiro os saborizados e os orgânicos. A Epamig já desenvolveu uma bebida carbonatada a base de soro de leite. A notícia foi veiculada como "refrigerante do bem". Abraços!
MARCOS ABEL

LARANJA DA TERRA - ESPÍRITO SANTO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 24/08/2016

Parabéns pela matéria foi muito proveitosa  , esse é o caminho
ROBERTO JANK JR.

DESCALVADO - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 24/08/2016

Ótimo para o produtor, ótimo para a industria e ótimo para o consumidor.

Porem tente registrar na Anvisa ou SIF qualquer desses itens no rótulo, como um diferencial. Talvez em 2075 seja aprovado...
MilkPoint AgriPoint