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Panorama internacional sobre o controle de mastite - parte 2

POR MARCOS VEIGA SANTOS

MARCOS VEIGA DOS SANTOS

EM 04/05/2001

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Marcos Veiga dos Santos

De maneira simplificada, os microrganismos causadores de mastite podem ser classificados como contagiosos, ambientais, sendo incluído ainda um terceiro grupo chamado de microbiota oportunista da pele do teto, composto por estafilococos coagulase-negativos. (Leia também: Estafilococos coagulase-negativo - mastite ou contaminação?). Podemos afirmar que os agentes contagiosos são os maiores responsáveis pela ocorrência de mastite subclínica e conseqüentemente do aumento da CCS do leite. O controle dos microrganismos contagiosos, em especial das bactérias Streptococcus agalacitae e Sthaphylococcus aureus, tem sido realizado através da implantação do Programa dos 5 pontos, desenvolvido na Inglaterra na década de 60 e ainda hoje é a principal e mais eficiente ferramenta para o controle da mastite bovina em todo o mundo:

Quadro 1 - Programa dos 5 pontos para controle de mastite

Quadro 1


Historicamente, à medida que ocorre a redução da CCS dos rebanhos devido ao controle da mastite contagiosa, é comum observar aumento na incidência de mastite ambiental. Desta forma, a CCS não é um bom indicador para monitoramento de mastite causada por agentes ambientais, como a Escherichia coli e Klebisiella. Infelizmente, o programa dos 5 pontos, que originalmente foi proposto par o controle de agentes contagiosos, não apresenta bons resultados para o controle da mastite ambiental. Sendo assim, novas medidas de controle do ambiente e das instalações, programas de vacinação e suplementação de micronutrientes tem sido recomendadas como medidas auxiliares no controle da mastite ambiental.

Portanto, atualmente temos ferramentas e conhecimentos disponíveis para a produção de leite com CCS menor que 400.000 células/ml, através da aplicação de medidas simples e preventivas desenvolvidas há mais de 40 anos. No entanto, estas medidas, mesmo de que fácil implantação, baixo custo e excelente retorno em termos de relação custo:benefício, são desconhecidas da grande maioria dos nossos produtores. Velhos problemas, como a mastite, apresentam soluções simples e também antigas, neste nosso mundo moderno e globalizado. Podemos, então afirmar que as palavras de ordem para minimizarmos as perdas com a mastite são: informação, revisão de velhos conceitos e principalmente incentivos claros para a produção de leite de qualidade.

fonte: Pacific Congress on MilkQuality, Japan, p.245-251, 2000

MARCOS VEIGA SANTOS

Professor Associado da FMVZ-USP

Qualileite/FMVZ-USP
Laboratório de Pesquisa em Qualidade do Leite
Endereço: Rua Duque de Caxias Norte, 225
Departamento de Nutrição e Produção Animal-VNP
Pirassununga-SP 13635-900
19 3565 4260

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