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Consumo de leite cru é condenado pelo Conselho Nacional de Mastite dos EUA

POR MARCOS VEIGA SANTOS

MARCOS VEIGA DOS SANTOS

EM 31/05/2010

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A venda direta para o consumidor final de leite cru ou de algum derivado lácteo produzido com leite cru é terminantemente proibido no Brasil desde a década de 1970. No entanto, dois fatores contribuem para a necessidade de abordar esse tema visando esclarecer o consumidor final dos potenciais riscos associados.

O primeiro fator é que uma parcela significativa do leite produzido é comercializada via mercado informal, o que indica que os consumidores não têm garantias de inocuidade destes alimentos. O segundo fator é a tendência de um grupo de consumidores que são sensíveis ao apelo do consumo de alimentos naturais, sem nenhum tipo de processamento industrial e com compra direta do produtor. Em ambos os casos, muitos destes consumidores são desinformados sobre os riscos do consumo de leite cru.

Considerando a importância do assunto, disponibilizamos a tradução na íntegra de um documento recentemente publicado pelo Conselho Nacional de Mastite dos EUA (NMC), que aborda os riscos do consumo do leite cru.

"O crescimento atual da demanda pelo consumo de leite cru reflete um mercado em constante expansão dentro de um cenário de produção local, natural e de alimentos não transformados. Para atender a essa demanda crescente, os produtores de leite estão se tornando mais envolvidos na venda e/ou distribuição do leite cru. O leite cru é o leite de vacas, ovelhas, cabras e outros animais, que não tenha sido pasteurizado.

A pasteurização do leite cru foi introduzida há vários anos para evitar a propagação de doenças zoonóticas transmitidas pelo leite, especialmente a tuberculose e brucelose. As qualidades nutricionais, o melhor sabor e os benefícios para a saúde têm sido defendidos como razões para consumir o leite cru. No entanto, há uma falta de dados com base científica para substanciar essas afirmações. Por outro lado, diversos riscos à saúde têm sido associados com o consumo de leite cru.

Um grande número de focos da doença foi notificado em pessoas após o consumo do leite cru. Por exemplo, 12 surtos documentados associados ao consumo de leite cru ocorreram nos EUA entre 2000 e 2008. A partir desses surtos, 435 pessoas foram diagnosticadas com infecções bacterianas transmitidas pelo consumo de produtos lácteos crus, com mais de 60 pessoas hospitalizadas e cinco mortes, incluindo natimortos devido à listeriose.

Durante este mesmo período, havia apenas dois surtos documentados associados com o consumo de produtos lácteos pasteurizados: um deles envolvia Listeria monocytogenes, e o outro, Salmonella typhimurium. A contaminação pós-pasteurização foi implicado em ambos os focos, embora o modo específico de contaminação não foi identificado.

Apesar de numerosos estudos demonstrarem que os riscos associados ao consumo de leite cru, muitas pessoas continuam a consumir leite cru. Baseado em histórico de doenças recentes associadas ao consumo de leite cru, de várias organizações, agência e associações incluindo U. S. Food and Drug Administration, U. S. Centers for Disease Control and Prevention, American Medical Association, American Academy of Pediatrics, American Public Health Association, American Veterinary Medical Association, U. S. Animal Health Association, U. S. Department of Agriculture, National Environmental Health Association, International Association for Food Protection, Health Canada, European Food Safety Authority, Food Standards Australia New Zealand, e a Organização Mundial da Saúde (OMS), todos têm declarações formais sobre os riscos associados com consumo de leite cru e defendem o consumo do leite pasteurizado.

Nos EUA, é uma violação da lei federal vender o leite cru para uso doméstico entre estados, sendo a venda intraestadual de leite cru ilegal em cerca de 20 estados. Entre os estados que permitem o comércio interestadual de leite cru destinado ao consumo humano, os regulamentos e as normas variam consideravelmente. Em alguns países como o Canadá, o leite cru não pode ser vendido.

Quando o leite cru é vendido legalmente, são necessárias estratégias para reduzir riscos à saúde humana, padrões mínimos adequados de regulação devem ser criados para assegurar que a rotulagem, higiene durante a ordenha e os níveis de contaminação microbiana sejam efetivamente monitorados e mantidos. A educação dos consumidores para alertar os riscos potenciais transmissão de doenças de origem alimentar pelo leite cru (e outros produtos lácteos) também é necessária.

Os regulamentos que exigem que os produtos lácteos não pasteurizados atendam as normas específicas de higiene e padrões microbiológicos têm funcionado efetivamente em outros países. O desenvolvimento de padrões microbiológicos para o leite cru parece ter mérito, mas exigem métodos que podem detectar uma variedade de patógenos diferentes e provavelmente teria um custo proibitivo. Além disso, os testes para o leite cru não podem ser usados como uma alternativa eficaz à pasteurização, uma vez que a incapacidade de um método para detectar um patógeno não indica sua ausência.

A exigência de advertências de saúde a ser adicionado visivelmente nos rótulos do leite cru pode ser um mecanismo útil para alertar os consumidores dos riscos inerentes ao seu consumo. Em alguns estados dos EUA há a exigência de rotulagem de advertência. No entanto, programas intensivos de educação são necessários para assegurar que as populações vulneráveis (idosos, gestantes, pessoas imunodeprimidas e as crianças) compreendam verdadeiramente os riscos que estão associados ao consumo destes produtos. Do ponto de vista da redução dos riscos ao nível da fazenda, o desenvolvimento de medidas de controle pré e pós-ordenha para minimizar a contaminação fecal do leite são fundamentais para o controle de patógenos.

Alguns agentes patogênicos alimentares dos seres humanos são endêmicos e comensais no gado leiteiro, sendo que os esforços de investigação de fatores de risco dentro da produção primária relacionada com a contaminação do leite cru são necessários. É provável que a contaminação bacteriana possa ser reduzida melhorando a higiene durante a ordenha, embora a eliminação completa destes riscos não seja factível.

De primordial importância é a necessidade de fornecer programas educativos e materiais visando aumentar a consciência dos riscos de contaminação microbiana para os produtores de leite, os funcionários de laticínios e consumidores.

Os produtores de leite que fornecem leite cru devem ser bem informados dos riscos e responsabilidades associadas com a venda de leite cru, assim como as empresas e seguradoras envolvidas na atividade. O aumento dos esforços educativos junto aos consumidores é essencial para protegê-los contra os riscos potenciais associados com o consumo de leite cru. Os esforços para educar e informar os políticos, reguladores e legisladores também são necessários para que as legislações sejam adequadas e os padrões microbiológicos do leite cru a ser vendidos para consumo humano possam ser estabelecidos.

O NMC (Nacional Mastitis Council dos EUA), juntamente com várias outras organizações de saúde pública, agências e associações recomendam o consumo de leite pasteurizado e desestimulam a venda e o consumo de leite cru. Nos estados (dentro dos EUA) onde o leite cru é vendido legalmente, o NMC estimula estratégias para reduzir riscos à saúde humana que são inerentes ao consumo destes produtos.

Tais estratégias incluem a elaboração de regulamentos de uniformes e normas de segurança, e a educação dos consumidores e produtores sobre a produção, venda e consumo de leite cru. Os programas educacionais são necessários para assegurar que as populações vulneráveis (idosos, gestantes, pessoas imunodeprimidas e as crianças) compreendam verdadeiramente os riscos que estão associados ao consumo destes produtos.

Embora estes esforços possam ser capazes de reduzir os riscos associados ao consumo de leite cru, a única forma segura de evitar doenças de origem alimentar associada ao leite cru é o consumo de leite que foi pasteurizado."

Fonte: tradução livre de Marcos Veiga dos Santos. A íntegra do texto (em inglês) está disponível aqui.

MARCOS VEIGA SANTOS

Professor Associado da FMVZ-USP

Qualileite/FMVZ-USP
Laboratório de Pesquisa em Qualidade do Leite
Endereço: Rua Duque de Caxias Norte, 225
Departamento de Nutrição e Produção Animal-VNP
Pirassununga-SP 13635-900
19 3565 4260

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CLEDNA DE FÁTIMA IGLESIAS MASSERA

IBAITI - PARANÁ - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 18/12/2018

Gostaria de saber o que é quando o leite de vaca in natura apresenta uma gosma transparente e se faz mal para i ser humano.?
CESAR N. LUNARDI

SÃO PAULO - SÃO PAULO

EM 07/06/2018

OK matéria importante de esclarecimento Publico , porém minha opinião em determinadas
regiões do Mundo nem sempre existe um Laticínio disponível para Beneficiamento de Leite ,
razão pela qual hoje acredito ainda mais no Leite PURO (CRU) seja ele de Vaca ou Cabra do que no Leite industrializado ......
CARLOS AUGUSTO WOLFF

TAQUARA - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 10/08/2016

lendo a matéria e diversos comentários, gostaria apenas de lembrar, assim como em nossa família, muito adquirem leite crú, porém o fervem antes do consumo o que por si só garante a saúde do produto consumido.

Sempre demos preferência por adquirir leite crú, a indústria não consegue garantir a qualidade do leite que entrega que é extremamente processado para se tornar inócuo, os pequenos produtores descartam o que não pode ser consumido e aqueles que entregam o leite aos laticínios na maioria dos casos entregam leite adicionado de tudo que sai dos tetos das vacas, com controle mínimo e na maioria das vezes não respeitando nem os prazos de descarte após aplicação de medicamentos, por isso ainda confio mais no leite crú entregue por um pequeno produtor que cuida de sua ordenha e rebanho com boas práticas de sanidade.

att

Carlos
EVERTON DA SILVA MARQUES

SÃO PAULO - SÃO PAULO

EM 02/04/2014

Vide este material impressionante a favor do leite cru:



http://www.realmilk.com/wp-content/uploads/2012/11/CampaignforRealMilkSept2011.ppt
LUCILIA

LONDRES - LONDRES - DISTRIBUIÇÃO DE ALIMENTOS (CARNES, LÁCTEOS, CAFÉ)

EM 15/04/2013

Estava já desesperada ao ler comentários tão desinformados quando finalmente vi alguma luz ao ler o comentário do meu conterrâneo Paulo Henrique. Atualmente moro na Inglaterra e apenas consumo leite de cabra cru, que compro diretamente da fazendeira todos os sábados no "Farmers' Market".



A comercialização de leite cru aqui é altamente regulada, sendo proibida em supermercados e permitida apenas se vendida diretamente do produtor ou em estabelecimentos licenciados para a venda de produtos naturais. O rotulo tem que demonstrar claramente que o alimento não foi tratado com calor (pasteurizado) e que pode cometer organismos maléficos à saúde. Ainda assim, o mesmo ataque ao leite cru ocorre, sendo totalmente proibido na Escócia por exemplo.



O resultado é que os fazendeiros de leite cru são infinitamente mais fiscalizados do que os produtores em massa de laticínios, que têm como clientes poderosos supermercados que visam apenas o seu lucro e não a saúde da população. As vacas e cabras dessas fazendas sequer vêem a luz do dia e são sujeitas a maus tratos, além da injeção de hormônios, antibióticos, etc. Sem duvida, é importante esclarecer a população que não é uma boa idéia consumir tal leite não pasteurizado. Mas também deveriam esclarecer que não é uma boa idéia consumir esse leite nunca! Mas, que consumamos por opção, como fazemos com a coca-cola, mas cientes dos riscos associados. Estamos todos cada vez mais resistente a antibióticos mesmo sem estarmos doentes e ninguém se pergunta a razão?!



Enfim, posso ficar o dia inteiro aqui, mas queria enfatizar também a questão dos alimentos transgênicos levantada acima. A Monsanto nos estados unidos obteve em menos de 10 anos o monopólio de mais de 90% do mercado da soja, esmagando os pequenos fazendeiros e ameaçando-os com processos judiciais por utilizar os seus grãos, pois a Monsanto possui propriedade dos seus grãos transgênicos. Sim, desde os anos 80 é possível patentear grãos transgênicos que,por serem altamente resistentes, invadem e facilmente tomam conta de plantações de grãos normais. Inocentes fazendeiros que sofreram contaminação são obrigados a pagar indenização a Monsanto, o que freqüentemente os leva a falência.



Tudo isso apenas para ressaltar que o leite cru de animais saudáveis é um alimento completo. O governo deveria fiscalizar a qualidade da produção, e não, como sempre, optar pela via mais fácil.
PAULO HENRIQUE TRÄSEL

PORTO ALEGRE - RIO GRANDE DO SUL

EM 20/04/2012

O problema da pasteurização é que torna o leite uma alimento morto. Justamente o mix de bactérias que existe no leite cru, propicia uma melhor digestão do mesmo, bem como a absorção dos nutrientes.

Leite crú de vacas saudáveis, que se alimentam de pasto, pegam sol, e se movimentam, não representa risco a saúde e sempre foi consumido em larga escala durante 10.000 anos.

O mesmo não se pode dizer de leite produzido por vacas confinadas, que se alimentam de grãos e são estimuladas a uma lactação constante. Esse gado normalmente desenvolve mastite e outras doenças, além de ser constantemente injetado com antibióticos e porcarias do gênero.

O leite de má qualidade que sobrou é submetido a processos pasteurização, homogeneização ( sem comentar o longa vida ) que o transformam em algo estéril, com proteínas e gorduras deturpadas e sem o importante mix de bactérias que são importantíssimas para saúde de nossa flora intestinal.

Desculpe-me os bem intencionados, mas sempre que nos distanciamos da natureza o resultado é ruim, vide o aumento vertiginoso de doenças degenerativas: câncer, parkinson, alzeimer, lupus, etc.

Finalmente, acho que temos que ter o direito de escolher o que queremos comer e correr os riscos inerentes a escolha. Por exemplo, não quero comer soja transgênica, mas o estado não me dá escolha, muito menos defende meus direitos, apenas o direito do mais forte, que é a Monsanto. Olha na verdade não quero comer soja de espécie alguma, mas quero poder escolher meus alimentos conhecendo sua origem e isso meu amigo só é possível na relação com pequenos produtores.

Temos que evoluir e não insistir no erro de comermos e oferecermos a nossos filhos alimentos cada vez mais processados e estéreis.

Paulo Träsel  
  
PAULO ARRUDA FIGUEIREDO DA SILVA

GUAJARÁ-MIRIM - RONDÔNIA - PESQUISA/ENSINO

EM 24/01/2011

Prezado Professor Marcos

Sou Médico Veterinário, Inspetor Sanitário da Vigilancia Sanitária da Secretaria Municipal de Saúde - Guajará Mirim - RO. O consumo do leite cru é uma questão de cultura e educação. Uma população esclarecida e consciente dos riscos que ocorrem quando se consome o produto citado, em hipótese alguma, vai consumi-lo. Por outro lado há também a questao politica local (municipal), pois ha vereadores e prefeitos que apoaim e defendem a comercialização do leite crua, alegando questões sociais, indo de encontro ao trabalho da Vigilância Sanitária.
Aqui em Guajará-Mirim (RO), existe um produtor que possui um pequeno laticinio, onde pasteuriza e envasa leite, sob a inspeção estadual e, no entanto, nao tem o apoio das autoridades municipais, aponto do mesmo ter que recorrer ao Ministério Público, para poder vender o seu leite no municipio e nao ter tanto prejuizo com a concorrência desleal. infelizmente no Brasil o que prevalece é o poder político que muitas as vezes está a cima do interesse da saúde pública. Andamos apreendendo galoes de leite cru e inutilizando o produto ilegal, sendo comercializados em padarias, mercearias e nas esquinas e em face desta nossa postura fomos mal interpretados por alguns vereadores e foram a radio local nos acusar de perseguidores. jogando a população contra nós. Fizemos campanha educativa nas escolas de ensino fundamental e médio, a fim de conscientizar a população estudantil dos riscos inerentes ao consumo de alimentos impróprios, vencidos e comercializados de forma ilegal como o leite e a carne bovina clandestina. No nosso País existem Leis, porém poucas sao cumpridas e a venda do leite cru passou a ser um caso de policia


<b>Resposta do autor:</b>

Prezado Paulo Arruda Figueiredo da Silva,

Obrigado pela sua participação e informações. Atenciosamente, Marcos
HELBA PEREIRA

IMPERATRIZ - MARANHÃO - ESTUDANTE

EM 25/10/2010

O artigo é Muito esclarecedor e está relatando a pura realidade.
O consumo do leite cru no Brasil ainda é muito alto. Os consumidores ainda estão mau informados quando diz respeito a sabor e qualidade, pois as características de palatabilidade não quer dizer que o produto a ser consumido terá boa qualidade. É necessário um incentivo maior do poder público para incentivar as pessoas o quão riscos elas correm ao ingerirem o leite in natura e derivados, podendo ser doenças infecto-contagiosas e gastrintestinais.
Fiz um trabalho sobre leite cru, e coletei algumas amostras de pontos diferentes, é incrível a higiene e manejo, encontrei leite sendo vendido até em açougue, o que é uma situação muito intrigante. O pior de tudo é que vende e muito rápido por sinal. Realizei análises fisico-químicas e os resultados são os piores possíveis, em um deles o IC (indice crioscopico) foi de 26% de fraude, acidez 20ºD, ou seja valores muito fora dos padrões do controle de qualidade. Fatos como estes só serão resolvidos quando a população se conscientizar do próprio risco que corre a saúde.
PAULO ROBERTO VIANA

GOIÂNIA - GOIÁS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 19/06/2010

Marcos,
Achei interesante esse artigo. Como no Brasil é proibido o comércio direto ao consumidor final, não encaro essa questão como o maior dos problemas. Vejo que a estratégia mais adequada seria pressionar a vigilancia sanitária para executar sua tarefa de fiscalização. Tenho receio de criarmos uma polêmica muito grande em torno do assunto e nossos governantes, incompetentes em sua tarefa de fiscalização, decidirem aprovar mais uma lei obrigando colocar nas embalagens LEGALIZADAS E PASTEURIZADAS algo como: "Cidadãos!! Lembrem-se de não beber leite crú". Isso seria o fim da picada para o produtor. Se já não bastasse aquele aviso ridículo que tem na embalagem de leite dizendo: Esse produto não deve ser usado para alimentar crianças menores de 1 (um) ano de idade bla bla bla...
Sei da importancia de conscientizarmos a população, mas acredito que isso deveria ser feito de uma forma a evitar uma anti-propaganda com o leite. Não vejo nenhuma cervejaria falando que o consumo do alcool destroe o fígado, etc.
Atenciosamente, Paulo Viana


<b>Resposta do autor:</b>

Prezado Paulo,

Acho que as suas ponderações são muito adequadas. No entanto, vejo que o assunto é muito relevante e deve ser divulgado para um público que não tem acesso a lei, ou seja, o público do leite informal. Concordo que a lei existe e deve ser aplicada, mas uma grande parcela do leite do Brasil não está inserida nesta lei. Na minha opinião, a informação não se trata de uma anti-propaganda e sim uma forma de manter a imagem de alimento saudável e seguro, desde que seja consumido após o tratamento térmico, como a pasteurização.

Atenciosamente, Marcos Veiga
DANIEL POLITORI

TAQUARITUBA - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 04/06/2010

ola bom dia não e bom tomar leite cru , por motivos de igiene e algo mais , mas vi um artigo aqui msm que na inglaterra estava sendo vendido leite direto do produtor para o consumidor ... se possivel ver estudos neste sentido abraçoss...

<b>Resposta do autor:</b>

Prezado daniel politori,

Existe sim alguns países da Europa (Inglaterra, França) e alguns estados dos EUA em que é permitida a venda de leite cru para o consumidor. Nesta situação, os produtores de leite tem que ter um credenciamento e monitoramento da qualidade. Trata-se de uma questão de legislação, mas deve-se mencionar que isso é proibido no Brasil.


Atenciosamente, Marcos Veiga

www.marcosveiga.net

MICHELE ROCHA OTSUKA

ANDRADINA - SÃO PAULO

EM 01/06/2010

Senhor Marcos Veiga dos Santos
D.Sc. e professor:

...O segundo fator é a tendência de um grupo de consumidores que são sensíveis ao apelo do consumo de alimentos naturais, sem nenhum tipo de processamento industrial e com compra direta do produtor...

Jamais a estimulação por consumo de alimentos in natura como o leite crú pode ser induzida com certeza o senhor tem razão..., acho que o apelo feito por profissionais da saúde em ser melhor o consumo de alimentos naturais não quer dizer que beba leite crú, isso nunca.


<b>Resposta do autor:</b>

Prezada Michele Rocha Otsuka,

Concordo com a sua afirmação. No entanto, existe um grande número de informações errôneas que são passadas por diversos profissionais. A recomendação é não consumir leite cru, independentemente da sua origem, pois isso gera um risco para a saúde de quem consome o leite.

Atenciosamente, Marcos Veiga

ALTAIR RAFAGNIN

SANANDUVA - RIO GRANDE DO SUL

EM 31/05/2010

Com certeza, o consumo de leite cru, assim como o consumo de carne de animais abatidos de forma clandestina se transforma em um sério problema de saúde pública, e na minha opinião sem resolver essas questões não se pode fazer saúde pública de forma eficiente. Entendo que as autoridades sanitárias deveriam combater com mais eficiência essas práticas para o bem de toda a sociedade.

Atenciosamente: Altair Rafagnin