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Características de um novo produtor de leite

MARCELO PEREIRA DE CARVALHO

EM 18/07/2011

7 MIN DE LEITURA

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O Simpósio Interleite deste ano, realizado em Uberlândia, MG, entre 6 e 8 de julho, com quase 1.000 participantes, teve uma concepção diferente das anteriores. Ao invés das palestras mais técnicas, optamos por apresentar 19 produtores, sendo 11 do Brasil e 8 do exterior. Acreditamos, ao propor esse formato inédito, que era o momento de apresentar as características de um novo produtor de leite, que vem se consolidando sem muito alarde. Também, entendemos que seria o momento de trazer produtores de outros países, mostrando também as mudanças que ocorrem nestes locais.



A cadeia do leite tem sido historicamente considerada marginal no país, sendo muitas vezes mais uma alternativa para quem não tem outra alternativa, do que uma opção econômica de um empresário rural. É bem verdade que, em número de produtores, ainda predominam aqueles que estão à margem do processo, como pode-se atestar pelo sucesso de iniciativas como o Balde Cheio, que visam justamente dar dignidade e uma nova perspectiva a esses milhares de produtores.

Porém, é de se supor que boa parte da produção de leite esteja sendo cada vez mais produzida por produtores ditos profissionais: aqueles que têm escolha e que estão na atividade por considerar que esta permite uma rentabilidade compatível com o que se consegue com outras atividades.

Essa nova realidade reveste-se de importância para o futuro do setor, já que a elevação dos custos de oportunidade da mão-de-obra e da terra estimula o aumento da escala e da eficiência dos fatores produtivos (leia os artigos o Mito da Mão-de-Obra Barata e O que Acontece com o Leite em Goiás, que versam sobre esses temas).

Apesar das diferenças regionais e mesmo de escala de produção entre todos esses 11 produtores brasileiros retratados, algumas características parecem comum a todos - inclusive com semelhanças a produtores de outros países também.

A seguir, destaco alguns itens que me parecem constituir o fio condutor entre estes produtores, estejam eles em Coxinha, RS, como o gaúcho Fernando Stédile, ou em Carmo do Rio Claro, MG, como Leo Pereira.



Presença do proprietário na fazenda: quando não vive na fazenda, o proprietário participa diretamente da administração da atividade e procura conhecer técnica e economicamente a exploração. Em nenhum deles prevalece a tradicional figura do empresário dono de fazenda, mas que pouco conhece da atividade. Isso não quer dizer que o produtor não possa ter outra atividade, até principal, ou que não tem profissionais contratados para a gestão. O que se quer dizer é que exige da equipe o mesmo profissionalismo com que tocam seus outros negócios, quando isso acontece, e que conhecem o que fazem.

Preservação do núcleo familiar: como bem observou Luis Fernando Laranja, moderador do último painel, é muito interessante notar como quase todos os produtores mostraram fotos de sua família, com muitos integrantes já participando das atividades. Em um dos casos (Mário Sossella, da Fazenda Iguaçu), o produtor trouxe inclusive a filha, psicóloga, que já o auxilia na área de recursos humanos. A preservação do núcleo familiar como um dos objetivos da atividade foi notória não só entre os brasileiros - John Pagel, produtor-modelo dos EUA, com 4.500 vacas em Wisconsin e Jeremy Casey, produtor neozelandês que é sócio de uma fazenda no Brasil, enfatizaram esse aspecto como crucial em seus projetos.

Paixão pelo que fazem: apesar de encararem sua atividade como negócio, ficou evidente a paixão com que tocam suas explorações. Aliás, desconheço qualquer profissional de sucesso, ainda mais em uma atividade como o leite, que não gosta do que faz. A atuação no leite por parte destes produtores transcende a questão econômica (mas obviamente não a exclui), como pode ser visto nas palestras de Magnólia Martins da Silva, de Monte Alegre de Minas, MG, ou de Reinaldo Figueiredo, de Cristalina, GO, que "admitiu" que antes de produtor de leite, é criador de vacas holandesas, sintetizando com seu lema como pensa a atividade: quer ter vacas bonitas, produtivas e rentáveis: "mais que uma paixão, é uma obsessão", disse.

Baixa rotatividade da mão-de-obra e preocupação com a qualificação e gestão da equipe: outro ponto crucial em comum entre estes produtores. Em muitos casos, as famílias nasceram na propriedade e estão há gerações como a família, como é o caso da Agrindus, de Roberto Jank, e da Santa Luzia, de Maurício Silveira Coelho, assim como nas propriedades de Antônio Carlos Pereira, cujo tempo médio de serviço no leite é de 11,2 anos, com 75% dos funcionários tendo mais de 5 anos de casa. Isso faz toda a diferença. Em todos, há o reconhecimento de que lidar bem com a equipe é tão ou mais importante do que lidar com as vacas.



Controle de custos e planejamento: todos têm dados precisos sobre sua atividade, sabendo o terreno em que estão pisando, como pôde ser visto na apresentação dos mineiros Pedro Nunes, da Fazenda Brejo Alegre (32.200 litros/ha/ano), e Ronaldo Gontijo, da Fazenda Monjolo Velho, que está estruturando um projeto de 30.000 litros diários com base em pastejo irrigado.

Metas e escala: além de saberem o que fazem, estes produtores possuem metas claras e, sem exceção, buscam crescer na atividade. Escala de produção é um aspecto relevante a todas estas explorações.

Agricultura eficiente: saindo agora do campo gerencial e indo para o técnico, foi possível perceber em todos eles, mesmo nos que têm grande paixão pelas vacas, a importância que se dá à exploração agrícola eficiente como sustentáculo da atividade. Analisando o caso destes produtores de destaque, não há leite rentável sem agricultura competente, seja via pasto de alta produtividade, seja agricultura tradicional.

Irrigação: nos proutores localizados em regiões onde há risco de déficit hídrico (ou seja, quase todos), o uso de irrigação entra como uma ferramenta fundamental para aumentar a lotação e portanto a receita por área, e reduzir os riscos climáticos cada vez mais freqüentes.

Utilização eficiente dos dejetos: nos produtores confinados, a irrigação é geralmente combinada com a aplicação de dejetos animais para reduzir o uso de fertilizantes químicos, melhorar as condições do solo, resolver problemas ambientais e elevar a produtividade por área. Dos 11 produtores brasileiros, 2 já tem biodigestores para geração de energia. No quesito sustentabilidade, não podemos de deixar de ressaltar Franke Dijkstra, pioneiro do plantio direto e que abordou no evento como resolveu a sucessão familiar em seu negócio, além da questão da sustentabilidade ambiental e integração entre as atividades.

Instalações adequadas ao sistema de produção: via de regra, o que se viu foram instalações adequadas ao sistema de produção e feitas de acordo com as recomendações técnicas, assistidas por profissionais do ramo. Em nenhum dos casos se viu "aberrações" que eram tão comuns em projetos de grande porte há 10 ou 15 anos.

Diversificação: esse é um item interessante e que me chamou a atenção quando Luis Bettencourt, o maior produtor do mundo (62.000 vacas) e que veio ao Interleite assistir ao evento, sentenciou: "não vi nenhum produtor de leite aqui, todos eles têm várias atividades". Na cabeça do americano (ou melhor, no caso do português que imigrou aos EUA), produtor de leite é aquele que apenas produz leite, muitas vezes nem as bezerras cria. No Brasil, nota-se entre os grandes produtores a existência de várias atividades, muitas vezes complementares: avicultura, suinocultura, sementes, citricultura, genética bovina, etc. Talvez isso tenha se dado pela histórica insegurança do setor, impelindo os produtores a desenvolver alternativas para não colocar todos os ovos na mesma cesta.

Entendimento do modelo de negócios visando rentabilidade: mais um aspecto que gerou reflexões. Apesar de uma série de características parecidas, ficou evidente que cada caso é um caso e que o produtor precisa alinhar seus interesses e o mercado ao seu sistema de produção. Assim, a certificação da produção de leite da raça jersey faz todo o sentido para Geraldo Calmon, do Rio de Janeiro, que obtém um sobre-preço muito significativo ao fornecer o leite com essas características a uma multinacional especializada em queijos finos, mas pode não fazer sentido a Jeremy Casey, do projeto Leite Verde, que tem como meta produzir leite de qualidade a baixo custo.



Excelência no que fazem: uma última característica me chamou a atenção. Todos os produtores prepararam palestras de alta qualidade e se dedicaram a apresentar da melhor maneira possível, fazendo deste Interleite um grande evento para o setor. Neles, vi uma característica que sempre procuro identificar: a busca pela excelência, traduzida até na preparação das palestras. Pessoas assim não se contentam como nada que não seja o ótimo, e isso certamente se reflete na maneira como tocam seus negócios.

Obviamente, não tivemos a pretensão de retratar a pecuária de leite nesse evento. O objetivo, ao contrário, foi identificar um novo produtor de leite que surge no Brasil, que reúne as características acima e que, talvez, represente uma tendência, podendo vir a ser cada vez mais responsável pelo crescimento da produção de leite no país.

MARCELO PEREIRA DE CARVALHO

Engenheiro Agrônomo (ESALQ/USP), Mestre em Ciência Animal (ESALQ/USP), MBA Executivo Internacional (FIA/USP), diretor executivo da AgriPoint e coordenador do MilkPoint.

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VIVIANE APARECIDA BUSSOLARO

CORONEL VIVIDA - PARANÁ - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 10/08/2011

Características de um novo produtor de leite  


Waltr Jark Flho


Eu concordo com você quando diz que não se tem uma projeção de quanto tempo vai demorar, para  o pequeno produtor "desaparecer".


Não se pode dizer ao certo quanto tempo essas mudanças vão demorar, para ocorrer. O perfil do nosso produtor de leite esta mudando assim como o nosso mercado, estes estão ficando mais exigentes, minuciosos e interessados pela busca de informações.


Posso lhe afirmar pelas minhas convicções que o nosso produtor hoje, difere principalmente do produtor de 10 anos atrás no aspecto informação; ele se preocupa em conhecer aprofundadamente a o modelo da atividade e do mercado que esta lidando, procura se atualizar e começa a jogar de igual para igual com as empresas. Atualmente, não se consegue e vender qualquer produto pro nosso produtor, antes de tal feito, eles analisam o produto, pedem opinião técnica , e principalmente colocam os custos e os benefícios na ponta do lápis. Porém não se pode generalizar , por tanto, ai que temos a separação dos produtores que solidificaram na atividade e os que vão com o passar do tempo se desligando dela.





Atenciosamente,





Viviane Aparecida Bussolaro


VIVIANE APARECIDA BUSSOLARO

CORONEL VIVIDA - PARANÁ - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 24/07/2011



Acredito que essas características do "novo" produtor de leite  são veridicas, acompanho a atividade a alguns anos. Venho de uma familia que está no ramo a tempo, sou prova viva dessas mudanças que estão ocorrendo, e posso sem dúvida confirmar o fato de o produtor de leite estar se aprimorando e ganhando o seu espaço, e importância. Parabéns pela análise!  


Viviane Aparecida Bussolaro
WALTER JARK FLHO

SANTO ANTÔNIO DA PLATINA - PARANÁ - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 22/07/2011

Prezado Marcelo !


  Alguns números, como 17000 vacas em lactação, me impressionam . Tambem fiquei assustado ao ler reportagem neste site que 740 (aproximadamente) produtores dos EUA  produzem o equivalente ao total da produção brasileira. Se minha memória  e meus cálculos não estiverem  falhando, a média destes produtores americanos é de  aproximadamente 110000 litros /dia contra uma média nacional  de 68 litros /dia. É claro que nossa média é baixissima ,mas se pegarmos a média dos 100 maiores  nacionais devemos ficar  num valor próximo a 10% da média dos americanos. Portanto uma diferença enorme. Da mesma forma que um dos palestrantes do interleite , comecei com 30 litros. Hoje ,com aproximadamente 1350 litros  /dia me sinto insignificante perante estes números, embora na minha região eu seja considerado grande. A pergunta que eu gostaria de ter respondida é: Qual o volume mínimo para que o produtor brasileiro possa sobreviver na atividade daqui a 10 anos ?  Como extensionista, tenho discutido esta questão quase que diáriamente . Alem da questão renda para sobreviver, existe a questão da logística dos laticinios. Já a casos em que o laticinio não se interessa em ir captar 50 litros. Afinal, hoje a captação é feita em caminhões (a granel) e o custo do transporte é alto. No Paraná , levantamento recente do IPARDES mostra que 55% dos produtores  tem produção de até 50 l/ dia e respondem por apenas 17% da produção. Este site publicou recentemente , que os médios e grandes produtores do Brasil (não especificou quem é médio e grande ) são responsáveis por 80% da produção nacional. Parece que são dados parecidos.


Quando falo que o pequeno produtor vai desaparecer, invariàvelmente ouço o seguinte:


"Escuto isso há mais de 30 anos" . Tenho certeza que isso vai acontecer. Só não sei quanto tempo vai demorar. Da mesma forma que não sei o quanto ainda tenho que crescer para estar na atividade daqui a 10 anos. É possivel fazer uma projeção?


Walter
CARLOS MENDES DE SALES

SANTA MARIA DO SUAÇUÍ - MINAS GERAIS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 22/07/2011

Parabéns, o documentário é de grande importância para nós extensores pois nos projetam uma visão ainda mais ampla deste senário tão diversificado.
MARCELLO DE MOURA CAMPOS FILHO

CAMPINAS - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 20/07/2011

Milkpoint está de parabéns pela organização do Interleite e o Marcello Carvalho pelo artigo "Características de um novo produtor de leite". Realmente os pontos caracterizados no artigo são comuns nos produtores de leite de sucesso e fundamentais para o desenvolvimento e competitividade de nossa pecuária leiteira.





Aproveito a oportunidade para fazer algumas considerações sobre esses pontos.





Com relação à presença do proprietário nas propriedades leiteiras, preservação do núcleo familiar e paixão pelo que fazem, de forma geral, é um traço comum nossas propriedades leiteiras, e se o sucesso da nossa pecuária leiteira dependesse apenas destes pontos, ao meu ver já teríamos uma pecuária leiteira altamente competitiva, produzindo leite para atender ao mercado interno e o Brasil exportando em vez de importar leite e lácteos. São pontos necessários mas não suficientes.





Os pontos que de forma geral se constituem em problemas nas nossas propriedades leiteiras ( talvez em mais de 90% ) estão relacionados à controle de custos e planejamento, metas e escala, agricultura eficiente, irrigação, utilização eficiente de dejetos e instalação adequadas ao sistema de produção.





A solução desses problemas dependem de capacitação dos produtores e disponibilização de recursos para que os investimentos e medidas necessárias para saná-los possam ser implementadas, e ao nosso ver só acontecerá se:





1)     Houver mudança na postura do governo, tomando medidas necessárias para capacitação e investimento dos produtores;


2)     Houver mudança na postura da indústria, trabalhando para desenvolvimento de seus fornecedores de leite para que possam produzir leite de qualidade de forma competitiva;


3)     Aglutinação de técnicos e produtores em núcleos locais, viabilizando a assistência técnica, o que é fundamental para a capacitação dos produtores e assegurar o resultado dos investimentos feitos.





Esses são os pontos fundamentais, necessários para o sucesso de nossa pecuária leiteira, ausentes na grande maioria de nossas propriedades leiteiras, e que se não houver empenho do Governo e da indústria para mudar esse quadro, manterá o País, tal como aconteceu no passado, dependente da importação de leite para atender ao mercado interno e perdendo a oportunidade de se tornar um importante exportador de leite e lácteos, tirando trabalho e renda o interior do País.





Com relação à excelência no que fazem os produtores, é preciso lembrar que esta depende de empenho e capacitação. A falta de excelência na maioria dos casos decorre da falta de capacitação, de forma que acredito havendo empenho do Governo e  da indústria para que os produtores recebam assistência técnica esse ponto deixará de ser problema e passará a ser uma característica comum na maioria dos produtores. Semelhante é o caso do entendimento do modelo de negócios visando a rentabilidade, fundamental para assegura margens ao produtor de leite para que sua atividade possa ser economicamente sustentável. Havendo assistência técnica que permita a capacitação dos produtores essa característica passará a ser comum na maioria dos produtores.





Conseguir mão de obra qualificada e com baixa rotatividade talvez seja o maior desafio para o produtor que não trabalha apenas com mão de obra familiar, e ele precisa saber capacitar, motivar e gerenciar a equipe para ter sucesso. Por isso quando se fala em capacitar o produtor tem que estar incluído a capacitação para gerenciar recursos humanos.





No meu ver a questão mais polêmica é a da diversificação, que precisa se encarada com cuidado. Ora se não é fácil ser bom numa coisa, mais difícil será ser em várias. Para um produtor altamente capacitado a diversificação pode  altamente positiva e concorrer para seu sucesso, mas para um produtor sem capacitação poderá contribuir para seu fracasso.


De  forme geral no Brasil o produtor de leite exerce 3 atividades: produzir leite, produzir alimentos e recria. Talvez o caminho da especialização seja uma opção importante para muitos produtores e para o desenvolvimento de nossa pecuária leiteira. Se tivéssemos produtores especializados em produzir alimentos para o gado, principalmente volumosos, outros na recria e outros na produção talvez todos seriam mais competitivos e os resultados melhores para todos.





Finalizando quero lembrar que uma cadeia produtiva tem a força de seu elo mais fraco. Nunca teremos uma cadeia produtiva do leite forte com uma pecuária de leite fraca. É bom que o Governo e a indústria tenham isso em mente e trabalhem para que esses pontos de sucesso não se caracterizem com exceção e estejam presentes na maioria de nossas propriedades leiteiras. Se isso for esquecido o futuro será a repetição do passado, com o Brasil produzindo leite de baixa qualidade e importando muito leite para atender ao mercado interno.





Marcello de Moura Campos Filho


   Presidente da Leite São Paulo





PAULO ROBERTO VIANA FRANCO

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 20/07/2011

Parabens pelo evento, com depoimento de produtores. Gostaria de convidar a todos para o 8 Grande Encontro de Produtores Rurais de Lima Duarte em 20 de Agôsto de 2011, onde teremos varios produtores fazendo depoimento sobre o programa Balde Cheio e os resultados consequidos. Paulo Viana - Agrônomo do Balde Cheio
ROSÂNGELA SOARES WILLRICH

BAGÉ - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 20/07/2011

Parabéns por mais um Interleite! Sinto não ter podido comparecer.


Fiquei feliz quando lí as caracteísticas em comum dos atuais produtores bem-suscedidos. Alguma delas, nós da Granja Guaibu (toda família envolvida) também apresentamos, o que significa que estamos no caminho certo.


Abraço
GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 20/07/2011

Prezado Marcelo: Parabéns pelo evento. Verifiquei que todas as conclusões são condizentes com as que eu sempre anuncio: para ser um bom produtor é preciso ser profissional, mesmo que seja a pecuária de leite uma atividade paralela à principal. Ter competência administrativa e, mesmo não sendo o administrador direto do empreendimento, conhecer a área em profundidade - ainda que meridiana - para que possa tomar decisões seguras quanto ao sistema a adotar, o tipo de evolução genética, o manejo, a especialização da mão de obra. Estar em sintonia com a produção agrícola, principalmente daqueles vegetais que são utilizados na alimentação dos animais (como capim, milho, cana de açúcar, sorgo e outros), respeitadas as limitações regionais, que irão baratear os custos da produção. Por fim, a criação das bezerras - ponto em que divirjo das constatações de Luís Bettencourt, já que o reputo como um dos mais importantes dentro dos que compõem a pecuária de leite - que irá dar continuidade aos rebanhos, à fórmula genética adotada e, ainda, em termos de excedentes, promover um ganho extraordinário, com a venda dos animais, muitas vezes superior ao da comercialização do leite. Apenas deixo aqui uma sujestão para que o Interleite passe a ser itinerante, deslocando-se da região de Uberlândia para Belo Horizonte, Juiz de Fora - MG, Rio de Janeiro - RJ, São Paulo - SP, Curitiba - PR, Porto Alegre - RS (cada ano em um lugar diferente), permitindo, assim, que maior número de produtores de outros lugares possam dele participar, o que é limitante no caso de Uberlândia, pelo tempo que tem que ser dispendido com os traslados para participar do evento.


Um abraço,








GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO


FAZENDA SESMARIA - OLARIA - MG
ARNALDO BANDEIRA

CURITIBA - PARANÁ - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 18/07/2011

Ótimo resumo do que se viu no Interleite 2011!


Além desses fatores críticos de sucesso, destacando-se a importância do núcleo familiar organicamente  envolvido no negócio, quase todos os produtores destacaram também a importância de se ter um sonho e de se contruir uma visão para o negócio.  
JOSÉ HUMBERTO ALVES DOS SANTOS

AREIÓPOLIS - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 18/07/2011

Parabéns Marcelo

Não tive oportunidade de participar do Interleite mas a repercussão e sua análise mostram que aproveitamos melhor com o testemunho de empreendedores competentes

c/o os que se apresentaram no evento.

Essa iniciativa pioneira demonstra como estamos carentes de informações consistentes sobre a atividade e c/o ela pode ser exitosa.

Abraços
OCTAVIANO ALVES PEREIRA NETO

SÃO PAULO - SÃO PAULO - INDÚSTRIA DE INSUMOS PARA A PRODUÇÃO

EM 18/07/2011

Parabéns à toda equipe Milkpoint pelo sucesso alcançado na 11ª edição do Interleite.


Como você muito bem ressaltou Marcelo em seu discurso de abertura: mexer em time que vem ganhando é um risco e um desafio para quem organiza um evento da envergadura do Interleite. O resultado foi brilhante.


Tenho absulota certeza que os participantes viram  no modelo proposto uma referência para seus sistemas produtivos e a que "é possível".


Um grande abraço e desejo que o sucesso seja crescente nessa e nas demais ações desenvolvidas pela equipe Agripoint.


MilkPoint AgriPoint