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Porque se deve reavaliar a duração do período seco?

POR JOSÉ LUIZ MORAES VASCONCELOS

JOSÉ LUIZ M.VASCONCELOS E RICARDA MARIA DOS SANTOS

EM 03/10/2003

2 MIN DE LEITURA

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Neste radar serão apresentados novos conceitos relacionados à duração do período seco, dados estes mostrados na reunião da American Dairy Science Association, que ocorreu em junho, Phoenix, Arizona (R. R. Grummer e R. R. Rastani, Universidade de Wisconsin, Madison. Why re-evaluate lenght of dry period? J. Dairy Sci. Vol 86, Suppl. 1, pág 153, 606, 2003).

As possíveis vantagens de se reduzir a duração do período seco incluem aumento do lucro da atividade devido à maior duração do período de lactação, simplificação do manejo da vaca seca e diminuição do espaço físico disponível para as vacas secas.

A recomendação tradicional é que o período seco dure 60 dias. Fisiologistas descrevem que o período seco é constituído de três fases: involução ativa, fase de descanso e redesenvolvimento do tecido secretório da glândula mamária. A importância da fase de descanso nunca foi estabelecida.

Existem muitos dados na literatura que mostram que o período seco deve variar entre 6 a 8 semanas. Entretanto, é difícil interpretar tais dados. A grande maioria dos dados utilizados nestes estudos refere-se a dados de campo (ex. dados do DHI). Neste conjunto de dados, as vacas que possuem um período seco mais curto do que 6 a 8 semanas provavelmente não tinham a intenção de ter tal duração e conseqüentemente não foram manejadas adequadamente para terem períodos secos curtos. Além disto, estes dados de campo podem estar confundidos devido às interações entre parâmetros como produção de leite ou intervalo entre partos e duração do período seco.

Alguns experimentos delineados especificamente para comparar 30 e 60 dias de período seco indicam que períodos secos mais curtos são possíveis, sem sacrifício da produção de leite na lactação seguinte.
Novos estudos são necessários para confirmar esses dados e determinar os efeitos da diminuição do período seco na condição corporal, incidência de doenças metabólicas e performance reprodutiva.

Se o período seco de 30 dias não influenciar negativamente na lactação seguinte, a próxima pergunta lógica é: o período seco pode ser ainda menor?

Para estudar os efeitos da ausência do período seco, quartos mamários da mesma vaca foram ordenhados continuamente ou passaram por um período seco tradicional de 60 dias. Esses resultados indicaram queda de 25 a 40% na produção de leite, na lactação seguinte, se utilizada a ordenha contínua. No entanto, esses e outros estudos usaram um número pequeno de vacas por grupo e vacas de baixa produção.

Com o aumento da produção de leite e da persistência da lactação, pela seleção genética ou pela administração de agentes exógenos como bST, a probabilidade do sucesso do encurtamento ou eliminação do período seco pode aumentar.

Estes dados sugerem que novos experimentos bem delineados devem ser desenvolvidos nesta área. No próximo radar apresentaremos novos dados relacionados com este assunto.

JOSÉ LUIZ MORAES VASCONCELOS

Médico Veterinário e professor da FMVZ/UNESP, campus de Botucatu

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